terça-feira, 24 de outubro de 2017

As turmalinas conhecidas sob a designação ”Paraíba”

As turmalinas conhecidas sob a designação ”Paraíba”, em alusão ao Estado onde foram primeiramente encontradas, causaram furor ao serem introduzidas no mercado internacional de gemas, em 1989, por suas surpreendentes cores até então jamais vistas. A descoberta dos primeiros indícios desta ocorrência deu-se sete anos antes, no município de São José da Batalha.
Estas turmalinas ocorrem em vívidos matizes azuis claros, azuis turquesas, azuis “neon”, azuis esverdeados, azuis-safira, azuis violáceos, verdes azulados e verdes-esmeralda, devidos principalmente aos teores de cobre e manganês presentes, sendo que o primeiro destes elementos jamais havia sido detectado como cromóforo em turmalinas de quaisquer procedências.
A singularidade destas turmalinas cupríferas pode ser atribuída a três fatores: matiz mais atraente, tom mais claro e saturação mais forte do que os usualmente observados em turmalinas azuis e verdes de outras procedências.
Em fevereiro de 1990, durante a tradicional feira de pedras preciosas de Tucson, no Estado do Arizona (EUA), teve início a escalada de preços desta gema. A mística em torno da turmalina da Paraíba havia começado e cresceu extraordinariamente ao longo das mais de duas décadas que se seguiram, convertendo-a na mais valiosa variedade deste grupo de minerais.
A elevada demanda por turmalinas da Paraíba, aliada à escassez de sua produção, estimulou a busca de material de aspecto similar em outros pegmatitos da região, resultando na descoberta das minas Mulungu e Alto dos Quintos, situadas próximas à cidade de Parelhas, no vizinho estado do Rio Grande do Norte. Estas minas passaram a produzir turmalinas cupríferas de qualidade média inferior às da Mina da Batalha, mas igualmente denominadas “Paraíba” no mercado internacional, principalmente por terem sido oferecidas muitas vezes misturadas à produção da Mina da Batalha.
Embora as surpreendentes cores das turmalinas da Paraíba ocorram naturalmente, estima-se que aproximadamente 80% das gemas só as adquiram após tratamento térmico.
Até 2001, as turmalinas cupríferas da Paraíba e do Rio Grande do Norte eram facilmente distinguíveis das turmalinas oriundas de quaisquer outras procedências mediante detecção da presença de cobre com teores anômalos, através de análise química por fluorescência de raios X de energia dispersiva (EDXRF). No entanto, as recentes descobertas de turmalinas cupríferas na Nigéria e em Moçambique acenderam um acalorado debate envolvendo o mercado e os principais laboratórios gemológicos do mundo, em torno da definição do termo “Turmalina da Paraíba”.
Até o ano de 2001, o termo “Turmalina da Paraíba” referia-se à designação comercial das turmalinas da espécie elbaíta, de cores azuis, verdes ou violetas, que contivessem pelo menos 0,1% de CuO e proviessem unicamente do Brasil, precisamente dos estados da Paraíba e do Rio Grande do Norte.
Tudo começou a mudar quando, naquele ano, uma nova fonte de turmalinas cupríferas foi descoberta na Nigéria, na localidade de Ilorin (mina de Edeko), voltando a ocorrer quatro anos mais tarde, em meados de 2005, desta vez em Moçambique, na região de Alto Ligonha, a aproximadamente 100 km ao sudoeste da capital Nampula.
De modo geral, as elbaítas com cobre destes países africanos não possuem cores tão vívidas quanto às das brasileiras, embora os melhores exemplares da Nigéria e de Moçambique se assemelhem aos brasileiros.
O achado destes depósitos africanos ocasionou acalorados debates no mercado e entre laboratórios, uma vez que as gemas de cores azuis a verdes saturadas procedentes da Nigéria e de Moçambique não podem ser diferenciadas das produzidas no Brasil por meio de exames usuais e tampouco por análises químicas semi-quantitativas obtidas pela técnica denominada EDXRF.
Há alguns anos, felizmente, constatou-se ser possível determinar a origem das turmalinas destes 3 países por meio de dados geoquímicos quantitativos de elementos presentes como traços, obtidos por uma técnica analítica conhecida por LA-ICP-MS.
Em fevereiro de 2006, o Comitê de Harmonização de Procedimentos de Laboratórios, que consiste de representantes dos principais laboratórios gemológicos do mundo, decidiu reconsiderar a nomenclatura de turmalina da “Paraíba”, definindo esta valiosa variedade como uma elbaíta de cores azul-néon, azul-violeta, azul esverdeada, verde azulada ou verde-esmeralda, que contenha cobre e manganês e aspecto similar ao material original proveniente da Paraíba, independentemente de sua origem geográfica.
Esta política é consistente com as normas da CIBJO, que consideram a turmalina da Paraíba uma variedade ou designação comercial, e a definem como dotada de cor azul a verde devida ao cobre, sem qualquer menção ao local de origem. 
Por outro lado, como essas turmalinas cupríferas são cotizadas não apenas de acordo com seu aspecto, mas também segundo sua procedência, tem-se estimulado a divulgação, apesar de opcional, de informações sobre sua origem nos documentos emitidos pelos laboratórios de gemologia, caso disponham dos recursos analíticos necessários.

