quinta-feira, 28 de setembro de 2017

OPALA NOBRE DE PEDROII - PIAUÍ

Opala Nobre


Curso de Gemologia para ganhar muito dinheiro



Com as suas diversas variedades, as opalas têm maravilhado os Homens desde a Antiguidade. Esta pedra, com exemplares de uma beleza ímpar, é tida como a gema nacional da Austrália.

A opala ocorre em diversas variedades, entre as quais distingue-se a opala nobre, a opala comum, a opala de fogo e a opala de madeira. Todas são usadas em joalharia.
Tal como o quartzo, a opala é uma substância composta por sílica (SiO2) e também por água (até 10%). É uma substância amorfa, não possui uma estrutura cristalina e deste modo não pode ser denominada de mineral, no sentido estrito do termo, mas sim de mineralóide. Apresenta-se em veios, glóbulos e em crostas de várias cores. Tem uma dureza ligiramente inferior à do quartzo.

As opalas são muitas vezes impregnadas com óleo para disfarçar a presença de microfracturas que se desenvolvem espontaneamente, muito provavelmente devido à perda de moléculas de água quando expostas ao ar. Também se usam resinas e silicone. Estes tratamentos não são permanentes.
A opala comum quando surge com cores bonitas é, geralmente, talhada em cabochão(1) para fazer parte de aneis e colares. As cores passam pelo verde, amarelo, rosa, vermelho e azul.
A variedade mais importante é a que exibe um “jogo de cores”: a dita OPALA NOBRE. Pode ser descrita como preta ou branca consoante a sua cor: a preta inclui o cinzento, o azul escuro e o verde; a branca inclui os tons claros. A variedade mais valiosa é a opala nobre “preta” devido ao facto de ser a que mostra da melhor maneira (com mais contraste), a multiplicidade de cores. Algumas variedades brancas e porosas são tratadas de modo a torná-las “negras”. Para isso são imersas em soluções saturadas de açucar e posteriormente tratadas com ácido sulfúrico concentrado para retirar a água. O efeito traduz-se na retenção dos átomos de carbono do açúcar nos interstícios da pedra.
O “JOGO DE CORES” ou iridescência(2) é causado pela difracção da luz incidente que é devida ao tipo de estrutura que as opalas apresentam.
Até 1964 esta estrutura não era conhecida e consequentemente a síntese de opalas não era possível. Foi graças ao micoscópio electrónico, que se descobriu que os apreciados efeitos ópticos eram produzidos pelo arranjo tri-dimensional de esférulas de sílica de igual tamanho (ultramicroscópicas) espaçadas regularmente, que funcionam como uma rede de difracção.

A difracção da luz provoca a sua decomposição em cores do espectro de luz visível. São essas cores que se podem observar quando a pedra é olhada de diversos ângulos e que a tornam tão desejada.
O tamanho das esférulas de sílica varia consoante os diversos tipos de opala. Desta forma, consoante o maior ou menor tamanho das esférulas de sílica também o “jogo de cores” produzido tem mais ou menos cores: as opalas constituídas por esférulas maiores permitem a passagem, através dos espaços entre elas, de todos os componentes da luz branca; as opalas constituídas por esférulas menores bloqueiam os comprimentos de onda maiores (responsáveis pelos vermelhos e laranjas). Assim as primeiras produzem uma irisação com muitas cores (do vermelho ao violeta do espectro de luz visível) e as segundas produzem uma irisação com menos cores.

Depois de conhecida a estrutura das opalas, foi possível iniciar experiências para a sua síntese. Em 1974, as primeiras opalas sintéticas foram comercializadas por Pierre Gilson.
A opala é depositada em cavidades e fissuras nas rochas, a partir da precipitação química de águas ricas em silício ou pode ter origem na acumulação de restos de esqueletos de organismos marinhos animais (radiolários e espículas de certas esponjas) e vegetais (diatomáceas). Também ocorre em fósseis substituíndo as estruturas originais (opala de madeira).
A opala de madeira, xilopala ou xilóide, forma-se quando no processo de fossilização há a substituição da celulose, principal constituinte da madeira, por opala. Na floresta Petrificada de Holbrook, no Arizona, EUA, encontram-se magníficos troncos de araucária petrificados com 65m de comprimento e 3m de largura. Este local é actualmente um Parque Nacional.
A opala de fogo, também muito apreciada, apresenta-se transparente com uma bonita cor castanho-mel avermelhado. Por vezes esta variedade exibe também iridescência, tornando-se mais valiosa. Esta variedade provém essencialmente do México.

