sexta-feira, 6 de outubro de 2017

TURMALINA

Turmalina
turmalina

Turmalina melancia
Os minerais do grupo da turmalina constituem um dos mais complexos grupos de silicato.Trata-se de um grupo de silicatos de boro e alumínio, cuja composição é muito variável devido às substituições isomórficas (em solução sólida) que podem ocorrer na sua estrutura. Os elementos que mais comumente participam nestas substituições são o ferro, o magnésio, o sódio, o cálcio e o lítio existindo outros elementos que podem também ocorrer.
A turmalina não possui clivagem. Seu hábito é prismático. A sua fractura é subconcoidal a regular. a densidade é mais elevada nas espécies portadoras de ferro. A turmalina cristaliza no sistema trigonal e apresenta-se geralmente sob a forma de cristais de longos e delgados a prismáticos e colunares grossos geralmente com secção triangular. É interessante notar que as terminações dos cristais são assimétricas (hemimorfismo). A turmalina é distinguida pelos seus prismas de três faces; nenhum outro mineral comum apresenta três faces. A turmalina apresenta uma grande variedade de cores. Geralmente as ricas em ferro vão desde o preto ou preto-azulado ao castanho escuro; aquelas ricas em magnésio são castanhas a amarelas e as turmalinas ricas em lítio apresentam-se praticamente em todas as cores do arco-íris,. Muito raramente são incolores. Os cristais bicoloridos e multicoloridos são relativamente comuns, refletindo variações da composição do fluido durante a cristalização. Os cristais podem ser verdes numa extremidade e cor-de-rosa na outra ou verdes no exterior com interior cor-de-rosa (este último tipo é por vezes chamado turmalina melancia).


 Dureza (Escala de Mohs):7 a 7,5
Turmalina bruta
Gema de turmalina bruta












Estrutura cristalina da turmalina
Turmalina Paraíba 



As turmalinas são gemas que podem ser encontradas em quase todas as cores do arco-íris (do branco ao negro, inclusive existindo gemas incolores), mas os cristais de turmalina paraíba possuem tonalidades inigualáveis de azul e verde entre as turmalinas, assemelhando-se a cores vistas apenas nas asas de algumas borboletas, em conchas marinhas e nas penas de pavão (algumas apatitas podem ter coloração parecida). É freqüente que se usem termos como “azul pavão”, “azul turquesa” ou “azul e verde neon” para descrever essas cores tão chamativas. A turmalina Paraíba também pode ser encontrada em lindas cores púrpuras e vermelhas, além de em azul profundo (como o de safiras de boa qualidade) e verde mais escuro (como o de esmeraldas de boa qualidade).
Diferindo de outras turmalinas, enquanto a coloração das turmalinas tradicionais resulta da presença de átomos de ferro, cromo, vanádio e manganês em sua estrutura, a turmalina Paraíba deve sua coloração verde e azul principalmente à presença de pequena quantidade de átomos de cobre (podendo receber a denominação mineralógica de “elbaíta cúprica”) e as cores vermelho e púrpura a átomos de manganês.
Apesar dos reduzidos resultados obtidos, a demanda pelo material é tão intensa e seu valor tão elevado que a exploração persiste sempre na esperança de se encontrar um novo filão e reativar o comércio.

A estrutura de turmalina é caracterizada por anéis de seis membros tetraédrico (sites T) cuja apical oxigênios apontar para a (-) c-pólo, produzindo a natureza acêntricos da estrutura.

Tem efeito relaxante . Ótima para renovação de células, para equilibrar a pressão e auxilia na cura de doenças cardíacas.

