domingo, 8 de outubro de 2017

BTG já tem US$ 3 bi em ativos florestais

BTG já tem US$ 3 bi em ativos florestais



Gerrity Lansing, do BTG: banco adquire florestas comerciais, cultiva as árvores e vende matéria-prima para empresas
Sem alarde, o BTG Pactual se transformou em um dos cinco maiores gestores de ativos florestais do mundo. O banco, que ingressou nessa área com a aquisição de duas empresas no ano passado, já tem US$ 3 bilhões em florestas de eucalipto e pinus.
Agora, está em processo de captação de um fundo de US$ 750 milhões para investir em florestas comerciais no mercado brasileiro e em outros países. É o passo mais recente da estratégia do banco, que administra 716 mil hectares no Brasil, na África do Sul, no Leste Europeu e, principalmente, nos Estados Unidos. O BTG adquire florestas de fabricantes de celulose, mineradoras e companhias do setor moveleiro, cultiva as árvores e vende a madeira às empresas.
Os negócios têm levado banqueiros do BTG a colocar as mãos na terra. Metade dos 50 funcionários que o banco tem nessa área ficam no Brasil. Cerca de 15 deles gerenciam o manejo das árvores no campo, longe do ar condicionado da sede do grupo na Avenida Faria Lima, em São Paulo.
"Encaramos como um investimento em renda fixa. Não estamos focados na valorização da terra, mas na venda das árvores ao consumidor", afirma Gerrity Lansing, responsável pela área de ativos florestais do banco. O executivo era sócio de uma das empresas adquiridas pelo BTG.
A unidade de ativos florestais pertence à divisão de "merchant banking" do BTG, que reúne investimentos com capital próprio e de clientes do private equity.
No fim de abril, foi concluída a primeira rodada de captações para o fundo, que atraiu US$ 315 milhões de investidores institucionais. Outros US$ 200 milhões serão aportados pelo próprio BTG e o restante será levantado até o quarto trimestre. Segundo Lansing, o banco mantém conversas com fundos de pensão brasileiros, entre outros investidores.
O fundo terá prazo de 15 anos - o dobro de um private equity típico - e a expectativa é que gere retorno nominal ao redor de 15% ao ano. É o primeiro fundo criado pelo BTG nessa modalidade. Até agora, o banco tinha apenas carteiras herdadas da TTG e da RTG, as duas empresas que comprou.
Com os recursos, o BTG ganhará fôlego para colocar em marcha os planos de expansão no mercado brasileiro. Embora a maior parte dos ativos do banco esteja hoje nos Estados Unidos, o Brasil tem características que o tornam prioridade. Entre elas, a abundância de terras cultiváveis e uma indústria papeleira forte. Outro atrativo é o clima. Segundo Lansing, as árvores brasileiras crescem 3,5 vezes mais rápido que as americanas, o que também acelera o retorno.
A aposta do BTG é que companhias que usam produtos florestais tenham interesse em vender suas terras se tiverem acesso à matéria-prima, reduzindo o peso desses ativos no balanço. Foi o que aconteceu nos Estados Unidos 30 anos atrás. "O Brasil tem enorme potencial e estamos no limiar dessa oportunidade", diz Lansing.
O executivo estima que empresas da América Latina - as brasileiras são esmagadora maioria - têm US$ 35 bilhões em ativos florestais. Nas contas de Lansing, metade desse volume tem potencial como investimento.
Por enquanto, apenas US$ 3 bilhões dos ativos da região estão nas mãos de investidores financeiros. O BTG representa pelo menos um terço desse montante, o que o torna o maior gestor independente da América Latina. O restante está dividido entre diversos fundos. Além do Brasil, o banco vê oportunidades no Chile e no Uruguai.
No mundo, há US$ 50 bilhões em ativos florestais sob gestão. Fundos de pensão, fundos de doações e bancos são os investidores habituais da modalidade, que oferece prazos longos e baixo risco. A maior parte do dinheiro está nos Estados Unidos, mas a expectativa é que o mercado brasileiro se torne relevante nos próximos anos.
Um entrave aos investimentos no Brasil é a decisão de governo, anunciada em 2010, que proíbe o registro de propriedades rurais por estrangeiros. O objetivo era barrar o avanço sobretudo de chineses sobre as terras agricultáveis, mas a medida atingiu também florestas comerciais.
Desde então, algumas decisões judiciais interpretam que ativos florestais não estão sujeitos à proibição. Por ora, a indefinição representa um trunfo para o BTG, que tem controle nacional.
Dos cerca de 70 milhões de hectares em área cultivada no Brasil, as florestas plantadas representam por volta de 10%. São elas que estão no foco do banco. Além de evitar questionamentos ambientais, a produção é uniforme, o que proporciona retornos melhores. Os ativos do BTG são certificados pelo Conselho de Manejo Florestal (FSC, na sigla em inglês), que impõe padrões ambientais e sociais para áreas de cultivo. "Sem a certificação, não venderíamos para nenhuma grande empresa", diz Lansing.
Outra diretriz do BTG é investir em terras próximas às empresas que usam a madeira. "Não vamos plantar árvores e esperar que construam uma fábrica ali", afirma. "Não temos interesse na Floresta Amazônica nem no Pantanal."

