segunda-feira, 13 de novembro de 2017

Descoberto oitavo diamante com mais de 100 quilates


Descoberto oitavo diamante com mais de 100 quilates





Diamante tem 129,58 quilates e é o sexto maior extraído no conjunto do campo do Lulo, no leste de Angola
A multinacional mineira australiana Lucapa anunciou hoje a descoberta do oitavo diamante com mais de 100 quilates no campo diamantífero do Lulo, na província da Lunda Norte, no leste de Angola, considerado como de "valor excecional", pela sua qualidade.
Trata-se de um diamante de 129,58 quilates, recuperado num dos três aluviões do rio Cacuilo e o sexto maior extraído no conjunto do campo do Lulo, localizado no município de Capenda Camulemba, ladeado pelos projetos Cacuilo e Capenda, numa sociedade constituída pela parceria entre a estatal Endiama (32%), a Rosa e Pétalas (28%) e a Lucapa Diamond (40%), que é também operadora da mina.
"Continuamos a avançar sistematicamente com esforços para localizar a fonte primária de diamantes, com um programa de perfuração contínuo financiado com os fortes retornos gerados pelas operações de mineração aluvial de Lulo", explicou Stephen Wetherall, diretor da mina, acrescentando que, de uma lista inicial com mais de 200 anomalias, a prospeção centra-se atualmente em "70 alvos prioritários de perfuração".
"Continuamos a avaliar maneiras de acelerar este programa de perfuração e amostragem sistemática, uma abordagem que acreditamos oferece a melhor oportunidade para desbloquear o verdadeiro valor do Lulo", apontou ainda o responsável.
Este anúncio, feito em conjunto com a descoberta de outro diamante de grandes dimensões, com 78,61 quilates, num outro aluvião do Lulo, surge precisamente na semana em que o maior diamante encontrado em Angola, no mesmo campo mineiro, vai ser leiloado.
O diamante foi comprado em 2016 pela joalharia suíça De Grisogono, de Isabel dos Santos e Sindika Dokolo, e transformado numa joia rara de 163,41 quilates que será leiloada na terça-feira.
O diamante, o 27.º maior em todo o mundo, tinha originalmente 404,2 quilates e sete centímetros de comprimento quando foi encontrado, em fevereiro de 2016, pela empresa mineira australiana no campo do Lulo.
Segundo informação da Christie's, que vai conduzir o leilão, a realizar em Genebra, o diamante foi transformado por uma equipa de 10 especialistas e incorporado num colar - constituindo duas joias -, depois de os estudos realizados pelo Gemological Institute of America (GIA), em Nova Iorque, terem comprovado a sua "extrema raridade" e relevância.
Trata-se igualmente do maior diamante do género a ser levado a leilão, segundo a Christie's.
Em maio de 2016, o empresário e colecionador de arte Sindika Dokolo, marido da empresária Isabel dos Santos, sócios na De Grisogono, confirmou à Lusa que comprou, através daquela joalharia suíça, o maior diamante encontrado em Angola.
"Confirmo essa informação", disse o empresário, sem adiantar mais pormenores, nomeadamente os valores envolvidos no negócio.
Conhecido colecionador de arte, Sindika Dokolo comprou há cerca de cinco anos 75% da joalharia De Grisogono, através da Victoria Holding Limited (criada em 2010 numa parceria entre Dokolo e a Sodiam (Sociedade de Comercialização de Diamantes de Angola), por 100 milhões de dólares (85 milhões de euros).
As companhias de diamantes angolana Endiama (estatal) e australiana Lucapa anunciaram a 01 de março, em comunicado, a venda deste diamante.
"A pedra de 404 quilates vendeu-se por 16 milhões de dólares [13,6 milhões de euros], o que representa um espetacular preço de 39,5 dólares por quilate, um recorde para um diamante branco extraído da mina do Lulo", lê-se no comunicado da empresa australiana.
Aquando da descoberta, a Endiama anunciou que a venda contribuirá para as contas do Estado.
Depois do petróleo - cujas receitas caíram para metade desde 2015, devido à crise da cotação do barril de crude -, os diamantes são o segundo produto de exportação de Angola

