quinta-feira, 5 de outubro de 2017

Christie’s vai leiloar diamante raro de Isabel dos Santos e do seu marido

Christie’s vai leiloar diamante raro de Isabel dos Santos e do seu marido


Uma joia rara detida pela joalharia suíça de Isabel dos Santos e do marido vai ser vendido pela leiloeira Christie's. Pedra preciosa nasceu do maior diamante alguma vez descoberto em Angola.
O empresário congolês Sindika Dokolo e a sua mulher Isabel dos Santos, presidente da Sonangol e filha do ex-presidente José Eduardo dos Santos
Gisela Schober
A famosa leiloeira britânica Christie’s vai vender uma joia rara de 163,4 quilates que nasceu da transformação do maior diamante alguma vez encontrado em Angola. O leilão, cujo preço base não foi revelado, está marcado para 14 de novembro na Genebra e o dono da preciosidade em leilão é nem mais nem menos do que uma joalharia suíça chamada De Grisogono, cujo capital social é detido em 75% por Isabel dos Santos e pelo marido, Sindika Dokolo.
A joia suspensa num colar de esmeraldas depois de ter sido transformada por uma equipa de 10 especialistas. (DR: Christie’s)
O diamante que deu origem à joia que estará em leilão foi encontrado em fevereiro de 2016 no campo do Lulo, no Leste de Angola. Com 404,2 quilates e sete centímetros de comprimento, foi batizado com o nome de “4 de fevereiro” e é o 27º maior em todo o mundo.
Passado um mês da descoberta, a Endiama, a empresa pública que gere os recursos diamantíferos angolanos, e a empresa australiana Lucapa (que explora o campo de Lulo) anunciaram a sua venda por cerca de 16 milhões de dólares (cerca de 13,6 milhões de euros, ao câmbio de então) mas não revelaram o nome do comprador.
Só em maio Sindika Dokolo confirmou à Lusa a compra do diamante por parte da De Grisogono. A aquisição dos direitos de polimento terá sido feita entre a De Grisogono e a empresa Nemesis International DMCC, do Dubai, após um leilão organizado pela Sotheby’s. De acordo com uma notícia da agência Bloomberg, o negócio terá sido feito por cerca de 22,5 milhões de dólares (cerca de 20 milhões de euros ao câmbio da época).
Cerca de 75% do capital social da prestigiada joalharia suíça pertence à Victoria Holding Limited desde 2012. Esta empresa, com sede no centro offshore de Malta, terá adquirido a participação por cerca 100 milhões de dólares (cerca de 85 milhões de euros). Desta operação fez parte a compra da dívida da De Grisogono, avaliada em cerca de 63 milhões de euros, que estava nas mãos de diversos bancos suíços.
A sociedade Victoria, por seu lado, nasce de uma parceria entre a Sodiam — Sociedade de Comercialização de Diamantes de Angola, subsidiária da Endiama, e a Melbourne Investment, BV, uma empresa holandesa que será detida pelo marido de Isabel dos Santos.
A joia detida pela joalharia suíça De Grisogono
De acordo com a Christie’s, que é citada pela revista Forbes, este é o maior diamante do género alguma vez leiloado. A sociedade britânica irá agora promover uma tournée com paragens em Hong Kong, Londres, Dubai e Nova Iorque para mostrar a obra de arte aos colecionadores interessados antes de a venda ser realizada no âmbito do leilão “Christie’s Magnificent Jewels” que decorrerá no Four Seasons Hotel des Bergues, em Genebra.

Fonte: UOL

Leste Europeu

Leste Europeu

O Leste Europeu é formado por países localizados no centro do continente europeu.
Este termo indica uma série de países que tiveram uma trajetória histórica e cultural diferente dos países da Europa Ocidental.
Também podemos designá-lo Europa Oriental ou Europa do Leste.

Leste EuropeuMapa com as diferentes regiões do continente europeu. Em laranja, o Leste Europeu.