Fonte: Joia br

Fibria: lucro explode em 2.200% no trimestre

Fibria: lucro explode em 2.200% no trimestre

Abrindo a temporada de resultados, a Fibria (BOV:FIBR3) registrou lucro consolidado de R$ 743,35 milhões no terceiro trimestre de 2017, alta de 2.247% na comparação com o mesmo período do ano passado. Entretanto, no acumulado do ano, a companhia viu seu resultado contrair em 53%, para R$ 813,26 milhões.
Outras notícias importantes do dia:
• A Anatel decidiu, por unanimidade, não aceitar a proposta da Oi de troca de multas acumuladas com a autarquia por investimentos. A agência está desconfiada da capacidade da companhia de cumprir seguramente o proposto em seu processo de recuperação judicial.
• A Oi afirma que foi envolvida em discussões e negociações com pessoas físicas titulares de senior notes com diversos vencimentos.
• A Biotoscana designou Mariano García-Valiño, CEO do grupo, para diretamente supervisionar os mercados do Brasil e a Argentina, as duas maiores operações da companhia. Foi criado também o cargo de vice-presidente executivo da Região dos Andes que será ocupado por Julieta Serna.
• A ANVISA indeferiu o pedido de registro do produto Glargilin (insulina glargina) da Biomm. A decisão é passível de recurso e a companhia tomará as providências cabíveis para tentar revertê-la.
• Em comunicado ao mercado, a QGEP esclareceu que não tem conhecimento de qualquer contrato de farm-out assinado pela Dommo, ou qualquer perspectiva da companhia para a quitação da dívida junto ao consórcio do bloco BS-4, que é de aproximadamente R$ 71 milhões.
• As vendas contratadas totais da Helbor no terceiro trimestre deste ano somaram R$ 212,3 milhões, aumento de 45,7% na comparação anual.
• A Ser Educacional encerrou o processo de captação do terceiro trimestre com um crescimento nos alunos de graduação de 25,9%. O destaque do trimestre foi o segmento de Ensino a Distância, que teve crescimento de 77%.
• A Coluna do Broadcast, do jornal O Estado de S.Paulo, noticia que a Kroton fez uma oferta de 25 vezes o Ebitada da Eleva, por 50% do negócio, mas não houve acordo. A Eleva é um dos investimentos de Jorge Paulo Lemann, homem mais rico do Brasil.
• A Petrobras aumentou o preço da gasolina em 1,7% e reduziu o do diesel em 0,3% nas refinarias.
Esta notícia foi extraída do Bom Dia ADVFN, newsletter diária divulgada pela ADVFN Brasil, em 24-10-2017.

