terça-feira, 10 de outubro de 2017

Brasil produz 25% das pedras preciosas usadas por grifes como 'Tiffany & Co.'

Brasil produz 25% das pedras preciosas usadas por grifes como 'Tiffany & Co.'




As gemas nacionais, responsáveis por cerca de 25% do mercado mundial de pedras, passam por um processo opaco entre serem lavradas em terras do Norte, Nordeste e Sudeste do país e chegarem às vitrines de joalherias exclusivas das maiores cidades do mundo.
É impossível dizer quanto há de pedras preciosas sob o Brasil, porque apenas uma fina camada de solo foi explorada em mais de 500 anos de extração predatória, atualmente regulada pelo governo federal com leis complexas e, Serafina constatou, com alguns quilates de vista grossa.
Um símbolo desse tesouro escondido fica em Teófilo Otoni, cidade a nove horas de Belo Horizonte, em Minas Gerais. Com uma das maiores jazidas do globo, leva o apelido de "capital mundial" das pedras preciosas.
O lugar é frequentado por colecionadores, garimpeiros, revendedores e até xeques. Um desses árabes teria comprado um andar inteiro de um hotel na pracinha central para ver primeiro as águas-marinhas, esmeraldas e turmalinas que, quando vendidas no exterior, viram decoração de casas da elite ou matéria prima de lapidadores.
Foram eles e um grupo de australianos em busca de opalas que engrossaram as reservas das pequenas pousadas da cidade nos três dias de agosto passado, quando aconteceu a Feira Internacional de Pedras Preciosas de Teófilo-Otoni. Ao lado de municípios como Tucson (EUA) e Sharjah (Emirados Árabes), a cidade mineira integra a rota dos compradores.
Caixas lotadas de milhões de dólares em pedras se empilham ao lado de marmitas. Nos quiosques de PVC estão os topázios imperiais, só encontradas em Ouro Preto (MG), e esmeraldas –o Brasil é líder mundial na extração delas, ao lado da Colômbia.
As imperiais são especialidades de Roberto Ferreira. Ele negocia as gemas lapidadas com empresas especializadas na venda para joalherias. Na sua lista de clientes há nomes como a Tiffany &Co., Amsterdam Sauer e H.Stern.
Ele explica que o preço da gema varia de acordo com a cor, raridade e limpeza. Um topázio imperial avermelhado exposto em seu estande, de 26 quilates e do tamanho de um dedo médio, era avaliado em quase US$ 9 mil, cerca de R$ 27.000.
"Fecho por trinta e cinco mil reais", disparou Felipe Mendes, 33, prontamente atendido pelo americano que desembolsou um farto chumaço de notas verdes como a pedra que levou.
Mendes compra as gemas diretamente dos mineiros, que contratam garimpeiros para a extração. Sabe, ao sair do país, a pedras são revendidas por pelo menos três vezes o valor da primeira venda. Segundo ele, turmalinas são as mais disputadas. "A piorzinha custa US$ 70 o grama."
Ele guarda no smartphone a foto de uma água-marinha gigante, descoberta por um pai e seus dois filhos, que virou o assunto da feira. "Dizem que tem mais de 120kg." Os vendedores estimam que chegue a valer R$ 30 milhões. A fofoca na cidade é que os donos estão pedindo R$ 80 milhões. O destino da pedra, como boa parte das gemas brasileiras de valores estratosféricos, é incerto.
Todos os anos, a Polícia Federal desarticula quadrilhas de contrabando de gemas. Em 2012, ganhou o mundo a notícia de uma esmeralda do sul da Bahia contrabandeada para os Estados Unidos. Avaliada em mais de R$ 300 milhões, até hoje a gema não foi repatriada.
Estima-se que cerca de 25% da produção mundial de pedras saiam da região, um dos poucos números confiáveis de um negócio que recentemente voltou aos holofotes na Operação Calicute. No ano passado, descobriu-se o esquema de ocultamento de propina articulado pelo ex-governador do Rio, Sergio Cabral, e sua mulher, Adriana Ancelmo, com a compra de peças da grife H.Stern, epítome do luxo da história das pedras brasileiras.
Fundador da marca, o alemão Hans Stern (1922-2007), foi o primeiro joalheiro a levantar a bandeira das pedras do país, cuja pecha de "semipreciosas" foi dada por empresários do hemisfério norte preocupados com as novas concorrentes das safiras e diamantes.
HOMEM MÍSTICO
Longe do espetáculo da nobreza e do glamour das joias acabadas, os garimpeiros resistem como base e ponta do iceberg dessa história. Não tão raro, o quartzo é uma das pouquíssimas pedras que o país consegue aproveitar em larga escala e, por isso, se converteu em sustento de ex-sonhadores, muitos saídos dos contos da extração do ouro em Serra Pelada (PA), nos anos 1980.
O quartzo caiu nas graças do mercado de bijuteria, que atribui à pedra poderes místicos, principalmente, e da indústria de tecnologia, que compra o silício extraído das pedras para fazer de controle remoto a peças de smartphone.
Em Corinto, a 212 km de Belo Horizonte, centenas de garimpeiros sobrevivem da pedra. A Uniquartz, uma cooperativa de ex-garimpeiros que "sofriam na mão de picaretas", segundo seu presidente, Enilson Souza, 46, extrai toneladas de quartzo que, em média, valem R$ 0,10 o quilo. O cristal compõe a renda das famílias que ganham em torno de R$ 2.000 por mês.
"O garimpeiro, antes de tudo, é um sonhador, um homem místico e ingênuo. É o sonho de achar uma pedra que vai mudar a vida para sempre o que move esses homens", diz Robson de Andrade, 72, atual presidente do Sindicato Nacional dos Garimpeiros.
Filho de pai garimpeiro, que teve a sorte de encontrar águas-marinhas cuja venda foi revertida em terrenos, casas e uma vida confortável, Robson tem uma visão clara e rara sobre as gemas.
"Vi muito homem enlouquecer, ficar rico e gastar tudo esperando encontrar mais. As pedras são presentes de Deus, mas também um vício."

