terça-feira, 24 de outubro de 2017

Temer assina decreto que dá desconto de 60% em multas ambientais

Temer assina decreto que dá desconto de 60% em multas ambiental

© Foto: André Coelho/Agência O Globo Dois dias antes de o plenário da Câmara dos Deputados analisar a denúncia contra o presidente Michel Temer, o peemedebista assinou um decreto que dá descontos de até 60% em multas ambientais ainda não pagas, que serão convertidas em prestação de serviços na área ambiental. O decreto, que será publicado no Diário Oficial da União desta terça-feira, é mais um aceno de Temer à bancada ruralista. O grupo, que tem mais de 200 deputados, tem força para, sozinho, livrar o presidente da denúncia por obstrução de justiça e organização criminosa. A votação está marcada para quarta-feira de manhã.
Segundo o texto do decreto, as multas poderão ser convertidas em "serviços de preservação, melhoria e recuperação da qualidade do meio ambiente". O documento diz que a conversão não poderá acontecer em casos de reparação de danos decorrentes das próprias infrações cometidas. A justificativa do governo, descrita no site do Ministério do Meio Ambiente, é que a medida vai destravar cerca de R$ 1,2 bilhão represado, que será aplicado na compensação ambiental.
Poderão pleitear a conversão de 60% das multas ambientais os autores de infrações que optarem por aderir a projeto selecionado pelo órgão federal emissor da multa. Já o desconto de 35% nas multas será dado a quem decidir implementar, por conta própria, "serviço de preservação, melhoria e recuperação da qualidade do meio ambiente".
Há no governo atualmente R$ 4,6 bilhões em multas ambientais passíveis de conversão, segundo informações do Ibama. O anúncio do decreto foi feito por Temer no Pantanal, onde esteve no último sábado ao lado da presidente do Ibama, Suely Araújo.
O presidente também assinou, nesta segunda-feira, mais dois decretos na área ambiental. Um deles cria a política nacional de resíduos sólidos normas para assegurar que haja isonomia na fiscalização e cumprimento das obrigações de fabricantes, importadores, distribuidores e comerciantes de produtos, resíduos e embalagens "sujeitos à logística reversa obrigatória".
Um outro decreto estabelece critérios de sustentabilidade nas compras do setor público. De acordo com a nova redação proposta pelo documento, durante aquisição de bens e na contratação de serviços e obras, a administração pública federal vai precisar adequar a especificação do objeto da contratação e das obrigações da contratada às práticas de sustentabilidade.
As ações deverão estar justificadas no processo de licitação a fim de resguardar o caráter competitivo da disputa. As práticas de sustentabilidade a serem adotadas deverão ser publicadas como especificação técnica do objeto, obrigação da contratada ou requisito previsto em lei especial.
De acordo com o decreto assinado pelo presidente, são considerados parâmetros sustentáveis o baixo impacto sobre recursos naturais; o uso de inovações que reduzam a pressão sobre recursos naturais utilizados em bens, obras e serviços; além da utilização de produtos florestais madeireiros e não madeireiros originários de manejo florestal sustentável ou de reflorestamento.
— Será um ganho na contenção do desmatamento, que já está em queda na gestão do governo Michel Temer — avaliou o ministro em exercício do Ministério do Meio Ambiente, Marcelo Cruz, durante a viagem do presidente ao Pantanal, onde Temer assinou os decretos durante o II Encontro Carta Caiman.
Para a Comissão Interministerial de Sustentabilidade na Administração Pública (CISAP), fica estabelecido o critério de órgão de natureza consultiva. Vinculada à Secretaria de Gestão do Ministério do Planejamento, a principal finalidade da CISAP é propor a implementação de metodologias, práticas e ações de logística sustentável no âmbito da administração pública federal.
Fonte: O Globo

