quinta-feira, 26 de outubro de 2017

Brasil pode recuperar grau de investimento em breve se tiver menos variação política, diz Padilha

Brasil pode recuperar grau de investimento em breve se tiver menos variação política, diz Padilha

BRASÍLIA (Reuters) - O ministro da Casa Civil, Eliseu Padilha, afirmou nesta quinta-feira que o Brasil pode recuperar a classificação de grau de investimento “com alguma brevidade” se conseguir mais consistência e estabilidade política.


Ministro da Casa Civil, Eliseu Padilha, durante coletiva de imprensa no Palácio do Planalto, em Brasília 07/07/2016 REUTERS/Ueslei Marcelino
“O risco Brasil já se aproxima do ‘investment grade’. Com um pouco mais de consistência e um pouco menos de variação na política nacional, teremos a volta do grau de investimento com alguma brevidade”, disse o ministro em discurso durante evento no Tribunal de Contas da União (TCU).
Padilha fez a declaração um dia após a Câmara dos Deputados rejeitar uma segunda denúncia apresentada pela Procuradoria-Geral da República contra o presidente Michel Temer, mas com placar abaixo do esperado pelo governo, indicando que o Planalto deve encontrar dificuldades para tocar sua agenda.

Fonte: Reuters

Lucro da Vale sobe quase 4 vezes no 3º tri, mas fica abaixo do esperado

Lucro da Vale sobe quase 4 vezes no 3º tri, mas fica abaixo do esperado

SÃO PAULO (Reuters) - A mineradora Vale teve lucro líquido de 7,14 bilhões de reais no terceiro trimestre, quase quatro vezes superior ao registrado no mesmo período de 2016, devido a melhorias na realização de preços, levando a empresa a dizer nessa quinta-feira que está a caminho de acelerar a redução do endividamento líquido.


Logo da mineradora Vale é vista no Rio de Janeiro 07/08/2017 REUTERS/Ricardo Moraes
O lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) ajustado somou 13,25 bilhões de reais no período, alta de 37,5 por cento ante o mesmo trimestre do ano passado, com aumento nas vendas de minério de ferro, principal produto da companhia.
Os resultados vieram levemente abaixo do esperado. Em dólares, o lucro líquido atingiu 2,23 bilhões de dólares, ante consenso de estimativas compiladas pela Thomson Reuters de 2,439 bilhões de dólares.
A comercialização de minério de ferro (finos) da companhia, maior produtora global da commodity, atingiu 76,4 milhões de toneladas, ante 74,2 milhões de toneladas no mesmo período do ano passado, com vendas a preços mais altos.
O preço de referência de finos de minério de ferro fechou o terceiro trimestre em 76,10 dólares por tonelada, alta de quase 30 por cento na comparação anual.
Assim, a Vale registrou receita operacional líquida de 28,6 bilhões de reais no terceiro trimestre, alta de 31 por cento na comparação anual.
Em relatório, o BTG Pactual destacou que a Vale está melhorando os resultados, mas observou que eles vieram levemente abaixo das expectativas da instituição, que, admitiu o banco, “estavam altas”.
O Ebitda em dólares foi de 4,192 bilhões, 9 por cento abaixo do esperado pelo BTG e entre 3,5 por cento e 4 por cento abaixo do consenso de analistas.
“Atribuímos isso a uma série de fatores: embarques de minério de ferro ligeiramente inferiores (-8 por cento abaixo), baixas realizações de preços de pelotas (-8%), menor Ebitda de metais básicos (-20 por cento com desempenho decepcionante no níquel) e menor Ebitda de carvão...”, analisou o BTG.

FLUXOS FUTUROS

O presidente-executivo da Vale, Fabio Schvartsman, afirmou que os números do trimestre mostraram os resultados iniciais “da abordagem de gerenciamento de custos matricial” e sinalizou resultados ainda melhores no futuro.
“A rigorosa disciplina na alocação de capital terá impacto direto nos fluxos de caixa futuros”, acrescentou ele.
Os investimentos da Vale somaram 863 milhões de dólares no terceiro trimestre e devem fechar ano de 2017 em 4 bilhões de dólares --a previsão de setembro para o Capex era de 4,2 bilhões de dólares, versus 5,5 bilhões em 2016.
Segundo Schvartsman, esta é uma nova fase para a Vale em termos de eficiência, sustentabilidade e governança corporativa.
“Agora podemos ir para o segmento de listagem do Novo Mercado bem antes dos nossos planos originais com o apoio de todos os nossos acionistas. Estamos prontos para transformar a Vale em uma verdadeira corporação”, completou.

