quarta-feira, 18 de outubro de 2017

Presidente diz que China continuará a abrir sua economia e aprofundar reformas financeiras

Presidente diz que China continuará a abrir sua economia e aprofundar reformas financeiras

A China vai aprofundar as reformas econômicas e financeiras e abrir mais seus mercados para investidores estrangeiros conforme busca alcançar um crescimento de alta qualidade em vez de alta velocidade, afirmou nesta quarta-feira o presidente do país, Xi Jinping.
A China avançará com as reformas orientadas pelo mercado de sua taxa de câmbio e do sistema financeiro, e deixará o mercado ter um papel decisivo na alocação de recursos, disse Xi na abertura do Congresso do Partido Comunista.
“A porta aberta da China não será fechada, ela será aberta ainda mais”, disse Xi.
O governo irá “limpar as regras e práticas que impedem um mercado unificado e a competição justa, sustentam o desenvolvimento de empresas privadas e estimulam a vitalidade de todos os tipos de entidades do mercado”, disse Xi, prometendo abrir mais o setor de serviços da China para os investidores estrangeiros.
Entretanto, ao mesmo tempo em que demonstrou suporte à reforma do mercado e à empresas privadas, Xi também falou em empresas estatais mais fortes e maiores.
O governo irá “promover o fortalecimento, melhora e expansão do capital estatal, e impedir efetivamente a perda de ativos estatais, aprofundar as reformas das empresas estatais, o desenvolvimento da economia mista e cultivar empresas competitivas globalmente”, disse Xi.
As declarações de Xi reiteram uma antiga promessa de líderes do partido de dar maior importância a forças do mercado livre para melhorar a eficiência e colocar a economia em uma trajetória de crescimento mais sustentável.
Mas conforme Xi avança para seu segundo mandato de cinco anos, executivos estrangeiros e analistas acreditam cada vez mais que a liberalização do mercado é vista como secundária em sua abordagem centrada no Estado para a política econômica e seu foco na estabilidade.
Reuters

Chegada da Amazon vai gerar "guerra de mimos" para vendedores

Chegada da Amazon vai gerar "guerra de mimos" para vendedores

Ao lançar o marketplace de eletrônicos, a Amazon (BOV:AMZO34) vai distribuir vantagens para atrair vendedores. A empresa vai cobrar uma taxa de 10% sobre as vendas no site, abaixo do que pratica em outros países do mundo. Além disso, os produtos serão financiados pelo site sem cobrança de taxas para o parceiro adiantar recebíveis.
“O vendedor vai saber o quanto vai receber, independentemente da modalidade de financiamento escolhida”, explica Szapiro, da Amazon. A empresa também está trazendo tecnologias como o preço dinâmico, que permite ao vendedor aumentar ou reduzir o preço em um determinado período de tempo. Além disso, os vendedores de produtos poderão configurar o valor do frete por região do País.
Para evitar a debandada de parceiros e a perda de fatia de mercado, as rivais também devem intensificar as inovações em suas plataformas. A B2W (BTOW3), dona de Americanas.com e Submarino, anunciou ontem um programa “Prime”, em que clientes terão acesso a ofertas sem cobrança de frete. A empresa também anunciou que vai começar uma operação de venda de produtos entre pessoas físicas (o chamado C2C – consumidor a consumidor).
No caso do Mercado Livre, a intenção é focar em um serviço que faz a gestão do armazenamento, da embalagem e da entrega dos produtos comercializados por diversos vendedores, a partir de um centro de distribuição próprio. O serviço chegou ao País há dois meses. A segunda iniciativa é a oferta de empréstimos aos vendedores. Em maio, conforme revelou o Estado, a companhia começou a oferecer crédito para pequenos empresários que mantêm lojas no site.
As informações são do jornal O Estado de S. Paulo

