segunda-feira, 25 de setembro de 2017

Five Star abre o mercado em Toronto

DIAMANTES

Five Star abre o mercado em Toronto

Depois de cinco anos que a última companhia com atuação no Brasil (a Rio Verde) foi listada na bolsa de Toronto, a Five Star Diamonds abriu o mercado da TSXV
marcando a volta de companhias atuantes no Brasil ao mercado de capitais do Canadá, onde há o maior número de empresas de mineração listadas no mundo.

Para o diretor da Five Star Diamonds, Luiz Maurício Azevedo, o convite da TSXV para que a Five Star abrisse o mercado (a empresa havia sido listada há cerca de um mês), considerou que o Brasil estava muito afastado do mercado canadense. Ele disse também que o processo que levou à listagem da Five Star demandou cerca de dois anos e que durante esse período a empresa colocou uma pequena operação em produção para aproveitamento de kimberlitos identificados na região de Ouvidor, no estado de Goiás.

Segundo Azevedo, um fato decisivo para que o projeto tivesse evoluído foi o apoio dado pelo governo do estado de Goiás, principalmente na tramitação do processo de licenciamento. E o objetivo, acrescentou, é que em janeiro do próximo ano a empresa já esteja produzindo diamantes em escala industrial, explorando depósitos de porte mundial.
Fonte: BBC

Três mil garimpos clandestinos no Pará ameaçam Rio Tapajós-PA

Três mil garimpos clandestinos no Pará ameaçam Rio Tapajós-PA
Foto: SEMMAP
SÃO PAULO — Cerca de três mil garimpos clandestinos ameaçam unidades de conservação, reservas indígenas e rios na região do Tapajós, no Sul do Pará, a área mais preservada da Amazônia Legal.
Em cada um trabalham de dez a cem homens, mas alguns chegam a ter 500. Só num trecho de dois quilômetros há 63 dragas cavando o leito do Rio Tapajós em busca de ouro. O número está num relatório do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), que monitora as unidades de conservação federais. Segundo o documento, mesmo garimpos com autorização de lavra não têm estudos de impacto ou licença ambiental.

— Neste trecho do Rio Tapajós onde as dragas operam está a maior concentração acumulada de ouro. O problema é que a venda é clandestina, fica muito pouco para o município — diz Valfredo Pereira Marques Júnior, diretor de Meio Ambiente e Mineração da Secretaria de Meio Ambiente de Itaituba.

A extração legal de ouro paga aos cofres públicos apenas 1% de Compensação Financeira pela Exploração de Recursos Minerais (CFEM), dos quais 12% vão para a União, 23%, para o estado e 65%, para o município. Hoje, o ouro ocupa o segundo lugar na exportação mineral do país, atrás apenas do ferro.

O ouro começou a ser explorado na década de 50 no Rio das Tropas, afluente do Tapajós, e sempre foi a principal fonte de renda da população. Com o aumento do preço no mercado internacional, acentuado a partir de 2008, só a região de Itaituba — que inclui os municípios de Trairão, Jacareacanga e Novo Progresso — recebeu cerca de cinco mil novos garimpeiros. 

A rapidez da destruição assusta até quem apoia o garimpo. Em fevereiro, o deputado federal Dudimar Paxiúba (PSDB-PA), de Itaituba, ex-garimpeiro, discursou na Câmara federal e se disse preocupado pelo fato de as reservas naturais “estarem sendo depredadas com rapidez impressionante”.

— Pelo menos metade das dragas chegaram de dezembro para cá. Os clandestinos são ousados, operam também com escavadeiras na mata. E não é só o ouro. Estão retirando areia, pedras, brita e cassiterita — conta Marques Júnior.

Segundo o Sindicato das Indústrias Minerais do Estado do Pará, só em 2016 foram dadas pelo Departamento Nacional de Produção Mineral (DNPM) duas mil autorizações para a instalação de lavras de garimpo na região. Segundo levantamento do GLOBO, das 610 lavras garimpeiras de ouro ativas no país, 473 estão no Pará, sendo 457 em Itaituba. Alguns garimpos ainda são manuais e usam mercúrio, poluindo a água e contaminando peixes.