Fonte: BTG

Charles Chaplin


História das Minas de Ouro e Diamante: Gongo Socco, o Colosso Aurífero

História das Minas de Ouro e Diamante: Gongo Socco, o Colosso Aurífero
A mina do Gongo Socco é, hoje, explorada pela mineradora Vale, que extrai de seus antigos talhos o minério de ferro. Do arraial original, onde viveram e trabalharam cerca de 100 ingleses, 100 mineiros e mais 600 escravos, restaram apenas ruínas. Transcrevo, a seguir, um extrato da obra Opulência das Minas Gerais, publicada em 1924, que conta um pouco da história desta, outrora, formidável mina de ouro:

Aspecto atual da mineração no Gongo Socco, Barão de Cocais

Quarenta léguas, pouco mais ou menos, ao norte de Vila Rica (atual Ouro Preto) está o distrito de Gongo Socco, destinado a vir a ser mais celebre talvez que nenhum dos estabelecimentos fundados outrora em Minas Gerais.
Na linguagem indígena, Gongo Soco significa literalmente, Caverna de Ladrões. Existe no país uma tradição que, cem anos atrás, numerosos bandos de negros rebelados depositaram suas tomadias numa caverna natural, que se acha no jardim da Casa Grande. Os lucros consideráveis que os faiscadores tiraram do solo banhado pela torrente do Socorro deram uma reputação de riqueza a este lugar.
Um chamado Câmara, que era proprietário dela, apreciava tão pouco o seu valor que vendeu o Gongo pela módica soma de 800 libras st. ao Guarda-Mor geral das minas, José Alves da Cunha. Muito pouco tempo antes da morte deste último, dois negros, remontando sucessivamente os aluviões auríferos do regado do Gongo, descobriram em 1817, um grosso fragmento de ouro quase maciço de peso de cinco libras (dois quilos e meio) embutido numa rocha micacea ferruginosa. João Batista Ferreira de Souza Coutinho, depois o Barão de Catas Altas, que havia sucessivamente desposado duas filhas do Guarda-Mor geral José Alves, dirigia os bens de seu sogro, que era ao mesmo tempo seu cunhado, tendo desposado em segundas núpcias a irmã do Barão. Ele conservou secreto o descobrimento dos dois negros e, pensando que o fragmento de ouro havia sido descoberto da parte superior da montanha, fez diversas pesquisas que o levaram até a superfície aurífera da camada atual do Gongo. José Alves morreu em 1818 e o Barão de Catas Altas, de intendente que era desta mina, se tornou por usurpação proprietário dela, pois que dispôs a seu sabor dos reditos sem prestar conta alguma a seus parentes que eram seus co-herdeiros. No espaço de oito anos, ele ajustou, segundo o método brasileiro, talho aberto, somas imensas que se podem avaliar em milhões de cruzados. Durante dois anos, extraiu quinze libras (sete quilos e meio) de ouro por dia. Julgando esgotada a Mina do Gongo Soco, o Barão de Catas Altas vendeu-a pela soma de 90.000 libras st. à Companhia inglesa Imperial Brazilian Mining Association.
Casa do Barão de Catas Altas , em Gongo Soco, em foto de 1913, já em pleno processo de deteriorização.

