domingo, 12 de novembro de 2017
Trump convoca países para 'parar' a Coreia do Norte
Trump convoca países para 'parar' a Coreia do Norte
© REUTERS/Kevin Lamarque Donald Trump durante evento na Casa Branca O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse neste sábado, 11, que "todas as nações responsáveis" devem agir para impedir a Coreia do Norte de seguir com seus planos de armamamento nuclear e mísseis. Em uma conferência de imprensa em Hanoi, no Vietnã, onde Trump faz uma vistia de Estado, o mandatário disse que os EUA querem "progressos, e não provocações". Ao lado do presidente vietnamita, Trang Dai Quang, o americano ainda afirmou que seu país busca a estabilidade, e não o caos, a paz, e não a guerra. No mês em que comemora o Dia dos Veteranos nos EUA, Trump destacou a importância de recuperar os desaparecidos da Guerra do Vietnã (1955-1975). "Queremos nossos soldados", disse o americano. As autoridades americanas calculam que estão desaparecidos 1.200 militares, de um total de 2.583 que não regressaram aos EUA. Historiadores estipulam que entre 1 milhão e 5,7 milhões de pessoas morreram, entre elas 58.159 americanos. O presidente americano se ofereceu para ser um mediador entre China e Vietnã, que disputam a região do sul do Mar da China, considerada estratégica. Trump afirmou ser "um mediador e arbitrador muito bom", e disse estar disposto a ajudar.
© Google Maps/Reprodução Sul do Mar da China, região disputada entre China e Vietnã Fonte: Veja
sábado, 11 de novembro de 2017
Cidade na Suécia vai ser transferida para outro sítio, até os prédios
Cidade na Suécia vai ser transferida para outro sítio, até os prédios
Na Suécia, toda uma cidade vai mudar-se para três quilómetros para leste. Não, não se trata de transferir a população de 18 mil pessoas para uma nova localidade. É mesmo uma cidade inteira que vai ser mudada de localização, incluindo os prédios. Kiruna, uma cidade mineira no norte da Suécia, necessita de ser transferida por estar a afundar-se.
Kiruna é a cidade mais nortenha da Suécia, e foi construída sobre uma mina de minério de ferro. Com a constante perfuração subterrâneo, alguns túneis não usados acabam por abater, criando uma situação perigosa, pois vários edifícios ou estruturas na cidade podem cair durante vários metros. Foi decidido em 2004 que a cidade deveria ser mudada da sua localização atual, e a procura pela sua nova posição no mapa começou em 2007.
Fonte: Motor24
Extinção de dinossauros pode ter sido questão de azar, diz estudo
Extinção de dinossauros pode ter sido questão de azar, diz estudo
© iStock A área atingida pelo asteroide levantou uma enorme nuvem de fuligem, que bloqueou a passagem dos raios solares e provocou quedas drásticas das temperaturas, levando à morte de várias espécies
A extinção dos dinossauros pode ter sido uma questão de azar – ao menos é o que sugere um estudo divulgado nesta quinta-feira no periódico Scientific Reports. Os pesquisadores afirmam que um asteroide como aquele que atingiu a Terra há 66 milhões de anos só poderia levar à cadeia de eventos catastróficos que causou uma extinção em massa se tivesse caído em regiões ricas em hidrocarbonetos (compostos orgânicos de carbono e hidrogênio), que correspondem a apenas 13% da área do planeta. Em outras palavras, era muito mais provável que a extinção não tivesse ocorrido – mas parece que os animais pré-históricos não tiveram muita sorte.
“O local de impacto do asteroide mudou a história da vida na Terra”, escrevem os pesquisadores no estudo, liderados por Kunio Kaiho, da Universidade de Tohoku, no Japão. Segundo a equipe, o maior problema da queda dessa rocha gigante, que criou uma cratera de 180 quilômetros em um território onde hoje fica o México, não foi o impacto da colisão. Claro, muitos animais morreram na hora, mas a maior catástrofe veio depois, quando a energia gerada pela colisão começou a aquecer a matéria orgânica presente nas rochas e a liberá-la na atmosfera. Isso acabou causando uma espécie de nuvem de fuligem, que bloqueou os raios solares e provocou uma queda tão drástica das temperaturas que os animais não conseguiram resistir.
