segunda-feira, 23 de outubro de 2017

Poluição do ar acidifica oceanos e ameaça vida marinha, diz estudo 

Poluição do ar acidifica oceanos e ameaça vida marinha, diz estudo

Coral de água fria visto de dentro de um submarino Corais de água fria são menos afetados do que os de água quente com o aumento do pH dos oceanos© Foto: JAGO-TEAM/GEOMAR Coral de água fria visto de dentro de um submarino Corais de água fria são menos afetados do que os de água quente com o aumento do pH dos oceanos Toda a vida marinha será afetada por causa das emissões de gás carbônico, que vêm elevando a acidez dos oceanos no mundo, revela um novo estudo.
A pesquisa, que durou oito anos, foi conduzida por mais de 250 cientistas.
Os resultados apontam que criaturas marinhas em estágio inicial de desenvolvimento devem ser as mais prejudicadas pelas mudanças.
Um exemplo é o bacalhau. Segundo os cientistas, com a acidificação dos oceanos, 25% dos filhotes chegariam à fase adulta - no pior cenário, apenas 12% sobreviveriam.
As constatações foram feitas pelo projeto Bioacid, liderado pela Alemanha.
O resumo das principais descobertas do estudo será apresentado a negociadores do clima em novembro, numa cúpula em Bonn, no oeste alemão.
Mas nem todas as espécies estão ameaçadas. Os impactos biológicos da acidificação dos oceanos, explicam os cientistas, podem beneficiar diretamente alguns animais.
Ainda assim, mesmo esses podem ser afetados com as alterações na cadeia alimentar marinha.
Testes foram condizidos em laboratório e também nos mares do Norte, Báltico, no Oceano Ártico e na Papula Nova Guiné |© Foto: Maike Nicolai/GEOMAR Testes foram condizidos em laboratório e também nos mares do Norte, Báltico, no Oceano Ártico e na Papula Nova Guiné | BBC Plataforma de testes no mar Testes foram condizidos em laboratório e também nos mares do Norte, Báltico, no Oceano Ártico e na Papula Nova Guiné | Foto: Maike Nicolai/GEOMAR 1
Esse processo de acidificação tende a se agravar com mudanças climáticas, poluição, desenvolvimento urbano no litoral, uso de fertilizantes agrícolas e pesca predatória.
O nível de acidez está aumentando porque, à medida que o dióxido de carbono de combustíveis fósseis se dissolve na água do mar, produz ácido carbônico e reduz o pH da água.
O pH médio identificado na superfície da água caiu de 8,2 para 8,1, o que representa um aumento na acidez de cerca de 26%.
O estudo foi liderado pelo professor Ulf Riebesell, do Centro Helmholtz de Pesquisas Oceânicas (Geomar) em Kiel, no norte da Alemanha.
Considerado uma das maiores autoridades do mundo no assunto, ele tem mantido a cautela ao falar sobre efeitos da acidificação.
À BBC, ele disse que todos os grupos marinhos serão afetados pelas mudanças químicas, ainda que em diferentes níveis.


"Corais de águas aquecidas são geralmente mais sensíveis do que corais de água fria. Já os moluscos e os caracóis são mais sensíveis do que os crustáceos", explicou o especialista.
"Também identificamos que essas mudanças geram maior impacto em filhotes do que em adultos", completou. Desde 2009, pesquisadores que trabalham no programa Bioacid têm estudado como espécies marinhas estão sendo afetadas pela acidificação em diferentes fases da vida e seu impacto na cadeia alimentar. Também tentam verificar se há como reduzir os efeitos pela adaptação evolutiva da fauna e flora.
O estudo foi conduzido em laboratório e também nos mares do Norte, Báltico, no Oceano Ártico e na Papua Nova Guiné.
Um resumo de mais de 350 publicações acadêmicas sobre os efeitos da acidificação - que será apresentado no próximo mês - revelou que quase metade da fauna marinha testada reagiu de forma negativa ao aumento, ainda que moderado, da concentração do dióxido de carbono.
Diátomos marinhos Espécies mais jovens de bacalhau, mexilhão azul, estrelas do mar ouriços e borboletas marinhas são as mais afetadas pela mudança no nível de acidez da água© Foto: MAREK MIS/SPL 1 Diátomos marinhos Espécies mais jovens de bacalhau, mexilhão azul, estrelas do mar ouriços e borboletas marinhas são as mais afetadas pela mudança no nível de acidez da água Entre as espécies ainda em crescimento no Atlântico, bacalhau, mexilhão-azul, estrela-do-mar, ouriço e borboleta-marinha aparecem como as mais afetadas pela mudança no pH da água.
Um experimento com os cirrípedes (tipo de crustáceo) mostrou que eles não são sensíveis à acidificação e algumas plantas - como algas que usam carbono para a fotossíntese - podem até se beneficiar.
Carol Turley, especialista em acidificação oceânica no Reino Unido, avaliou a pesquisa como "extremamente importante".
"A pesquisa contribuiu com importantes dados sobre os impactos que a acidificação pode gerar em uma ampla gama de organismos marinhos, de micróbios a peixes", concluiu.