QUEDA NA DÍVIDA

Segundo a Vale, os recursos de Project Finance do corredor logístico de Nacala, em Moçambique, permitirão à companhia atingir em 2017 dívida líquida entre 15 bilhões e 17 bilhões de dólares.
Em apresentação em setembro, a companhia havia informado que deveria fechar o ano com dívida líquida entre 14 bilhões e 16 bilhões de dólares.
A Vale fechou o terceiro trimestre com dívida líquida de 21,07 bilhões de dólares, ante 22,1 bilhões de dólares no segundo trimestre e quase 26 bilhões de dólares no mesmo período do ano passado.
“O quarto trimestre acelerará a redução da dívida. Tradicionalmente é um trimestre muito forte em termos de venda e recebimentos, e, além disso, assinaremos o Project Finance do Corredor de Nacala no dia 22 de novembro de 2017, com o recebimento acima de 2 bilhões de dólares”, disse o diretor financeiro da Vale, Luciano Siani, em nota.
“Os recursos estarão totalmente disponíveis para a redução da dívida, nos permitindo atingir o target de dívida líquida entre 15 bilhões e 17 bilhões de dólares de 2017”, destacou.

Fonte: Reuters

Antofagasta amplia produção de cobre no 3º trimestre

Antofagasta amplia produção de cobre no 3º trimestre


A mineradora chilena Antofagasta informou hoje que sua produção de cobre totalizou 180,2 mil toneladas no terceiro trimestre, alta de 3,3% ante os três meses anteriores. No acumulado de janeiro a setembro, a produção de cobre da Antofagasta atingiu 526,5 mil toneladas, representando aumento de 4,5% em relação ao mesmo período do ano passado. A Antofagasta manteve sua projeção de produção de cobre para este ano em 685 mil a 720 mil toneladas e disse esperar que o resultado cresça para 705 mil toneladas a 740 mil toneladas em 2018.
Fonte: Dow Jones Newswires

Casa Kinross resgata a história de Paracatu e da mineração

Casa Kinross resgata a história de Paracatu e da mineração


Na semana de aniversário de Paracatu a Kinross presenteia a cidade com a inauguração da Casa Kinross. O local funcionará como um museu interativo, que fará um resgate histórico e contextualizará todo o processo de desenvolvimento econômico e cultural da cidade, por meio de memórias e registros desde o século XVIII até os dias de hoje. O local também servirá como um espaço cultural e de convivência.
A proposta da Casa Kinross é resgatar a história de Paracatu, que viveu seu auge no terceiro ciclo do ouro no Brasil, no século XVIII, com a mineração. A Casa também contará toda a história a partir dessa data, como foi o desenvolvimento da cidade no século XIX e XX, e o surgimento de outras atividades econômicas como agronegócio, serviços, dentre outros. Além de retratar a atividade econômica da cidade, a Casa Kinross mostrará como isso refletiu na cultura e na vida das pessoas da cidade.
A equipe do Museu da Pessoa de São Paulo foi a responsável pela metodologia, por ser uma empresa referência e já ter realizado mais de 250 projetos de memória no Brasil e exterior. A coleta de informações foi realizada presencialmente em Paracatu, os historiadores levantaram informações e realizaram entrevistas com diversos personagens locais. “A equipe do Museu da Pessoa conversou com agricultores, pessoas ligadas à cultura local, historiadores, funcionários antigos da Kinross, dentre outras fontes que ajudaram a resgatar as memórias que serviram como base para o Museu. Todo esse conteúdo será disponibilizado em paineis, vídeos e documentários”, revela a gerente sênior de Comunicação e Relacionamento com Comunidades da Kinross, Ana Cunha.
Exposição
Dentro da área da Exposição o conteúdo será retratado de três formas: a cidade de Paracatu, a história da mineração na cidade e no Estado de Minas Gerais e o desenvolvimento econômico. A exposição será dividida em paineis, com a linha do tempo, além de entrevistas em vídeos, e dois documentários. Todo o material audiovisual será disponibilizado em sete TVs onde os visitantes poderão conhecer a história da cidade contada nas entrevistas dadas pelos moradores. Foi produzido ainda dois documentários, um sobre a mineração e o outro sobre a vila de Paracatu.
A Casa Kinross funcionará a partir do dia 25 de outubro, na rua Rio Grande do Sul, 700, próximo ao Centro Histórico de Paracatu. A princípio o espaço será aberto três vezes por semana e as visitas serão agendadas. O local também receberá o projeto “Por dentro da Kinross”, que semanalmente atende estudantes de universidades e escolas da região que visitam a mineradora.
Fonte: Fran Dornelas

