quarta-feira, 25 de outubro de 2017

Conheça 8 curiosidades sobre a mineração no Brasil Colonial

Conheça 8 curiosidades sobre a mineração no Brasil Colonial


Você sabe onde foram encontrados os primeiros diamantes no Brasil? E como surgiu a expressão Santo do pau oco? A história da mineração no Brasil Colonial envolve uma série de fatos interessantes. Veja abaixo oito curiosidades sobre o período:
1- E não é que, com a chegada da mineração no Brasil Colonial, o idioma português substituiu o tupi, tornando-se, assim, a língua mais falada da colônia? Isso porque, devido a essa nova atividade econômica, aumentou o número de portugueses no território. Outra mudança provocada pela mineração colonial foi o deslocamento da capital brasileira de Salvador para o Rio de Janeiro, por ficar mais próximo das minas. Além disso, com a riqueza trazida pela extração de ouro, surgiu uma nova classe consumidora no Brasil Colônia, a classe média brasileira.
2- E onde foram encontrados os primeiros diamantes no Brasil? Na região do rio Jequitinhonha, em 1729. O rio banha os estados de Minas Gerais e da Bahia. O principal centro produtor foi Arraial do Tijuco, atual Diamantina, em Minas Gerais.
3- A mineração colonial foi cenário para a origem de famosos ditados populares. É o caso da expressão Santo do Pau Oco, utilizado para designar pessoas dissimuladas. Como na época os impostos sobre o ouro e outros metais preciosos eram altíssimos, santas de madeira oca eram preenchidas com bens preciosos como ouro em pó. Assim era possível passar pelas Casas de Fundição sem pagar os abusivos impostos à Coroa.
4- Falando em impostos…você sabia que o primeiro imposto no Brasil surgiu no período da mineração colonial? Chamado de quinto, estipulava que 20% da riqueza obtida em cada jazida deveria ser concedida à Coroa Portuguesa. Mas o sistema era muito vulnerável e acabou sendo substituído, mais adiante, pela finta, que consistia na remessa de 30 arrobas anuais de ouro para a Coroa.
5- Que a cidade de Ouro Preto, em Minas Gerais, tem esse nome devido à exploração local de ouro todo mundo sabe. Mas a pergunta que fica é: por que ‘preto’? A resposta é simples: o ouro da região era recoberto com uma camada de óxido de ferro, que lhe dava uma tonalidade diferente da normal. Aliás, até 1823, a cidade era chamada de Vila Rica.
6- Graças à mineração colonial, a produção de ouro no Brasil representou metade da produção mundial de ouro entre os séculos XVI e XVIII! E, claro, teve gente que ficou muito rica. Reza a lenda que um escravo chamado Chico Rei conseguiu comprar a própria liberdade e a de outros escravos com o ouro contrabandeado na Mina Encardideira, em Ouro Preto, onde trabalhava.
7- O que a Revolução Industrial tem a ver com a mineração no Brasil Colonial? Muita coisa! O ouro foi levado para Portugal e gerou lucro até para a Inglaterra, que teria financiado a Revolução Industrial com parte das riquezas tiradas da colônia portuguesa. E não foi só lucro que a extração de ouro gerou. Com ela, vieram as artes, representada sobretudo por Aleijadinho, e o intelecto. Crianças de origem portuguesa-brasileira foram enviadas para Portugal para estudar e, quando retornaram ao Brasil, trouxeram as ideias revolucionárias e embrionárias da Revolução Francesa.
8- A mineração colonial mexeu até com o fluxo populacional no território. Com as promessas de riqueza no Novo Mundo, começou uma imigração intensa de portugueses para o Brasil. E a população oficial da colônia pulou de 300 mil pessoas para 3 milhões! Preocupada com o número crescente, a Coroa até estipulou uma lei para tentar gerenciar o fluxo migratório.
Fonte: Vale

