sábado, 28 de outubro de 2017

A fantástica viagem do açaí

A fantástica viagem do açaí



fotos: Karime Xavier/AG.ISTOE
O dia nem bem clareou e uma movimentação intensa de barcaças toma conta do rio Igarapé- Miri, no coração do Estado do Pará. Nelas, dezenas de ribeirinhos tomam café e conversam animadamente antes de mais um dia de trabalho. Eles são catadores de açaí, frutinha que faz enorme sucesso nas grandes cidades como São Paulo, Rio de Janeiro, Los Angeles e Tóquio, mas que até hoje é colhida de forma extrativista, em palmeiras cravadas em meio à Floresta Amazônica. Não existem plantações comerciais, assim como estradas para o escoamento da produção. Daí a necessidade das barcaças, fundamentais para o transporte da mercadoria até o porto central, onde acontece a venda e o embarque nas carretas que, durante a safra, entram e saem a todo momento. O caminho percorrido pelo açaí da palmeira à sua comercialização é longo, numa aventura que pode durar até 15 dias. E quem conhece bem essa saga é a Bela Iaçá, uma das maiores processadoras de frutas exóticas do mundo.
Processamento: o produto final, conhecido como purê, leva entre 6% e 12% do fruto. O restante é água
Anualmente, a empresa processa 8,5 mil toneladas do fruto e destina 40% de sua produção ao mercado externo, principalmente para os Estados Unidos, Canadá e Japão, onde o açaí é consumido mais por seus benefícios medicinais do que propriamente pelo seu sabor. Com um mercado já estabelecido na América do Norte e bem encaminhado no Japão, a meta agora é entrar na China e Europa e aumentar os ganhos.
“Podemos até ser os maiores, mas não estamos satisfeitos com o volume exportado atualmente. Nem com as vendas no mercado interno”, garante Nivaldo Santos, diretorgeral da Bela Iaçá, que faturou R$ 15 milhões com a venda de açaí em 2008 e espera aumentar, e muito, estes números neste ano. “A crise atrapalhou um pouco as exportações no ano passado. Os compradores estavam receosos em investir em um produto exótico, mas em 2009 está tudo voltando ao normal”, continua o executivo, lembrando que no Brasil as vendas estão estáveis há alguns anos.
Com clientes dos mais variados tipos, os produtos também precisam ser diversificados. Por isso, o grupo trabalha com outras marcas exclusivas para o mercado nacional, como a São Pedro e a Tropnat, que levam uma mistura popular, com 6% de açaí – o resto é água, adicionada até a formação do “purê” como é vendido. Já o produto exportado pela Bela Iaçá conta com uma mistura média, com até 9% de fruta, enquanto o produto especial, que leva pelo menos 12% de açaí natural, é exportado a granel para os Estados Unidos. A empresa conta ainda com uma linha orgânica, com maior valor agregado, vendida somente no Exterior.
“O açaí tem um potencial enorme de crescimento, mas ainda existe o problema da falta de oferta, principalmente na entressafra. O mercado externo exige que você entregue o ano todo”, diz Santos, ressaltando que na falta de sua principal matéria-prima a empresa trabalha no processamento de outras frutas exóticas da Amazônia, como o cupuaçu, a graviola e o camucamu. “Assim conseguimos manter nosso quadro de 125 funcionários permanentemente”, completa.
Durante a safra, no entanto, a empresa compra seu açaí nas comunidades ribeirinhas do Pará e do Amapá, onde a Bela Iaçá também conta com uma indústria processadora. Hoje, mais de 60% dos frutos processados pela empresa vêm do extrativismo, que por sua vez se mostra cada vez mais organizado na Amazônia. Um bom exemplo é a Caepim, maior cooperativa da região de Igarapé-Miri, com 165 cooperados. No ano passado, eles atingiram uma produção total de 700 toneladas de açaí, número que deve subir para mil toneladas neste ano.
Extrativismo: ribeirinhos, como José Maurício Gomes, fazem a coleta do açaí e depois vendem à empresa. A única parte aproveitada é a casca (à dir.)
“Mas também estamos nos organizando em torno do extrativismo de outras sementes amazônicas, valorizadas pelas empresas de cosméticos”, conta José Maurício Pinheiro Gomes, 17 anos, sócio da Caepim. “No ano passado já fizemos uma venda grande para a Natura e neste ano devem chegar mais pedidos.” Filho do presidente da cooperativa, o jovem José Maurício trabalha no extrativismo desde criança e hoje conta com uma área própria para a colheita.
LÁ FORA – Diferentemente dos brasileiros – especialmente do Sul e Sudeste -, que comem o açaí misturado com xarope de guaraná, banana ou granola, nos Estados Unidos ele é consumido puro e visto como um suplemento alimentar dos mais poderosos. Suas propriedades antioxidantes são fortemente difundidas e isso vem fazendo a fama da fruta por lá. Fã declarado do açaí há anos, o norteamericano Gabriel Paduano resolveu unir o útil ao agradável e faturar com a exportação do produto.
Paduano é um dos parceiros internacionais da Bela Iaçá. Os brasileiros compram a matéria-prima, produzem e embalam toda a linha de produtos com a marca Amazon Planet. Pronto para o consumo, o empresário só tem o trabalho de abastecer os supermercados especializados em alimentos naturais da Califórnia e de boa parte da Costa Oeste dos Estados Unidos. Além disso, Paduano ainda trabalha como uma espécie de embaixador do produto em seu país, divulgando o “verdadeiro açaí” e suas qualidades.
“O mercado já está consolidado, o problema é que existem muitos produtos de má qualidade se passando por açaí nos Estados Unidos. São produtos com menos de 1% de fruta, que não têm nenhum benefício para o organismo e acabam denegrindo a imagem do original. Eu costumo promover degustações e apresentar o produto verdadeiro, o que realmente traz benefícios para a saúde, aos meus compatriotas”, diz ele, que vende cada embalagem de 400 gramas de açaí por US$ 6 em média.
Fonte: dinheirorural

