segunda-feira, 13 de novembro de 2017

A TURMALINA PARAÍBA

As turmalinas conhecidas sob a designação ”Paraíba”, em alusão ao Estado onde foram primeiramente encontradas, causaram furor ao serem introduzidas no mercado internacional de gemas, em 1989, por suas surpreendentes cores até então jamais vistas. A descoberta dos primeiros indícios desta ocorrência deu-se sete anos antes, no município de São José da Batalha.
Estas turmalinas ocorrem em vívidos matizes azuis claros, azuis turquesas, azuis “neon”, azuis esverdeados, azuis-safira, azuis violáceos, verdes azulados e verdes-esmeralda, devidos principalmente aos teores de cobre e manganês presentes, sendo que o primeiro destes elementos jamais havia sido detectado como cromóforo em turmalinas de quaisquer procedências.
A singularidade destas turmalinas cupríferas pode ser atribuída a três fatores: matiz mais atraente, tom mais claro e saturação mais forte do que os usualmente observados em turmalinas azuis e verdes de outras procedências.
Em fevereiro de 1990, durante a tradicional feira de pedras preciosas de Tucson, no Estado do Arizona (EUA), teve início a escalada de preços desta gema. A mística em torno da turmalina da Paraíba havia começado e cresceu extraordinariamente ao longo das mais de duas décadas que se seguiram, convertendo-a na mais valiosa variedade deste grupo de minerais.
A elevada demanda por turmalinas da Paraíba, aliada à escassez de sua produção, estimulou a busca de material de aspecto similar em outros pegmatitos da região, resultando na descoberta das minas Mulungu e Alto dos Quintos, situadas próximas à cidade de Parelhas, no vizinho estado do Rio Grande do Norte. Estas minas passaram a produzir turmalinas cupríferas de qualidade média inferior às da Mina da Batalha, mas igualmente denominadas “Paraíba” no mercado internacional, principalmente por terem sido oferecidas muitas vezes misturadas à produção da Mina da Batalha.
Embora as surpreendentes cores das turmalinas da Paraíba ocorram naturalmente, estima-se que aproximadamente 80% das gemas só as adquiram após tratamento térmico.
Até 2001, as turmalinas cupríferas da Paraíba e do Rio Grande do Norte eram facilmente distinguíveis das turmalinas oriundas de quaisquer outras procedências mediante detecção da presença de cobre com teores anômalos, através de análise química por fluorescência de raios X de energia dispersiva (EDXRF). No entanto, as recentes descobertas de turmalinas cupríferas na Nigéria e em Moçambique acenderam um acalorado debate envolvendo o mercado e os principais laboratórios gemológicos do mundo, em torno da definição do termo “Turmalina da Paraíba”.
Até o ano de 2001, o termo “Turmalina da Paraíba” referia-se à designação comercial das turmalinas da espécie elbaíta, de cores azuis, verdes ou violetas, que contivessem pelo menos 0,1% de CuO e proviessem unicamente do Brasil, precisamente dos estados da Paraíba e do Rio Grande do Norte.
Tudo começou a mudar quando, naquele ano, uma nova fonte de turmalinas cupríferas foi descoberta na Nigéria, na localidade de Ilorin (mina de Edeko), voltando a ocorrer quatro anos mais tarde, em meados de 2005, desta vez em Moçambique, na região de Alto Ligonha, a aproximadamente 100 km ao sudoeste da capital Nampula.
De modo geral, as elbaítas com cobre destes países africanos não possuem cores tão vívidas quanto às das brasileiras, embora os melhores exemplares da Nigéria e de Moçambique se assemelhem aos brasileiros.
O achado destes depósitos africanos ocasionou acalorados debates no mercado e entre laboratórios, uma vez que as gemas de cores azuis a verdes saturadas procedentes da Nigéria e de Moçambique não podem ser diferenciadas das produzidas no Brasil por meio de exames usuais e tampouco por análises químicas semi-quantitativas obtidas pela técnica denominada EDXRF.
Há alguns anos, felizmente, constatou-se ser possível determinar a origem das turmalinas destes 3 países por meio de dados geoquímicos quantitativos de elementos presentes como traços, obtidos por uma técnica analítica conhecida por LA-ICP-MS.
Em fevereiro de 2006, o Comitê de Harmonização de Procedimentos de Laboratórios, que consiste de representantes dos principais laboratórios gemológicos do mundo, decidiu reconsiderar a nomenclatura de turmalina da “Paraíba”, definindo esta valiosa variedade como uma elbaíta de cores azul-néon, azul-violeta, azul esverdeada, verde azulada ou verde-esmeralda, que contenha cobre e manganês e aspecto similar ao material original proveniente da Paraíba, independentemente de sua origem geográfica.
Esta política é consistente com as normas da CIBJO, que consideram a turmalina da Paraíba uma variedade ou designação comercial, e a definem como dotada de cor azul a verde devida ao cobre, sem qualquer menção ao local de origem. 
Por outro lado, como essas turmalinas cupríferas são cotizadas não apenas de acordo com seu aspecto, mas também segundo sua procedência, tem-se estimulado a divulgação, apesar de opcional, de informações sobre sua origem nos documentos emitidos pelos laboratórios de gemologia, caso disponham dos recursos analíticos necessários.