Kaiho e sua equipe basearam seus resultados em um modelo climático global, calculando as anomalias de temperatura causadas pela fuligem na estratosfera e medindo a quantidade de hidrocarbonetos nas regiões ao redor do impacto.
De acordo com os resultados, a fuligem liberada provocou um resfriamento global de 8ºC a 11ºC, e as temperaturas da água do mar despencaram para valores de 5ºC a 7ºC. As chuvas também foram afetadas: a precipitação caiu entre 70% e 85% em relação a antes do evento.
Os pesquisadores concluíram que esses eventos de extinção em massa só teriam ocorrido se o asteroide tivesse atingido algumas das áreas ricas em hidrocarbonetos. Se o impacto acontecesse em qualquer outra parte – ou seja, nos 83% de área restantes –, a fauna e flora do Mesozoico teria sobrevivido, quem sabe, até os dias atuais.
Fonte: MSN
A extinção dos dinossauros pode ter sido uma questão de azar – ao menos é o que sugere um estudo divulgado nesta quinta-feira no periódico Scientific Reports. Os pesquisadores afirmam que um asteroide como aquele que atingiu a Terra há 66 milhões de anos só poderia levar à cadeia de eventos catastróficos que causou uma extinção em massa se tivesse caído em regiões ricas em hidrocarbonetos (compostos orgânicos de carbono e hidrogênio), que correspondem a apenas 13% da área do planeta. Em outras palavras, era muito mais provável que a extinção não tivesse ocorrido – mas parece que os animais pré-históricos não tiveram muita sorte.
“O local de impacto do asteroide mudou a história da vida na Terra”, escrevem os pesquisadores no estudo, liderados por Kunio Kaiho, da Universidade de Tohoku, no Japão. Segundo a equipe, o maior problema da queda dessa rocha gigante, que criou uma cratera de 180 quilômetros em um território onde hoje fica o México, não foi o impacto da colisão. Claro, muitos animais morreram na hora, mas a maior catástrofe veio depois, quando a energia gerada pela colisão começou a aquecer a matéria orgânica presente nas rochas e a liberá-la na atmosfera. Isso acabou causando uma espécie de nuvem de fuligem, que bloqueou os raios solares e provocou uma queda tão drástica das temperaturas que os animais não conseguiram resistir.
Kaiho e sua equipe basearam seus resultados em um modelo climático global, calculando as anomalias de temperatura causadas pela fuligem na estratosfera e medindo a quantidade de hidrocarbonetos nas regiões ao redor do impacto.
De acordo com os resultados, a fuligem liberada provocou um resfriamento global de 8ºC a 11ºC, e as temperaturas da água do mar despencaram para valores de 5ºC a 7ºC. As chuvas também foram afetadas: a precipitação caiu entre 70% e 85% em relação a antes do evento.
Os pesquisadores concluíram que esses eventos de extinção em massa só teriam ocorrido se o asteroide tivesse atingido algumas das áreas ricas em hidrocarbonetos. Se o impacto acontecesse em qualquer outra parte – ou seja, nos 83% de área restantes –, a fauna e flora do Mesozoico teria sobrevivido, quem sabe, até os dias atuais.
Fonte: MSN
quinta-feira, 9 de novembro de 2017
A nova guerra do garimpo
A nova guerra do garimpo
A figura do garimpeiro com a bateia nas mãos empenhado em encontrar metais preciosos como ouro e diamante no curso das águas de um rio foi substituída por trabalhadores equipados com potentes motobombas, escavadeiras e balsas que cruzam o leito dos rios para extrair irregularmente os minérios. Quem interrompe o ciclo de exploração é ameaçado e até atacado pelos chamados “donos dos barrancos”, pessoas que controlam os garimpos.