Fonte: BBC

domingo, 22 de outubro de 2017

Vidro: história, composição, tipos, produção e reciclagem

Vidro: história, composição, tipos, produção e reciclagem



Sua História

vidroO vidro é feito de uma mistura de matérias-primas naturais. Conta-se que ele foi descoberto por acaso, quando, ao fazerem fogueiras na praia, os navegadores perceberam que a areia e o calcário (conchas) se combinaram através da ação da alta temperatura. Há registros de sua utilização desde 7.000 a.C. por sírios, fenícios e babilônios.
Hoje o vidro está muito presente em nossa civilização e pode ser moldado de qualquer maneira: nos pára-brisas e janelas dos automóveis, lâmpadas, garrafas, compotas, garrafões, frascos, recipientes, copos, janelas, lentes, tela de televisores e monitores, fibra ótica e etc.
As matérias-primas do vidro sempre foram as mesmas há milhares de anos. Somente a tecnologia é que mudou, acelerando o processo e possibilitando maior diversidade para seu uso.

Composição

O vidro é composto por areia, calcário, barrilha (carbonato de sódio), alumina (óxido de alumínio) e corantes ou descorantes.
vidro

Tipos de Vidro

Existem muitos tipos de vidros que apesar de partirem da mesma base, possuem composições diferentes, de acordo com a finalidade a que se destinam. Veja a tabela a seguir.
Tipos
Aplicações
Vidro para embalagensgarrafas, potes, frascos e outros vasilhames fabricados em vidro comum nas cores branca, âmbar e verde;
Vidro planovidros de janelas, de automóveis, fogões, geladeiras, microondas, espelhos, etc .
Vidros domésticostigelas, travessas, copos, pratos, panelas e produtos domésticos fabricados em diversos tipos de vidro;
Fibras de vidromantas, tecidos, fios e outros produtos para aplicações de reforço ou de isolamento;
Vidros técnicoslâmpadas incandescentes ou fluorescentes, tubos de TV, vidros para laboratório, para ampolas, para garrafas térmicas, vidros oftálmicos e isoladores elétricos.

Produção

Toda a matéria-prima é levada a um misturador. A mistura resultante é levada ao forno de fusão, onde, sob o efeito do calor, se transforma em vidro e é conduzido às máquinas de conformação, que são utilizadas de acordo com o tipo de vidro que se pretende obter. Após conformada, a peça de vidro deve ser recozida, isto é, deve ser esfriada lentamente até a temperatura ambiente, aliviando, desta forma, as tensões que normalmente surgem durante a conformação e tornando a peça mais resistente.
Reciclagem de Vidro
Dentre as principais vantagens do vidro está o fato dele ser 100% reciclável, ou seja, ele pode ser usado e posteriormente utilizado como matéria-prima na fabricação de novos vidros infinitas vezes sem perda de qualidade ou pureza do produto.
vidro
No processo de reciclagem os produtos devem ser separados por tipo e cores. Por exemplo, as embalagens de geléia e os copos comuns não devem ser misturados aos vidros de janela. As cores mais comuns são o âmbar (garrafas de cerveja e produtos químicos), o translúcido ou “branco” (compotas), verde (refrigerantes) e azul (vinho).
O vidro usado retorna às vidrarias, onde é lavado, triturado e os cacos são misturados com mais areia, calcário, sódio e outros minerais e fundidos. Veja gráfico abaixo:
COMPOSIÇÃO DO VIDRO COM CACO
vidro
ÍNDICE DE RECICLAGEM DE VIDRO NO BRASIL
1991 – 15%
1993 – 20%
1995 – 25%
1997 – 35%
2000 – 40%
2003 – 42%
2005 – 43%
2007 – 49%
Em anos recentes, o índice de reciclagem no setor de embalagem de vidro tem se situado ao redor de 40%, com o uso de caco externo de origem diversa.

