domingo, 8 de outubro de 2017

História das Minas de Ouro e Diamante: a Escravidão nas Minas

História das Minas de Ouro e Diamante: a Escravidão nas Minas
Em 1832, circum-navegando a América do Sul, rumo à famosa ilha de Galápagos, onde encontrou a surpreendente fauna que o inspiraria a elaborar a revolucionária Teoria da Evolução das Espécies, o naturalista inglês Charles Darwin passou pela Bahia e pelo Rio de Janeiro, onde escreveu:

... finalmente, deixamos as praias do Brasil. Agradeço a Deus e espero nunca visitar outra vez um país escravocrata... Perto do Rio de Janeiro, morei em frente a uma velha senhora que guardava tarraxas para esmagar os dedos de suas escravas. Fiquei em uma casa onde um jovem mulato era diariamente e a cada hora maltratado, espancado e atormentado, de um modo suficiente para aniquilar o espírito do animal mais miserável. Vi um garotinho de seis ou sete anos de idade ser atingido três vezes na cabeça por um chicote de açoitar cavalos (antes que eu pudesse interferir) simplesmente por ter me alcançado um copo de água que não estava bem limpo. Vi seu pai tremer apenas com um relance do olhar de seu mestre...

Execução da Pena do Fugitivo e Escravos ao Tronco: Debret

Feitor Corrigindo Escravo: Debret

Nas Minas, a escravidão não se distanciou dos moldes cariocas ou baianos. Os primeiros escravos negros chegaram às Minas, logo após a descoberta das primeiras jazidas auríferas, em 1695. Para cá foram trazidos escravos capturados em várias nações africanas, tais como Sudão, Guiné, Angola, Moçambique e Congo. Para o trabalho na mineração havia a preferência por um tipo específico de escravo, pelo qual se pagava caro: o negro-mina. Baixo e forte, o negro-mina vinha da região do Congo. Forte para a brutalidade do trabalho e baixo para melhor se mover nos ambientes apertados dos talhos e das galerias das minas, o negro-mina recebia tal denominação por conhecer técnicas rudimentares de mineração, as quais aprendia em sua própria cultura. A viagem da África ao Rio de Janeiro durava geralmente cerca de 2 longos meses. Nos escuros porões dos navios, os escravos eram amontoados como gado e batizados na fé católica. Os homens recebiam o nome de Chico e as mulheres de Chica ou Maria. A travessia do Atlântico era uma verdadeira provação. Tormentas e naufrágios eram constantes. Devido aos maus tratos, às péssimas condições do transporte e à falta de asseio, comida e água potável, calcula-se que morriam de cinco a vinte e cinco porcento dos negros, durante a viagem.
Mercado de Escravos no Rio de Janeiro:Debret