Erupções vulcânicas causaram aquecimento global há 56 mi de anos



Erupção do Eyjafjallajökull na Islândia: Erupção do vulcão Eyjafjallajökull, na Islândia. O vulcanismo na ilha é um pequeno remanescente dos processos que separaram a Groenlândia do norte da Europa Ocidental e deram origem a um dos períodos de mudança climática mais acentuados na história, há 56 milhões de anos© Creative Commons Erupção do vulcão Eyjafjallajökull, na Islândia. O vulcanismo na ilha é um pequeno remanescente dos processos que separaram a Groenlândia do norte da Europa Ocidental e deram origem a um dos períodos de mudança… Um período dramático de aquecimento global há 56 milhões de anos, que provocou aumentos de até cinco graus Celsius nas temperaturas e extinguiu várias espécies de organismos marinhos, foi causado por erupções vulcânicas, aponta um estudo publicado nesta quinta-feira na revista Nature. Segundo a pesquisa, durante esse período foi observado um dos aquecimentos mais acentuados na história da Terra, que ficou conhecido como máximo térmico do Paleoceno-Eoceno (PETM, na sigla em inglês). Os resultados sugerem que ele teria ocorrido em decorrência da liberação de gás carbônico a partir de erupções vulcânicas, enquanto a Groenlândia ainda se separava da Europa.
“Como o antigo sistema da Terra respondeu a essa injeção de carbono durante o PETM pode nos dizer muito sobre como o planeta poderá responder no futuro às mudanças climáticas feitas pelo homem”, diz em comunicado o geólogo e co-autor do estudo Gavin Foster, da Universidade de Southampton, no Reino Unido. Ainda assim, os cientistas alertam que a evolução das emissões e da temperatura há milhões de anos foi muito diferente da mudança climática atual. “Em comparação com as emissões de carbono produzidas por humanos hoje, a taxa de produção de carbono durante o PETM foi muito mais lenta”, acrescenta Marcus Gutjahr, líder da pesquisa e geólogo do Centro Helmholtz de Pesquisa Oceânica, na Alemanha.
Dados apontam que 150.000 anos depois do PETM as temperaturas retornaram aos níveis anteriores ao evento – fato que poderia indicar que há uma chance de o mesmo ocorrer com o aquecimento observado hoje dentro de alguns milhares de anos. Porém, os cientistas pedem mais cautela antes de fazer a comparação, pois as causas que levaram ao PETM, que até então eram desconhecidas e agora sabe-se que tinham relações com sucessivas erupções vulcânicas, não são as mesmas que provocam o aumento das temperaturas atuais.

Erupções

Cientistas já sabiam que o PETM provavelmente coincidiu com a formação de “inundações de basalto” – grandes trechos do oceano e os continentes revestidos em lava, resultantes de uma série de grandes erupções. Eles teriam surgido em consequência da separação da Gronelândia e América do Norte do noroeste da Europa, criando o Oceano Atlântico Norte.
Para verificar se esse processo seria responsável por desencadear uma grande produção de gás carbônico, capaz de provocar o aumento das temperaturas, Gutjahr e sua equipe reconstruíram os valores do pH do oceano durante o período analisado, medindo isótopos (átomos de um mesmo elemento químico que diferem em massa) de boro e carbono em fósseis marinhos.
As análises mostraram que, durante o PETM, mais de 12 bilhões de toneladas de carbono foram liberados para a atmosfera. Isso é cerca de 30 vezes mais do que todos os combustíveis fósseis queimados até o momento somados a todas as reservas remanescentes para combustíveis fósseis. Na modelo climático produzido pelos pesquisadores, os níveis atmosféricos de CO2 aumentaram de cerca de 800 ppm (partes por milhão) para mais de 2000 ppm. Atualmente, a concentração de dióxido de carbono da atmosfera da Terra é 400 ppm.
“O pH do oceano diz muito sobre a quantidade de carbono absorvido pela água do mar no passado, mas podemos obter ainda mais informações considerando também mudanças na composição do carbono, pois isso fornece uma indicação de sua fonte”, explica o geólogo Andy Ridgwell, da Universidade da Califórnia, nos Estados Unidos, que está envolvido no estudo. “Se considerarmos as duas análises em um modelo de clima global, apenas o vulcanismo em larga escala durante a abertura do Atlântico Norte poderia ter sido a explicação para desencadear o PETM”.
Arquivado em: Ciência