A melhor maneira da opala exibir o efeito do “jogo de cores” é quando é talhada em cabochão. As opalas de fogo são muitas vezes facetadas e no caso de poderem exibir alguma iridescência são frequente talhadas com a “mesa” (a faceta maior da coroa), ligeiramente curva.
Opalescência é um termo que se refere ao efeito translúcido e leitoso que algumas opalas apresentam; no entanto este termo é, muitas vezes, erradamente utilizado para definir o efeito óptico da multiplicidade de cores observadas nas variedades de opala nobre.
O nome opala deriva de upala, que em sânscrito significa pedra ou pedra preciosa. Esta pedra é conhecida e apreciada desde a Antiguidade. Os Romanos consideravam-na a gema mais bela depois da Esmeralda. Contava-se que “(…) no sec. I a.c., o senador Nonnio preferiu partir para o exílio a ter de ceder uma opala preciosa a Marco António.” In colecção Minerais e Pedras Preciosas, 1993.
Foi associada ao poder e a várias capacidades medicinais, mas mais tarde adquiriu fama de trazer azar. Esta fama perdurou durante muito tempo e só nos finais do sec. XIX, com a descoberta das enormes jazidas na Austrália, é que começou outra vez a ser procurada como pedra de adorno. A rainha Victória, que gostava muito desta gema, contribuiu muito para a sua divulgação.
As jazidas mais antigas localizam-se na ex-Checoslováquia. Actualmente cerca de 96% da produção de opalas nobre provem da Austrália. Há também jazidas no México, no Brasil, nos EUA (Oregon, Nevada e Idaho) e na Ucrânia.

As bonitas opalas australianas foram descobertas em 1869 em Listowel Downs (em Western Queensland), mas é só em 1889 que a indústria das opalas se estabelece, quando Tullie Wollaston as comercializa com sucesso. Ocorrem numa vasta região denominada de “cintura de opala de Queensland”, com 800 Km, entre New South Wales e a fronteira Queensland / Kynuna; são zonas muito áridas aonde as condições de vida são difíceis.
Actualmente os exemplares de opala nobre preta provêm de Lightning Ridge, New South Wales, mas no passado entre as décadas de 30 e 60 magníficas opalas pretas provinham da mina Mighty Hayricks.
Situada entre Adelaide e Darwin, Cober Pedy é a mina de opala mais larga do mundo e foi descoberta em 1915 por um rapaz de 14 anos de idade durante uma expedição à procura de água. Cober Pedy é responsável por cerca de 80% da produção australiana.
(1) Cabochão é um estilo de talhe: a pedra apresenta um topo côncavo de forma, geralmente, arredondada e uma base mais ou menos plana.
(2) Iridescência – reflecção das cores do arco-íris.



Fonte: G1

Debatedores pedem fortalecimento da política mineral

Debatedores pedem fortalecimento da política mineral


Debatedores defenderam nesta quarta-feira (27), em audiência pública promovida pela comissão mista que analisa a Medida Provisória (MP) 790/2017 , o fortalecimento da política mineral, com o governo aportando mais recursos para os órgãos competentes e para pesquisas em ciência, tecnologia e inovação no setor.
A MP 790/2017 altera a Lei 6.567/1978 e o Código de Mineração (Decreto-Lei 227/1967) em diversos pontos. A maioria deles se refere às normas para a pesquisa no setor, como a execução dos trabalhos necessários à definição da jazida, a sua avaliação e à determinação do seu aproveitamento econômico. A MP disciplina as obrigações, concessões de trechos, multas e outras sanções, bem como desonerações e regras para o relatório final da pesquisa.
Uma das alterações é a ampliação do prazo para a realização de pesquisa mineral, que será de dois a quatro anos. Hoje é de um a três anos.
A medida provisória também estabelece expressamente a responsabilidade do minerador de recuperar as áreas ambientalmente degradadas, bem como eleva o valor das multas aplicadas para quem desrespeitar as normas do Código de Mineração, que vai variar de R$ 2 mil a R$ 30 milhões. Atualmente, o limite é de R$ 2,5 milhões.
A medida é complementar a outras duas proposições que tramitam no Congresso e tratam da mineração: a MP 789/2017, que prevê aumento nas alíquotas da Compensação Financeira pela Exploração Mineral (CFEM), e a MP 791/2017, que transforma o Departamento Nacional de Produção Mineral (DNPM) em Agência Nacional de Mineração (ANM).