Os que chegavam vivos e em condições de serem expostos à venda, nos mercados de escravos no Rio de Janeiro, ainda tinham de sobreviver à longa caminhada até as regiões mineradoras. Escoltados por tropeiros armados, o negros eram acorrentados uns aos outros e, descalços, eram conduzidos pela Estrada Real até as principais vilas da capitania como São João Del Rei, Vila Rica (Ouro Preto) e o Distrito Diamantino do Tejuco (Diamantina). Em 1876, quando o ouro de aluvião começa a apresentar sinais de exaustão, a Capitania já contava com o incrível número de 174.135 cativos, numa população de total de 362.847 habitantes. Para a maioria dos negros escravos, a situação de vida na sociedade mineradora não foi melhor do que a do nordeste açucareiro. A brutalidade da exploração do escravo, certamente, foi mais grave nos trabalhos de extração aurífera nas lavagens das várzeas e ribeiros e nas escavações das galerias subterrâneas. O negro era obrigado a trabalhar o dia inteiro em ambientes úmidos, frios e, muitas vezes, claustrofóbicos. Devido à desumana condição do serviço, os escravos morriam com cinco ou sete anos de serviço na mineração. Eram comuns as mortes por soterramento, afogamento, asfixia e por doenças como silicose, dermatites agudas, pneumonia e tuberculose. Mas nem tudo foi barbárie no mundo do escravo mineiro. As Minas foram palco de várias histórias de perseverança, obstinação e liberdade, como a de Chico Rei em Vila Rica (vide postagem Chico Rei, o Rei do Congo no Brasil) e de Chica da Silva no Distrito Diamantino. A grande quantidade de ouro encontrado nas Minas e o fácil acesso ao metal precioso permitiam ao escravo comprar sua liberdade. Era comum na região mineradora permitir que o escravo garimpasse ouro por conta própria, aos domingos e nos dias santos. Assim, era possível ao negro acumular ouro suficiente para comprar sua alforria ou até mesmo comprar outro escravo que era oferecido ao seu senhor em troca de sua liberdade. Uma vez libertos, o escravos alforriados se organizavam em irmandades religiosas, nas quais se ajudavam mutuamente e pagavam pela alforria de outros escravos. As irmandades negras mais comuns eram as da padroeira Nossa Senhora do Rosário. Praticamente, cada vilarejo mineiro possuia um Capela do Rosário. Mas, existiam ainda as irmandades de Santa Efigênia, de Nossa Senhora das Mercês, de São Gonçalo e de São Francisco dos Cordões da Penitência, nas quais se admitiam negros forros. Os escravos libertos encontravam nas irmandades religiosas um espaço para o exercício da sociabilidade e também para a prática sua cultura, sobretudo, a religiosa.Foram nestes locais que a religiosidade da África se fundiu com a do colonizador portugues, dando origem ao sincretismo religioso como o Congado, o Reizado e etc.
Escravos Carpinteiros: Debret
Escravos Cangueiros e Diferentes Nações de Escravos: Debret
Sapataria: Debret
Exploração de Granito: Debret

Os escravos foram responsáveis pela produção de toda a riqueza da Capitania das Minas de Ouro, até a abolição da escravidão, em 1888. Extraíram todo ouro, o diamante e as gemas preciosas. Construíram as ruas, o casario, as igrejas e as cidades. Exerceram os mais diversos ofícios necessários à dinâmica das vilas mineradoras. Foram deles, e das nações indígenas que herdamos os elementos étnico-culturais, que, somados à matriz portuguesa, resultaram na formação da magnífica e incomparável Civilização Mineira.

Fonte: UOL
PEPITA DE OURO

Pedra de jade de R$ 500 milhões não poderá ser usada

Pedra de jade de R$ 500 milhões não poderá ser usada

A falta de equipamentos e estradas adequadas impede a extração da pedra preciosa da região onde foi encontrada, no norte de Mianmar

Uma pedra preciosa de jade, pesando 174 toneladas e avaliada em 170 milhões de dólares (cerca de 532 milhões de reais), deverá permanecer onde foi encontrada, em uma montanha na região norte de Mianmar. Os proprietários que encontraram a jade de 5,8 metros de comprimento ainda não têm os equipamentos necessários para extraí-la. A falta de uma estrada adequada nesta área também prejudica a operação.
Mianmar produz a maioria das pedras de jade de boa qualidade do mundo – cerca de 70%. Em 2014,  a venda do produto para o mercado mundial foi de 31 bilhões de dólares (aproximadamente 97,3 bilhões de reais). Segundo a ONG Global Witness, a produção é equivalente a quase a metade do PIB do país, um dos mais pobres do sudeste asiático.
Existem dois tipos de pedra de jade no mundo: a jadeíta e a nefrita. As composições químicas e físicas são as propriedades que as diferem. Ambas são usadas para fins ornamentais, em joias e ou estão presentes em obras de arte.
A rocha mais conhecida é a chamada ‘Jade Imperial’ que apresenta um tom de verde mais intenso, chamado de verde-esmeralda.

Fonte: Veja

Geração iPad esnoba diamantes e minas sofrem com preços

Geração iPad esnoba diamantes e minas sofrem com preços

Os diamantes estão perdendo sua atratividade para muitos consumidores, mais interessados em gastar em viagens, bolsas elegantes e aparelhos de alta tecnologia

