quinta-feira, 26 de outubro de 2017

MISTÉRIOS DO NOSSO UNIVERSO

MISTÉRIOS DO NOSSO UNIVERSO
             A Geologia oferece a nós, geólogos, fascinantes mistérios e desafios, e o universo, como era de se esperar, mostra-nos mistérios muito mais numerosos e mais misteriosos. Estes, porém, felizmente não cabe a nós decifrar; já temos suficientes interrogações à nossa volta. Como, porém, nossa amada Terra está imersa nesse universo, é bom saber um pouco sobre as dúvidas que fazem parte do trabalho de físicos, astrofísicos e astrônomos.
            Para mim, o primeiro e maior desses mistérios é a origem do universo. A teoria mais aceita é a do Big Bang, criada no final da década de 1920 pelo belga Georges Lemaître, um padre católico que era astrônomo, cosmólogo e físico. Ele a chamou de Hipótese do Átomo Primordial (o nome Big Bang foi dado por outro astrônomo, o britânico Fred Hoyle, em 1949).
            Segundo essa teoria, tudo o que chamamos de universo estava originalmente concentrado em um pequeníssimo ponto. Vocês conseguem imaginar isso? Eu não, mesmo que esse tudo fosse apenas energia e não matéria. Mas, a descoberta da chamada radiação cósmica de fundo, em 1964, veio dar grande suporte a essa teoria.
Houve então, entre 13,3 e 13,9 bilhões de anos atrás, uma súbita expansão (não explosão) daquele ponto inicial (o átomo primordial de Lemaître), dando início à formação do universo que conhecemos hoje. O que provocou essa súbita expansão? Não se sabe. Deus, talvez.
É preciso, porém, esclarecer que a teoria do Big Bang explica o início de tudo, mas não diz como se chegou àquela condição inicial. O que havia antes do Big Bang?  Dizem os cientistas que foi só com o inicio do universo que surgiu o tempo. Antes, não havia tempo, portanto não existiu um período antes do Big Bang.  Conseguem imaginar isso?  Eu também não.
No comecinho da grande expansão, havia apenas subpartículas atômicas (neutrinos, mésons, bósons e outras), viajando à velocidade da luz. Não havia ainda matéria. Foi o físico britânico Peter Higgs, em 1964, quem previu que deveria haver um bóson o qual, a partir de determinado instante, deu massa a outras subpartículas, como os quarks, ao entrar em contato com elas. A existência desse bóson foi comprovada, mas só muito recentemente, em 2012.
Aprendi, décadas atrás, que a velocidade da expansão do universo era decrescente, o que parecia óbvio: a grande expansão deveria estar perdendo força cada vez mais, e assim seguiria até tudo parar de se mover. Aí, pela ação gravitacional, os corpos celestes passariam a se atrair e se voltaria à condição inicial, quando ocorreu o Big Bang. Acontece, porém, que hoje se sabe que isso não é verdade. O que está havendo é uma velocidade de expansão cada vez maior!  Vocês conseguem entender nisso? Eu não. Mas não sou só eu: os cientistas também não sabem ainda por que isso acontece.
A explicação talvez esteja na chamada energia escura. Toda a matéria visível no universo conhecido (a soma de satélites, planetas, estrelas, seres vivos, etc.) mais a energia que se pode perceber representam apenas 4% da massa do universo! Ou seja, os outros 96%, a chamada matéria escura ou energia escura, a gente não vê e não percebe! Isso é ou não é, uma coisa assustadora?!  E não é preocupante que se busque em um mistério a explicação para outro?
A expansão cada vez mais rápida do universo visível era, para mim, uma coisa angustiante. Não tenho nenhuma culpa ou responsabilidade sobre isso, mas um universo em expansão cada vez mais acelerada não cabia na minha limitada compreensão e me deixava muito inquieto. Felizmente, fiquei sabendo, dias atrás, de uma teoria que me deixou mais tranquilo. Roger Penrose, importante físico da Universidade de Oxford, acha que o universo vai continuar se expandindo até que suas partículas percam massa. Surgirá então uma espécie de vácuo, em que o tempo irá parar e o universo morrerá, para se transformar em outro universo, por meio de novo Big Bang. Isso seria uma resposta à minha angustiante dúvida. Só que poucos cientistas acreditam nisso...
Falei aqui em universo que conhecemos e em universo visível. Pois saibam que os cientistas admitem também que existam outros universos além deste! A expansão a partir do Big Bang não teria sido uniforme; algumas porções do espaço teriam se expandido também, mas em outros momentos, diz Marcelo Gleiser, outro físico renomado. Haveria então outros universos, além do nosso, separados por espaços gigantescos, acrescenta ele.