Fonte: MSN

terça-feira, 24 de outubro de 2017

Brasil e América Latina estão bem posicionados para crescer mesmo com alta dos juros pelo Fed

Brasil e América Latina estão bem posicionados para crescer mesmo com alta dos juros pelo Fed

NOVA YORK (Reuters) - A América Latina e o Brasil em particular estão bem posicionados entre os países em desenvolvimento para resistir aos aumentos esperados dos juros pelos bancos centrais dos Estados Unidos e europeu nos próximos meses, disseram investidores e economistas.
Nos meses depois de maio de 2013, quando o então chair do Federal Reserve Ben Bernanke anunciou planos para reduzir o estímulo monetário, o JPMorgan Emerging Markets Global Bond Index recuou quase 15 por cento desde a máxima de maio, atingindo a mínima para o ano em setembro.
O índice MSCI de ações do mercado emergente recuou 17,4 por cento da máxima de maio para a mínima do ano em junho.
Mas esse padrão não deve se repetir mesmo se o Fed começar a reduzir sua carteira de títulos de 4,5 trilhões de dólares e com a perspectiva de que continue a elevar os juros, disseram analistas.
“Se você olhar os fundamentos desta vez, há uma situação melhor do que antes” disse a diretora sênior do Institute for International Finance, Sonja Gibbs.
O Brasil, em particular, viu a inflação desacelerar durante a recessão severa e fez alguns progressos em reformas estruturais, aumentando o conforto dos investidores com seu plano de continuar cortando os juros, mesmo com o aperto monetário do Fed, disse ela.
A maior economia da América Latina foi anteriormente chamada pelos analistas da Morgan Stanley como uma das “Cinco Frágeis” --economias mais vulneráveis à fuga de capitais.
Mas desta vez a economia brasileira é uma das que estão melhor situadas, disseram autoridades e economistas.

Fonte: Reuters

Cérebro de pessoas com depressão é “resetado” com cogumelo mágico

Cérebro de pessoas com depressão é “resetado” com cogumelo mágico






A psilocibina, substância alteradora da consciência encontrada em cogumelos alucinógenos, pode ajudar a resetar a atividade neuronal do cérebro de pessoas que sofrem com depressão.
Defensores do uso do cogumelo alucinógeno acreditam que a substância não seja apenas uma droga recreativa, mas que ela também pode ser usada como medicamento. Estudos recentes comprovam que a psilocibina realmente afeta áreas do cérebro que ficam excessivamente ativas na depressão.
Sintomas reduzidos
Um desses estudos é de 2016, da Imperial College London (Inglaterra). Nele, Robin Carhart-Harris e sua equipe conduziram o primeiro teste clínico com psilocibina para tratar depressão, e os resultados foram encorajadores. O teste envolveu 12 pessoas, sem grupo controle, e os pesquisadores observaram que apenas duas sessões de psicoterapia unida ao uso de psilocibina foram suficientes para reduzir sintomas em todos os voluntários.