Como fabricar um diamante do nada

Como fabricar um diamante do nada


Direito de imagem Getty Images

De vez em quando, Dan Frost escuta um forte estampido e o chão de seu escritório vibra. Só pode ser uma coisa: um de seus experimentos explodiu de novo.
Ao descer para o laboratório, ele pode ver o susto na cara dos colegas. É como se uma pequena bomba tivesse estourado. "O barulho é assustador, mas não é perigoso. Está tudo protegido", explica ele.
As explosões fazem parte do trabalho de Frost. Cientista no Bayerisches Geoinstitut, na Alemanha, ele está tentando reproduzir as condições do manto, a camada da Terra situada a milhares de quilômetros de profundidade. Isso significa submeter rochas a algumas das pressões mais altas já conhecidas pela humanidade.
Não é de se espantar que ocorram alguns percalços.
Como parte de sua pesquisa, Frost descobriu maneiras surpreendentes de fabricar diamantes. A partir de gás carbônico, por exemplo. Ou de pasta de amendoim.
Em comparação com nossos enormes avanços na exploração espacial, sabemos bem pouco sobre o universo que se estende debaixo de nossos pés.
A geologia elementar nos explica que o interior da Terra pode ser dividido em três camadas: o núcleo, o manto e a crosta. Mas a exata composição dessas camadas ainda é um mistério. Uma enorme falha no conhecimento humano.

Camadas da TerraDireito de imagem Science Photo Library
Image caption Pouco se sabe sobre a exata composição das camadas da Terra
"Se quisermos entender como a Terra se formou, uma das coisas que precisamos saber é o material do qual o planeta é feito", explica Frost.
Muitos geólogos assumem que a Terra é feita da mesma matéria que os meteoritos do Cinturão de Asteroides. O problema é que a maioria dos meteoritos que caem na Terra tem uma proporção mais alta de silício do que encontramos na crosta terrestre. Onde todo esse silício foi parar? Uma das teorias é de que esteja retido no manto.
Para responder a essa pergunta, Frost utiliza dois tipos de prensa. A primeira usa um potente pistão para espremer minúsculas amostras de cristais a uma pressão até 280 mil vezes mais alta do que a pressão atmosférica, ao mesmo tempo em que elas são "assadas" em uma fornalha.
Isso recria as condições das camadas superiores do manto, que ficam a cerca de 900 quilômetros abaixo da superfície terrestre, fazendo com que os átomos do cristal se rearranjem em estruturas mais densas.
Uma segunda bigorna então esmaga os minerais recém-formados para que eles ganhem um aspecto parecido com aqueles encontrados em camadas ainda mais profundas da Terra.
Esse equipamento é composto por dois minúsculos diamantes que achatam os cristais lentamente. O resultado é 1,3 milhão de vezes maior que a pressão atmosférica.
Enquanto a amostra ainda está no aparelho, o cientista mede a maneira como o som viaja através do cristal resultante. Ao comparar esses dados com a leitura de ondas sísmicas que se propagam no interior da Terra, ele pode definir se a amostra está ou não próxima da composição do manto.

Sequestradores de carbono


Pasta de amendoimDireito de imagem Thinkstock
Image caption Rica em carbono, a pasta de amendoim poderia servir para a 'fabricação' de diamantes
As descobertas de Frost têm sido algo surpreendentes: o manto não parece conter uma proporção suficientemente alta de silício para se equiparar à composição dos meteoritos.
"Talvez ele tenha penetrado ainda mais profundamente, até o núcleo", diz o cientista.
Outra possibilidade é que a Terra inicialmente tivesse uma crosta muito mais espessa, cheia de silício, que foi então expelido pelos inúmeros impactos de meteoritos. Ou talvez tenhamos que repensar toda a questão do material de que é feita a Terra.
O processo de pressão intensa também criou um mineral chamado ringwoodita, um silicato de ferro e magnésio de cor azul que pode reter água. A descoberta sugere que o manto pode estar escondendo "oceanos" nas profundezas da Terra.
Os experimentos podem até, intuitivamente, nos contar mais sobre o ar que respiramos. E é aqui que entram os diamantes de Frost.
Ele suspeita que uma série de processos geológicos poderia retirar CO2 dos oceanos e injetá-lo em rochas, até o manto, onde seria transformado em diamante. "Essas pedras preciosas são menos voláteis que outras formas de carbono, o que significa que elas têm menos chances de serem liberadas de volta à atmosfera", diz o cientista. Um manto cravejado de diamantes poderia, portanto, ter desacelerado o aquecimento da terra, potencialmente ajudando na evolução da vida.
Para Frost, o principal ingrediente para esse processo é o ferro. As altas pressões do manto forçam o dióxido de carbono das rochas para os minerais ricos em ferro, que retiram o oxigênio e deixam o carbono para formar um diamante.
E isso é exatamente o que Frost descobriu quando recriou o processo usando as prensas – basicamente fabricando um diamante do nada.