O mapa do tesouro

O mapa do tesouro

Principais áreas de ocorrência de pedras preciosas e metais nobres do Brasil. A sobreposição de cores identifica regiões potencialmente explosivas. Segundo levantamento, há mais de 200 garimpos em reservas indígenas


Fonte: CPRM

Ibovespa fecha em leve alta em dia carregado de balanços; RD é destaque positivo

Ibovespa fecha em leve alta em dia carregado de balanços; RD é destaque positivo

SÃO PAULO (Reuters) - O principal índice da bolsa paulista fechou em leve alta nesta sexta-feira, em outra sessão com agenda de balanços carregada e que teve as ações da rede de drogarias RD entre os destaques positivos, enquanto Usiminas ficou entre as maiores perdas.
O mercado também monitorou notícias sobre a mudança de comando no banco central norte-americano e ao leilão do pré-sal.
O Ibovespa fechou em alta de 0,1 por cento, a 75.975 pontos, acumulando baixa de 0,54 por cento na semana. O giro financeiro do pregão somou 9 bilhões de reais.
O índice passou o pregão invertendo o sinal. Na máxima, subiu 0,95 por cento, enquanto perdeu 0,39 por cento na mínima.
O pico da sessão veio pouco após a notícia de que o presidente dos EUA, Donald Trump, estaria inclinado a nomear o diretor do Federal Reserve Jerome Powell para ser o próximo chair do banco central. Segundo analistas, a perspectiva é que Powell traria faria mudança na condução da política monetária, mantendo o aumento gradual de juros.
Localmente, o mercado acompanhou também o leilão do pré-sal, que terminou com seis blocos arrematados, dos oito ofertados, e arrecadação total de 6,15 bilhões de reais.
O cenário político permanece no radar, limitando entradas mais consistentes da bolsa, enquanto investidores aguardam mais clareza sobre as chances de algum avanço para as reformas do governo, principalmente a da Previdência.