Fonte: Joia br

quinta-feira, 5 de outubro de 2017

Lucro de Escondida, maior mina de cobre do mundo, cai 91%

Lucro de Escondida, maior mina de cobre do mundo, cai 91%


Os lucros da Mina Escondida, a maior mina de cobre do mundo, operada pela anglo-australiana BHP Billiton, caíram 91% no primeiro semestre do ano, por causa da extensa greve de funcionários no começo de 2017, informou nesta quinta-feira (28) a empresa. Entre janeiro e junho, o lucro líquido do período foi de 50 milhões de dólares, o que representa uma redução de 91%, em comparação ao mesmo período de 2016, de 527 milhões de dólares, informou a empresa em um comunicado.
A queda foi influenciada por uma redução de 39% na produção de cobre, o equivalente a 327.863 toneladas, ante as 539.824 toneladas produzidas em 2016, devido aos 44 dias de greve dos funcionários, a mais longa da história da empresa, responsável por quase 5% do cobre mundial.
Os trabalhadores de Escondida declararam a greve em 9 de fevereiro, reclamando melhores condições salariais e um novo acordo coletivo, mas, diante da impossibilidade de chegar a um acordo com a empresa, voltaram ao trabalho após 44 dias, estendendo por outros 18 meses o acordo antigo, com base na legislação chilena.
Durante o período, a receita ordinária associada às vendas de Escondida foi de 2,042 bilhões, o que representa uma queda de 25% em relação a 2016, devido à menor produção, graças à paralisação da mina, no norte do Chile.
Os custos também caíram 5%, a 1,899 bilhão.
O Chile é o principal produtor de cobre do mundo, com cerca de um terço da produção mundial, o equivalente a cerca de 5,6 milhões de toneladas anuais.
Fonte: Exame

Carajás é exemplo a ser seguido em toda a Amazônia, diz ministro

Carajás é exemplo a ser seguido em toda a Amazônia, diz ministro


O ministro de Minas e Energia, Fernando Coelho Filho, disse nesta terça-feira, 3, que a exploração de minério de ferro feita pela Vale em Carajás, no Pará, deve ser vista como modelo para novos projetos minerais previstos para toda a Amazônia. Em audiência pública realizada no Senado, Coelho Filho voltou a dizer que as polêmicas que levaram à revogação do decreto que acabava com a Reserva Nacional do Cobre e Associados (Renca) foram alvo de um debate “apaixonado” sobre o assunto. “Esse é um debate que a gente precisa fazer, com todo respeito, de forma desapaixonada”, disse.
 “Ninguém aqui quer fazer mineração e acabar com o meio ambiente. O que nós queremos é, sim, poder explorar nosso potencial mineral. É, sim, poder preservar as nossas riquezas. Nós temos condições de avançar muito mais na mineração, de gerar muito mais emprego no setor mineral”, comentou. “Nós vamos seguir nesse caminho ou não vamos seguir? É uma decisão que tem que ser tomada como País.” Segundo o ministro, a exploração permite que o governo passe a ter maior controle das áreas. “Dá, sim, para ter mineração e preservação, e obrigar as empresas a também ter responsabilidade pela área que precisa ser preservada.
Carajás é exemplo de algo que pode e deve ser replicado”, afirmou. Ao citar a revogação do decreto da Renca, Coelho Filho disse que o País precisa prosseguir com os debates, “para poder endereçar a forma de exploração do potencial mineral, seja dentro ou fora da reserva mineral, mas na Amazônia como um todo”.
 Renca
 Em 26 de setembro, o presidente Michel Temer (PMDB) publicou a decisão de revogar o decreto de extinção da Renca, uma área da floresta entre os Estados do Amapá e do Pará equivalente ao tamanho do Espírito Santo. Ao revogar o decreto, o governo restabeleceu as condições originais da área, criada em 1984. O decreto de extinção da reserva foi assinado por Temer no dia 23 de agosto. Diante da repercussão negativa, o governo fez outro decreto, o que não aplacou as críticas vindas, inclusive de especialistas e da classe artística. O Ministério de Minas e Energia, depois, publicou portaria para congelar por 120 dias a proposta. A extinção da Reserva também era questionada no Senado.
A Renca originalmente não era uma área de proteção ambiental. Ela foi criada para assegurar a exploração mineral ao governo, mas, com o passar dos anos, acabou ajudando a proteger a região, na Calha Norte do Rio Amazonas, que é hoje uma das mais preservadas da Amazônia.
Fonte: Isto É Dinheiro
 

Centro de Operações Integradas da Vale: repercussão, desafios e futuro

Centro de Operações Integradas da Vale: repercussão, desafios e futuro


Um centro capaz de visualizar e integrar toda a cadeia de valor de minério de ferro da Vale. A construção do Centro Global de Operações Integradas (COI) é um grande sonho realizado pela Vale. O empreendimento foi inaugurado no dia 20 de setembro, na Mina de Águas Claras, em Minas Gerais.
Participante na implantação do projeto desde seu início, o gerente de Planejamento Integrado de Ferrosos, Túlio Weber, conta que atualmente é necessário muita agilidade na busca pelo ótimo global.
“É por meio de uma mudança na forma de trabalhar, revisitando os processos e a governança, buscando uma maior integração e rápido alinhamento entre as equipes envolvidas, que alcançaremos os melhores resultados para a nossa empresa”, afirma o gerente.