Esta companhia se tinha formado em 1824, na ocasião da grande mania das especulações das minas; seu capital consistia em 350.000 libras st., representado por dez mil ações de 35 libras st. Cada uma.
A propriedade de Gongo compreende uma extensão de três milhas e meia em largura e quatro e três quartos de comprimento; está situada num belo vale regado pela torrente do Socorro, cujas águas, constantemente lodosas e avermelhadas, atestam as lavagens das minas.
Colinas cobertas de florestas e de pastagens formam ao longe as raias deste profundo vale. Antes de fazer esta aquisição, a companhia I.B.M.A possuía os domínios de Antonio Pereira e Cata Preta, perto do Arraial do Infeccionado. Cada uma destas propriedades é tão extensa como o Gongo e ambas têm grande fama de riqueza, porem é somente quando a Companhia obtiver da assembléia legislativa uma redução de direitos e for equiparada aos direitos pagos pelas outras companhias, que se poderá se ocupar da exploração dispendiosa, visto a natureza do terreno e o curso das águas que correm num vale profundo e estreito.
Desde 1826, os trabalhos da mina começaram em profundidade e realizaram logo as esperanças dos acionistas. No curto espaço de doze anos, esta mina extraordinária rendeu mais de 30.000 libras (quinze mil quilos) de ouro, perto de um milhão e duzentas mil libras st. O governo brasileiro teve, por sua parte deste grande total, perto de 2.000 contos, 15.000 lib. st. como direito proveniente da produção da mina, e 120 contos, 15.000 lib. st. como direito de exportação. Pode-se avaliar em 2.000 contos o dinheiro gasto pela Companhia na província das Minas...
É verdade que estes resultados são comprados a custa de enormes gastos, porque as despesas dessas dessa exploração não se elevam a menos de 45.000 lib. st. por ano, não compreendidos os 20% pagos ao governo sobre os produtos a mina. O número de empregados é considerável e foi preciso assignar grandes salários para decidir pessoas inteligentes a virem estabelecer-se nestas solidões. Um mineiro ordinário recebe 8 lib. st. por mês. É justo acrescentar que a careza é excessiva num país onde o transporte dos gêneros é feito às costas de bestas e onde, na estação das chuvas, as estradas tornam quase impraticáveis. Por serem os trabalhos da mina levados à grande profundidade, único meio de se obterem resultados importantes, foram necessárias florestas inteiras para se escorarem as obras subterrâneas.
Como a formação aurífera do Gongo é um composto de substancias moles, são por consequinte mui rápidos os progressos dos mineiros, mas para que não haja interrupção em seus trabalhos, é indispensável que sejam protegidos por vigamentos De três em três anos, apesar da dureza das madeiras brasileiras, devem esses vigamentos ser renovados, por causa da umidade que reina nas galerias do escoamento. Por isso a maior parte das madeiras, nos arredores imediatos do Gongo, já foram destruídas e a Companhia foi obrigada a comprar florestas a grande distância da mina.
A falta de madeira se faz sentir em todos os lugares onde estão estabelecidas as Companhias de Mineração... A estes gastos enormes se devem também juntar as ladroices que se cometem nas explorações; nenhuma vigilância seria capaz de acabar inteiramente com elas.
Nas minas de ouro seria preciso que cada mineiro ao sair da mina fosse estritamente revistado. Como semelhante revista não se pratica no Gongo, resulta daí que, nos tempos da grande prosperidade da mina, muitos empregados subalternos ajuntaram fortunas consideráveis. Agora, ou por estar a mina menos rica ou por ser melhor a moralidade dos mineiros, ou por ser maior a vigilância dos capatazes da mina, é fato que as ladroices se têm tornado infinitamente menos freqüentes.
Nada é mais desigual nem mais variável que os produtos da mina do Gongo. Como diz muito bem o diretor atual: a bloo of the peck may turn the voay from poverty to welth, uma enxada pode de um pobre fazer um homem opulento.
Em 1826, Gongo Socco era um miserável arraial, agora é uma linda aldeia européia que conta com mais de mil habitantes ligados ao serviço da Companhia. Duas Igrejas, uma delas católica e outra protestante suprem os misteres espirituais desta população. Os protestantes não têm até o presente tido motivo de mostrar-se satisfeitos dos pastores que lhes têm sido enviados de Londres. O último sobretudo, em vez de ser ministro da paz, trouxe discórdia à pequena colônia. Queria por força pregar contra o catolicismo; foi somente suspendendo-o de suas funções que se consegui restabelecer o sossego no Gongo.
Todas as casas do Gongo são de pedra e a mor parte delas rodeadas de lidos jardins. O hospital é um edifício espaçoso, bem distribuído, que, em caso de necessidade, poderia conter cem camas. 