DESTAQUES

- RD teve alta de 3,87 por cento, após a rede de drogarias reportar dados positivos do terceiro trimestre, com avanço de 16,8 por cento no lucro líquido sobre um ano antes, para 136,5 milhões de reais. A empresa reafirmou ainda seu guidance de abertura de 200 lojas em 2017.
- SUZANO PAPEL E CELULOSE PNA subiu 2,74 por cento, após salto de 15 vezes no lucro líquido do terceiro trimestre, ano a ano, a 801 milhões de reais.
- CCR ON subiu 1,76 por cento. A empresa informou salto de 63 por cento no lucro ajustado do terceiro trimestre, para 433,1 milhões de reais.
- PETROBRAS PN subiu 1,79 por cento e PETROBRAS ON teve alta de 1,75 por cento, em sessão de alta nos preços do petróleo no mercado internacional e também tendo no radar os leilões do pré-sal, no qual a empresa foi um dos destaques.
- USIMINAS PNA teve baixa de 6,65 por cento, após reportar números mais fracos que o esperado do terceiro trimestre. A siderúrgica teve lucro líquido de 76 milhões de reais Ebitda ajustado de 453 milhões de reais.
- EMBRAER ON caiu 4,17 por cento após dados do terceiro trimestre e estimativas para 2018, tidas por analistas como tímidas. De julho a setembro, a fabricante de aviões teve lucro líquido de 351 milhões de reais e Ebitda de 443 milhões de reais. Para o próximo ano, a Embraer estima entregar de 85 a 95 jatos comerciais e de 105 a 125 executivos leves e grandes, com receitas totais de 5,3 bilhões a 6 bilhões de dólares.
- ESTÁCIO PARTICIPAÇÕES ON perdeu 4,67 por cento, em dia de ajuste após acumular alta de cerca de 90 por cento no ano. No terceiro trimestre, a empresa teve alta anual de 10 por cento no lucro líquido, para 149,3 milhões. O Credit Suisse destacou a melhora nos números, mas alertou para o potencial aumento da taxa de desistência devido ao aumento de preço.
- VALE ON caiu 0,37 por cento, em sessão de queda dos contratos futuros do minério de ferro na China.

Fonte: Reuters

Credores da Oi oferecem mais capital para reestruturação, dizem fontes

Credores da Oi oferecem mais capital para reestruturação, dizem fontes

SÃO PAULO (Reuters) - Os dois maiores grupos de credores da Oi aumentaram o montante de recursos que se comprometem a injetar na operadora como parte de sua proposta para a reestruturação da companhia em recuperação judicial, disseram duas fontes com conhecimento do assunto nesta sexta-feira.
Os credores se comprometeram anteriormente a injetar 3 bilhões de reais na Oi como parte da recuperação judicial da companhia.
Depois de negociações em Nova York na semana passada com a diretoria executiva da Oi, o grupo de credores decidiu elevar a oferta, disseram as fontes, sem informar o novo montante.
Segundo uma terceira fonte, a par do assunto, a proposta foi recebida pela empresa e está sendo analisada. Procurada, a Oi respondeu que não comentaria o assunto.
Em comunicado nesta sexta-feira, o International Bondholders Committee e o Ad Hoc Group, que reúne dois grupos de detentores de títulos da Oi, afirmaram que as mudanças propostas em plano alternativo para a operadora poderiam atrair apoio de outros credores e fornecer capital novo suficiente para tornar a recuperação da Oi viável.
Na quinta-feira, após receber garantias dos acionistas da Oi de que a diretoria executiva da empresa seria mantida, o presidente da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), Juarez Quadros, disse que a intervenção na Oi “não está mais iminente”.
A assembléia de credores da Oi, que decidirá se aceita ou não o plano de recuperação judicial da empresa, está marcada para 10 de novembro. Se não houver aprovação, a liquidação da companhia pode ser decretada, eliminando grande parte dos investimentos realizados pelos credores na empresa até agora.
Fonte:  Reuters

Propriedades dos Minerais

Propriedades dos Minerais

Na identificação dos minerais recorre-se a um conjunto de propriedades químicas e físicas. O conhecimento destas propriedades, bem como da maneira prática das investigar, é bastante útil na sua identificação.