Como surgiu a iniciativa?

O COI Global surgiu de maneira discreta, no último trimestre de 2015, com um grupo pequeno à frente das pesquisas conceituais e tecnológicas. Se a distância era um fator que tornava a interação entre áreas operacionais e estratégicas um verdadeiro desafio, o COI veio para transformar esse cenário.
Segundo Tulio, agora as equipes da operação terão uma visão completa da cadeia de valor do minério de ferro da Vale e um maior poder de reação diante da volatilidade do mercado, em função da integração de cada corredor. Dessa forma, os empregados ficarão mais próximos do objeto central de decisões, compartilhando problemas, soluções e inovações.

Quais serão os próximos passos?

As oportunidades de ganhos também são salientadas pelo diretor da Cadeia de Valor de Ferrosos, Vagner Loyola. “O COI é uma das grandes alavancas que temos para garantir nossa competitividade e o sucesso da Vale ao longo dos anos”, pontua.
Ainda há duas fases previstas para os próximos anos. Uma delas é a implementação de COIs por Corredores e a outra será o Centro de Excelência. “Na primeira, esses COIs farão a programação do dia a dia e o controle mina-ferrovia-porto para o Sistema Norte, Sul e Sudeste. O objetivo é que eles trabalhem de modo a garantir a ótima performance e o atingimento do programa mensal para cada um dos sistemas produtivos”, explica.
“Já o Centro de Excelência reunirá especialistas em cada um dos processos críticos e dos nossos ativos nas etapas de mineração, beneficiamento, pelotização, ferrovia e porto. Esses especialistas vão monitorar a performance dos ativos ao longo de cada etapa da cadeia e trabalhar de modo a ajudar as equipes das operações a melhorar a produtividade e eficiência dos ativos. Com isso, a iniciativa vai otimizar ainda mais os resultados”, acrescenta Vagner.
 Fonte:Vale

Produtora de alumínio alerta para falta de bauxita no Brasil

Produtora de alumínio alerta para falta de bauxita no Brasil


A produtora de metais norueguesa Norsk Hydro alertou consumidores nesta segunda-feira sobre uma escassez de suprimento de bauxita do Brasil, matéria-prima utilizada na produção do alumínio. A mina de bauxita da Mineração Rio do Norte (MRN), na qual a Hydro possui 5 por cento de participação e extrai um total de 45 por cento do material, está enfrentando problemas em seus sistemas de rejeitos devido à falta de água causada pelo tempo seco.
“A Hydro emitiu uma notificação de força maior para seus clientes de bauxita, uma vez que a Hydro não vai receber os volumes totais contratados”, disse a companhia em nota. A Vale é dona de 40 por cento da MRN. A companhia brasileira tentou sem sucesso vender no passado sua participação na MRN para a Norsk Hydro. Os problemas de produção devem durar até o quarto trimestre do ano, podendo se alongar até o primeiro trimestre de 2018, disse um porta-voz da companhia.
“Nós vamos fazer o que pudermos para minimizar o impacto para os clientes”, disse o porta-voz. A falta de produção é principalmente de bauxita seca para o mercado de exportações, e isso não deve afetar a produção da refinaria de alumina da Hydro, Alunorte, disse a companhia. A Alunorte transforma bauxita em alumina, que então é transformada em alumínio em enormes fundições. A produção de bauxita da MRN em 2017 deverá cair em 2 milhões de toneladas ante o nível anteriormente esperado, de 17 milhões a 17,5 milhões de toneladas, para 15 milhões a 15,5 milhões, disse a Hydro.
A mina, uma das maiores do mundo, foi desenvolvida para a extração de cerca de 18 milhões de toneladas de bauxita por ano. O Brasil é o terceiro maior produtor de bauxita, atrás da Austrália e da China, segundo o serviço de pesquisa geológica dos Estados Unidos.
Fonte: Exame