Fonte: Planeta

História das Minas de Ouro e Diamante: a Escravidão nas Minas

História das Minas de Ouro e Diamante: a Escravidão nas Minas
Em 1832, circum-navegando a América do Sul, rumo à famosa ilha de Galápagos, onde encontrou a surpreendente fauna que o inspiraria a elaborar a revolucionária Teoria da Evolução das Espécies, o naturalista inglês Charles Darwin passou pela Bahia e pelo Rio de Janeiro, onde escreveu:

... finalmente, deixamos as praias do Brasil. Agradeço a Deus e espero nunca visitar outra vez um país escravocrata... Perto do Rio de Janeiro, morei em frente a uma velha senhora que guardava tarraxas para esmagar os dedos de suas escravas. Fiquei em uma casa onde um jovem mulato era diariamente e a cada hora maltratado, espancado e atormentado, de um modo suficiente para aniquilar o espírito do animal mais miserável. Vi um garotinho de seis ou sete anos de idade ser atingido três vezes na cabeça por um chicote de açoitar cavalos (antes que eu pudesse interferir) simplesmente por ter me alcançado um copo de água que não estava bem limpo. Vi seu pai tremer apenas com um relance do olhar de seu mestre...

Execução da Pena do Fugitivo e Escravos ao Tronco: Debret

Feitor Corrigindo Escravo: Debret

Nas Minas, a escravidão não se distanciou dos moldes cariocas ou baianos. Os primeiros escravos negros chegaram às Minas, logo após a descoberta das primeiras jazidas auríferas, em 1695. Para cá foram trazidos escravos capturados em várias nações africanas, tais como Sudão, Guiné, Angola, Moçambique e Congo. Para o trabalho na mineração havia a preferência por um tipo específico de escravo, pelo qual se pagava caro: o negro-mina. Baixo e forte, o negro-mina vinha da região do Congo. Forte para a brutalidade do trabalho e baixo para melhor se mover nos ambientes apertados dos talhos e das galerias das minas, o negro-mina recebia tal denominação por conhecer técnicas rudimentares de mineração, as quais aprendia em sua própria cultura. A viagem da África ao Rio de Janeiro durava geralmente cerca de 2 longos meses. Nos escuros porões dos navios, os escravos eram amontoados como gado e batizados na fé católica. Os homens recebiam o nome de Chico e as mulheres de Chica ou Maria. A travessia do Atlântico era uma verdadeira provação. Tormentas e naufrágios eram constantes. Devido aos maus tratos, às péssimas condições do transporte e à falta de asseio, comida e água potável, calcula-se que morriam de cinco a vinte e cinco porcento dos negros, durante a viagem.
Mercado de Escravos no Rio de Janeiro:Debret