Propriedades químicas
A maioria das espécies minerais é constituída por dois ou mais elementos que se combinam entre si, de acordo com as suas afinidades químicas. Os minerais constituídos apenas por um elemento químico – elementos nativos – são raros. Estão neste caso o ouro, a prata, o diamante, o enxofre e o cobre.
 
 
A classificação de Dana e Hurlbut, de 1960, divide os minerais em oito grupos, de acordo com o anião dominante. O quadro abaixo esquematiza esta classificação evidenciando, ainda, a percentagem de espécies por grupo e a sua abundância na crosta terrestre.
 
 
 
Propriedades físicas
Estas são as propriedades mais divulgadas na identificação dos minerais, já que alguns ensaios químicos implicam custos muito elevados. As propriedades físicas mais comuns utilizadas para a identificação dos minerais são: cor, brilho, traço ou risca, dureza, clivagem e densidade.
 
Cor
A cor de um mineral deve ser observada numa superfície de fractura recente, à luz natural. A cor depende da absorção, pelos minerais, de certos comprimentos de onda do espectro solar quando este incide sobre eles.
 
Há minerais que apresentam sempre a mesma cor, qualquer que seja a amostra observada – minerais idiocromáticos – enquanto que outros, como o quartzo, podem apresentar diversas cores – minerais alocromáticos.
A propriedade alocromática de alguns minerais deve-se à presença de elementos estranhos à sua composição.
 
 
 
 
Brilho
É o modo como o mineral reflecte a luz natural em superfícies não alteradas. É hábito considerar dois tipos de brilho: metálico e não metálico. Por vezes usa-se o termo submetálico para designar o brilho de alguns minerais que têm brilho semelhante ao metálico, mas menos intenso.
 
 
 
Traço ou risca
O traço ou risca é a cor que um mineral apresenta quando reduzido a pó, num almofariz, ou quando se risca numa placa de porcelana despolida (neste caso a dureza tem de ser inferior a 6,5).
Frequentemente a cor do traço de um mineral não coincide com a sua cor. No entanto, diferentes variedades da mesma espécie mineral exibem sempre traço com a mesma cor. Isto é, o traço é uma propriedade constante, enquanto que a cor pode ser uma propriedade variável.
 
 
Dureza
A dureza (H) de um mineral é a resistência que ele oferece ao ser riscado por outro. A escala de dureza mais utilizada é a de Mohs, constituída por 10 termos.
A dureza de um mineral é igual à do mineral da escala, se se riscam mutuamente. Se o mineral em causa riscar determinado termo e não riscar o imediatamente a seguir, então a sua dureza estará compreendida entre os dois termos.
 
 
Clivagem
A clivagem é uma propriedade física de um mineral que consiste em dividi-lo, por aplicação de uma força, segundo superfícies planas e brilhantes, de direcções bem definidas e constantes. Os planos de clivagem correspondem a superfícies de fraqueza da estrutura cristalina dos minerais, daí que se possa afirmar que esta propriedade é uma consequência directa da geometria da malha espacial e das forças de ligação química. Alguns minerais apresentam clivagem fácil como, por exemplo, a calcite e as micas; outros dificilmente a manifestam.
 
 
Densidade
A densidade (d) de um mineral depende da sua estrutura cristalina, nomeadamente da natureza dos seus constituintes e do seu arranjo, mais ou menos compacto.

Fonte: Geologo.com