Na indústria dos diamantes até os criminosos são antiquados.
Os ladrões presos por um roubo de US$ 20 milhões em joias em Londres, no ano passado, estavam na casa dos 60 e 70 anos, por isso não surpreendeu que eles fossem atrás das gemas.
Eram velhos o suficiente para lembrar de quando os anunciantes diziam que os diamantes eram para sempre e de quando Marilyn Monroe cantou que os diamantes eram o melhor amigo de uma mulher.
Mas já não é mais assim. Os diamantes estão perdendo sua atratividade para muitos consumidores, mais interessados em gastar dinheiro em viagens, bolsas elegantes e aparelhos de alta tecnologia.
Proprietárias de minas como a De Beers — que ajudou a inventar as campanhas de marketing de sucesso do passado — não têm sido capazes de evitar a queda dos preços para abaixo do patamar de uma década atrás, um sinal de que o setor não consegue manter o prestígio de sua marca.
“Eu não sou muito de joias”, disse Catherine Weir, 32, que olhava vitrines no mês passado com seu noivo em Hatton Garden, o distrito de joias de Londres, a poucos metros do local do roubo no fim de semana da Páscoa.
“Os diamantes para mim sempre se resumiram ao anel de noivado, talvez a uma pulseira de casamento e só. IPads e coisas do tipo são muito mais acessíveis”.
Os diamantes atualmente estão mais baratos que em 2006, segundo dados do site PolishedPrices.com. No mesmo período, os preços de itens de luxo como carros, sapatos e alimentos finos subiram a taxas acima da inflação, segundo um índice da Forbes. A demanda por joias de luxo subiu apenas 1,9 por cento ao ano de 2004 a 2013, ficando atrás de produtos de beleza, tabaco e relógios de alto padrão, segundo o Insight Report da De Beers de 2014, um relatório sobre as tendências do setor.
Os esforços de produtoras como a De Beers e a Alrosa PJSC para elevar os preços nos últimos cinco anos foram desfeitos em 2015. Os polidores que compram gemas brutas e as vendem a atacadistas e varejistas não conseguiram repassar os custos mais elevados porque os consumidores reclamaram. A ameaça de boicote aos leilões de gemas brutas dos compradores da Índia, onde quase 90 por cento das pedras são cortadas, forçou a De Beers a reduzir os preços em 15 por cento durante o ano e em mais 7 por cento em janeiro.
“As produtoras simplesmente não podem aumentar os preços das pedras brutas e esperar que os consumidores paguem valores maiores por joias de diamante”, disse Anish Aggarwal, sócio da consultoria do setor Gemdax, em Antuérpia, na Bélgica. “A demanda do consumidor não pode ser dada como certa, mesmo em mercados maduros, e especialmente com a geração Y”.
As gerações anteriores eram mais fáceis de influenciar.
Slogan dos diamantes
Com o monopólio da De Beers na oferta de diamantes no século 20, o dinheiro gasto para convencer os consumidores a pagarem preços de luxo por commodities minerais compensou com o aumento das vendas.
O investimento levou, nos anos 1940, à criação do slogan “um diamante é para sempre” e o setor promoveu fortemente o uso de pedras em anéis de noivado. As joalherias emprestavam peças a celebridades como Marilyn Monroe e à ganhadora do Oscar de melhor atriz em 1944, Jennifer Jones, para criar uma aura de item de luxo para o produto.
Junto com o novo milênio chegou o fim do monopólio, o que significa que outros fornecedores foram capazes de vender suas gemas pegando carona nas publicidades da De Beers. A empresa reduziu seu orçamento de marketing pela metade, para cerca de US$ 100 milhões por ano, durante os anos 2000.
“O setor é vítima de sua própria história”, disse Charles Wyndham, ex-diretor de vendas da De Beers e fundador da WWW International Diamond Consultants. “Era mais fácil para todos quando a De Beers tinha o monopólio. Agora todos precisam pensar em como recuperar o setor. Isso exige uma enorme mudança cultural”.
A De Beers entendeu a mensagem. Além de seu gasto global com publicidades, a empresa colocou dezenas de milhões de dólares em uma iniciativa para impulsionar as vendas de joias em seus principais mercados americanos e chineses em 2015.
Em um primeiro sinal positivo, a De Beers conseguiu elevar os preços brutos em até 2 por cento em uma venda nesta semana, no primeiro aumento em mais de um ano.
“Eles têm que gastar com publicidade”, disse Ben Davis, analista de mineração da Liberum Capital. “Eles só precisam aceitar isso”.