Fonte:DN/Lusa

Identificação das Pedras Preciosas Lapidadas

Identificação das Pedras Preciosas Lapidadas

Pércio de Moraes Branco




Quem compra uma joia com pedra preciosa obviamente quer ter certeza de que a pedra que está levando é de fato o que o vendedor diz ser. Mas como saber se aquela linda gema azul é mesmo uma água-marinha e não um topázio azul, também valioso, porém mais barato? Como saber se a pedra incolor, tão brilhante, é um diamante, não uma zircônia cúbica, uma safira incolor, um zircão ou outra gema ainda mais barata? E, mesmo tendo certeza de que a esmeralda que está comprando é de fato esmeralda, como saber se é natural ou sintética? O simples exame visual infelizmente não permite responder a nenhuma dessas perguntas. Apenas olhando, salvo poucas exceções, não se pode dizer com certeza que gema está sendo observada. O que fazer então?


Medidas de Precaução
O consumidor que preza seu rico dinheirinho deve antes de tudo fazer a compra numa empresa que julgue digna de confiança. Ele provavelmente pagará mais caro do que comprando a mesma gema numa joalheria pequena e desconhecida, mas empresas que zelam por sua imagem não querem correr o risco de uma acusação por fraude. Uma segunda medida é pedir sempre, seja onde for, nota fiscal discriminando bem o produto.
A terceira é pedir um certificado de garantia. Empresas pequenas talvez não forneçam esse documento, mas as maiores o fazem. A Associação Brasileira de Normas Técnicas - ABNT estabeleceu um modelo para esse documento (o qual pode ser visto ao final desta página). Os vendedores não precisam fornecer certificado exatamente igual, mas as informações mínimas que ele deve conter são as especificadas pela ABNT. Por fim, é bom lembrar que, sempre e em qualquer circunstância, quem compra uma joia ou gema está protegido pelo Código de Defesa do Consumidor.


Exame Técnico
Mesmo tendo a nota fiscal e o certificado de garantia, o comprador de joias pode querer ter a certeza de que lhe venderam a pedra preciosa que pediu. O que fazer então?
Nesse caso, ele deve levar a peça adquirida a um laboratório gemológico. Ali, um gemólogo terá condições de examinar a gema e identificá-la corretamente. O comprador terá uma despesa adicional, mas bem menor do que o valor pago pela joia. O que o gemólogo faz para identificar a gema? Com o uso de vários equipamentos, ele medirá as propriedades físicas da pedra através de exames não destrutivos, isso é, que não danificam o material examinado.
Com um polariscópio, ele verá se a gema é isótropa ou anisótropa. Gema isótropa é aquela que a luz atravessa com mesma velocidade, seja em que direção for - como as granadas, o diamante, a fluorita e o espinélio. A maioria das pedras preciosas são anisótropas, ou seja, a luz as atravessa com uma velocidade que varia conforme a direção.

Polariscópio
Polariscópio
Refratômetro
Refratômetro
Dicroscópio
Dicroscópio
 Lâmpada de luz ultravioleta
Lâmpada de luz ultravioleta