FIQUE POR DENTRO:

Além de ser 100% reciclável o vidro é muito bem aplicado para embalagens retornáveis. Neste caso a embalagem apenas sofre um processo de esterilização e pode ser utilizada novamente, como é feito com os cascos retornáveis de bebidas.
  • O uso de embalagens retornáveis reduz a necessidade de fabricação de novas embalagens, e conseqüentemente resulta em economia na extração de matéria-prima, nos gastos da fabricação e na emissão de poluentes proveniente do processo industrial.
  • No processo de reciclagem, o vidro comum funde a uma temperatura entre 1000oC e 1200oC, enquanto que a temperatura de fusão da fabricação do vidro, a partir dos minérios, ocorre entre 1500oC e 1600oC. Isso reflete em economia de energia e água, maior durabilidade dos fornos e ainda reduz a extração, beneficiamento e transporte dos minérios, diminuindo ainda mais os gastos energético e de materiais.
Fonte: BBC

10 ASSUNTOS QUE MOVIMENTARÃO A SEMANA

10 assuntos que movimentarão a semana

Após uma semana de leve realização de ganhos pelos investidores da B3, em meio aos desdobramentos políticos e eventos importantes econômicos na China e Estados Unidos, o mercado se prepara para uma nova série de indicadores importantes a serem apresentados. No radar doméstico, o destaque fica para a esperada rejeição da denúncia contra o presidente Michel Temer pelo plenário da Câmara dos Deputados e a decisão do Copom sobre o novo patamar da taxa básica de juros. Na Bolsa, os investidores acompanham com atenção a largada da temporada de divulgação de balanços corporativos. Já a agenda externa terá reunião do BCE, além dos números do PIB no Reino Unido e nos Estados Unidos.
É amplamente esperado pelo mercado o início de uma desaceleração no ritmo de cortes na Selic pelo Comitê de Política Monetária. Na noite da próxima quarta-feira (25), o Banco Central  deverá anunciar uma redução de 75 pontos-base na taxa básica de juros, recuando de 8,25% para 7,5% ao ano. Contudo, os investidores deverão observar com atenção o comunicado a ser apresentado, que trará novas indicações sobre os próximos passos da política monetária brasileira. Levando como base o último relatório Focus, do BC, a mediana dos economistas de mercado consultados espera que a Selic encerre este e o próximo ano a 7%.
Ainda na agenda doméstica, os investidores observam o resultado fiscal do governo central, previsto para quinta-feira (26). O número será divulgado após surpresa positiva da arrecadação do mesmo mês, que veio acima das expectativas. Uma arrecadação maior não representará aumento das despesas, mas poderá ser importante para que o governo reduza o déficit e caminhe em direção ao cumprimento da meta estabelecida para este ano, de R$ 159 bilhões.
Do lado da política, o centro das atenções fica para a votação da segunda denúncia contra o presidente Michel Temer no plenário da Câmara dos Deputados. As expectativas são de que a peça seja apreciada pelos parlamentares na quarta-feira e o governo supere as ameaças mesmo em meio a um quadro mais desafiador em meio a uma agenda negativa, que agora envolve até mesmo a edição de uma portaria que altera a tipificação do trabalho escravo. Conforme noticiou a imprensa ao longo da semana, o governo hoje teme uma rebelião de membros da base aliada, o que pode comprometer o resultado. Embora corra poucos riscos de ver a formação de 342 votos contra si, o peemedebista sabe que o desempenho nesta votação dirá muito sobre sua capacidade para conduzir alguma agenda de reformas em novembro, apesar de serem searas completamente distintos.
Pelo radar corporativo, as empresas listadas na B3 dão início à temporada de divulgação de balanços referentes ao exercício do terceiro trimestre. Ao menos 20 companhias prestarão contas com seus acionistas entre os dias 23 e 27 de outubro. Entre os destaques aparecem Vale (VALE3), Usiminas (USIM5), Ambev (ABEV3) e Santander (SANB11), com o pontapé inicial sendo dado pela Fibria (FIBR3).
No exterior, após um novo dia de alta dos juros e dos yields dos treasuries norte-americanos, em meio à aprovação do orçamento de 2018 pelo Senado, o mercado continua na expectativa pelo nome a ocupar a presidência do Federal Reserve. Por lá, as falas da atual chairwoman da autoridade monetária local, Janet Yellen, proferidas na noite desta sexta-feira, poderão repercutir na abertura dos mercados na segunda-feira (23). A agenda de indicadores americana da próxima semana é extensa e destaca o PIB (Produto Interno Bruto) do terceiro trimestre, a ser divulgado na sexta-feira (27), às 10h30 (horário de Brasília). O indicador deve trazer novas sinalizações sobre o nível de recuperação da maior economia do mundo e interferir nos rumos das decisões de política monetária do Fed.
Ainda na pauta externa, destaque para a agenda de divulgação de PMIs (Purchasing Managers’ Index) nos Estados Unidos e na Europa, na terça-feira (24), para os dados do PIB do Reino Unido, na quinta-feira às 6h30. Também no velho continente, destaque para a reunião do Banco Central Europeu, que deve manter os juros inalterados. Por fim, atenções também para os desdobramentos da tensão entre Espanha e Catalunha, as eleições no Japão e eleições legislativas na Argentina.
Fonte: Infomoney
Jornal ADVFN