Fonte: UOL

Feira das Esmeraldas resgata importância do Estado no comércio de pedras preciosas, diz Marconi

Feira das Esmeraldas resgata importância do Estado no comércio de pedras preciosas, diz Marconi







Marconi Perillo - Feira Internacional das Esmeraldas - Foto Marco Monteiro 02
Foto: Marco Monteiro
Ao lançar a 4ª edição da Feira das Esmeraldas de Campos Verdes, no Palácio das Esmeraldas, ao lado do prefeito Haroldo Naves, o governador Marconi Perillo ressaltou a importância do evento para o desenvolvimento da economia local e do Estado, a partir da organização do setor mineral no município. “Resgata para o calendário nacional e internacional a importância de Goiás e do município de Campos Verdes no comércio de pedras preciosas. Significa a retomada de uma atividade vital para divulgação e competitividade para o município de Campos Verdes”, declarou Marconi, que destinou R$ 200 mil para a realização da feira (vide programação abaixo).
Durante a solenidade, o governador foi agraciado com a Comenda Homens e Mulheres que Brilham e Fazem a Diferença, entregue pelo prefeito Haroldo. Marconi elogiou o empenho do prefeito, que também preside a Federação Goiana dos Municípios (FGM), em retomar a feira, que estava suspensa desde 2004. “O sucesso deste evento tem o brilho de todas as pessoas que se preocupam com a prosperidade e com o desenvolvimento sustentável de Campos Verdes”, apontou Marconi, ao fazer referência à organização do evento. “É a marca do empreendedorismo que movimenta a economia da cidade e do Estado”, completou.
Haroldo Naves narrou uma conversa que teve com Marconi no início do ano, ocasião em que pediu ajuda financeira para que a cidade pudesse retomar a Feira das Esmeraldas. Naves atribuiu ao “espírito republicano” do governador a sensibilidade de ajudar ao município.
“Marconi e o vice, José Eliton, me receberam e imediatamente e liberaram R$ 200 mil para realizarmos o evento”, afirmou o prefeito, que comandou, em agosto último, homenagem ao governador durante visita a Campos Verdes, em agradecimento pelo apoio ao evento e pela assinatura de um convênio do Programa Goiás na Frente no valor de R$ 1 milhão e 500 mil para asfaltar ruas da cidade ainda sem esse benefício. Na oportunidade, Marconi recebeu uma placa de Honra ao Mérito entregue pelos mineradores locais. “É o governador de todos os goianos, governador republicano, parceiro dos municípios, de todos os prefeitos e prefeitas do Estado de Goiás”, ressaltou Haroldo.
Participaram também do lançamento de hoje lideranças de Campos Verdes, o deputado estadual Francisco Oliveira e o secretário Francisco Pontes, da SED.
Prosperidade
Sempre com apoio do Governo de Goiás, a primeira feira foi realizada em 2002, com R$ 3 milhões auferidos de faturamento para os comerciantes, com 15 mil visitantes. Em 2003, o público dobrou com a participação de 30 mil pessoas e R$ 5 milhões em faturamento. No ano seguinte, em 2004, foi realizada a última edição da feira, com a exposição e comercialização de subprodutos da esmeralda e rodadas de negócios não apenas de pedras, mas também de artesanatos, como joias e semi-joias.
Neste ano, estão programadas a exposição de gemas, joias, semi-joias. De acordo com a prefeitura, o visitante conhecerá “as mais belas esmeraldas do mundo”, ocasião em que terá oportunidade de adquirir peças legítimas por um preço especial.
Gastronomia e arte
Paralelo à exposição, a prefeitura de Campos Verdes organizará um festival gastronômico. De acordo com a administração municipal, serão oferecidos pratos da culinária nordestina e também comida típica do Cerrado. Estão programadas apresentações de bandas e músicos para todas as noites do evento, bem como desfiles de moda com aplicação de esmeraldas.
A prefeitura de Campos Verdes informa que os visitantes terão oportunidade de adquirir um carrinho de xisto e ‘garimpar’ com as próprias mãos gemas preciosas. Segundo informações divulgadas pela prefeitura, poderão ser encontradas pequenas pedras cujos valores podem chegar a R$ 30 mil. Todas as pedras encontradas, informa a prefeitura, “serão do visitante”.
Estão programadas ainda palestras com os temas: Regularização de área de mineração, Gemologia, Exporta Fácil, Geologia para o bem estar da sociedade, Benefícios da energia solar, Prevenção à saúde da mulher, entre outros temas.
Programação:
26/10 (Quinta-feira)
14h – Abertura dos estandes
19h – Abertura oficial
20h – Desfile de moda com aplicação de esmeraldas
Show Gospel: “Banda Ungidos”
27/10 (Sexta-feira)
10h – Abertura dos estandes
Shows: Os Piriboys / João Lucas / Koyote Luxúria
28/10 (Sábado)
10h – Abertura dos estandes
Shows: Edy Britto & Samuel / Zé Henrique & Gabriel
29/10 (Domingo)
10h – Abertura dos estandes
Shows: Matheus Bastos / Marcos Paulo & Marcelo
Gabinete de Imprensa do Governador de Goiás