Os que chegavam vivos e em condições de serem expostos à venda, nos mercados de escravos no Rio de Janeiro, ainda tinham de sobreviver à longa caminhada até as regiões mineradoras. Escoltados por tropeiros armados, o negros eram acorrentados uns aos outros e, descalços, eram conduzidos pela Estrada Real até as principais vilas da capitania como São João Del Rei, Vila Rica (Ouro Preto) e o Distrito Diamantino do Tejuco (Diamantina). Em 1876, quando o ouro de aluvião começa a apresentar sinais de exaustão, a Capitania já contava com o incrível número de 174.135 cativos, numa população de total de 362.847 habitantes. Para a maioria dos negros escravos, a situação de vida na sociedade mineradora não foi melhor do que a do nordeste açucareiro. A brutalidade da exploração do escravo, certamente, foi mais grave nos trabalhos de extração aurífera nas lavagens das várzeas e ribeiros e nas escavações das galerias subterrâneas. O negro era obrigado a trabalhar o dia inteiro em ambientes úmidos, frios e, muitas vezes, claustrofóbicos. Devido à desumana condição do serviço, os escravos morriam com cinco ou sete anos de serviço na mineração. Eram comuns as mortes por soterramento, afogamento, asfixia e por doenças como silicose, dermatites agudas, pneumonia e tuberculose. Mas nem tudo foi barbárie no mundo do escravo mineiro. As Minas foram palco de várias histórias de perseverança, obstinação e liberdade, como a de Chico Rei em Vila Rica (vide postagem Chico Rei, o Rei do Congo no Brasil) e de Chica da Silva no Distrito Diamantino. A grande quantidade de ouro encontrado nas Minas e o fácil acesso ao metal precioso permitiam ao escravo comprar sua liberdade. Era comum na região mineradora permitir que o escravo garimpasse ouro por conta própria, aos domingos e nos dias santos. Assim, era possível ao negro acumular ouro suficiente para comprar sua alforria ou até mesmo comprar outro escravo que era oferecido ao seu senhor em troca de sua liberdade. Uma vez libertos, o escravos alforriados se organizavam em irmandades religiosas, nas quais se ajudavam mutuamente e pagavam pela alforria de outros escravos. As irmandades negras mais comuns eram as da padroeira Nossa Senhora do Rosário. Praticamente, cada vilarejo mineiro possuia um Capela do Rosário. Mas, existiam ainda as irmandades de Santa Efigênia, de Nossa Senhora das Mercês, de São Gonçalo e de São Francisco dos Cordões da Penitência, nas quais se admitiam negros forros. Os escravos libertos encontravam nas irmandades religiosas um espaço para o exercício da sociabilidade e também para a prática sua cultura, sobretudo, a religiosa.Foram nestes locais que a religiosidade da África se fundiu com a do colonizador portugues, dando origem ao sincretismo religioso como o Congado, o Reizado e etc.
Escravos Carpinteiros: Debret
Escravos Cangueiros e Diferentes Nações de Escravos: Debret
Sapataria: Debret
Exploração de Granito: Debret

Os escravos foram responsáveis pela produção de toda a riqueza da Capitania das Minas de Ouro, até a abolição da escravidão, em 1888. Extraíram todo ouro, o diamante e as gemas preciosas. Construíram as ruas, o casario, as igrejas e as cidades. Exerceram os mais diversos ofícios necessários à dinâmica das vilas mineradoras. Foram deles, e das nações indígenas que herdamos os elementos étnico-culturais, que, somados à matriz portuguesa, resultaram na formação da magnífica e incomparável Civilização Mineira.

Fonte: UOL
PEPITA DE OURO

Pedra de jade de R$ 500 milhões não poderá ser usada

Pedra de jade de R$ 500 milhões não poderá ser usada

A falta de equipamentos e estradas adequadas impede a extração da pedra preciosa da região onde foi encontrada, no norte de Mianmar

Uma pedra preciosa de jade, pesando 174 toneladas e avaliada em 170 milhões de dólares (cerca de 532 milhões de reais), deverá permanecer onde foi encontrada, em uma montanha na região norte de Mianmar. Os proprietários que encontraram a jade de 5,8 metros de comprimento ainda não têm os equipamentos necessários para extraí-la. A falta de uma estrada adequada nesta área também prejudica a operação.
Mianmar produz a maioria das pedras de jade de boa qualidade do mundo – cerca de 70%. Em 2014,  a venda do produto para o mercado mundial foi de 31 bilhões de dólares (aproximadamente 97,3 bilhões de reais). Segundo a ONG Global Witness, a produção é equivalente a quase a metade do PIB do país, um dos mais pobres do sudeste asiático.
Existem dois tipos de pedra de jade no mundo: a jadeíta e a nefrita. As composições químicas e físicas são as propriedades que as diferem. Ambas são usadas para fins ornamentais, em joias e ou estão presentes em obras de arte.
A rocha mais conhecida é a chamada ‘Jade Imperial’ que apresenta um tom de verde mais intenso, chamado de verde-esmeralda.

Fonte: Veja