Segurança jurídica

O presidente-executivo da Associação Nacional das Entidades de Produtores de Agregados para Construção (Anepac), Fernando Mendes Valverde, afirmou que a MP apresenta dispositivos que podem trazer mais segurança jurídica para o setor. Entretanto, ele reclamou do ‘valor exorbitante’ das multas previstas na proposta, alteração que poderia impactar negativamente a atividade de pequenos e médios produtores. Valverde também criticou a exigência de mensuração de reservas com base em padrões internacionais genéricos.
Para o ex-diretor geral interino do Departamento Nacional de Produção Mineral (DNPM) Telton Elber Correa, a MP 790 é uma oportunidade de o país alavancar o setor. Ele disse que o Brasil precisa de uma verdadeira política mineral, que passaria pela criação de um conselho nacional de política mineral. Esse órgão seria um fórum para que fossem debatidos e analisados temas de fundamental importância como garimpo, extração mineral na Amazônia e tragédias como a da cidade de Mariana (MG).
Na avaliação do presidente da Associação Brasileira de Indústria de Água Mineral (Abinam), Carlos Alberto Lancia, a água não deve ser tratada como os outros minérios. Ele elogiou a qualidade do Código de Águas Minerais (Decreto-Lei 7.841/1945) e sugeriu sua atualização. Lancia afirmou que o Brasil possui 30% da água mineral do planeta e reclamou da alta carga tributária que atinge o setor. Ele esclareceu que a água mineral é tributada em 7% na Europa, enquanto no Brasil essa porcentagem pode ultrapassar os 40%.

Investimentos

A importância estratégica de mais investimentos na pesquisa, ciência, tecnologia e inovação no setor de minérios foi defendida por Fernando Antonio Freitas Lins, diretor do Centro de Tecnologia Mineral (Cetem), órgão vinculado ao Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC). Ele informou que a produção mineral responde por 4% do PIB brasileiro e pediu o fortalecimento do Cetem, cujo orçamento é de cerca de R$ 30 milhões anuais.
Lins também defendeu incentivos para o aproveitamento econômico dos rejeitos da mineração e mais transparência sobre a utilização dos recursos da Compensação Financeira pela Exploração de Recursos Minerais. Outra sugestão apresentada foi a elaboração de planos diretores de longo prazo para os municípios cujas economias dependem da mineração.
Por sua vez, o representante do Instituto de Desenvolvimento da Mineração (Ibram), Carlos Nogueira, ressaltou a relevância do setor na geração de emprego e renda e na indução de desenvolvimento econômico e social. Ele pediu o fortalecimento do Departamento Nacional de Produção Mineral e pediu atenção dos parlamentares para as 250 emendas apresentadas por deputados e senadores. Segundo Nogueira, algumas das mudanças sugeridas nessas emendas podem mudar de maneira drástica a legislação da mineração, prejudicando o setor.
Presidida pela deputada federal Geovania de Sá (PSDB-SC), a comissão mista da MP 790/2017 tem como relator o senador Flexa Ribeiro (PSDB-PA).
Fonte:  Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Anatel adia decisão sobre processo de cassação de licenças da Oi

Anatel adia decisão sobre processo de cassação de licenças da Oi

Tema foi retirado da pauta da reunião da manhã desta quinta da agência a pedido de seu relator, o conselheiro Leonardo Euler de Morais

Brasília – A Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) adiou a análise que ocorreria nesta quinta-feira do pedido de abertura de processo de cassação da concessão da operadora Oi, que está em recuperação judicial.
O tema foi retirado da pauta da reunião da manhã desta quinta da agência a pedido de seu relator, o conselheiro Leonardo Euler de Morais, segundo nota do conselheiro distribuída pela agência.
“Nesse sentido, inobstante meu entendimento ter sido estruturado para viabilizar a pauta da matéria, alguns fatos…bem como o relato do representante da Anatel sobre a reunião do conselho de administração da Oi, realizada ontem, ocasionaram alterações no cenário de análise”, diz a nota assinada pelo conselheiro, sem dizer quando o assunto será retomado.