Países do Leste Europeu

  • Albânia
  • Bielorrússia
  • Bósnia e Herzegóvina
  • Bulgária
  • República Tcheca
  • Croácia
  • Geórgia
  • Eslováquia
  • Estônia
  • Hungria
  • Kosovo (reconhecimento discutido)
  • Letônia
  • Lituânia
  • Macedônia, República da Macedônia (ou Antiga República Iugoslava da Macedônia/FYROM)
  • Moldávia
  • Montenegro
  • Polônia
  • Romênia
  • Rússia
  • Sérvia
  • Ucrânia

Cidades

Atualmente, várias cidades do Leste Europeu passam por um processo de descoberta pelos próprios vizinhos e turistas de todo mundo.
Todas elas atraem pela incrível oferta cultural e também os preços mais baratos que outras capitais como Londres ou Paris.
Desta maneira, vemos como Praga, capital da República Tcheca; Budapeste, capital da Hungria e recentemente, Zagrebe, capital da Croácia, estão cada vez mais populares entre os viajantes.

Resumo

Os países do Leste Europeu são agrupados conforme suas características culturais e históricas.
Normalmente, reúnem países que ficaram sob a influência da Igreja Ortodoxa e possuem o idioma de origem eslava.
Muitos deles como Sérvia, Montenegro, Croácia foram dominados pelo Império Turco-Otomano. Por isso encontramos um número grande de muçulmanos estabelecidos ali há vários séculos.
Por sua vez, regiões como a Hungria, República Tcheca e a Eslováquia fizeram parte do Império Austro-Húngaro. Possuem uma cultura próxima ao ocidente, apesar de não terem sido ocupados pelo Império Romano.

Primeira Guerra Mundial

Depois da Primeira Guerra Mundial, os Impérios que dominavam essa região se desfizeram.
Vários povos conseguem, neste momento, a sua independência. É criado o Reino da Iugoslávia, e os

Guerra Fria

Depois da Segunda Guerra Mundial, a região foi libertada dos nazistas pelos soviéticos. Assim, essas nações adotaram o socialismo como regime de governo.
Também assinaram o Pacto de Varsóvia em 1955 a fim de estabelecerem uma união e um sistema de defesa parecido ao da OTAN.
A única exceção foi a Iugoslávia que não se alinhou com a política soviética embora fosse socialista. países Áustria, Hungria, Tchecoslováquia, Albânia, Finlândia, Estônia, Letônia, Lituânia e Polônia.
De todas as formas, a expressão “leste europeu” foi largamente utilizada para designar os países do continente que haviam adotado o socialismo como regime de governo.

Queda do Muro de Berlim (1989)

Em 1989, com a queda do Muro de Berlim, os regimes socialistas vão caindo um após outro no Leste Europeu. Com exceção da Romênia e da Iugoslávia, a transição foi realizada de maneira pacífica.
Na Romênia, houve uma disputa entre os antigos dirigentes socialistas, o Exército e o povo. O levante popular bombardeou edifícios de Bucareste e terminou com o dirigente Nicolai Ceausescu e sua mulher Elena Ceausescu, presos e fuzilados.
A antiga Iugoslávia mergulharia num conflito sangrento onde cada uma das nações da antiga república socialista, desejavam constituir um país soberano.
A década de 90 foi especialmente dura, pois estas nações tiveram que passar de uma economia estatal para uma economia de mercado.
Atualmente, alguns dos antigos países do Leste Europeu fazem parte da União Europeia tornando o termo obsoleto.


Fonte: BBC

quarta-feira, 4 de outubro de 2017

Gerdau fará recompra de até US$ 500 mi de bonds emitidos no exterior

Gerdau fará recompra de até US$ 500 mi de bonds emitidos no exterior

A Gerdau (BOV:GGBR4) deu início a uma recompra de até US$ 500 mi de bônus emitidos no exterior com o objetivo de gerenciar os passivos. A recompra será dos títulos com vencimento em 2020 e juros de 7%, com vencimento em 2021 e juros de 5,750%, e com vencimento em 2024 e juros de 5,893%.
A Gerdau oferece um prêmio de recompra antecipada de US$ 30,00 nos três bonds a cada US$ 1.000 de principal dos bonds oferecidos.
Segundo o documento da Gerdau, enviado à Comissão de Valores Mobiliários (CVM), “tem-se a intenção de que a recompra dos Bonds ofertados no âmbito da Oferta de Recompra seja liquidada com a compensação de recursos líquidos captados por meio de determinada colocação de novos títulos de dívida no exterior (novos bonds) a serem emitidos pela Gerdau Trade Inc”.
Fonte: Agência Estado