            Isso tudo é mistério demais para este pobre geólogo. E olhem que eu nem falei nos possíveis habitantes desses outros mundos...
Fonte:Geologo.com

A ESMERALDA E NÓS


A ESMERALDA E NÓS

As fraturas da esmeralda surgem durante sua formação. Por mais numerosas que sejam, não impedem que ela seja lapidada e, assim, brilhe com todo o seu esplendor.

       
Foto encontrada na internet,
sem autoria.

     A vida também nos causa fraturas, ferimentos. Mas, se soubermos conviver com isso, eles cicatrizarão e não impedirão que também sejamos lapidados e assim mostremos todo nosso brilho.

Fonte: Geologo.com

Notícias do Mercado - 26/10/2017

Notícias do Mercado - 26/10/2017


Aqui no Brasil o dia é de muitas novidades. Na Câmara tivemos a aguardada votação da denúncia contra o Temer, resultando favoravelmente ao presidente, conforme o esperado. Tivemos uma adesão reduzida dos parlamentares do PSDB, o que sinaliza um enfraquecimento do poder político de Aécio Neves, que vinha orquestrando a aliança. Em contrapartida, Rodrigo Maia sai fortalecido, e coloca inclusive uma pauta própria na casa, com projetos em segurança pública e na regulamentação da indústria de petróleo, itens bastante relevantes no seu reduto eleitoral, o Rio de Janeiro.
Na economia, o Banco Central cumpriu a promessa e cortou a taxa de juros em 75 basis, sem assustar o mercado de juros. Espera-se agora que a casa siga finalizando este ciclo de cortes e coloque mais 50 basis de corte na próxima reunião e feche o ano com a Selic em 7%.
Lá fora temos, na Europa, a divulgação da política monetária. A expectativa é de manutenção da taxa básica. O mercado espera, no entanto, que Draghi já se pronuncie sobre uma redução no programa de alívio monetário a partir do ano que vem, em linha com os principais bancos centrais mundiais. Tivemos resultados de grandes bancos europeus divulgados hoje, com desempenho misto. Bolsas na Europa negociam em alta, mercados em Nova York seguem de lado. O contrato Brent do petróleo mantém a alta, negociando acima dos 58 dólares o barril.

DESTAQUES CORPORATIVOS

  • Vale: Real teve impacto não-caixa de R$ 2,9 bi no lucro, diz Siani
  • Santander Brasil: Lucro societário 3T frustra menor est.
  • Ambev: Vendas líquidas 3T fica 1,4% abaixo da est.
  • Restoque diz que considera oferta pública primária de ações e emite debêntures
  • IMC: Lucro líquido 3T R$ 21,8 mi
  • Via Varejo: Receita 3T supera maior est.
    • Via Varejo elevada a ’outperform’ por Credit Suisse
  • Marisa: Ebitda 3T fica 4,2% abaixo da est.
  • Venda da Eletrobras deve render R$ 15 bi à União: DCI
  • Locamérica: Receita líquida 3T R$ 305,0 mi
  • Conselho da Anatel discute nesta 5ª relatório econômico da Oi
  • JBS: Justiça homologa acordo e operações são retomadas no MS
  • Petrobras aprova adesão a regularizaçao débitos não-tributários
  • MRV prorroga vencimento debêntures LOG Commercial para 18/Jan
  • Itaú, BB, Bradesco reduzem juros de linhas de crédito após Copom
  • Caixa exclui Bradesco do leilão de seguros por conflito de interesse: Estado
  • Duratex conclui compra da Ceusa por R$ 280 mi
  • Odontoprev: Lucro líquido 3T supera maior est. Renner rebaixada a ’neutra’ por Credit Suisse
  • Light: Venda total de energia 3T cai 6% a/a para 970,3 GWh
  • Dommo Energia: Debenturistas aprovam converter debêntures em ações
Fonte: Jornal ADVFN

Lucro da Klabin fica 12,6 vezes maior e vai a R$ 391 milhões no 3º trimestre

Lucro da Klabin fica 12,6 vezes maior e vai a R$ 391 milhões no 3º trimestre

A Klabin (BOV:KLBN11) registrou lucro líquido de R$ 391 milhões no terceiro trimestre de 2017, um valor 12,6 vezes maior do que no mesmo período do ano passado e revertendo o prejuízo de R$ 378 milhões do segundo trimestre de 2017. De julho a setembro, o Ebitda (Lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) ajustado somou R$ 750 milhões, uma alta de 28% ante igual intervalo de 2016. No período, a margem Ebitda ajustada foi de 30% para 34%.
A receita líquida totalizou R$ 2,225 bilhões no terceiro trimestre de 2017, avanço de 13% ante 2016. As despesas financeiras foram de R$ 315 milhões no terceiro trimestre, redução de R$ 25 milhões em relação ao período exatamente anterior. As receitas financeiras atingiram R$ 149 milhões no trimestre, R$ 79 milhões abaixo do observado no último trimestre. Desta forma, o resultado financeiro no período, excluídas as variações cambiais, foi negativo em R$ 165 milhões.

