quarta-feira, 18 de outubro de 2017

Amazon frustra com "mais do mesmo"; ações de rivais disparam

Amazon frustra com "mais do mesmo"; ações de rivais disparam

A entrada da Amazon (BOV:AMZO34trouxe calafrios para as principais empresas brasileiras do varejo online que têm nos últimos anos avançado no segmento marketplace. Um exemplo desse impacto pode ser avaliado na bolsa nesta terça-feira (17).
As ações do Magazine Luiz (MGLU3) teve queda de 7,94%, enquanto as da B2W (BTOW3), dona da Americanas.com, caiu 5,6%. Na semana, ambas tiveram baixas da ordem de 20%. Hoje, contudo, os papéis se recuperam fortemente, com altas de 8%, com o mercado avaliando a estreia como “tímida”.
Em um levantamento feito pelo BTG Pactual, os analistas identificaram que o ambiente de venda de eletrônicos da empresa possui em torno de 150 vendedores. O número é tímido perto dos números dos concorrentes – B2W tem mais de 6 mil e o Magazine Luiza mais de 250, segundo os dados do segundo trimestre.
Os analistas Fabio Monteiro e Luiz Guanais encontraram uma boa variedade de produtos, mas promoções agressivas em apenas 34 deles e com validade de apenas uma semana. Para alguns equipamentos eletrônicos, como TVs e câmeras, os parceiros estão oferecendo a venda em até 10 parcelas sem juros. Nenhum produto, exceto livros, é enviado sem a cobrança do frete.
“Até agora, nada para se ficar preocupado, em nossa visão”, explicam Monteiro e Guanais. Eles mantiveram conversas com parceiros da Amazon nos últimos dias e descobriram que o valor cobrado por ela é o mesmo dos outros: 10%. Até o final do mês, a expectativa é de que os vendedores cheguem a 200.
“O principal diferencial até agora é que a Amazon está fornecendo aos vendedores uma integração muito simples ferramenta e uma ferramenta de inteligência de negócios superior (principalmente relacionadas ao monitoramento de preços e de concorrentes)”, indica o BTG Pactual.

Longo prazo

Enquanto a Amazon ainda está tímida no mercado, o mesmo não se pode dizer quando o horizonte analisado é um pouco maior, como ressalta o Citi em uma análise enviada a clientes hoje. “No segundo trimestre de 2017, apenas dois anos após a sua entrada no México, a margem de contribuição do Mercado Livre, o maior competidor na região, se tornou negativa. Também, em experiências anteriores a Amazon foi capaz de se adaptar a diferentes realidades, com a Índia, um país com questões mais complexas que a do Brasil, um bom exemplo para isto”, avalia a analista Paola Mello.
Para ela, a B2W será a companhia mais afetada, por conta de suas margens mais apertadas. Já a Via Varejo (VVAR11), dona do Ponto Frio, tem a vantagem de ser a maior em eletrônicos no Brasil (duas vezes maior do que o Magazine Luiza), o que lhe confere maior poder de negociação, e produtos financeiros nas lojas físicas que ajudam aos clientes comprarem produtos, tendo em vista o baixo poder aquisitivo do brasileiro.
Fonte: Money Times

Pão de Açúcar versus Carrefour: quem enche mais o carrinho?

Pão de Açúcar versus Carrefour: quem enche mais o carrinho?