Petrobras dá inicio a fase não vinculante de desinvestimento em Águas Rasas

Petrobras dá inicio a fase não vinculante de desinvestimento em Águas Rasas

A Petrobras (BOV:PETR4) informou ao mercado nesta quarta-feira, 4, que deu inicio a fase não vinculante dos processos de cessão da totalidade dos direitos de exploração, desenvolvimento e produção em sete conjuntos de campos em águas rasas, localizados nos estados do Ceará, Rio Grande do Norte, Sergipe, Rio de Janeiro e São Paulo.
“Nesta etapa do projeto, para cada oportunidade de desinvestimento, são enviadas aos interessados habilitados na fase anterior informações mais detalhadas sobre os ativos em questão, por meio de acesso a data room virtual, além de instruções sobre o processo de desinvestimento, incluindo as orientações para elaboração e envio das propostas não vinculantes”, esclareceu a petroleira.

Fonte: ADVFN

Exploração na Amazônia pode se inspirar no Canadá, onde as tribos recebem ganhos financeiros, empregos e viram fornecedores

Exploração na Amazônia pode se inspirar no Canadá, onde as tribos recebem ganhos financeiros, empregos e viram fornecedores


O timing parece perfeito. Primeiro o governo aprova aumento nos royalties, sem examinar a viabilidade econômica das médias e pequenas mineradoras, olhando apenas para a arrecadação.
Em seguida, libera a Renca (Reserva Nacional do Cobre) para exploração mineral.
Aí, entra em campo todo o espectro de “ecoxiitas”, que preferem deixar a área como está, isto é, com garimpos ilegais e madeireiras idem, tomando por base informações cuja veracidade não procuram comprovar.
Nunca neste País foi tão difícil licenciar a atuação de empresas legalmente constituídas, que precisam cumprir um cipoal de exigências para obter licenças ambientais e outras — sem prazo definido para sua emissão pelas agências oficiais. Nem pensam que mineradoras podem fazer investimentos vultosos, inclusive na preservação ambiental, gerar empregados e criar renda na região. Seria deixar o pavoroso progresso chegar. Deixemos a floresta e seus nativos tutelados no status quo atual — daqui a um século podemos retomar a questão, como se o mundo ainda usasse somente as canoas nos igarapés para transporte, sem celular e geladeira.
Mas passemos essa discussão infrutífera e vamos buscar fatos mais objetivos. Voamos — pela internet — até o Canadá e comparamos o que seu governo e mineradoras tem feito nesse campo, no aproveitamento de recursos naturais como os rios para geração elétrica e a mineração – ambos em terras indígenas. Os números mostram que é possível formar alianças mutuamente benéficas com as nações aborígenes, como são chamadas lá, e ter resultados duradouros. Os críticos de plantão continuam ativos — o que é considerado normal pela indústria da mineração local.
As informações a seguir foram extraídas do website do Natural Resources Canada, departamento de nível ministerial do governo canadense.
OS DIAMANTES DE DIAVIK, NO EXTREMO NORTE
Um exemplo que nos salta na memória está nos territórios do nordeste do Canadá, quando se implantou a mina de diamantes de Diavik, controlada por subsidiária da Rio Tinto e Dominion Diamond Diavik Partnership, ambas sediadas em Yellowknife, a 300 km da mina que contém três chaminés de kimberlito. Outro aspecto inusitado é que a mina a céu aberto — já exaurida — e
subterrânea é um complexo de 20 km² que fica abaixo de nível d’água de Lac de Gras. A construção da mina começou em 2000 e a comercialização dos diamantes brutos teve início em 2003, com previsão de se manter a produção além de 2020.
Em 1999, a Diavik assinou um acordo de monitoramento socioeconômico com o governo de Northern Territories (NT) sobre os compromissos de treinar, empregar e propiciar bolsas de estudos e desenvolvimento de fornecedores a serem formados pelos aborígenes locais.
Esse acordo foi ratifi cado em separado pelos cinco grupos nativos participantes: Ticho, Yellowknives Dene First Nation, North Slave Metis Alliance, Kitikmeot Inuit Association e Lutsel K’e Dene First Nation.