Expectativas

O lucro de R$ 391 milhões da Klabin no terceiro trimestre de 2017 ficou 15% abaixo da média das projeções das casas consultadas pela Prévia Broadcast (Itaú BBA, BTG Pactual, Santander, Morgan Stanley e Lopes Filho), que estimava R$ 462 milhões. O Ebitda ajustado, de R$ 750 milhões, veio 5,6% acima do esperado pela média das projeções (Itaú BBA, BB Investimentos, BTG Pactual, Santander, Morgan Stanley e Lopes Filho), que era de R$ 710 milhões.
Já a receita líquida no terceiro trimestre de 2017, que totalizou R$ 2,225 bilhões, ficou em linha com o esperado, de R$ 2,339 bilhões. Neste item, as casas consultadas foram Itaú BBA, BB Investimentos, BTG Pactual, Morgan Stanley e Lopes Filho. O Broadcast (serviço de notícias em tempo real do Grupo Estado) considerou que o resultado está em linha com as projeções quando a variação para cima ou para baixo é de até 5%.

Investimentos

A Klabin investiu R$ 216 milhões no terceiro trimestre de 2017, uma queda de 61% ante o volume aportado no mesmo período do ano passado. Do total empregado pela Klabin de julho a setembro de 2017, R$ 99 milhões foram para continuidade operacional das fábricas, R$ 54 milhões para a área florestal, R$ 40 milhões em projetos especiais e expansões e R$ 23 milhões para o projeto Puma.

Alavancagem

A alavancagem da Klabin, medida pela relação dívida líquida e Ebitda, ficou em 4,4 vezes ao final do terceiro trimestre de 2017, ante 4,9 vezes no trimestre exatamente anterior e 5,1 vezes em setembro de 2016. A dívida líquida somou R$ 11,147 bilhões em setembro de 2017, uma queda de 5,1% ante junho de 2017 e de 2,8% ante setembro do ano passado.

Custo caixa unitário

O custo caixa unitário da produção de celulose da Klabin subiu 3% no terceiro trimestre de 2016 para 2017, para R$ 681 por tonelada. O aumento, segundo o informe de resultados da companhia, ocorreu com custos não recorrentes, principalmente no mês de agosto, como colheita de madeira em áreas mais distantes.
“A Klabin também aproveitou o período de menos incidência de chuvas na região para intensificar a colheita de madeira em localidades mais distantes e de difícil acesso durante períodos chuvosos, refletindo em custos pontuais de fibras. Já no mês de setembro, sem maiores impactos de efeitos não recorrentes, o custo caixa unitário de produção de celulose já apresentava redução, situando-se em patamar inferior ao do segundo trimestre de 2017”, informou a empresa.
Já o custo caixa unitário total, que contempla a venda de todos os produtos da Klabin, isto é, da divisão de celulose e papel, foi de R$ 1.751 por tonelada, 2% abaixo na comparação com o mesmo período do ano anterior. “Tal redução pode ser explicada pelo maior volume de produção de celulose que conta com um custo unitário mais baixo, pelo efeito da diluição decorrente do aumento no volume de vendas e por menores despesas de vendas e administrativas no trimestre”.
Na composição do custo caixa, pessoal corresponde a 36%, madeira/fibras a 19%, químicos a 12%, frete 11%, paradas de fábricas para manutenção com 11%, óleo combustível a 4%, energia elétrica com 3% e outros com 4%. O custo dos produtos vendidos (CPV) no trimestre foi de R$ 1,652 bilhão, 7% acima do mesmo período do ano passado, em linha com a elevação do volume de vendas.

Despesas

As despesas com vendas foram de R$ 171 milhões no terceiro trimestre de 2017, 8% abaixo na comparação com o mesmo período do ano passado. A redução pode ser explicada principalmente pela normalização do nível de despesas comerciais após a fase de ramp up das vendas de celulose.
As despesas gerais e administrativas apresentaram estabilidade na comparação com 2016 e totalizaram R$ 125 milhões de julho a setembro de 2017.
“Destacam-se no trimestre o resultado dos esforços da companhia após as adequações das estruturas para fazer frente às novas operações de celulose, que compensaram impactos de inflação e dissídios durante o período”, defendeu a empresa, no informe de resultados. Outras receitas e despesas operacionais resultaram em uma despesa de R$ 14 milhões no período.