sábado, 21 de outubro de 2017

Uma maçaneta que esteriliza suas mãos

Uma maçaneta que esteriliza suas mãos


Uma maçaneta que esteriliza suas mãos
O álcool em gel armazenado no interior da almofada é liberado por pequenos furinhos. [Imagem: E. L. Best et al. - 10.1016/j.jhin.2017.07.027]

Maçaneta com álcool gel
Esta é uma daquelas típicas ideias inovadoras ante as quais todo o mundo se pergunta: "Como é que eu não pensei nisso antes?"
Uma almofada flexível, dotada de um depósito interno, e permeada por uma malha de minúsculos furinhos, libera álcool em gel assim que é pressionada, esterilizando as mãos de quem a toca.
A ideia é substituir as placas que ficam por trás das maçanetas e fechaduras das portas dos hospitais por placas feitas com o material, garantindo que os profissionais de saúde estejam sempre com as mãos esterilizadas, evitando transmitir germes de um paciente para outro ou de um ponto a outro do hospital.
A equipe batizou sua criação de SurfaceSkin e já desenvolveu também uma maçaneta recoberta com o material.
"Além dos testes bem-sucedidos do NHS [sistema de saúde britânico], muitas organizações fora do setor de saúde expressaram um grande interesse em introduzir esses produtos autodesinfetantes. As SurfaceSkins podem desempenhar um papel importante em todo lugar onde os usuários da porta tenham interesse em manter as mãos limpas," disse o Chris Fowler, da Universidade de Leeds.
O material é formado por três camadas de material não-tecido, e cada superfície pode ser reabastecida com álcool gel assim que o produto se esgote. A estrutura foi projetada para ser substituída a cada sete dias ou mil pressionamentos, o que vier primeiro.
Fonte: Site Inovação Tecnológica -

Metrô do DF lança estação que funciona com energia solar

Metrô do DF lança estação que funciona com energia solar

O Metrô do Distrito Federal (DF) lançou nesta sexta-feira (20) a Estação Solar Guariroba. O projeto é totalmente sustentável e o primeiro com captação de energia solar e na América Latina.
Para alimentar a estação Guariroba, na cidade de Ceilândia, serão utilizados 578 painéis para captação de luz solar (placas fotovoltaicas) com capacidade de gerar 288 mil quilowatts por hora (Kw/h) por ano, o suficiente para suprir 100% do consumo da estação. O excedente de energia gerada também beneficiará o sistema metroviário do DF.
Segundo o presidente do Metrô-DF, Marcelo Dourado, a previsão é de que a companhia consiga economizar cerca de R$ 150 mil ao ano. “A economia financeira será investida na expansão do próprio sistema, buscando sempre implementar em mais estações e tecnologia. Isso é crucial para a mobilidade de Brasília, que não deve ser pensada apenas com a intenção de transportar, mas de ser sustentável”, disse.
Primeira fase
Além da estação Guariroba, a primeira fase do projeto tem mais três plantas de energia solar previstas para serem instaladas até 2019: nas estações Samambaia Sul e Feira, além de uma Usina Solar no Centro Operacional da Companhia, esta com capacidade de gerar 3,5 megawatts (MW).
A expectativa é de que o projeto economize cerca de R$ 1 milhão por mês, graças à captação de energia solar, melhore a infraestrutura da rede metroviária e reduza a tarifa cobrada dos usuários, hoje no valor de R$ 5. “Além da melhoria nas instalações, com a captação da energia solar, futuramente conseguiremos baixar o valor da tarifa”, disse Marcelo Dourado. A conta de energia elétrica do Metrô-DF gira em torno de R$ 4 milhões por mês.
Com a implantação das estações e a usina, ao todo, serão produzidos 5 MW de energia por mês, o equivalente a cerca de 33% da demanda de energia contratada pelo Metrô-DF (15 MW).
De acordo com a assessoria do Metrô-DF, 38 empresas concorreram no processo licitatório. O valor da licitação é de R$ 873,871,00. Os recursos financeiros para a construção da Estação Solar Guariroba fazem parte do projeto de modernização de energia da empresa, com contrato de financiamento entre o Governo de Brasília e o Banco do Brasil. As placas fotovoltaicas têm garantia de eficiência de até 25 anos.

Fonte: ADVFN