Na sexta-feira 27, um grupo de garimpeiros ateou fogo aos prédios e veículos do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), em Humaitá, município localizado a 700 quilômetros de Manaus, no Amazonas.
O crime traz à tona mais uma vez os perigos e mazelas sociais que o garimpo irregular impõe à população. Dessa vez, porém, o ataque representou uma ação contra o Estado brasileiro que tenta combater a exploração ilegal de minérios. “O impacto é brutal. Há garimpos no País, como o das terras indígenas Yanomamis, que funcionam a céu aberto desde a década de 1980”, afirma Luiz Frederico Mendes dos Reis Arruda, professor do Instituto de Ciências Biológicas Universidade Federal do Amazonas.
Além da degradação ecológica, eles colaboram para o aumento da criminalidade nas regiões próximas, provocam doenças nas comunidades e contribuem para o aumento da prostituição e do tráfico de drogas nas redondezas.
400 milhões de reais é o que se arrecada, em média, por ano nos garimpos ilegais da amazônia
O confronto ocorreu após o Ibama, em conjunto com o ICMBio, deflagrar a operação Ouro Fino, que fiscaliza a extração ilegal de ouro no rio Madeira. “Autuamos e embargamos balsas sem licenciamento ambiental, mas em pouco tempo elas voltaram a funcionar”, afirmou à ISTOÉ Roberto Cabral Borges, coordenador de Operações de Fiscalização do Ibama. “Como não houve nenhum resultado, buscamos rebocadores para retirar e destruir os equipamentos irregulares.” Foram retiradas 39 balsas.
Em represália à destruição das máquinas, grupos de garimpeiros colocaram fogo nas instalações dos órgãos governamentais. Para conter a tensão e garantir a segurança dos servidores e da população local, a Força Nacional enviou soldados e a Marinha deslocou um navio patrulha e fuzileiros navais.
O superintendente do Ibama no Amazonas, José Leland Barroso, considerou o ataque um ato de barbárie contra o Estado brasileiro. “Tentaram instalar um califado dentro de Humaitá. Eles sabiam que não estavam licenciados e mesmo assim nos chamaram para a ação”, afirmou. “Desafiaram o poder do Estado e isso terá resposta, o órgão não irá recuar.”
Confrontos como esses castigam a região Norte do País desde a década de 1980. Três dos maiores garimpos do mundo se instalaram nos estados do Amazonas, Pará e Rondônia. O mais famoso deles, Serra Pelada, em Curionópolis, atraiu cerca de 120 mil pessoas para trabalhar em condições análogas à escravidão.
Já os conflitos nas terras indígenas Yanomamis tiveram início em 1986 e perduram até hoje. Cerca de 20% da população morreu em decorrência de doenças causadas pela exposição ao mercúrio. Em 1993, 16 indígenas foram assassinados no Massacre do Haximu.
Na região de Bom Futuro, em Rondônia, 700 crianças foram resgatadas do trabalho semelhante à escravidão. Apesar disso, esses garimpos continuam ativos até hoje. Nos últimos anos, houve uma intensificação dos conflitos provocados por garimpeiros, principalmente no Sul do Amazonas. “Na medida em que se abrem rodovias no meio da floresta ocorre o efeito ‘espinha de peixe’, ou seja, a abertura de ramificações para atividades ilícitas em meio à floresta a partir dessas estradas”, afirma Arruda.
Além do acesso a matas inóspitas, três fatores explicam a multiplicação da mineração ilegal. A legislação para quem é autuado extraindo minérios sem licença prévia prevê punições brandas. A pena prevista é de seis meses a um ano de reclusão. “A pessoa que é pega raramente é presa, então não se preocupa em garimpar dentro da lei”, diz Borges.