Efeito não caixa

Durante o terceiro trimestre de 2017, o efeito não caixa do valor justo dos ativos biológicos impactou negativamente o resultado operacional da Klabin (Ebit) em R$ 60 milhões. O indicador reflete o peso da base florestal dentro dos negócios da empresa.
O resultado foi obtido, segundo o informe de resultados da companhia, com o efeito de R$ 205 milhões da exaustão do valor justo dos ativos biológicos no custo dos produtos vendidos. Já o efeito positivo do valor justo dos ativos biológicos foi de R$ 145 milhões. Durante o segundo trimestre de 2017, o efeito não caixa do valor justo dos ativos biológicos impactou positivamente o Ebit em R$ 244 milhões.
Fonte: Agência Estado. 

FONTE: Jornal ADVFN

Três dicas do que fazer com a queda da Selic

Três dicas do que fazer com a queda da Selic

No final da tarde desta quarta-feira, 25 de outubro, o Comitê de Política Monetária (copom) anunciou uma queda de 0,75 ponto percentuais na Taxa Básica de Juros (selic).  Com essa diminuição na taxa de juros, devemos esperar que a partir de hoje, o CDI apresente retorno de apenas 7,39% ao ano. Essa rentabilidade é praticamente metade do existente no ano passado.
Aplicações referenciadas a 100% do CDI devem render pelo menos 0,6% ao mês.
A redução da taxa selic divulgada ontem não será a última do ano. No inicio de dezembro* (05/12) está agendada mais uma reunião do Copom, aonde é esperada mais uma redução de 0,5%. Caso isso se confirme, a taxa básica de juros encerrará o ano de 2017 na marca de 7%, sua mínima histórica.
Após essa queda nos juros, a pergunta que paira a cabeça da grande maioria dos investidores é “quais investimentos continuam interessantes após as quedas na taxa de juros?”.
Abaixo você encontra dicas de investimentos que você deve dar atenção:

Ações

Um dos investimentos que se tornam mais interessantes não só com a queda da selic, mas também com a melhora dos índices econômicos, são as ações. Não é à toa que recentemente o Ibovespa – principal índice da bolsa de valores brasileira – está melhorando cada dia mais.
A realidade é que, com a estabilidade dos índices econômicos (principalmente o IPCA), o risco-Brasil cai, trazendo mais confiança aos investidores sobre o futuro do país. Além disso, Juros baixos trazem uma troca básica da economia: os investimentos conservadores perdem uma parte dos seus rendimentos, e o investidor, para conseguir maiores retornos, precisa partir para aplicações que envolvem maiores riscos.
É interessante citar ainda que se essa queda na taxa de juros vier seguida de um crescimento estável da economia, o grau de risco de inadimplência por parte das empresas e das famílias tende a diminuir, e isso pode fazer com que os juros dos financiamentos, tão altos no Brasil, sejam jogados para baixo.

Debêntures

As debêntures nunca deixam de ser uma boa opção para investir, mesmo quando a economia do país não andava tão bem. Entretanto, os investimentos em renda-fixa tendem a ir piorando em rentabilidade, e as debêntures são investimentos em renda-fixa.
Mas um ponto a se destacar é que não foi apenas a taxa de juros que caiu, e sim os todos os índices econômicos que melhoraram. Todas essas mudanças ocorrendo no sistema econômico do país, não afetam apenas negativamente o mercado de investimentos . Apesar da redução, essa melhora traz um benefício real ao mercado, em especial às empresas.
Indo direto ao ponto, com a redução da inflação e dos juros, para uma empresa se financiar e investir ficou muito mais fácil e estável. O cenário não está mais tão incerto. Então o ambiente brasileiro está se tornando propício novamente para as empresas investirem, e não só mais enxugar custos.
Muitas empresas buscam nas debêntures uma forma de adquirir capital para tocar esses investimentos. Então, estaremos propícios a ver um mercado de debêntures mais robusto, com diversas opções ao investidor.

Fundo Multimercado

Caso você seja um investidor conservador, ao ler os dois primeiros investimentos, surgiu uma pulga atras da orelha sobre o risco que você terá que arcar nos seus investimentos. Realmente, para quem faz esse tipo conservador fica difícil ter uma flexibilidade maior com riscos, mesmo sabendo que é necessário se expor a eles para conseguir uma rentabilidade maior.
Em si, os fundos multimercados são a opção para o investidor que está disposto a arriscar mais nos investimentos, mas que acredita que não tem o preparo o suficiente para fazer isso por conta própria.
Assim, ao investir em um fundo multimercado,a responsabilidade do investimento e do seu sucesso é passada a um gestor profissional, do qual terá a função de, obviamente, utilizar o dinheiro disponibilizado pelo investidor para investir e ter um rendimento satisfatório.
Como os fundos multimercados possuem certa flexibilidade em suas estratégias, você pode encontrar não apenas fundos multimercados que tem estratégias de risco mas como também fundos multimercados conservadores! Ou seja, o investidor é capaz de escolher qual fundo faz mais sentido a ele.

Fonte: Jornal ADVFN