ALEXANDRITA

A mais rara e valiosa variedade do mineral crisoberilo exibe as cores verde e vermelha, as mesmas da Rússia Imperial, e seu nome é uma homenagem a Alexandre Nicolaivich, que mais tarde se tornaria o czar Alexandre II. De acordo com relatos históricos, a sua descoberta, nos Montes Urais, em 1830, deu-se no dia em que ele atingiu a maioridade.
Como uma das mais cobiçadas gemas, esta cerca-se de algumas lendas, a mais difundida das quais diz que o referido czar teria ordenado a execução de um lapidário, depois que este lhe devolveu uma pedra de diferente cor da que lhe houvera sido confiada para lapidar.
Esta lenda deve-se ao fato de que a alexandrita apresenta um peculiar fenômeno óptico de mudança de cor, exibindo uma coloração verde a verde-azulada (apropriadamente denominada “pavão” pelos garimpeiros brasileiros) sob luz natural ou fluorescente; e vermelha-purpúrea, semelhante a da framboesa, sob luz incandescente. Quanto mais acentuado for este cambio de cor, mais valorizado é o exemplar.
Esta instigante mudança de cor segundo o tipo de iluminação a qual está exposta à pedra, é denominada efeito-alexandrita, e deve-se ao fato de que a transmissão da luz nas regiões do vermelho e verde-azul do espectro visível é praticamente a mesma nesta gema, de modo que qualquer cambio na natureza da luz incidente altera este equilíbrio em favor de uma delas. Assim sendo, a luz diurna ou fluorescente, mais rica em azul, tende a desviar o equilíbrio para a região azul-verde do espectro, de modo que a pedra aparece verde, enquanto a luz incandescente, mais rica em vermelho, faz com que a pedra adote esta cor.
Analogamente ao crisoberilo, a alexandrita constitui-se de óxido de berílio e alumínio, deve sua cor a traços de cromo, ferro e vanádio e, em raros casos, pode apresentar o soberbo efeito olho-de-gato, que consiste no aparecimento de um feixe de luz ondulante nas gemas lapidadas em estilo cabochão, e que apresentem determinados tipos de inclusões.
Atualmente, os principais países produtores desta fascinante gema são Sri Lanka (Ratnapura e diversas outras ocorrências), Brasil, Tanzânia (Tunduru), Madagascar (Ilakaka) e Índia (Orissa e AndhraPradesh).
A alexandrita é conhecida em nosso país pelo menos desde 1932, e acredita-se que o primeiro espécime foi encontrado em uma localidade próxima a Araçuaí, Minas Gerais. Atualmente, as ocorrências brasileiras mais significativas localizam-se nos estados de Minas Gerais (Antônio Dias/Hematita, Malacacheta/Córrego do Fogo, Santa Maria do Itabira e Esmeralda de Ferros), Bahia (Carnaíba) e Goiás (Porangatu e Uruaçu).

Fonte: DNPM

As turmalinas conhecidas sob a designação ”Paraíba”