Aumentou a distância entre Pão de Açúcar (BOV:PCAR4e Carrefour (BOV:CRFB3), avaliam os analistas do Brasil Plural. Os números de vendas referentes ao terceiro trimestre mostram que o Carrefour Brasil segue com desempenho inferior ao Grupo Pão de Açúcar, segundo a equipe do banco.
Em relatório divulgado nesta quarta-feira (18), Guilherme Assis e Andres Estevez veem o Pão de Açúcar colhendo os frutos da expansão acelerada do “atacarejo” Assaí, bandeira que eles julgam mais preparada para atender consumidores do que o “atacarejo” Atacadão.
“A principal questão é saber se o Grupo Pão de Açúcar será capaz de transformar os investimentos realizados em margens, por meio da retomada no crescimento das vendas e da melhoria resultante da alavancagem operacional”, dizem os analistas.
Em cenário de deflação nos preços de alimentos, a equipe do Brasil Plural elogia iniciativas implementadas pelo grupo na divisão de Multivarejo nos últimos 18 meses. Citam a revisão dos esforços de promoções na operação de hipermercados e a campanha pioneira Meu Desconto, “uma reforma inovadora de seu tradicional programa de fidelidade”.
Os analistas do banco têm recomendação “overweight” (expectativa de desempenho acima da média do mercado) para a ação do Grupo Pão de Açúcar, com preço-alvo de R$ 99,00 ao fim de 2018.

Números

O Carrefour Brasil registrou vendas brutas de R$ 12,242 bilhões no terceiro trimestre de 2017, alta de 5,5% na comparação com o mesmo período de 2016. Já o Grupo Pão de Açúcar  reportou crescimento de 8,1% na receita líquida no terceiro trimestre de 2017, totalizando R$ 10,909 bilhões.
Fonte: Money Times

Bolsa de Tóquio: Índice Nikkei 225 abre em alta de +0,41% nesta quinta-feira, 19 de outubro de 2017

Bolsa de Tóquio: Índice Nikkei 225 abre em alta de +0,41% nesta quinta-feira, 19 de outubro de 2017

Tóquio, 19 de outubro de 2017 (ADVNEWS) – O Índice Nikkei 225, principal indicador do mercado de ações da Bolsa de Valores de Tóquio (Tokyo Stock Exchange), abriu a sessão de negociação desta quinta-feira em alta de +0,41%, sendo cotado em 21.450,04 pontos.
No pregão anterior, o índice Nikkei 225 fechou cotado em 21.363,05 pontos.
Já o índice TOPIX (Tokyo Price Index), composto por todas as ações de primeira linha negociadas na Bolsa de Valores de Tóquio, abriu o pregão desta quinta-feira em alta de +0,33%, sendo cotado em 1.730,32 pontos. Atualmente, mais de 1.600 companhias de primeira linha são negociadas no principal mercado de ações do Japão.
Dentre todos os ativos negociados no mercado de ações de Tóquio, 48,89% (1605) abriram o pregão desta quinta-feira operando em alta. As maiores altas registradas na abertura do pregão dessa quinta-feira foram:
1) Valorização de +17,31% da ação ordinária Soko Seiren Co. Npv (JSX:3578) 2) Valorização de +15,44% da ação ordinária Business Breakthro Npv (JSX:2464) 3) Valorização de +10,77% da ação ordinária Miyairi Valve Mfg Npv (JSX:6495)
Dentre todos os ativos negociados no mercado de ações de Tóquio, 44,72% (1468) abriram o pregão desta quinta-feira operando em baixa. As maiores baixas registradas na abertura do pregão dessa quinta-feira foram:
1) Desvalorização de -8,08% da ação ordinária Sugimura Warehouse Npv (JSX:9307) 2) Desvalorização de -5,50% da ação ordinária Howa Machinery Ltd Npv (JSX:6203) 3) Desvalorização de -4,99% da ação ordinária Giken Kogyo Co. Ltd Npv (JSX:9764)

Fonte: Exame

Após dois dias de quedas, Bovespa volta a subir

Após dois dias de quedas, Bovespa volta a subir

O mercado hoje apresentou um movimento de reajuste, após as duas quedas consecutivas, mas os investidores ainda permanecem cautelosos diante do quadro político.