Fonte: Geologo.com

Brasileiros detidos em mina no Zimbábue são liberados

Brasileiros detidos em mina no Zimbábue são liberados


A embaixada do Brasil no país enviou um representante para acompanha o caso. Os três brasileiros que estavam presos na África foram liberados neste sábado (11). Eles foram detidos a sexta (10) por policiais locais em uma mina de diamantes localizada a cerca de 270 quilômetros de Harare, capital do Zimbábue, onde participavam de um evento que discutia a questão de exploração de minérios em comunidades da região.
A embaixada do Brasil no país enviou um representante para acompanhar e prestar apoio aos brasileiros detidos, que passaram mais de 15 horas na delegacia local. Segundo o Itamaraty, o diplomata os encontrou em boas condições de saúde, sem sinais de agressão e já acompanhados por advogados.Os brasileiros foram liberados depois de passar por um procedimento judicial e pagar multas de US$ 100 cada um por terem sido encontrados em um local de entrada não autorizada. Após a audiência de conciliação, eles solicitaram auxílio à embaixada brasileira para voltar para a cidade de Harare.
Eles integram movimentos sociais no Brasil que defendem a popularização das decisões sobre mineração no país. Um dos ativistas preso é o Frei Rodrigo Peret, da Comissão Pastoral da Terra e os outros dois, Jarbas Vieira e Maria Julia Gomes Andrade, ligados ao Movimento pela Soberania Popular na Mineração (MAM).
O coordenador Nacional do MAM, Beniézio Carvalho da Silva, informou à Agência Brasil que recebeu áudio dos militantes em que eles informaram que já estavam bem e acompanhados pelo Consulado brasileiro. Eles relataram que foram acusados de invadir uma área de segurança.
O evento do qual eles participavam era uma espécie de intercâmbio entre organizações que trabalham com comunidades afetadas pela exploração de minerais. As atividades terminariam amanhã (12), mas depois do ocorrido não há previsão de retorno dos ativistas ao Brasil.
Fonte: Correio24 Horas 