As turmalinas conhecidas sob a designação ”Paraíba”, em alusão ao Estado onde foram primeiramente encontradas, causaram furor ao serem introduzidas no mercado internacional de gemas, em 1989, por suas surpreendentes cores até então jamais vistas. A descoberta dos primeiros indícios desta ocorrência deu-se sete anos antes, no município de São José da Batalha.
Estas turmalinas ocorrem em vívidos matizes azuis claros, azuis turquesas, azuis “neon”, azuis esverdeados, azuis-safira, azuis violáceos, verdes azulados e verdes-esmeralda, devidos principalmente aos teores de cobre e manganês presentes, sendo que o primeiro destes elementos jamais havia sido detectado como cromóforo em turmalinas de quaisquer procedências.
A singularidade destas turmalinas cupríferas pode ser atribuída a três fatores: matiz mais atraente, tom mais claro e saturação mais forte do que os usualmente observados em turmalinas azuis e verdes de outras procedências.
Em fevereiro de 1990, durante a tradicional feira de pedras preciosas de Tucson, no Estado do Arizona (EUA), teve início a escalada de preços desta gema. A mística em torno da turmalina da Paraíba havia começado e cresceu extraordinariamente ao longo das mais de duas décadas que se seguiram, convertendo-a na mais valiosa variedade deste grupo de minerais.
A elevada demanda por turmalinas da Paraíba, aliada à escassez de sua produção, estimulou a busca de material de aspecto similar em outros pegmatitos da região, resultando na descoberta das minas Mulungu e Alto dos Quintos, situadas próximas à cidade de Parelhas, no vizinho estado do Rio Grande do Norte. Estas minas passaram a produzir turmalinas cupríferas de qualidade média inferior às da Mina da Batalha, mas igualmente denominadas “Paraíba” no mercado internacional, principalmente por terem sido oferecidas muitas vezes misturadas à produção da Mina da Batalha.
Embora as surpreendentes cores das turmalinas da Paraíba ocorram naturalmente, estima-se que aproximadamente 80% das gemas só as adquiram após tratamento térmico.
Até 2001, as turmalinas cupríferas da Paraíba e do Rio Grande do Norte eram facilmente distinguíveis das turmalinas oriundas de quaisquer outras procedências mediante detecção da presença de cobre com teores anômalos, através de análise química por fluorescência de raios X de energia dispersiva (EDXRF). No entanto, as recentes descobertas de turmalinas cupríferas na Nigéria e em Moçambique acenderam um acalorado debate envolvendo o mercado e os principais laboratórios gemológicos do mundo, em torno da definição do termo “Turmalina da Paraíba”.
Até o ano de 2001, o termo “Turmalina da Paraíba” referia-se à designação comercial das turmalinas da espécie elbaíta, de cores azuis, verdes ou violetas, que contivessem pelo menos 0,1% de CuO e proviessem unicamente do Brasil, precisamente dos estados da Paraíba e do Rio Grande do Norte.
Tudo começou a mudar quando, naquele ano, uma nova fonte de turmalinas cupríferas foi descoberta na Nigéria, na localidade de Ilorin (mina de Edeko), voltando a ocorrer quatro anos mais tarde, em meados de 2005, desta vez em Moçambique, na região de Alto Ligonha, a aproximadamente 100 km ao sudoeste da capital Nampula.
De modo geral, as elbaítas com cobre destes países africanos não possuem cores tão vívidas quanto às das brasileiras, embora os melhores exemplares da Nigéria e de Moçambique se assemelhem aos brasileiros.
O achado destes depósitos africanos ocasionou acalorados debates no mercado e entre laboratórios, uma vez que as gemas de cores azuis a verdes saturadas procedentes da Nigéria e de Moçambique não podem ser diferenciadas das produzidas no Brasil por meio de exames usuais e tampouco por análises químicas semi-quantitativas obtidas pela técnica denominada EDXRF.
Há alguns anos, felizmente, constatou-se ser possível determinar a origem das turmalinas destes 3 países por meio de dados geoquímicos quantitativos de elementos presentes como traços, obtidos por uma técnica analítica conhecida por LA-ICP-MS.
Em fevereiro de 2006, o Comitê de Harmonização de Procedimentos de Laboratórios, que consiste de representantes dos principais laboratórios gemológicos do mundo, decidiu reconsiderar a nomenclatura de turmalina da “Paraíba”, definindo esta valiosa variedade como uma elbaíta de cores azul-néon, azul-violeta, azul esverdeada, verde azulada ou verde-esmeralda, que contenha cobre e manganês e aspecto similar ao material original proveniente da Paraíba, independentemente de sua origem geográfica.
Esta política é consistente com as normas da CIBJO, que consideram a turmalina da Paraíba uma variedade ou designação comercial, e a definem como dotada de cor azul a verde devida ao cobre, sem qualquer menção ao local de origem. 
Por outro lado, como essas turmalinas cupríferas são cotizadas não apenas de acordo com seu aspecto, mas também segundo sua procedência, tem-se estimulado a divulgação, apesar de opcional, de informações sobre sua origem nos documentos emitidos pelos laboratórios de gemologia, caso disponham dos recursos analíticos necessários.