FMI eleva previsão de crescimento mundial em 2017 e 2018

FMI eleva previsão de crescimento mundial em 2017 e 2018

O Fundo Monetário Internacional (FMI) revisou para cima as previsões de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) mundial para este ano e o próximo, citando o desempenho melhor do que o esperado tanto nas economias avançadas como nas emergentes este ano, com destaque para a Europa e a China.
Segundo o relatório trimestral de Projeções Econômicas Mundiais (WEO, na sigla em inglês), o PIB global deve crescer 3,6% em 2017 e 3,7% em 2018. O documento anterior, publicado em julho, previa altas de 3,5% e 3,6%, respectivamente. Em 2016, a economia global cresceu 3,2%.
Para as economias avançadas o crescimento será de 2,2% este ano e 2% no próximo, acima das projeções de 2% e 1,9% feitas em julho. Já para os países emergentes e em desenvolvimento, a previsão para 2017 ficou inalterada em 4,6%, mas a projeção de 2018 subiu de 4,8% para 4,9%. Em 2016, os avançados cresceram 1,7% e os emergentes, 4,3%.
“A atividade econômica deve se recuperar em todos os grupos de países, exceto o Oriente Médio”, diz o FMI no relatório. “Em linha com o crescimento maior que o esperado nos países avançados até agora em 2017, em especial na zona do euro, a projeção foi revisada para cima”. Já as revisões positivas nas estimativas dos emergentes “refletem principalmente a atividade mais forte na China e nos países emergentes da Europa em 2017 e 2018”.
Segundo o Fundo, países exportadores de commodities como Brasil e Rússia, que passaram por forte recessão em 2015 e 2016, estão retomando o crescimento e ajudaram a melhorar os dados de 2017. No entanto, o cenário entre os emergentes continua heterogêneo, com avanços mais sólidos na Ásia e dificuldades em muitos locais da América Latina, da África Subsaariana e do Oriente Médio.
Em termos globais, o FMI aponta uma retomada nos investimentos, no comércio e na produção industrial, assim como uma melhora na confiança do consumidor e do empresário. “No entanto, a recuperação não está completa. Embora a projeção-base seja boa, o crescimento continua fraco em muitos países”, diz o relatório.
“As perspectivas para as economias avançadas melhoraram, principalmente na zona do euro, mas em muitos países a inflação segue baixa, indicando uma ociosidade que ainda não foi eliminada; além disso, as projeções para o PIB per capita são constrangidas pelo fraco crescimento da produtividade e pela taxa de dependência da população idosa”, acrescenta o documento.
Os riscos ao cenário traçado pelo FMI estão equilibrados no curto prazo, mas pendem para o lado negativo no médio prazo. Para o fundo, lidar com os desafios no setor financeiro será essencial, como é o caso do controle sobre a expansão do crédito na China e do saneamento do setor bancário europeu. O relatório também cita riscos geopolíticos no médio prazo e atitudes protecionistas em alguns países.
Para o FMI, o momento positivo no ciclo econômico abre uma janela para a realização das reformas necessárias para prevenir esses riscos e aumentar o potencial de crescimento econômico e a qualidade de vida das pessoas.
“Reformas estruturais e políticas fiscais amigáveis ao crescimento são necessárias para impulsionar a produtividade e a oferta de mão de obra, com prioridades distintas entre os países”, diz o texto.
O Fundo pede que a política monetária nos avançados continue acomodatícia até que haja sinais de que a inflação está voltando à meta.
No lado fiscal, é preciso aproveitar as condições favoráveis para reduzir a dívida pública, sem no entanto retirar o estímulo à demanda agregada. Já nos emergentes, onde há menos espaço fiscal, a política monetária pode agir como incentivo, uma vez que inflação parece estar se estabilizando em muitos países.
Fonte: Agência CMA. 