Vendas da Black Friday devem crescer 15% no Brasil, diz associação comercial

Vendas da Black Friday devem crescer 15% no Brasil, diz associação comercial

A Associação Comercial de São Paulo (ACSP) divulgou nesta terça-feira, 24 de outubro, que as vendas da Black Friday no Brasil devem crescer pelo menos 15%, em comparação ao ano anterior.
A estimativa da ACSP está em linha com os dados divulgados outubro pela Ebit, empresa de informações sobre o comércio eletrônico brasileiro. Se a alta de 15% se concretizar, os varejistas venderão R$ 2,19 bilhões na Black Friday apenas no e-commerce.
Para o presidente da ACSP, Alencar Burti, a Black Friday continuará a ser um evento puxado pelo comércio eletrônico. “O varejo como um todo não terá esse desempenho de 15%, porque a Black Friday ainda é muita restrita à internet e a alguns segmentos do mercado, como o de eletroeletrônicos”, observa Burti, que também é presidente da Federação das Associações Comerciais do Estado de São Paulo (Facesp).
“Ano passado, vimos lojas físicas aderindo à Black Friday, fazendo promoções não só na sexta, mas ao longo de toda a semana. Isso deve se repetir. Mas ressalto que não deve se espalhar para todo o comércio. Em supermercados, por exemplo, não tem Black Friday. O consumidor não vai deixar de comer hoje para fazer isso depois por causa de um desconto melhor”, detalha Burti.
Neste ano, alguns varejistas tentaram mudar a data para que a Black Friday não atrapalhe as vendas de natal. No entanto, muitos consumidores devem aproveitar os descontos para antecipar suas compras.
O Instituto para o Desenvolvimento do Varejo (IDV) não aceitou a proposta de mudar a data e disse que o consumidor já esperar as promoções durante a Black Friday.
Cabe a cada varejista decidir se vai ou não fazer as promoções.

Black Friday

A Black Friday é um evento do varejo marcado por descontos em diferentes lojas. O movimento começou nos Estados Unidos e foi copiado por comerciantes de diversos países, entre eles, o Brasil.

Fonte: Jornal ADVFN

Ábaco

Ábaco
Ábaco
Ábaco é um instrumento usado desde a antiguidade para efetuar as operações elementares. Consta de um bastidor no qual se inserem diversas varetas no sentido horizontal, e por cada uma deslizam dez contas. A vareta inferior corresponde às unidades, a segunda às dezenas, a terceira às centenas e assim sucessivamente. Para representar um número, se deslocam pelas varetas tantas contas quantas sejam necessárias para as unidades, as dezenas etc. No ábaco está implícito o sistema decimal de numeração instituído depois da invenção do instrumento.

Durante a ocupação do Japão por tropas dos Estados Unidos, logo após a segunda guerra mundial, ocorreu uma curiosa disputa entre um soldado americano, perito no manejo de máquinas de calcular, e um funcionário japonês habituado ao uso do ábaco. A prova consistia em efetuar rapidamente as quatro operações aritméticas. O japonês venceu em quatro das cinco questões propostas, demonstrando a eficácia do antigo sistema de cálculo.
Alguns modelos contam com dez varetas, que correspondem a igual número de dedos, com dez contas em cada vareta. Outro tipo de ábaco apresenta varetas divididas em duas partes, uma com cinco contas e outra com duas. As contas da primeira parte correspondem a uma unidade e as da segunda, a cinco unidades. Os romanos empregavam um modelo de ábaco no qual as varetas eram substituídas por sulcos feitos numa tábua e as contas, por pedras.

O ábaco foi usado pelas civilizações pré-colombianas, mediterrâneas e do Extremo Oriente. Sua utilização significou um grande avanço para o cálculo aritmético na antiguidade. Em alguns países do Extremo Oriente o uso do ábaco perdura até os dias atuais.