Em abril, o governo do Pará proibiu dragas e pás carregadeiras no leito do Tapajós. Houve protestos dos garimpeiros e foi iniciada uma negociação. Segundo Marques Junior, uma instrução normativa deve ser editada pelo estado este mês.

Apenas em Itaituba, a estimativa é que sejam retirados cerca de 250 quilos de ouro por mês e que 80% do dinheiro em circulação venham do garimpo. A compra e venda de ouro é tão comum que há balanças para pesar o metal em farmácias, bares e armazéns.

Fonte: O Globo

Como achar um filão de ouro em poucos dias 

Como achar um filão de ouro em poucos dias 


Todo ouro aluvionar tem uma fonte original, Não há ouro sem mãe.
O ouro aluvionar é espalhado em grandes superfícies e depositado de forma horizontal;
Essas 2 características fazem deste tipo de ouro uma forma relativamente fácil de encontrar-lo.
Adicionado a forma do garimpeiro de pesquisar, testando o cascalho das grotas, de uma forma sistemática, pois cada garimpeiro fazendo o seu esforço individual, o esforço concentrado de todos os pesquisadores acabara formando uma cobertura sistemática; aí esta encontrado a forma de detectar praticamente todo o ouro aluvionar existente.

Mas quando tratar-mos do caso dos colúvios ou derrames e paleoaluvióes, ainda temos uma ocorrência horizontal, mas desta vez menos espalhada que do os aluviões
Tudo isto forma o ouro secundário, fácil, mas de volume limitado, pois ele é tão somente o que a erosão arrancou dos primários para espalhar
Mas de onde vem esse ouro secundário e como é que ele saiu dos primários?
O Ouro primário é o que esta inserido na rocha ou na rocha alterada na superfície, ou lagrese
Ele não esta sempre em forma de filões, que é a forma mais conhecida:
Ele esta sob diversas formas:
- disseminado no granito na pirita onde essa pirita quando altera cria uma cor vermelha no barro;
- Em gossans: são as pedras vermelhas tipo laterita mas muito mais pesadas, quando esse ouro disseminado apresenta concentrações de pirita; o gossan é formado pela alteração da pirita formando chapéus de ferro; geralmente há o gossan e há os veios de quartzo juntos
- Em veios de quartzo verticais com ou sem pirita, formando os conhecidos filões, mas estes só tem larguras de alguns cm a no máximo poucos metros de espessura
- Em stockworks de quartzo com veios de todas as direções chamados de casqueiros e próximos a uma shear ou zona de cizalhamento;
- Em veios horizontais de cada lado de uma shear, chamados de sheated veins
- Em corpos de vulcânicas com vênulas de quartzo ou de sulfetos

Cuidado: quando o filão é rico, ele é pouco espesso, é como se houvesse um equilíbrio; largo, o ouro fica espalhado, estreito, ele fica concentrado;
Isto se aplica na forma micro como na macro:
Quando há muito ouro num aluvião grande destes tipo do Rosa de Maio, Marupa, há menos chances de ter filões ricos, porque se os filões são ricos, eles são pequenos e se são pequenos, eles não terão fornecidos material suficiente para abastecer um aluvião tão grande. Esses grandes aluviões abasteceram-se com primários grandes, portanto pobres, disseminados;
Fonte: Jornal do ouro