Oferta de ações da Vulcabras Azaleia pode girar até R$ 826 milhões

Oferta de ações da Vulcabras Azaleia pode girar até R$ 826 milhões

O período de reserva para a oferta de ações da Vulcabras Azaleia (BOV:VULC3) se inicia nesta terça-feira, 10 e vai até o dia 23 de outubro. No dia seguinte, 24, será encerrado o procedimento de bookbuilding quando será definido o preço da ação, cuja faixa indicativa é de R$ 8,50 a R$ 10,50.
A quantidade de ações na oferta, para sua “reestreia” na Bolsa brasileira, é de 60.526.000 em distribuição primária (novas ações) e 7.894.000 na secundária (dos vendedores), e o montante pode ser acrescido em até 15% em lote suplementar.
Esse lote, de até 10.263.000 ações, prevê a venda por parte dos fundos de investimento L4E (de 500.000 ações), Suez (1.000.000), FIM (1.500.000) e PGB (7.263.000).
Se exercido integralmente o lote suplementar e com o preço no teto da faixa indicativa, a oferta pode girar até R$ 826 milhões. A oferta de varejo será de no mínimo 10% e no máximo 15% da totalidade das ações.
O início de negociação das ações no segmento Novo Mercado da B3 está previsto para 26 de outubro. Os bancos coordenadores são Credit Suisse (líder), Bradesco BBI, BTG Pactual e BofA Merrill Lynch.
Fonte: Agência Estado

Petrobras eleva em 12,9% preço do gás de cozinha; reajuste entra em vigor amanhã

Petrobras eleva em 12,9% preço do gás de cozinha; reajuste entra em vigor amanhã

O Grupo Executivo de Mercado e Preços da Petrobras (BOV:PETR4) definiu novo reajuste do gás liquefeito de petróleo (GLP) para uso residencial, vendido em botijões de até 13 quilos (GLP P-13), conhecido como gás de cozinha. O aumento será, em média, de 12,9% e começa a vigorar amanhã (11).
A Petrobras informou, por meio de sua assessoria de imprensa, que o aumento, calculado de acordo com a política de preços divulgada em junho deste ano, reflete “principalmente, a variação das cotações do produto no mercado internacional”. A companhia acrescentou que, como a legislação brasileira “garante liberdade de preços no mercado de combustíveis e derivados, as revisões feitas nas refinarias podem ou não se refletir no preço final ao consumidor”. O impacto no consumo dependerá de repasses por distribuidoras e revendedores, advertiu.
A empresa destacou que o ajuste não tem incidência de tributos. Caso seja repassado integralmente aos preços ao consumidor final, a estimativa é que o preço do botijão de GLP P-13 suba em torno de 5,1%, em média, ou cerca de R$ 3,09 por botijão, informou a Petrobras. O último reajuste foi feito em 26 de setembro.
Sindigás
O Sindicato Nacional das Empresas Distribuidoras de Gás Liquefeito de Petróleo (Sindigás) calcula que o reajuste oscilará entre 7,8% e 15,4%, de acordo com o polo de suprimento.
De acordo com a entidade, a correção aplicada não repassa integralmente a variação de preços do mercado internacional. Diante disso, o Sindigás estima o preço do produto para botijões até 13 quilos “ficará 6,08% abaixo da paridade de importação, o que inibe investimentos privados em infraestrutura no setor de abastecimento”.
Combustíveis
Também amanhã (11), entram em vigor novos reajustes para diesel e gasolina. Para o diesel, o Grupo Executivo de Mercado e Preços estabeleceu queda de 0,2%, que se soma à redução de 1,3%, em vigência hoje (10). Para a gasolina, foi estabelecida retração de 2,6%, após aumento de 1,5% que vale a partir desta terça-feira.
Fonte: Agência Brasil