Com um refratômetro ele medirá a principal propriedade da gema, que é o índice de refração. Cada gema tem um valor para esse índice (se for isótropa) ou um intervalo de variação (se for anisótropa). As gemas anisótropas podem mostrar uma cor quando olhada numa direção e outra cor ou outro tom da mesma cor quando olhada em direção diferente daquela (fenômeno chamado pleocroísmo). Mas essas diferenças são tão sutis que não se consegue perceber a olho nu.
O dicroscópio, um pequeno instrumento de uns 5 cm de comprimento, mostra essa variação, se houver, exibindo as duas cores lado a lado. A existência ou não de fluorescência e fosforescência é determinada através de lâmpada de luz ultravioleta. Essas duas propriedades são, como outras, insuficientes para identificar uma gema, mas auxiliam, complementando o exame.
Com líquidos pesados (bromofórmio, iodeto de metileno, entre outros), o gemólogo pode determinar a densidade da gema, propriedade importante na sua identificação e que ajuda a distinguir as diferentes espécies de granada por exemplo.
Os refratômetros não costumam medir índices de refração muito altos, como o do diamante. Para identificar então essa importante gema há aparelhos específicos, chamados condutivímetros.
Condutivímetro
Condutivímetro
Eles medem a condutividade elétrica ou térmica da gema e informam num visor se é diamante, zircônia cúbica ou outra imitação.
Para distinguir especificamente uma esmeralda de outras gemas verdes há um dispositivo chamado filtro de Chelsea. Vista através dele, a esmeralda fica vermelha, enquanto as demais gemas verdes (com duas exceções) continuam verdes.
Para identificação de gemas sintéticas usa-se o microscópio gemológico, no qual o gemólogo procura ver as inclusões (imperfeições) eventualmente existentes e as feições (como bolhas de ar, linhas de crescimento etc). Os filtros de Hanneman (abaixo) são usados para várias gemas. Um identifica gemas de cor vermelha; outro, as de cor azul; outro, as diferentes esmeraldas sintéticas etc.
Como se vê, há um bom número de recursos ao alcance do gemólogo para identificar uma gema lapidada. Mas, lamentavelmente, existem poucos laboratórios gemológicos no país. A principal razão disso é que os equipamentos aqui descritos não são fabricados no Brasil e, como a procura por eles é pequena, sua importação não se mostra um negócio interessante.