Outro motivo é a ausência de rastreabilidade do ouro. “Na hora que chega à loja, ele pode ter vindo do garimpo ilegal ou provocado a destruição da Amazônia, mas terá o mesmo valor que o ouro licenciado.” A prática de destruir equipamentos de extração, adotada pelos órgãos de fiscalização, tem transformado algumas regiões em verdadeiros barris de pólvora. “Isso tem incomodado muita gente que pratica essa atividade criminosa”, diz Borges.
A inutilização das máquinas baseia-se no artigo 111 do decreto 6.514 que permite a operação quando não há possibilidade logística de remover as máquinas ou quando a atividade expõe o meio ambiente a riscos e compromete a segurança da população. Segundo o Ibama, essas ações correspondem a 1,2% das operações de combate.
Os equipamentos utilizados nos garimpos irregulares atuais têm um poder de destruição muito superior ao de décadas atrás. Exatamente por isso submetem trabalhadores a condições altamente insalubres. As escavadeiras hidráulicas conseguem extrair em três dias o que outras técnicas levariam pelo menos dez dias.
Na Amazônia, além do garimpo de barranco, existe também o de subsolo. Motores de caminhões são colocados em balsas e um mergulhador com um cano faz uma espécie de sucção no leito do rio. “Além de ser uma atividade desumana, altera a fauna e a flora dos rios”, afirma Borges. O valor estimado de uma balsa de mergulho é de R$ 80 mil – o que significa que, segundo órgãos de fiscalização, há estruturas criminosas financiando essas atividades no País. Outro termômetro das ações é a desproporcionalidade entre a comercialização do ouro legalizado e a quantidade de balsas operando nessas regiões.
Conflitos permanentes
Toda atividade de mineração tem início com um “dono”, pessoa que não tem a posse da área, já que se trata de uma atividade ilegal. Ele é geralmente alguém com mais recursos financeiros, que têm a posse do maquinário e raramente se desloca até o local. “Em uma das operações, encontramos um caderno com anotações. Trata-se de uma ilusão porque tudo costuma ficar com o dono do barranco, limpo e distante dos buracos escavados na terra”, diz o coordenador.
Existe também a figura de um gerente que organiza as atividades como moradia e comércio nas áreas. Tudo nos garimpos é pago em ouro, o que atrai grande parte da população de cidades próximas. Os homens, que trabalhavam na agricultura ou na construção civil, chegam ansiosos para explorar a terra. Já as mulheres, parcela crescente na mineração, saem dos municípios em que viviam para cozinhar em acampamentos.
Uma pesquisa realizada pelo Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia (Imazon) em garimpos irregulares na Reserva Nacional de Cobre e Associados constatou que 36% dos trabalhadores entrevistados são analfabetos e 40% tem o ensino fundamental incompleto. Eles trabalham em média 60 horas por semana e recebem entre 20% e 30% do valor da produção do ouro. A maior parte dos ganhos fica na própria região, já que os produtos têm valores elevados, uma vez que são trazidos por meio de aviões e barcos.
Ainda que algumas operações de combate ao garimpo ocorram no Sul do Amazonas, existem áreas de difícil acesso e de perigo iminente. Um estudo coordenado pela pesquisadora do Imazon, Jakeline Pereira, e por agentes da Secretaria Estadual do Meio Ambiente do Pará detectou que desde 2008 nenhum funcionário do governo entrou nas áreas protegidas da Floresta do Paru e na Reserva Biológica Maicuru.
Há quase uma década, a região não viu a presença do Estado. Desde então, a exploração se intensificou. Na época, havia cerca de mil garimpeiros nos dois locais. Hoje, a partir de estimativas feitas pela quantidade de vôos para garimpeiros que saem do município de Laranjal do Jarí, no Amapá, acredita-se que dois mil trabalhadores atuem nas áreas.
Para o professor do Instituto de Ciências Biológicas da Ufam, o Estado deveria oferecer condições de trabalho no garimpo dentro das leis. “Garimpeiros são trabalhadores que precisam sobreviver, mas se submetem a condições muito piores do que as impostas às mineradoras”, diz Arruda. Isso porque, segundo ele, gigantes da mineração negociam autorizações e condicionantes e rapidamente conseguem a garantia de um negócio lucrativo. “Seria necessário transformar o garimpo em uma atividade sustentável do ponto de vista econômico.”