Mato Grosso e Pará querem chineses na Ferrovia do Vale do Araguaia

Mato Grosso e Pará querem chineses na Ferrovia do Vale do Araguaia


Os projetos ferroviários desenhados para dar um fim ao nó logístico que trava o escoamento de grãos do Mato Grosso e do Pará ganharam uma nova promessa. Não se trata da Ferrogrão, prevista para correr ao lado da BR-163, ligando Sinop (MT) a Itaituba (PA). Tampouco se refere à Ferrovia de Integração do Centro-Oeste (Fico), que há décadas é esperada para cortar o Mato Grosso de um lado a outro. Com o apoio dos chineses, a nova aposta dos governos do Mato Grosso e do Pará é “Ferrovia do Vale do Araguaia”, uma malha de 700 quilômetros que seria aberta ao lado das BRs-158 e 155.
Nesta semana, o governador do Mato Grosso, Pedro Taques, discutiu o projeto em Beijing, em encontro com diretores da China Communication Construction Company (CCCC). No mês passado, uma comitiva do governador do Pará, Simão Jatene, já havia passado por lá. Maior estatal do setor em toda a Ásia, a CCCC se comprometeu em enviar seus executivos ao Brasil nas próximas semanas, para detalhar a proposta e iniciar estudos técnicos da nova ferrovia.
“É um projeto forte e que não sofre interferência dos demais. A região Nordeste do Mato Grosso, de onde a ferrovia sairia, tem hoje cerca de 4 milhões de hectares de terras para ampliação da produção”, disse ao ‘Estado’ o governador Pedro Taques.
A despeito do interesse chinês no empreendimento e assinatura de termos de intenção com governos estaduais, o fato é que o histórico recente dos projetos ferroviários para a região impõe uma grande dose de cautela e ceticismo. Há mais de uma década, discute-se o início de construção da Fico, ferrovia de 1.600 km que cortaria todo o Mato Grosso, ligando Vilhena (RO) a Uruaçu (GO), onde esses trilhos se conectariam à malha da Ferrovia Norte-Sul. Estudos de viabilidade foram concluídos. Processos de licenciamento ambiental foram iniciados. Depois de milhões de reais gastos nessas etapas preparatórias, a Fico continua guardada nas gavetas do Ministério dos Transportes.
Cansadas das promessas revolucionárias da Fico, as tradings de grãos Amaggi, Cargill, Bunge e Louis Dreyfus Commodities reuniram-se para apresentar um segundo projeto, a chamada Ferrogrão, prevista para correr ao lado da BR-163. Dispuseram-se a injetar dinheiro vivo no projeto, bancaram estudos, entregaram um plano detalhado para o governo. Hoje esse é considerado o empreendimento mais maduro para a região, mas a realidade é que já se passaram dois anos desde o início dos estudos e a Ferrogrão ainda não passa de uma ambição de papel.
Terceiro projeto ferroviário do agronegócio, a nova “Ferrovia do Vale do Araguaia” ainda não tem sequer estudos básicos que atestem sua viabilidade ambiental ou econômica. Os custos para lançar trilhos e dormentes nos 700 quilômetros entre Querência (MT) e Redenção (PA) também são uma incógnita. O preço médio das ferrovias, porém, indica que a obra não sairia por menos que R$ 12 bilhões.
São informações que levam o economista do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), Carlos Campos, a lançar todo tipo de dúvida sobre o projeto. “Infelizmente esse é mais um daqueles projetos mal estruturados, como a tal Ferrovia Bioceânica, que ligaria o Atlântico ao Pacífico. Estamos falando de um trecho sem porto, então seria necessário transbordo. Pode estar certo que não vai dar em nada.”
O vice-presidente mundial da CCCC, Sun Ziyu, prometeu que fará uma visita ao Mato Grosso ainda neste ano. A empresa quer construir um terminal privado no porto em São Luís, em parceria com a WPR, braço do Grupo WTorre. Um termo de compromisso foi assinado entre as duas empresas em abril, com previsão de investimento de R$ 1,7 bilhão. “Os chineses estão investindo no País. Foram eles que nos procuraram sobre essa nova ferrovia. Estamos certos de que é um projeto competitivo e viável”, diz Pedro Taques.
Fontes:  Estadão e Portos e Navios
 