Modelo de Certificado de Garantia da ABNT






Fonte: CPRM

"Solução para a Oi ainda é uma interrogação", diz presidente da Anatel

"Solução para a Oi ainda é uma interrogação", diz presidente da Anatel

O presidente da Anatel, Juarez Quadros, diz não ver uma solução clara no horizonte para os problemas da operadora Oi (BOV:OIBR4), que está em recuperação judicial há um ano e cinco meses, com dívida total de R$ 64 bilhões. Apesar de ter sido criado um grupo especial para tentar buscar uma solução alternativa para o atual plano de recuperação judicial da tele, Quadros diz que existe, no momento, uma interrogação.
Encontrar uma equação para definir o caminho da companhia até a assembleia-geral da Oi, marcada para 7 de dezembro, será desafiador. Além da tarefa de equilibrar interesses – do governo, dos acionistas e dos credores, por exemplo -, o presidente da Anatel diz que a empresa está ficando para trás quando em sua operação. “Espero que se encontre uma solução, pois a empresa está sangrando, perdendo mercado e clientes corporativos.”
Leia, a seguir, os principais trechos da entrevista:
Com o adiamento da assembleia geral de credores para dezembro, será possível equacionar o problema da Oi?
Não sabemos se a Oi terá uma solução encaminhada até dezembro, e a segunda convocação da assembleia ficou para fevereiro. Espero que até lá se tenha uma solução, pois a empresa está sangrando, perdendo mercado e muitos clientes corporativos, que rendem receitas significativas. A Oi tem a maior capilaridade (entre as companhias de telefonia), mas precisa fazer upgrade (atualização) das tecnologias. As concorrentes estão investindo em fibra óptica para a internet, enquanto a rede da Oi oferece velocidades baixas.
Quais as possibilidades que o grupo de trabalho da AGU analisa para a Oi?
O trabalho que a AGU está tentando realizar é elogiável, mas muito difícil. O pagamento dos créditos públicos tem uma regra, que é parcelar em cinco anos com correção pela Selic. A Oi quer mais prazo e correção menor, mas não há cobertura legal para isso. Por isso, a ministra Grace Mendonça recebeu essa tarefa relativamente complexa de tentar uma solução para os créditos públicos. Eu reconheço: cinco anos de prazo, com Selic, a empresa não consegue cumprir. O problema é que os créditos privados são superiores aos créditos públicos, e para eles, tem de haver solução de mercado. O tempo que o juiz concedeu foi com muita prudência, porque o que se nota é que não há uma equação montada. No momento, há uma interrogação.
Por que é tão difícil encontrar uma solução para a Oi?
A dificuldade é equilibrar as coisas, pois o governo federal não pode conceder nenhum deságio sem cobertura legal. É difícil chegar a uma proposição que permita qualquer deságio. Há muitos atores envolvidos, como credores internacionais, bancos públicos e privados, os atuais donos e acionistas minoritários. Todas as equações dificultam a solução, e a tarefa de propor um plano de recuperação que atenda a todos os interesses é delicada. Coitada da ministra ter de administrar tudo isso. Mas ela tem experiência na defesa dos interesses da União em tribunais superiores e por isso foi escolhida pelo presidente Michel Temer.
Na semana passada, a Anatel aplicou mais uma multa de R$ 21,7 milhões à Oi. Isso não piora a situação?
A votação prestigia o consumidor. No caso, houve dano ao consumidor em serviço que, à época, era importante. Não se pode conceder tratamento diferente, mesmo que o tempo hoje seja outro. O serviço foi interrompido, o consumidor teve prejuízo, cabia indenização e se pede no voto que a empresa realmente demonstre se devolveu os valores devidos naquele tempo. A empresa não podia ter cortado o serviço. Foi uma sucessão de erros por parte da operadora.
Como foi possível a situação chegar a esse ponto?
O problema é a lei brasileira de recuperação judicial. Nos EUA, o credor pode pedir a abertura do processo, e aqui, só o devedor. É uma diferença enorme e aí está o problema.
A China Telecom é a única operadora que manifestou interesse na Oi. É a melhor solução?
A China Telecom tem escala para fazer uma entrada na operação, mas eles impõem condições para entrar em qualquer negócio. Eles são uma estatal e não vão fazer algo que gere prejuízo para o governo chinês. Eles querem uma série de condicionamentos e não podemos garantir nenhum deles, pois isso não é competência da Anatel. O ideal é que haja um investidor que se apresente com garantias, como carta-fiança ou fiança bancária, mas qualquer investidor quer a garantia de sucesso na aprovação de um plano pela assembleia geral de credores e, no momento, quem tem que apresentar esse plano é a companhia. Há hipótese de outros interessados apresentarem planos alternativos, mas isso vai depender do juiz que conduz o processo: se aceita o plano da companhia ou se, na hora da assembleia, aceita um eventual plano alternativo. O juiz é soberano nesse processo.
O que faltou na gestão da Oi?
Desde sua origem, faltou avaliação estratégica sobre o negócio. No leilão de 1998, a Telemar e a Brasil Telecom tiveram investidores financeiros, diferentemente dos outros grupos que eram grandes operadores com interesse em ampliar seus negócios em telecomunicações. Quando o governo Lula permitiu a fusão das duas empresas e a criação da Oi, houve o novo erro estratégico de unir dois grupos com dívidas. Na fusão com a Portugal Telecom, em 2013, todos imaginavam que o aporte de recursos serviria usado para investimentos e operações, mas foi usado para retirar dois grupos empresariais. Foi aí que a dívida começou a aumentar e o investimento a cair. A Anatel instaurou um gabinete de crise em 2014 e começou a levantar os problemas. Até daria para fazer algo, mas quando a empresa entrou com o pedido de recuperação judicial, ela bloqueou qualquer ação.
O Conselho de Administração da Oi afrontou a Anatel ao nomear novos diretores e retirar o poder dos anteriores?
É uma maneira de jogar. Não vejo como afronta, mas é realmente uma maneira de eles protegerem seus interesses.
As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Fonte: Jornal ADVFN

Joesley põe à venda ilha em Angra e apartamento em NY

Joesley põe à venda ilha em Angra e apartamento em NY

joesley-11: Joesley Batista: empresário e o irmão Wesley Batista foram presos preventivamente em setembro na Operação Tendão de Aquiles© Reuters Joesley Batista: empresário e o irmão Wesley Batista foram presos preventivamente em setembro na Operação Tendão de Aquiles

São Paulo – Joesley Batista, sócio do grupo J&F com o irmão Wesley Batista, está colocando à venda alguns de seus itens mais luxuosos, segundo a coluna de Lauro Jardim no veículo O Globo.
Batizado do “feirão do Joesley” por Jardim, os desapegos incluem um apartamento na cidade de Nova York em frente ao Museu de Arte Moderna (MoMA). A residência possui cinco quartos e uma área de 685 metros quadrados. O imóvel é avaliado em 45 milhões de reais.
Além do apartamento, também está a venda uma ilha em Angra dos Reis, no Rio de Janeiro. Ela foi comprada por Joesley Batista em 2013 e inaugurada com um show da dupla sertaneja Bruno e Marrone, de acordo com O Globo. A ilha é avaliada em 25 milhões de reais.
Completam a lista o iate batizado de “Why not”, com 30 metros de comprimento, avaliado em 10 milhões de reais.