Histórico

Ibovespa subiu 0,51%, fechando com 76.591,09 pontos. As ações das Lojas Renner (LREN3valorizaram 4,31%, as da Ecorodovias (ECOR3subiram 4,22% e as do Grupo Pão de Açúcar (PCAR4) cresceram 3,97%. Por outro lado, os ativos da Fibria (FIBR3despencaram 4,06%, os da Usiminas (USIM5) caíram 2,91% e os da Vale (VALE3) perderam 0,95%.
Em outubro, após 12 fechamentos, o índice valorizou 3,09%. Já foram seis pregões positivos, contra seis negativos. O mês de agosto fechou com 74.293,51 pontos.
Já no comparativo de 2017, após 198 pregões, o Ibovespa subiu 27,17. Já foram 98 fechamentos positivos contra 100 negativos. Em 2016, o índice fechou com 60.227,29 pontos.

Influências

A principal preocupação do dia foi a continuidade da sessão da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara sobre o parecer da denúncia contra o presidente Michel Temer. A CCJ está desde ontem no processo de votação. Os investidores temem que a demora da CCJ atrapalhe ainda mais o andamento das reformas no Congresso Nacional.

Fonte: ADVFN

Resumo do dia: saiba o que movimentou a política hoje

Resumo do dia: saiba o que movimentou a política hoje

Veja o que aconteceu na política nacional.

Denúncia do Temer

Comissão de Constituição de Justiça (CCJ) aprovou em votação o parecer que orienta a rejeição da denúncia contra o presidente Michel Temer e os ministros Eliseu Padilha e Moreira Franco. Foram 39 votos favoráveis contra 26 contrários e uma abstenção. Agora, o plenário da Câmara dos Deputados deverá decidir na semana que vem se autoriza ou não a abertura do processo no Supremo Tribunal Federal.

O retorno de Aécio

Após 20 dias afastado, o senador Aécio Neves retomou o seu mandato nessa terça-feira (17). No plenário e sem citar nomes, ele afirmou ser vítima de uma armação “ardilosa” e “criminosa”, preparada por “empresários inescrupulosos” e por “homens de Estado”. O plenário decidiu por 44 votos a 26, pelo retorno de Aécio.

Aécio e Tasso

O presidente interino do PSDB, Tasso Jereissati, surpreendeu ao defender a renúncia de Aécio Neves do comando do Partido, um dia após o Senado votar o retorno do senador mineiro à Casa, que depois, no plenário, alfinetou dizendo que ter sido alvo de “graves ataques” nos últimos dias por parte de alguns senadores, mas que retoma o mandato “sem rancor ou ódio”. Quando questionado, Aécio afirmou: “Não trato de questões partidárias pela imprensa”.

Orçamento 2018

O ministro da Casa Civil, Eliseu Padilha, afirmou que o governo deve publicar até o fim do mês as Medidas Provisórias (MP) que impactam o Orçamento de 2018. As MPs tratam do adiamento do reajuste de servidores, do aumento de 11% para 14% da contribuição previdenciária dos funcionários públicos que ganham mais de R$ 5 mil e do ajuste da tributação de fundos de investimento exclusivos.

Trabalho Escravo

O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (FHC) entrou para o grupo que critica duramente a portaria do Ministério de Trabalho que dificulta a punição de empresas que submetem seus trabalhadores a condições degradantes e análogas à escravidão.
“Considero um retrocesso inaceitável que limita a caracterização do trabalho escravo à existência de cárcere privado. Com isso, se desfiguram os avanços democráticos que haviam sido conseguidos desde 1995, quando uma comissão do próprio ministério, ouvindo as vozes e ações da sociedade, se pôs a fiscalizar ativamente as situações de superexploração da força de trabalho equivalentes à escravidão”, diz FHC.
O ex-presidente espera que Temer “reverta esta decisão desastrada”. Além do FHC, a Organização Internacional do Trabalho (OIT) também criticou a medida e afirma que ela faz com que o Brasil deixe de ser referência no combate à escravidão. Em oito estados do país, os fiscais do trabalho param suas atividades em protesto à portaria.

Fonte: ADVFN