Sem caixa, Estados tentam vender ações de estatais

Sem caixa, Estados tentam vender ações de estatais


Sem dinheiro em caixa e uma estrutura inchada para bancar, os Estados têm lançado mão de uma série de iniciativas para aumentar as receitas. Uma delas é a venda de parte das ações das estatais na Bolsa de Valores, sem perder o controle acionário da empresa. Pelo menos, três Estados já demonstram interesse em seguir esse caminho e contrataram bancos para fazer a oferta: o Rio Grande do Sul quer vender ações do Banrisul; o Paraná, da empresa de saneamento Sanepar; e Goiás, da companhia de água e esgoto Saneago.
A medida é uma alternativa à privatização, cujo processo é mais longo, burocrático e polêmico. Com o dinheiro arrecadado, os governo estaduais vão reforçar o caixa, melhorar o perfil da dívida e fazer investimentos em infraestrutura. Na avaliação de economistas, a iniciativa é um paliativo para tentar estancar a grave crise fiscal que boa parte dos Estados enfrenta.
Nos últimos anos, com a bonança da economia e receitas em alta, os governos estaduais entraram numa rota perigosa de aumento da dívida e avanço das despesas com pessoal. Com a recessão econômica e queda na arrecadação, as finanças estaduais entraram no vermelho e muitos governos ficaram sem dinheiro até para pagar o funcionalismo público, como Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul.
Na semana passada, a administração gaúcha entregou uma proposta de pré-acordo de recuperação fiscal para o governo federal. O documento prevê a venda de três companhias estaduais: a Companhia Estadual de Energia Elétrica (CEEE), Sul Gás e Companhia Riograndense de Mineração (CRM). O Banrisul ficou fora dessa lista, pois o governo quer vender 49% de suas ações com direito a voto na Bolsa. O dinheiro obtido na operação será usado no reequilíbrio das finanças do Estado.
“É melhor do que não fazer nada, mas está longe de ser uma solução para o problema”, afirma o professor do Instituto Brasiliense de Direito Público (IDP), José Roberto Afonso, pesquisador do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getúlio Vargas (Ibre/FGV). Para ele, o melhor é privatizar tudo que puder e reduzir a estrutura, como o que vai ocorrer com a estatal federal Eletrobrás. Nesse caso, o governo vai vender o controle da empresa.
No Estado do Paraná, o governo está avaliando todos os ativos para definir que rumo tomar. “Podemos vender ações de estatais e investir em outros ativos, como rodovia e habitação”, exemplificou o secretário da Fazenda do Estado, Mauro Ricardo Costa. No ano passado, o governo paranaense já vendeu ações da Sanepar. “Em 2016, emitimos novas ações e vendemos ações existentes da empresa”, afirma o secretário.
Segundo ele, só a venda de participação do governo rendeu ao cofre estadual R$ 1,2 bilhão. Ele evitou falar da nova operação de venda de ações da Sanepar por estar em período de silêncio. Mas destacou que os recursos devem ser usados em investimentos na área de infraestrutura e habitação.
O secretário disse que o Estado também pode adotar a venda de ações em outras estatais, como é o caso da companhia elétrica Copel. No passado, o governo já havia decidido colocar uma parte dos papéis à venda, mas resolveu esperar o cenário melhorar. “O valor de mercado da empresa está abaixo do valor patrimonial, portanto, este não é o momento de vender.”
Em Goiás, o governo decidiu por uma oferta primária de ações da Saneago. O objetivo é fazer uma capitalização de R$ 1 bilhão, o que colocará 25% das ações em circulação no mercado. Assim, o Estado ficará com 75% de participação na estatal. O diretor de relações com investidores, regulação, novos negócios e governança, Elie Chidiac, afirma que os recursos serão usados para execução de projetos de universalização dos serviços da companhia e para reestruturação da dívida.
Além dos três Estados, Pernambuco também avalia a venda de ações de estatais. O presidente da Companhia Pernambucana de Gás (Copergás), Roberto Fontelles, diz que o governo aguarda a conclusão de estudos para definir sobre o assunto.
Venda de imóveis também está nos planos dos governos
Além da venda de ações das estatais, os Estados também têm criado outros mecanismos para levantar um dinheiro extra. Em Minas Gerais, outro Estado em grave crise fiscal, o governo criou um fundo de ativos imobiliários, que ainda será regulamentado. Mas, de forma geral, a posse dos imóveis do Estado passará para esse fundo. Os investidores vão pagar uma quantia ao governo estadual, que continuará usando o imóvel, mas pagando um aluguel.
No Paraná, a ideia é vender alguns ativos. Cerca de 60 imóveis poderão ser negociados, o que representaria uma receita em torno de R$ 150 milhões, afirma o secretário da Fazenda, Mauro Ricardo Costa. O Programa de Desmobilização de Ativos de Goiás também prevê a venda de imóveis do Estado. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
Fonte: A Tarde 
 

A ESMERALDA

Mais nobre variedade do mineral berilo, notabiliza-se pela luminosa cor verde-grama, devida aos elementos cromo e vanádio, bem como por sua relativa fragilidade e elevada dureza. Seu nome deriva do sânscritosamârakae deste ao gregosmaragdos.
A esmeralda já era explorada pelos egípcios por volta de dois mil anos antes de Cristo, nas proximidades do Mar Vermelho. Famosas desde a Antiguidade eram também as esmeraldas das minas egípcias de Zabarahque ornavam Cleópatra.
Quimicamente, a esmeralda se constitui de silicato de berílio e alumínio e, em estado bruto, apresenta a forma de um prisma hexagonal.
Em raros casos é inteiramente límpida, apresentando um cenário de inclusões conhecido como jardim das esmeraldas. Procuradas desde a chegada dos portugueses ao Brasil, sobretudo pelas expedições dos bandeirantes ao interior do país nos séculos XVI e XVII, as fontes de esmeraldas de aproveitamento econômico foram encontradas em nosso país somente no século XX.

Os mais belos espécimes de esmeralda do mundo procedem da Colômbia, onde são extraídas de rochas xistosas nas famosas minas de Muzo, Coscuez e Chivor.
Na África, há importantes países produtores, destacando-se principalmente a Zâmbia, 2º produtor mundial, o Zimbabwe e Madagascar.
O Brasil é atualmente o terceiro produtor mundial e as gemas provêm dos Estados de Minas Gerais (Garimpo de Capoeirana, em Nova Era; e Minas deBelmont e Piteiras, em Itabira); Goiás (localidades de Santa Terezinha e Porangaru), Bahia (localidades de Carnaíba e Socotó) e Tocantins.
Historicamente, o tratamento empregado com mais frequência em esmeraldas é o preenchimento de fraturas com óleos ou resinas naturais, com a finalidade de torná-las menos perceptíveis. Atualmente, as resinas artificiais, sobretudo o produto Opticon, têm substituído os tradicionais óleos e resinas naturais.
Esmeraldas obtidas por síntese são comercializadas desde 1956, empregando-se dois diferentes métodos. Elas se diferenciam das esmeraldas naturais principalmente pelas inclusões e/ou estruturas de crescimento.
Fonte: Geologo.com