A COR E O VALOR DAS PEDRAS PRECIOSAS

A COR E O VALOR DAS PEDRAS PRECIOSAS

            A cor é a propriedade mais importante na determinação do valor de uma gema lapidada. Ela responde por 50% do valor, enquanto a pureza representa 30% e a lapidação, 20%.
      O topázio pode ser incolor ou ter várias outras cores (é, por isso, classificado como gema alocromática). O mais valioso é o topázio imperial, amarelo a laranja.
A safira pode ter também muitas cores ou ser mesmo incolor. Mas, a mais valiosa é a azul escura, com algo de violeta.         
Outro exemplo ainda é o berilo, também incolor ou de cores variáveis, destacando-se pelo valor a variedade esmeralda, de cor verde.
Diante desses exemplos, pode o leigo no assunto perguntar: como saber qual a cor mais valiosa das gemas alocromáticas? A resposta é: consultando manuais de Gemologia, um gemólogo ou um joalheiro experiente.
Felizmente, existem as gemas idiocromáticas, aquelas que ocorrem sempre com a mesma cor.  Eu disse felizmente?  Esqueça.  Acontece que nessas gemas há uma só cor, mas pode haver diversas tonalidades, e isso se reflete no valor final. Como regra, quanto mais escura a gema, mais valiosa, embora existam algumas exceções.
A ametista é sempre roxa; o citrino, amarelo ou laranja; o rubi, sempre vermelho, e por aí vai. Mas, o roxo da ametista costuma ser classificado em pelo menos quatro categorias: primeira, segunda, terceira e quarta. Ou extra, primeira, segunda e terceira.   Do mesmo modo é classificado o citrino.
Nesses casos, como saber então se a ametista que temos é extra ou de outra categoria?  Aí, amigos, manuais de Gemologia não ajudam. E o gemólogo ou joalheiro que você consultar talvez não saiba definir isso com segurança.  Quem então faz isso?  Os produtores dessas gemas.  Eles têm pessoal treinado para classificar as gemas nessas categorias quando estão ainda no estado bruto. .
Vejam a foto abaixo.  Ela mostra três qualidades de citrino martelado em relação á cor.  (Gema martelada é aquela que teve as porções com impurezas ou cor ruim removidas com martelos especiais).


Olhando assim, pode parecer fácil distinguir um citrino de segunda de um de terceira ou quarta categoria.  Afinal você está vendo amostras das três classes juntas.  Mas pegar um lote de gemas brutas e ir separando uma a uma conforme az qualidade da cor é trabalho que só faz quem treinou bastante.
A foto a seguir mostra ametistas, também divididas nas mesmas categorias. Para elas vale o mesmo que foi dito acima sobre o citrino, mas talvez já não seja tão fácil fazer a classificação. 

O rubi é sempre vermelho, mas o vermelho sangue de pombo é considerado a cor mais valiosa para essa gema.
      E a classificação do diamante?  Aí, meus amigos, é outro departamento. Classificar diamantes requer uma iluminação correta (artificial), num ambiente adequado, com um conjunto de gemas de diferentes categorias para servir como padrão de comparação, e, mesmo assim, muita, mas muita experiência!

Fonte: Geologo.com