CPRM Estuda Rochas Portadoras de Diamantes Kimberlitos e Garimpos em Todo o País

CPRM Estuda Rochas Portadoras de Diamantes Kimberlitos e Garimpos em Todo o País
asscom
Com o intuito de desenvolver estudos abrangendo os principais aspectos da geologia do diamante no país, o Serviço Geológico do Brasil (CPRM) iniciou, em 2008, por meio do Projeto Diamante Brasil, um trabalho sistemático de pesquisas voltado para o estudo de rochas portadoras de diamantes kimberlitos e garimpos em todo o país. O projeto tem como meta integrar as características da geologia do diamante incluindo fontes primárias e secundárias. Outra vertente do projeto diz respeito à discussão geológica dos garimpos de diamante, que ainda desempenham um papel de destaque na economia brasileira e possuem importante valor histórico. Para o coordenador responsável pelo Diamante Brasil, geólogo Valdir Silveira, as pesquisas desenvolvidas dentro do projeto são importantes para todas as esferas da sociedade. “É fundamental gerar dados na área de diamantes para fomentar pesquisas por empresas do setor e também suprir o governo com informações sobre o tema”, diz. O processo de execução é desempenhado por técnicos da CPRM situados nas regiões diamantíferas. A equipe responsável pelo trabalho nessas áreas conta com técnicos capacitados e até mesmo consultores internacionais especializados no tema. O projeto é uma ação da Diretoria de Geologia e Recursos Minerais da CPRM, por meio do Departamento de Recursos Minerais (Derem), e entre o público alvo estão gestores, universidades, empresas com atuação na área de garimpo e órgãos governamentais como a Secretaria de Geologia, Mineração e Transformação do Ministério de Minas e Energia (SGM-MME), o Departamento de Produção Mineral (DNPM) e o Ministério da Justiça. Segundo Silveira, em maior ou menor escala, diversos setores da sociedade serão beneficiados.
 Treinamento
Para dar continuidade à capacitação dos profissionais envolvidos no Projeto Diamante Brasil, no período de , ocorrerá, na sede da CPRM em Brasília, um treinamento para capacitação profissional que contará com a participação de técnicos canadenses e brasileiros com mais de 30 anos de experiência na área de diamantes. Outras informações sobre o treinamento serão divulgadas brevemente.  Técnicos em missão de pesquisa na Provincia kimberlítica alto Apiaú-RR

Principais objetivos do Projeto Diamante Brasil
- Produzir mapas mineralógicos das áreas alvos com nota explicativa;
- Realizar guias contendo procedimentos técnicos para prospecção do diamante (amostragem; química mineral e estudo de diamante);
- Utilizar textos técnicos contendo o estado da arte da geologia do diamante no Brasil, em forma de livro;
- Desenvolver estudos mineralógicos, geoquímicos e isotópicos de minerais das áreas (estudos geodinâmicos);
- Caracterizar quimicamente kimberlitos
- Atualização e consistência da shape kimberlito no Mapa Geológico do Brasil na escala 1:1.000.000;
- Elaborar o projeto em Sistema de Informações Geográficas (SIG), contendo os dados geológicos e geoquímicos (mapas, fotos de afloramentos, imagens de satélite e tabelas);
- Sugerir alternativas para gestão, extração das matérias-primas e produtos derivados de forma sustentável, minimizando os danos ambientais;
- Produzir estudo morfológico das populações de diamantes brasileiros para subsidiar a certificação de diamantes através do Kimberley Process.

A importância do Projeto Diamante Brasil para o país
Iniciado em meados de 2008, o Projeto Diamante Brasil vem desempenhando um papel social, econômico e geológico fundamental para os diferentes setores da sociedade. Segundo o chefe do Departamento de Recursos Minerais da CPRM, Reinaldo Brito, os reflexos dos anos de estudo podem ser melhor sentidos agora, uma vez que os estudos executados pela CPRM são de grande importância para a soberania nacional. “O projeto faz com que o Estado assuma o papel de soberano sobre o real potencial diamantífero do Brasil, resgatando para a sociedade o direito de conhecimento sobre o seu solo”, disse. De acordo com Brito, antes do projeto apenas empresas privadas tinham conhecimento das áreas onde os diamantes estavam localizados, a quantidade e qualidade dos mesmos. Hoje, a CPRM possui todas essas informações. “Agora se sabe onde está o ouro, o urânio e até o diamante. Antes, ficava um vazio em relação aos diamantes, não havia informações precisas”, comenta Brito. “O projeto serviu até mesmo para dizimar conflitos oriundos do diamante”, lembrou. Por ser uma atividade com alto grau de informalidade, muitos garimpos eram ilegais, principalmente em áreas indígenas e de conservação ambiental. Com esse trabalho, foi possível identificar essas regiões e o governo pôde dar subsídio nessas localizações. 
Banco de Dados
Uma das metas do projeto é realizar um banco de dados de ocorrências diamantíferas no Brasil e vinculá-lo a pólos produtores, distritos e províncias diamantíferas. Haverá um banco físico com amostras de rochas e gemas que serão caracterizadas. Além disso, todos esses dados também estarão disponíveis no Geobank da CPRM para consulta pública.