Trabalho de tempo

Mas Frost provavelmente terá dificuldades em ficar rico com sua fabricação. Os diamantes levam longo tempo para serem formados.
"Para ter um diamante de 2 a 3 milímetros, teria que esperar semanas", diz. Isso não o deteve na experimentação de novas fontes para sua máquina de fazer diamantes.
A pedido de uma emissora de televisão alemã, ele tentou criar alguns diamantes a partir da pasta de amendoim, material rico em carbono. "Muito hidrogênio foi liberado, o que destruiu o experimento. Mas depois disso, consegui os diamantes."
Experiências malucas à parte, o instituto alemão agora se concentra em descobrir se consegue produzir diamante artificial com diferentes propriedades. Adicionar boro aos diamantes poderia torná-los semicondutores mais eficientes para artigos eletrônicos, que não aquecem com o uso – um dos maiores desperdícios de energia na indústria eletrônica atualmente.
Utilizar outras estruturas de carbono como matéria-prima, na forma de nanotubos, pode até fazer com que se chegue a um tipo de diamante superforte, mais resistente do que qualquer material que conhecemos.
Frost, no entanto, ainda gosta de se dedicar a desvendar os segredos sobre a história da Terra – e, potencialmente, sobre a vida extraterrestre.
"Estamos interessados em saber como o interior da Terra interagiu com a superfície; ao longo da existência da Terra, isso foi muito importante", diz. "E se estamos procurando por outros planetas habitáveis, teremos que considerar muitos desses processos."
Um trabalho vital que certamente compensa o sacrifício de um pouco de pasta de amendoim – e explosões ocasionais.