Fonte:  EXAME

Quem comprou R$ 100 em bitcoins há seis anos hoje tem R$ 120 mil

Quem comprou R$ 100 em bitcoins há seis anos hoje tem R$ 120 mil

Desde 2011, a moeda virtual disparou e, agora, quem não comprou lá atrás está arrependido. Veja simulação

São Paulo — Há seis anos, o valor de uma bitcoin era de 15 reais. Hoje, uma unidade da moeda virtual sai por 18 mil reais. Isso significa que se você tivesse comprado 100 reais em bitcoins lá atrás, o que dariam 6,67 unidades, elas valeriam atualmente 120 mil reais.
Arrependido? Calma, você não é o único. Segundo Rodrigo Batista, fundador e CEO do Mercado Bitcoin —plataforma brasileira para compra e venda da moeda virtual—, muitas pessoas que não acreditaram no potencial da moeda lá atrás hoje estão desesperadas para ter uma.
Desde o início de agosto, a bitcoin vem batendo um recorde de preço atrás do outro e acumula valorização de 103,4% somente nesse período. No primeiro dia do mês passado, custava cerca de 8.850 reais, e ontem, valia 18 mil reais —uma diferença de 9.150 reais. Em 2017, a alta da bitcoin ultrapassa os 350%.
Veja abaixo uma simulação feita pela Mercado Bitcoin de compra de 100 reais em bitcoins nos últimos seis anos e quanto elas valeriam hoje, considerando que a pessoa manteve a moeda digital em sua carteira durante todo o período.
Data da compraPreço na data da compraQuantidade comprada*Quanto valeriam hoje**
31/08/2016R$ 1.947,920,05R$ 924,06
31/08/2015R$ 869,040,12R$ 2.071,24
31/08/2014R$ 1.245,000,08R$ 1.445,78
31/08/2013R$ 319,950,31R$ 5.625,88
31/08/2012R$ 23,574,24R$ 76.368,26
31/08/2011R$ 15,006,67R$ 120.000,00
*Os valores foram arredondados para facilitar a compreensão
**Considera cotação de 31 de agosto de 2017, de 18 mil reais

Fonte: Mercado Bitcoin
Para Batista, alguns eventos explicam essa guinada recente da cotação. “O primeiro deles é o fato de que, em maio, o Japão regulamentou a bitcoin, que passou a poder ser transacionada naquele país como qualquer outra moeda, por exemplo o euro e o dólar americano”, explicou.
A decisão japonesa, segundo o executivo, chamou atenção de investidores institucionais no Japão para o mercado de bitcoins. Em pouco tempo o país passou a ser o líder mundial em detentores da moeda virtual.
“Isso acabou estimulando investidores institucionais de outras partes do mundo a comprar as bitcoins também, o que ajudou a empurrar os preços para cima. Sem contar que grandes bancos de investimentos, como o Goldman Sachs e o Morgan Stanley, passaram a fazer relatórios indicando a compra da moeda virtual”, disse Batista.
A alta demanda provocou, inclusive, uma divisão da bitcoin em duas: a convencional, mais utilizada, e a cash. O movimento também fez aumentar o número de estabelecimentos que aceitam pagamento com bitcoins no mundo todo. Em São Paulo, por exemplo, um restaurante já aceita a moeda virtual na hora de os clientes pagarem a conta.

Como comprar e riscos

Se você se interessou por comprar bitcoins, mas não tem 18 mil reais para isso, não se preocupe: é possível comprar frações da moeda digital por um preço muito mais acessível do que o cheio. Na plataforma online Mercado Bitcoin, por exemplo, o mínimo é 50 reais.
Mas, cuidado: o risco é alto. “É tão alto ou até maior do que investir em ações”, disse Batista. “Do mesmo jeito que a moeda virtual teve uma valorização expressiva de 2011 para cá, com ajuda de uma série de fatores, ela pode inverter a tendência e devolver parte do ganho a qualquer momento.” 
Por isso, se decidir “tentar a sorte”, utilize um recurso que não fará falta para você caso venha a ter prejuízo lá na frente. Além disso, é preciso pesquisar onde a compra será feita.
Existem diversas plataformas online no Brasil e no exterior para a negociação de bitcoins, mas como a moeda virtual ainda não é regulamentada por aqui, não há uma certificação ou lista do Banco Central dos canais confiáveis para fazer a operação. 
Por isso, a pesquisa é essencial. Procure na internet sobre a reputação da plataforma e tente falar com pessoas que já utilizaram o serviço para saber se pode confiar no que está sendo oferecido.
Uma vez escolhida a plataforma, o processo é bem parecido com uma compra de ações através de uma corretora: após fazer cadastro, será preciso transferir o dinheiro para a conta da empresa, que vai disponibilizar seu saldo para negociar a moeda virtual.