Além dos problemas sociais, a extração de minérios provoca uma série de doenças. Um estudo recente realizado pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), em parceria com o Instituto Socioambiental (ISA), mostra que a contínua invasão ilegal de garimpeiros no território Yanomami tem trazido graves consequências à saúde.
Algumas aldeias chegam a ter 92% das pessoas examinadas contaminadas por mercúrio – substância utilizada na extração do ouro. “O erro que se comete é acreditar que o mercúrio polui somente o curso das águas. O metal se volatiza, sobe para a atmosfera e volta para a terra com as chuvas”, diz Arruda. “Ele se insere nas cadeias alimentares dos peixes e, consequentemente, das pessoas que consomem esses alimentos.”
Altamente tóxico, ele causa danos permanentes, como alterações no sistema nervoso central, problemas cognitivos e motores, perda de visão e doenças cardíacas. Todas essas consequências brutais ficarão ainda mais explícitas com a nova onda de conflitos protagonizada por garimpeiros irregulares. O Estado falha em não oferecer políticas públicas e fiscalização preventiva em áreas protegidas. Faltam equipes, recursos e políticas para que o garimpo irregular, tão presente em décadas passadas, não continue um problema latente no futuro.
Fonte: Istoe
Fonte: Blog Natureza Bela Vida
Asteroide que exterminou dinossauros transformou a Terra em uma superfície congelante
Asteroide que exterminou dinossauros transformou a Terra em uma superfície congelante
© Fornecido por Forbes Brasil iStock Os cientistas têm fortes indícios de que o asteroide Chicxulub eliminou os dinossauros há 66 milhões de anos. Entretanto, eles ainda estão descobrindo novas informações sobre esse acontecimento que mudou o curso dos grandes répteis da Terra.
Novas evidências apontam para o quão fria a Terra se tornou depois da passagem do asteroide. Na verdade, o planeta vivenciou, durante muitos anos, uma temperatura congelante.
O asteroide Chicxulub, que tinha entre 9 e 14 km de diâmetro, atingiu a Terra onde hoje está a Península de Iucatã, no México. Esse evento produziu uma das maiores extinções em massa da história. Os geólogos o batizaram de extinção Cretáceo-Paleogeno e foi tão notável no registro estratigráfico que estabeleceu uma mudança no tempo geológico. A extinção em massa matou 75% de todas as espécies animais e vegetais da Terra.
Apesar de a ciência estar chegando a um consenso sobre o fato do asteroide ter desencadeado essa extinção em massa, os cientistas ainda não sabem exatamente como a Terra ficou depois do impacto. O que sabemos é que existiu um grande aumento de poeira por causa de pedras vaporizadas, enxofre e dióxido de carbono. Entretanto, um estudo recente buscou determinar melhor a magnitude do episódio e suas interações.
A pesquisa apontou que a quantidade de gás de enxofre emitida foi significativamente subestimada. O asteroide desencadeou três vezes mais do que se pensava anteriormente, gerando um resfriamento significativo da superfície da Terra. Além disso, descobriu-se que a quantidade de dióxido de carbono produzida foi muito menor do que se imaginava.
Primeiramente, o asteroide vaporizou as rochas, o que gerou uma poeira na atmosfera. Ela bloqueou o sol, causando tanto um resfriamento do planeta quanto menos luz solar para as plantas fazerem a fotossíntese. A liberação de dióxido de carbono, gás do efeito estufa, fez com que o calor do sol ficasse preso na atmosfera – um cenário parecido com o atual. Por fim, o gás de enxofre bloqueou a luz do sol e causou um resfriamento da Terra. Entretanto, vemos que existem dois fenômenos: um que resfriou e outro que esquentou o planeta. Portanto, uma quantidade relativa de cada evento é importante para saber como ficou o clima.