Investimentos
O Projeto Diamante Brasil é executado com recursos do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) 


 Uma das equipes de campo recebendo treinamento sobre o kimberlito Redondão-PI  Técnicos da CPRM em trabalho de campo na Província kimberlítica Rosário-RS  Prospectores fazendo coleta de cascalhos em drenagens da Folha Pará de Minas-MG

Dólar encerra no maior nível do mês ante real com aversão ao risco externo e cautela com política local

Dólar encerra no maior nível do mês ante real com aversão ao risco externo e cautela com política local

SÃO PAULO (Reuters) - O dólar subiu nesta segunda-feira e retomou o patamar de 3,15 reais, o mais alto desde o final do mês passado, acompanhando a valorização da moeda no exterior num ambiente de aversão ao risco, e em meio à cautela com a cena política local, com a tramitação da segunda denúncia contra o presidente Michel Temer na Câmara.
O dólar avançou 0,95 por cento, a 3,1574 reais na venda, maior nível desde os 3,16 reais de 30 de agosto. Na máxima, a moeda marcou 3,1608 reais e, na mínima, 3,1267 reais. O dólar futuro subia 1 por cento.
“A crise geopolítica acabou servindo de justificativa para uma realização de lucros”, avaliou um profissional da mesa de derivativos de uma corretora local. “Mesmo com o desmentido norte-americano, o dólar seguiu com alta firme.”
O ministro de Relações Exteriores norte-coreano disse nesta segunda-feira que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou guerra contra a Coreia do Norte e que Pyongyang tem o direito de tomar contramedidas.
A Casa Branca rebateu as declarações, dizendo que a afirmação do ministro norte-coreano era absurda e que os Estados Unidos não declararam guerra ao país asiático.
No exterior, o dólar avançava ante uma cesta de moedas, ajudado ainda pelo recuo do euro após as eleições alemãs na véspera, e também tinha valorização ante divisas de países emergentes, como os pesos chileno e mexicano.
Merkel conquistou o quarto mandato no domingo, mas terá que construir uma coalizão difícil para formar um governo depois que seus conservadores perderam apoio diante do partido anti-imigração Alternativa para a Alemanha (AfD).
A trajetória de alta da moeda no exterior era reforçada ainda por declarações do presidente do Federal Reserve de Nova York, William Dudley. Ele afirmou que o banco central norte-americano caminha para aumentar gradualmente as taxas de juros, dado que os fatores da desaceleração da inflação estão “desaparecendo” e os fundamentos da economia do país estão sólidos.
Do lado doméstico, a cena política local continua sendo observada bem de perto pelos investidores, com a expectativa pela leitura da nova denúncia contra o presidente Michel Temer.
“O início da tramitação da segunda denúncia contra Michel Temer deverá catalisar as atenções do mundo político, devendo paralisar os trabalhos no Congresso pelas próximas três semanas”, destacou a SulAmérica Investimentos em relatório, acrescentando que isso pode prejudicar a tramitação da reforma da Previdência.
A nova denúncia contra Temer o acusa de liderar uma organização criminosa e de obstrução de Justiça. A expectativa era de que fosse lida nesta segunda-feira, mas, sem quórum, não houve sessão plenária. A expectativa, agora, é que a leitura ocorra na manhã seguinte.
Cabe à Câmara dos Deputados decidir se autoriza o Supremo Tribunal Federal a analisar a denúncia para decidir sobre sua eventual aceitação.
Também seguem no foco dos operadores as negociações sobre o programa de renegociação de dívidas de empresas, o Refis, cujo prazo acaba na sexta-feira. Executivo e Legislativo ainda não chegaram a um acordo.
O BC vendeu integralmente a oferta de até 12 mil contratos de swap cambial tradicional --equivalentes à venda futura de dólares-- no leilão para rolagem do vencimento de outubro. Desta forma, até agora já foram rolados 4,2 bilhões de dólares do total de 9,975 bilhões de dólares que vence no mês que vem.

Fonte: Reuters