Ao final de 2013, a Diavik empregava 997 pessoas das quais 485 viviam em NT ou em West Kitikmeot, em Nunavut. Dos 485 funcionários locais, 171 eram aborígenes. Para formar essa mão de obra, em 2004 a empresa abriu um centro de treinamento na mina. No total, 35 aprendizes se formaram ali com previsão de treinar outros 86 mais até 2020.
Em 2011, a Diavik entrou como sede para o programa de certifi cação chamado Mining Industry Human Resources (MIHR), tendo validado até agora 96 empregados, como mineiros de subsolo, operadores de processos e treinadores no local de trabalho. A empresa também patrocina um programa de formação de liderança aborígene, realizado no Aurora College, em Yellowknife.
Além disso, possui contratos de fornecimento de pessoal a longo prazo com diversas empresas locais e aborígenes, que fornecem mais de um terço da sua força de trabalho. Tem ainda programa de longo prazo para habilitar firmas de origem aborígene como fornecedores da mina.
O investimento de capital e em serviços na construção e operação atingiu C$ 6 bilhões de janeiro 2000 até junho 2013, sendo C$ 4,3 bilhões gastos com empresas de NT — desse total, C$ 2,3 bilhões foram transacionados com empreendedores de origem aborígene. Em 2011, a Diavik foi reconhecida como líder em relações aborígenes e recertificada no nível Gold pelo Conselho
Canadense que regula essa matéria.
A Diavik investe nessas ações desde o início. O programa de conscientização cultural, por exemplo, foi estruturado por quatros professores aborígenes conhecidos pela população. Há visitas regulares à mina para pessoas idosas, mulheres e estudantes. Até 2013, mais de 1.500 pessoas de NT e região de Nunavut receberam mais de C$ 2 milhões em bolsas de estudos. Os programas ambientais em curso tem a participação do governo local e federal, além de representantes das nações aborígenes.
Em setembro de 2012, a mina a ser aberto foi encerrada e a transição para a lavra subterrânea foi feita com sucesso, com o treinamento certificado de todo o pessoal para as operações no subsolo. A construção desse complexo demandou C$ 800 milhões, com galerias e túneis, baias de refúgio, sistemas de ventilação e drenagem e áreas de manutenção. Na superfície, foi erguida
uma planta para tratar material de reaterro e facilidades para dobrar a geração de energia e tratamento de água. Com essas obras, há previsão que a operação prossiga além de 2020. Em 2013, primeiro ano de lavra subterrânea, a produção atingiu 2 milhões t de ROM e 7,2 milhões de quilates de diamantes brutos.
SITE TRAZ NÚMEROS ATUAIS DOS ACORDOS COM NATIVOS
No item Indigenous Mining Agreements do site da Natural Resources Canada, existe um mapa interativo mostrando a localidade georefenciada do grupo nativo e a localidade que assinou acordo sobre recursos naturais — pode ser uma hidrelétrica ou minas, preservação ambiental etc. — informações do projeto, distâncias, dimensões físicas e outros dados correlatos. Os tipos de acordos com grupos nativos envolvem impactos e benefícios socioeconômicos, exploração geológica, participação financeira, cooperation, arrendamento de área, memorando de entendimento e carta de intenção.
Os principais grupos aborígenes envolvidos são a First Nation e a Inuit Community; as minas estão divididas no mapa por metálicas, não metálicas e carvão.
No documento Agreements between Mining Co. and Aboriginal Communities disponível no site, o mapa mostra 198 acordos vigentes cobrindo projetos de exploração geológica, minas em desenvolvimento, minas em produção, projetos suspensos e operações em fase de fechamento. Estão espalhadas em todas as províncias do Canadá e envolvem desde megaprojetos como
Voisey’Bay, em Newfoundland, e Labrador, com a nação Innui, até Quebec Lithium, Sudbury Mines, McAethur River, Ekati Diamond Mine, Eldorado South, Polaris e, naturalmente, Diavik. Governança transparente é outra coisa.

Fonte: Revista Minérios