Fonte: Joia br

Fibria: lucro explode em 2.200% no trimestre

Fibria: lucro explode em 2.200% no trimestre

Abrindo a temporada de resultados, a Fibria (BOV:FIBR3) registrou lucro consolidado de R$ 743,35 milhões no terceiro trimestre de 2017, alta de 2.247% na comparação com o mesmo período do ano passado. Entretanto, no acumulado do ano, a companhia viu seu resultado contrair em 53%, para R$ 813,26 milhões.
Outras notícias importantes do dia:
• A Anatel decidiu, por unanimidade, não aceitar a proposta da Oi de troca de multas acumuladas com a autarquia por investimentos. A agência está desconfiada da capacidade da companhia de cumprir seguramente o proposto em seu processo de recuperação judicial.
• A Oi afirma que foi envolvida em discussões e negociações com pessoas físicas titulares de senior notes com diversos vencimentos.
• A Biotoscana designou Mariano García-Valiño, CEO do grupo, para diretamente supervisionar os mercados do Brasil e a Argentina, as duas maiores operações da companhia. Foi criado também o cargo de vice-presidente executivo da Região dos Andes que será ocupado por Julieta Serna.
• A ANVISA indeferiu o pedido de registro do produto Glargilin (insulina glargina) da Biomm. A decisão é passível de recurso e a companhia tomará as providências cabíveis para tentar revertê-la.
• Em comunicado ao mercado, a QGEP esclareceu que não tem conhecimento de qualquer contrato de farm-out assinado pela Dommo, ou qualquer perspectiva da companhia para a quitação da dívida junto ao consórcio do bloco BS-4, que é de aproximadamente R$ 71 milhões.
• As vendas contratadas totais da Helbor no terceiro trimestre deste ano somaram R$ 212,3 milhões, aumento de 45,7% na comparação anual.
• A Ser Educacional encerrou o processo de captação do terceiro trimestre com um crescimento nos alunos de graduação de 25,9%. O destaque do trimestre foi o segmento de Ensino a Distância, que teve crescimento de 77%.
• A Coluna do Broadcast, do jornal O Estado de S.Paulo, noticia que a Kroton fez uma oferta de 25 vezes o Ebitada da Eleva, por 50% do negócio, mas não houve acordo. A Eleva é um dos investimentos de Jorge Paulo Lemann, homem mais rico do Brasil.
• A Petrobras aumentou o preço da gasolina em 1,7% e reduziu o do diesel em 0,3% nas refinarias.
Esta notícia foi extraída do Bom Dia ADVFN, newsletter diária divulgada pela ADVFN Brasil, em 24-10-2017.

Vendas da Black Friday devem crescer 15% no Brasil, diz associação comercial

Vendas da Black Friday devem crescer 15% no Brasil, diz associação comercial

A Associação Comercial de São Paulo (ACSP) divulgou nesta terça-feira, 24 de outubro, que as vendas da Black Friday no Brasil devem crescer pelo menos 15%, em comparação ao ano anterior.
A estimativa da ACSP está em linha com os dados divulgados outubro pela Ebit, empresa de informações sobre o comércio eletrônico brasileiro. Se a alta de 15% se concretizar, os varejistas venderão R$ 2,19 bilhões na Black Friday apenas no e-commerce.
Para o presidente da ACSP, Alencar Burti, a Black Friday continuará a ser um evento puxado pelo comércio eletrônico. “O varejo como um todo não terá esse desempenho de 15%, porque a Black Friday ainda é muita restrita à internet e a alguns segmentos do mercado, como o de eletroeletrônicos”, observa Burti, que também é presidente da Federação das Associações Comerciais do Estado de São Paulo (Facesp).
“Ano passado, vimos lojas físicas aderindo à Black Friday, fazendo promoções não só na sexta, mas ao longo de toda a semana. Isso deve se repetir. Mas ressalto que não deve se espalhar para todo o comércio. Em supermercados, por exemplo, não tem Black Friday. O consumidor não vai deixar de comer hoje para fazer isso depois por causa de um desconto melhor”, detalha Burti.
Neste ano, alguns varejistas tentaram mudar a data para que a Black Friday não atrapalhe as vendas de natal. No entanto, muitos consumidores devem aproveitar os descontos para antecipar suas compras.
O Instituto para o Desenvolvimento do Varejo (IDV) não aceitou a proposta de mudar a data e disse que o consumidor já esperar as promoções durante a Black Friday.
Cabe a cada varejista decidir se vai ou não fazer as promoções.

Black Friday

A Black Friday é um evento do varejo marcado por descontos em diferentes lojas. O movimento começou nos Estados Unidos e foi copiado por comerciantes de diversos países, entre eles, o Brasil.

Fonte: Jornal ADVFN