Depois da jazida de ametista, garimpeiros encontram quartzo rutilado em Sento Sé

Depois da jazida de ametista, garimpeiros encontram quartzo rutilado em Sento Sé
Encontrado também em Novo Horizonte, na Chapada Diamantina, o mineral de cor fumê claro com fios grossos que parecem ouro por dentro pode custar o dobro da ametista
Foto: reprodução Google
Embalado pela mina de ametista apelidada de Serra Pelada da Bahia, o município de Sento Sé vive a expectativa da possível descoberta de uma jazida com outra pedra preciosa de alto valor no mercado de joias. Nos últimos dois dias, garimpeiros da região relataram à prefeitura da cidade e aos compradores de gemas a existência de quartzo rutilado, também conhecido como rutilo dourado, no topo da Serra de São Pedro, no povoado do Piçarrão, próximo a um parque de energia eólica.
Encontrado também em Novo Horizonte, na Chapada Diamantina, o mineral de cor fumê claro com fios grossos que parecem ouro por dentro pode custar o dobro da ametista e vem ganhando espaço no mercado internacional pela constituição única.
Corrida preparada
A notícia sobre o rutilo circulou entre grupos de WhatsApp formados por negociantes de pedras da região, que já organizaram para hoje uma visita em massa ao local da provável mina. A ideia é, comprovada a descoberta, abrir no mesmo dia os primeiros buracos para extração.
Em alerta
Avisado dos relatos sobre o rutilo dourado, o secretário de Meio Ambiente de Sento Sé, Izamar Reis,  percorreu o povoado do Piçarrão e conversou com garimpeiros que garantiram a existência da pedra. “Amanhã (hoje), faremos uma expedição no local. Caso a mina exista, será importante para a cidade, mas queremos evitar que ocorra o mesmo que aconteceu com a ametista, onde o garimpo nasceu sem controle. Aquela região está abrigada no Boqueirão da Onça, a maior área protegida do bioma caatinga do planeta, com 90% do território total”, justifica Izamar.

Fonte: IG

CRISTAIS QUE NÃO SÃO CRISTAIS

CRISTAIS QUE NÃO SÃO CRISTAIS

           Cristal é um corpo caracterizado por uma estrutura interna regular, chamada estrutura cristalina. Isso significa que ele é formado por um arranjo ordenado de átomos, íons ou moléculas, o que não acontece, por exemplo, com madeira, plástico e vidro.

            A estrutura interna regular pode se traduzir externamente em faces planas.  A foto abaixo mostra cristais de topázio totalmente limitados por faces planas.

 


 


Como foi dito, o cristal PODE ter faces planas. O exemplo da foto acima é um cristal euédrico, mas, mesmo com estrutura interna regular, externamente o cristal pode ser totalmente irregular (cristal anédrico) ou possuir algumas faces planas, mas não todas (cristal subédrico). Alguns minerais frequentemente formam cristais euédricos. Outros, raramente.
     Abaixo, cristal subédrico de quartzo enfumaçado e cristal anédrico de bornita.
 


 
 Isso decorre das condições de formação; a falta de espaço pode impedir que o cristal se desenvolva de modo completo.

Muitas vezes se ouve a palavra cristal sendo usado como sinônimo de cristal de rocha, que é o nome dado ao quartzo incolor.  Essa simplificação não está correta e deve se evitada.

Mas, eu quero aqui falar é de materiais que são chamados de cristal e que não o são.

Um deles, bem conhecido, é o cristal da Boêmia. Esse material é chamado de cristal, mas trata-se, na verdade, de um vidro de alta qualidade, rico em chumbo, que é usado em obras de arte, vasos, cálices, etc. Sendo um vidro, não tem estrutura cristalina e, portanto, não deveria ser chamado de cristal.
A foto a seguir mostra peças feitas com esse material. (Fonte: pragaturismo.com).



Outro exemplo de material erroneamente chamado de cristal é o Murano. Murano é um arquipélago de sete ilhas da cidade de Veneza (Itália), famoso pela qualidade das obras de arte em vidro que produz. O vidro de Murano (foto abaixo) não contém chumbo, como o da Boêmia, e sim soda. Por isso, seus produtores enfatizam que ele deve ser chamado de vidro de Murano, porque, além de não ter estrutura cristalina ele não é igual ao chamado cristal da Boêmia.
 



Por fim, há o igualmente famoso cristal Swarovski.  Este nome é uma marca registrada conhecida internacionalmente e que identifica um vidro de alta qualidade criado em 1895 na Áustria, por Daniel Swarovski, para imitar o diamante. A partir de 1976, a empresa, até então apenas fornecedora de matéria-prima, desenvolveu seu próprio design e desde então abriu pelo menos seiscentas lojas em todo o mundo, seis delas no Brasil.
  Ao contrário dos anteriores, muito usados em objetos decorativos, na decoração de interiores, este material é largamente empregado para adorno pessoal. 
Abaixo, exemplo de produtos da Swarovski. (Foto:Wikipédia)



Portanto, os chamados cristais da Boêmia, Swarovski e Murano são todos vidros, ainda que de alta qualidade.

Fonte: Geologo.com