Fonte: BBC

Prefeitos do Pará se mobilizam para enfrentar a crise econômica

Prefeitos do Pará se mobilizam para enfrentar a crise econômica


“Os últimos dias tem sido de muito do sofrimento. Os municípios estão à beira da falência e a culpa não é nossa e nosso povo é quem paga”. A fala é da prefeita de Primavera, Ana Renata Sousa, que fala sobre o momento de crise vivida pelos municípios. Ela e outros prefeitos e prefeitas estiveram em Belém, nessa segunda-feira (16) para o “Dia de Mobilização e Reação: Municípios em Crise”.
A programação de iniciativa da Federação das Associações dos Municípios do Estado do Pará (Famep), juntamente com as Associações e Consórcios Regionais, incluiu diversas atividades voltadas para chamar a atenção dos poderes Executivo e Legislativo, Federal e Estadual sobre o momento de crise intensa dos municípios.
A primeira ação do dia foi a participação dos gestores municipais na Sessão Especial, realizada na Assembleia Legislativa do Estado do Pará, sobre as Medidas Provisórias que tramitam no Congresso Nacional acerca do Novo Código de Mineração. Na ocasião, alguns prefeitos de municípios mineradores e a Famep puderam falar sobre a importância de mudar as alíquotas, bem como sobre melhorarias na fiscalização da atividade mineradora, entre outros pontos.
“Acho que é muito importante a nossa luta não é lutar por aumento de alíquota e sim estamos falando de justiça. Entendemos que uma alíquota de 4% permite que União, Estados e municípios possam tocar e cuidar dos impactos que acontecem”, explicou o prefeito de Parauapebas, Darci Lermen.
O presidente da Famep, Xarão Leão, entregou à Comissão Mista um documento com as propostas elaboradas pelo movimento municipalista. A pressão sobre as alterações no Novo Código de Mineração é fundamental nesse momento, porque o tema vai para a votação no Congresso Nacional até o 28 dia de novembro, e se aprovadas as contribuições do movimento municipalista, os municípios poderão ter retorno em breve dessa arrecadação.
Articulação – O segundo momento do Dia de Mobilização foi uma audiência com o presidente da Assembleia Legislativa do Estado do Pará(Alepa), Márcio Miranda. Prefeitos e prefeitas solicitaram apoio do parlamento Estadual para articulação junto ao Governo do Estado de providências que ajudem os municípios nesse momento de crise.
Além de um apoio, os gestores municipais querem que o Estado assuma algumas despesas estaduais que os municípios acabam tendo que arcar. “Nós também estamos carregando parte do Estado nas nossas costas. Muitos funcionários da Adepará, Polícia Civil, Escolas Estaduais, do Estado, que estão sendo pagos pela nossa folha. Passamos desde janeiro tapando buraco de estradas estaduais, e o combustível que tínhamos para gastar nos ramais nós não temos mais”, declarou o prefeito de Alenquer e vice-presidente da Associação dos Municípios da Calha Norte, Juraci Sousa.
O presidente da Alepa propôs que os gestores montem uma pauta de reinvindicações que ele atuará como mediador junto ao Governo do Estado.
Assembleia Geral – Bloqueios do Fundo de Participação dos Municípios (FPM), dívidas previdenciárias, despesas com pessoal e projetos de responsabilidades de outros entes federativos. Esses são alguns dos problemas enfrentados pelos municípios paraenses que estão agravando a situação de crise econômica enfrentadas pelas gestões estaduais. Como parte das ações do “Dia de Mobilização e Reação”, os prefeitos se reuniram em uma Assembleia Geral para tentar construir uma estratégia de pressionar por uma ajuda da União.
“Precisamos nos mobilizar em busca de novo Apoio Financeiro dos Municípios (AFM) no valor de R$ 4 bilhões. O pedido de liberação de verba extra foi protocolado pela CNM e FAMEP na presidência da República. Por meio de ofício, e solicitamos ao Executivo que o repasse seja por meio do FPM, nos moldes da medida emergencial feita anteriormente, sem vinculações e sem descontos”, disse o presidente da Famep, Xarão Leão.
Essa será uma das ações dos gestores: pressionar para que Deputados e Senadores aprovem esse AFM, como já foi feito no ano de 2013. Na Assembleia, os gestores municipais definiram que irão solicitar ao Governo do Estado, uma transferência extra de ICMS para os municípios ainda este ano. “Vamos pedir pauta para o Governo do Estado para que se una aos municípios, porque os problemas estão aqui nos municípios e são eles que sofrem com recursos cada vez menores”, afirmou Leão.
Receita – No último ato do dia, os prefeitos e prefeitas seguiram à Superintendência da Receita Federal, para dialogar sobre possibilidades de arrecadação. Foi sugerido aos gestores que façam a adesão imediata a Rede Sim, pela qual a Receita Federal poderá ajudar a administração a conhecer as empresas existentes na cidade e aplicar a justiça fiscal.
Em poucos meses, as gestões poderão aumentar a arrecadação sem penalizar a população. “Há muitas questões em que as parcerias da Receita Federal com os municípios, com trocas de informação, para que o prefeito possa construir um modelo de que as receitas próprias dos municípios possam ter um significado maior”, disse o superintendente adjunto da Receita Federal no Pará, Marcos Aurélio Antunes.
Por FAMEP
Fonte: Folha do Progresso
 

SEC processa Rio Tinto

SEC processa Rio Tinto


A Comissão de Títulos e Câmbio dos Estados Unidos (SEC) anunciou nesta terça-feira ter iniciado um processo judicial contra a gigante anglo-australiana de mineração Rio Tinto e dois de seus diretores, no caso relacionado a minas de carvão em Moçambique. Na ação, apresentada a um tribunal de Manhattan, a SEC acusa a Rio Tinto, Thomas Alabanese e Guy Elliott – respectivamente presidente e diretor financeiro do grupo de mineração no momento dos fatos – de ignorar as advertências de responsáveis operacionais sobre uma filial moçambicana adquirida em 2011.
A unidade foi comprada por 3,7 bilhões de dólares, e depois revendida por apenas 50 milhões. Na época da aquisição, Rio Tinto apostava que as minas de carvão em Moçambique lhe dariam um enorme lucro, mas o grupo mudou rapidamente de opinião quando o governo moçambicano negou autorização para exploração. A decisão afetou consideravelmente o valor dos ativos, e Albanese e Elliott decidiram ocultar o prejuízo dos investidores, afirma a SEC. “Tentaram retardar e inclusive ocultar a natureza e a extensão dos acontecimentos negativos no conselho de administração, no comitê auditor, com os auditores independentes e com os investidores”, segundo a SEC.
Fonte: EM