Histórico

Os empresários Joesley e Wesley Batista, do Grupo J&F (que inclui a JBS), foram presos preventivamente em setembro na Operação Tendão de Aquiles, por suposta prática do crime de insider trading, uso de informação privilegiada para lucrar no mercado financeiro.
Os irmãos Batistas teriam lucrado cerca de R$ 100 milhões com compra de dólar no mercado futuro e a termo, além de terem deixado de perder R$ 138 milhões com o processo de venda e recompra de ações da JBS, nas vésperas da divulgação da delação dos empresários no dia 17 de maio, afirmaram procuradores do Ministério Público Federal.
O ministro Rogerio Schietti Cruz, do Superior Tribunal de Justiça (STJ), negou pedidos de liminar em habeas corpus impetrados em favor dos irmãos e sócios.

Fonte: Reuters

Escala de Mohs

A dureza é uma propriedade mecânica da matéria sólida que determina sua resistência ao risco. No campo da Mineralogia, para quantificar a dureza de um mineral, utiliza-se a Escala de Mohs. Essa escala foi desenvolvida pelo mineralogista alemão Friedrich Mohs no ano de 1812 e é formada por 10 minerais organizados em ordem crescente de dureza. Observe:
escala
escala de mohsPela Escala de Mohs, qualquer mineral risca o anterior e é riscado pelo próximo. O talco é o mineral de menor dureza da escala, por isso, pode ser riscado por qualquer um dos demais. Já o diamante, é o mais duro, sendo assim, risca todos os outros minerais e não pode ser riscado por nenhum deles, apenas por outro diamante.

Outro exemplo: ao atritarmos um fragmento de ferro a um tijolo, percebemos que o fragmento de ferro é capaz de provocar sulcos no tijolo, ou  seja, é capaz de riscar o tijolo, e não o contrário. Assim, concluímos que o ferro é mais duro do que o tijolo.
Para determinar a dureza de um mineral através da Escala de Mohs é necessário riscar o mineral padrão (da escala) com o mineral que se deseja classificar e verificar qual deles apresentou o risco em sua superfície. A unha, por exemplo, risca o talco e o gesso, mas é riscada pela calcita e, desta forma, apresenta uma dureza de 2,5. A ardósia, utilizada na fabricação do quadro negro, pode riscar o topázio, mas não o coríndon, e, por isso, encontra-se no nível 8,5 da escala.
Na prática, identificar a dureza de um mineral é um fator importante ao escolher o tipo de matéria prima mais adequada para diferentes produções. Um exemplo disso é a aplicação do granito na fabricação de pisos, em vez do mármore. O mármore é constituído principalmente por calcita, cuja dureza é 3, enquanto o granito é formado por quartzo e feldspato, que apresentam dureza de 7 e 6, respectivamente. Um piso composto de mármore seria facilmente riscado, o que não acontece com o granito.
Entretanto, essa escala não corresponde a real dureza do mineral, fato já conhecido por Mohs. Isso quer dizer que não é possível, a partir da escala, afirmar-se que o mineral de número 10 é dez vezes mais duro do que o mineral de número 1, visto que a dureza entre os materiais não ocorre de maneira tão uniforme. Entre os níveis 9 e 10, essa diferença se acentua ainda mais, uma vez que o diamante é cerca de 7 vezes mais duro que o seu antecessor, o coríndon. Apenas pode-se estabelecer uma classificação qualitativa entre os mesmos.
Particularmente ao mineral de menor dureza, o talco, apresenta fórmula molecular Mg3Si4O10(OH)2 e pode ser arranhado com a unha. Já o mineral de maior dureza, o diamante, é formado por átomos de carbono, entrelaçados uns aos outros em um retículo cristalino muito eficiente, e pode riscar a qualquer outro material natural, não se deixando riscar por nenhum deles.

Fonte: Geologo.com