Leão

Apesar de a bitcoin ainda não ser regulamentada no Brasil, é preciso avisar a Receita Federal sobre suas negociações com a moeda virtual.
Neste ano, o manual de perguntas e respostas da Receita, conhecido como “perguntão”, trouxe dois tópicos específicos para a declaração de moedas digitais.
Veja abaixo o que fazer para acertar as contas com o Fisco.
  1. A apuração e recolhimento dos rendimentos com bitcoin deve ser feita em todos os meses nos quais a soma das vendas exceder 35 mil reais, utilizando-se o Programa de Apuração dos Ganhos de Capital que pode ser baixado no site da Receita Federal.
  2. Na declaração anual do Imposto de Renda, deve-se apontar os ganhos do ano anterior e o saldo em bitcoins do dia 31 de dezembro 
  3.  Até o final de dezembro de 2016, quem obteve ganhos de capital na venda de bitcoins pagou 15% de Imposto de Renda independentemente do valor do lucro. A partir de janeiro de 2017, somente os ganhos de capital de até 5 milhões de reais serão tributados em 15%. A alíquota sobe para 17,5% nos ganhos entre 5 milhões e 10 milhões de reais, para 20% nos ganhos entre 10 milhões e 30 milhões de reais e para 22,5% nos lucros acima de 30 milhões de reais. 
  4. Quem possui mil reais ou mais em bitcoins, deve incluí-los na seção “outros bens” da declaração de Imposto de Renda, usando o valor de aquisição. 
  5. Caso você não tenha declarado os ganhos com bitcoins nos últimos cinco anos, precisa pagar o imposto com multa e juros.
     Fonte: Exame


Serra de Carnaíba: Caçadores de esmeraldas mantém vivo o sonho de ficar milionário


Serra de Carnaíba: Caçadores de esmeraldas mantém vivo o sonho de ficar milionário




Serra de Carnaíba: Caçadores de esmeraldas mantém vivo o sonho de ficar milionário



O repórter João Batista Ferreira, ladeado por dois garimpeiros, no interior de uma mina em Serra de Carnaíba



"Quijilas", nome dado a quem aproveita os restos do garimpo. Geralmente são crianças, mulheres ou idosos
Desde a descoberta do garimpo da Carnaíba, calcula-se que foram retirados bilhões de dólares em esmeraldas, a maior parte, ou seja 90% foram compradores do exterior, americanos, Indianos, japoneses, chineses, europeus, etc..


Garimpeiro trabalhando no fundo de um gruna sob temperatura escaldante

Na semana em que o mundo parou para ver o resgate de 33 mineiros em Copiapó, no Chile, o site Noticia Livre visitou Carnaíba: a Terra das Esmeraldas.


Descoberto 1963, o garimpo de Serrana da Carnaíba continua sendo um lugar de cobiça e aventura, e o sonho de ficar milionário da noite para o dia continua vivo. Em cada “corte”, local onde se realiza o garimpo, a esperança de encontrar o veio das esmeraldas, mantém homens e mulheres trabalhando 24 horas.

Para chegar até o local onde trabalham os garimpeiros, utilizei um carretel, guincho usado para alçar e descer pessoas e material até o fundo das minas. Preso por um “cavalo”, espécie de cinta confeccionada com borracha, pude chegar até o fundo de uma gruna, com 135 metros de profundidade, e ver de perto o trabalho dos garimpeiros.

Lá embaixo, a temperatura é escaldante, beirando uns 40 graus. Os trabalhadores manipulam dinamite, respiram fuligem o tempo todo, e estão sujeitos a desabamentos. O risco de morrer é real, mas pode compensar: dois gramas de esmeralda de boa qualidade podem ser vendidos por até 5 mil dólares.
Fonte: Site notícia livre