Fonte: IG

Anglo Gold Ashanti investe no crescimento respónsável

Anglo Gold Ashanti investe no crescimento respónsável


Com posição de destaque entre as maiores mineradoras de ouro do Brasil, a AngloGold Ashanti completou, em 2017, uma trajetória de 183 anos no país. Em 2016, nas operações no Brasil, a companhia apresentou uma receita líquida de US$ 660,383 milhões, obtendo uma produção de 538 mil onças (aproximadamente 15 toneladas de ouro).
Tal produção ampliou a relevância do Brasil para o volume de produção global da AngloGold Ashanti, passando de 14% em 2015 para 15,3% em 2016. A AngloGold Ashanti Brasil possui três unidades de negócio: duas em Minas Gerais – Córrego do Sítio (Santa Bárbara) e Cuiabá-Lamego (Sabará) – e uma em Goiás, a mineração Serra Grande, localizada na cidade de Crixás.
As operações brasileiras estão entre as mais avançadas do mundo no campo da tecnologia de mineração, pela excelência dos equipamentos e processos utilizados e o desenvolvimento de soluções de engenharia para a atividade de mineração em subsolo. A empresa adota as melhores práticas da mineração mundial e é referência para as unidades da empresa em todo o mundo.
O Brasil é um dos países mais avançados do mundo no campo da tecnologia de mineração, pela excelência dos equipamentos e processos utilizados, e o desenvolvimento de soluções de engenharia para a atividade de mineração em subsolo. E inovação e sustentabilidade são os princípios que permeiam a estratégia de negócios e a atuação da companhia. Essas premissas norteiam desde a adoção de modernos sistemas de extração de minério, produção de ouro e rigorosas práticas de segurança no trabalho às soluções inovadoras para a mitigação de riscos ambientais, visando ao uso eficiente dos recursos naturais.
Sustentabilidade
A gestão ambiental também é um compromisso da AngloGold Ashanti. A empresa investiu mais de R$ 405 mil em reabilitação ambiental em Minas Gerais e em Goiás, além de realizar investimentos significativos em revegetação, com de 16 mil mudas sendo plantadas e doadas aos dois estados. Isso equivale a cerca de 20 hectares revegetados, ou 28 campos de futebol.
A AngloGold Ashanti mantém duas Reservas Particulares do Patrimônio Natural (RPPNs): a Mata Samuel de Paula, em Nova Lima, onde fica o Centro de Educação Ambiental (CEA) que recebe mais de 4 mil visitantes por mês; e a AngloGold-Cuiabá, localizada em Sabará. Juntas somam 873 hectares.
E a companhia acaba de acrescentar 500 hectares à já existente área protegida enviando para o IEF (Instituto Estadual de Florestas) o projeto para criação de duas novas reservas em Santa Bárbara, onde fica a operação Córrego do Sítio, com 180 he e 328 he cada.
A RPPN é uma categoria de Unidade de Conservação de caráter perpetuo, particular e criada em área privada, por decisão voluntária do proprietário.
Em dezembro de 2009, a AngloGold Ashanti foi a primeira mineradora a conquistar a certificação da norma ABNT NBR 16001, uma chancela que está em sinergia com a perspectiva da empresa, de contribuir com o desenvolvimento das comunidades localizadas próximas às operações. Anualmente a empresa passa por uma auditoria, com um rígido controle, para recertificação.
Um dos compromissos da AngloGold Ashanti é contribuir para o desenvolvimento e a melhoria da qualidade de vida das comunidades próximas às suas operações. Coerente com essa premissa, são promovidas diversas ações de fomento e promoção ao desenvolvimento local integrado e sustentável, por meio da construção conjunta de projetos, em processos de diálogo e cooperação, que envolvem parcerias com o poder público e instituições da sociedade civil.
Em 2016 foram investidos R$ 1,2 milhão de recursos próprios e R$ 6,8 milhões de recursos incentivados em iniciativas nas áreas de formação para o mercado de trabalho, geração de trabalho e renda, saúde e qualidade ambiental, esporte e cultura. Cerca de 10 mil pessoas, entre crianças, jovens e adultos das cidades nas quais a empresa tem atuação foram beneficiadas.
Negócios alinhados
Com mais de seis mil empregados diretos e indiretos, a AngloGold Ashanti Brasil possui negócios estratégicos para sua operação. Na área de energia, a empresa é proprietária do Complexo Hidrelétrico de Rio de Peixe, em Nova Lima, composto por sete pequenas centrais hidrelétricas e responde pela geração de 37% de toda a energia consumida nas unidades da empresa em Minas Gerais. Isso representa um forte diferencial competitivo e contribui para a preservação ambiental, já que evita a utilização de combustíveis fósseis.
Já na Planta Metalúrgica do Queiroz, também localizada em Nova Lima, a AngloGold Ashanti Brasil transforma um gás produzido no beneficiamento do minério em exemplo de produto ambientalmente correto e rentável. Trata-se do ácido sulfúrico, resultado da oxidação do enxofre contido no minério onde está o ouro, a fim de ampliar a recuperação do metal. O produto é vendido para indústrias químicas, de fertilizantes e celulose.
Sobre a AngloGold Ashanti
Uma das maiores produtoras de ouro do mundo, no Brasil a empresa possui minas e plantas metalúrgicas e de beneficiamento distribuídas nos estados de Minas Gerais e Goiás. Seus negócios englobam 17 operações em 9 países, gerando mais de 60 mil empregos. A AngloGold Ashanti tem sede em Johanesburgo, na África do Sul, e suas ações são negociadas nas bolsas de Johanesburgo, Nova York, Austrália e Gana.
No Brasil, a companhia está presente em Minas Gerais e Goiás. As operações brasileiras respondem por 15,3% da produção global de ouro do grupo e estão entre as mais avançadas do mundo no campo da tecnologia de mineração, pela excelência dos equipamentos e processos utilizados e o desenvolvimento de soluções de engenharia para a atividade de mineração em subsolo.
Fonte: AGA