Esse estudo mostrou que a quantidade de gás de enxofre foi muito subestimado e o dióxido de carbono muito superestimado, o que significa que a Terra era muito mais fria do que pensávamos. As estimativas apontam que a temperatura média da superfície da Terra era 47ºF (aproximadamente 8ºC) menor do que atualmente. A temperatura global média da superfície da Terra é 59ºF (cerca de 15ºC), logo, depois do asteroide Chicxulub, ela estava em 12ºF (aproximadamente -11ºC).
Estima-se que a temperatura da Terra tenha ficado em -11ºC por, pelo menos, três anos depois do impacto. Os invernos plurianuais da série “Game of Thrones” existiram aqui na Terra sob condições extremas. Não é surpresa que 75% das espécies tenham desaparecido em poucos anos. Felizmente, a evolução é extremamente engenhosa e plantas e animais conseguiram prosperar e povoar o mundo.
Fonte:Forbes/MSN
Novas evidências apontam para o quão fria a Terra se tornou depois da passagem do asteroide. Na verdade, o planeta vivenciou, durante muitos anos, uma temperatura congelante.
O asteroide Chicxulub, que tinha entre 9 e 14 km de diâmetro, atingiu a Terra onde hoje está a Península de Iucatã, no México. Esse evento produziu uma das maiores extinções em massa da história. Os geólogos o batizaram de extinção Cretáceo-Paleogeno e foi tão notável no registro estratigráfico que estabeleceu uma mudança no tempo geológico. A extinção em massa matou 75% de todas as espécies animais e vegetais da Terra.
Apesar de a ciência estar chegando a um consenso sobre o fato do asteroide ter desencadeado essa extinção em massa, os cientistas ainda não sabem exatamente como a Terra ficou depois do impacto. O que sabemos é que existiu um grande aumento de poeira por causa de pedras vaporizadas, enxofre e dióxido de carbono. Entretanto, um estudo recente buscou determinar melhor a magnitude do episódio e suas interações.
A pesquisa apontou que a quantidade de gás de enxofre emitida foi significativamente subestimada. O asteroide desencadeou três vezes mais do que se pensava anteriormente, gerando um resfriamento significativo da superfície da Terra. Além disso, descobriu-se que a quantidade de dióxido de carbono produzida foi muito menor do que se imaginava.
Primeiramente, o asteroide vaporizou as rochas, o que gerou uma poeira na atmosfera. Ela bloqueou o sol, causando tanto um resfriamento do planeta quanto menos luz solar para as plantas fazerem a fotossíntese. A liberação de dióxido de carbono, gás do efeito estufa, fez com que o calor do sol ficasse preso na atmosfera – um cenário parecido com o atual. Por fim, o gás de enxofre bloqueou a luz do sol e causou um resfriamento da Terra. Entretanto, vemos que existem dois fenômenos: um que resfriou e outro que esquentou o planeta. Portanto, uma quantidade relativa de cada evento é importante para saber como ficou o clima.
Esse estudo mostrou que a quantidade de gás de enxofre foi muito subestimado e o dióxido de carbono muito superestimado, o que significa que a Terra era muito mais fria do que pensávamos. As estimativas apontam que a temperatura média da superfície da Terra era 47ºF (aproximadamente 8ºC) menor do que atualmente. A temperatura global média da superfície da Terra é 59ºF (cerca de 15ºC), logo, depois do asteroide Chicxulub, ela estava em 12ºF (aproximadamente -11ºC).
Estima-se que a temperatura da Terra tenha ficado em -11ºC por, pelo menos, três anos depois do impacto. Os invernos plurianuais da série “Game of Thrones” existiram aqui na Terra sob condições extremas. Não é surpresa que 75% das espécies tenham desaparecido em poucos anos. Felizmente, a evolução é extremamente engenhosa e plantas e animais conseguiram prosperar e povoar o mundo.
Fonte:Forbes/MSN
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