Melhora por até cinco semanas

Em 2017, a mesma equipe realizou outro estudo em que mostra que a psilocibina parece causar mudanças no cérebro das pessoas com depressão. O estudo envolveu 19 pessoas com depressão que não apresentaram melhora com os tratamentos tradicionais.
Cada voluntário recebeu doses de 10mg e 25mg com sete dias de intervalo. Exames de ressonância magnética mostraram que depois de usar a substância, a atividade em algumas regiões do cérebro reduziram. Uma dessas áreas é a amigdala, que exerce importante papel no processamento de medo e estresse. Os participantes relataram imediata melhora no humor que durou até cinco semanas.
“Mostramos pela primeira vez mudanças claras na atividade cerebral em pessoas deprimidas tratadas com psilocibina que não respondiam aos tratamentos convencionais. Vários de nossos pacientes descreveram sentir um ‘reset’ depois do tratamento”, afirma Charhart-Harris.
“Isso traz maiores evidências que a psilocibina pode ser eficaz para o tipo mais persistente de depressão. Desenvolvimentos nessa área são uma prioridade na psiquiatria. Algumas pessoas podem passar por anos de sofrimento que resiste às terapias tradicionais”, aponta Paul Morrison.
A equipe de pesquisadores alerta que as pessoas não devem tentar automedicação com substâncias psicodélicas. [Newscientist, Scientific Reports]

Lactobacilos podem reverter sintomas de depressão e ansiedade: estudo

Lactobacilos podem reverter sintomas de depressão e ansiedade: estudo



Pesquisadores descobriram que lactobacilos, um grupo de bactérias probióticas que fermentam leite em iogurte e ajudam no processo digestivo, podem reverter o comportamento depressivo e a ansiedade em camundongos.
O estudo foi publicado na revista Scientific Reports, Microbioma intestinal
Embora nosso conhecimento sobre a depressão tenha melhorado nos últimos anos, ainda é necessária uma melhor compreensão dos mecanismos que levam à doença, para o desenvolvimento de novas abordagens terapêuticas.
O papel do microbioma do intestino tem sido de grande interesse para os pesquisadores
Cientistas da Universidade de Virgínia, nos EUA, por exemplo, tentaram descobrir se havia uma ligação concreta entre depressão e saúde intestinal.



Lactobacilos

Olhando para a composição do microbioma intestinal antes e depois de ratos serem submetidos ao estresse, o Dr. Alban Gaultier, pesquisador do Departamento de Neurociência e do Centro de Imunologia Cerebral e Glia, e seus coautores descobriram que a grande mudança foi a perda de lactobacilos.





Em outras palavras, com a perda de lactobacilos veio o aparecimento de sintomas de depressão.
A alimentação dos ratos com Lactobacillus reuteri – uma espécie que coloniza vários hospedeiros vertebrados, incluindo roedores e seres humanos – devolveu os animais a quase normalidade.
“Uma única linhagem de Lactobacillus foi capaz de influenciar o humor”, observou o Dr. Gaultier.

Papel da quinurenina

Os pesquisadores também queriam determinar o mecanismo pelo qual os lactobacilos influenciam a depressão.
Eles descobriram que a quantidade de lactobacilos no intestino afeta o nível de um metabolito no sangue chamado quinurenina. Já foi mostrado que ele pode conduzir à depressão.
Quando lactobacilos diminuem no intestino, os níveis de quinurenina sobem – e sintomas de depressão aparecem.
“Identificamos que as espécies reativas de oxigênio derivadas de Lactobacillus podem suprimir o metabolismo da quinurenina do hospedeiro, inibindo a expressão da enzima metabolizadora, IDO1, no intestino”, os cientistas afirmaram.

Próximos passos

Os pesquisadores chegaram à conclusão de que os lactobacilos podem contribuir para a regulação do metabolismo e resiliência durante o estresse.
“Esta é uma mudança consistente. Nós vimos níveis de Lactobacillus se correlacionarem diretamente com o comportamento destes ratos”, disse Ioana Marin, principal autora do estudo.
Com base nas novas descobertas, os pesquisadores planejam começar a estudar o resultado de tal tratamento nas pessoas o mais rápido possível.
Eles pretendem examinar os efeitos de Lactobacillus sobre a depressão em pacientes com esclerose múltipla, um grupo no qual a condição é comum. As mesmas substâncias biológicas e mecanismos que o Lactobacillus usa para afetar o humor em ratos também são vistos em seres humanos, o que indica que o efeito pode ser o mesmo. [SciNews]