segunda-feira, 13 de novembro de 2017

Petrobras: disputa de US$ 5 bi pelos gasodutos da companhia

Petrobras: disputa de US$ 5 bi pelos gasodutos da companhia

Lauro Jardim, em sua coluna no jornal O Globo, afirma que a disputa pelos gasodutos da Petrobras (BOV:PETR4), que ligam Macaé ao Nordeste, esquentou. O fundo australiano entrou na disputa contra o Itaú Unibanco (BOV:ITUB4) e a canadense Brookfield (TSX:BAM.A) oferecendo US$ 5 bilhões pela malha.
Outras notícias importantes do dia:
• Relatório Focus do Banco Central: PIB deve crescer 0,73% em 2017, com inflação de 4,12% ao final do ano.
• A Petrobras vai reduzir os preços do diesel em 0,2% e elevará os da gasolina em 1,2%.
• A Recrusul decidiu aderir ao Programa Especial de Regularização Tributária, que permite pagamentos à vista, parcelamento de impostos tributários federais com descontos especiais e utilização de prejuízo fiscal para pagamento parcial dos tributos. A companhia não divulgou os efeitos monetários da decisão.
• A Cosan ajustou projeções e estima EBITDA entre R$ 4,75 e R$ 5,25 bilhões para 2017.
• A Renova recebeu uma proposta vinculante para aporte primário na companhia da canadense Brookfield, no valor de R$ 1,4 bilhão, ao preço de R$ 6,00 por unit. A oferta inclui earn-out de até R$ 1,00 por unit, relativo a qualquer valor recebido pela companhia decorrente de ajuste futuro no preço de venda do Complexo Eólico Alto Sertão II.
• A Biotoscana adquiriu o laboratório argentino Dosa por aproximadamente R$ 100 milhões.
• A B3 reduziu a previsão das despesas com depreciação e amortização e investimentos em cerca de 10% para 2017 com a postergação da entrada em operação de alguns projetos.
• A Log-In reestruturou sua dívida financeira de R$ 490 milhões com o Banco do Brasil, Bradesco, Itaú Unibanco e Santander.
• A Cemig recebeu propostas não vinculantes relacionadas ao processo de desinvestimento, como resultado da primeira fase de acesso aos documentos e informações de subsidiárias da companhia. As propostas estão em análise interna para eventual seleção para a próxima fase, de diligência e visitas técnicas.
• A Restoque aprovou a realização de oferta pública de distribuição primária de até 4,98 milhões de ações. Estima-se que o preço por ação ficará entre R$ 38,50 e R$ 42,50.
• O Banrisul optou por descontinuar a divulgação de projeções sobre desempenho futuro com a possibilidade da realização de uma oferta pública pelo controlador do banco, o Estado do Rio Grande do Sul.
• A B3 registrou lucro consolidado de R$ 336,34 milhões no terceiro trimestre de 2017 (+14,9% em 12 meses).
• A Cesp reverteu ganhos e registrou prejuízo de R$ 185,83 milhões no terceiro trimestre de 2017.
• A Cosan registrou lucro consolidado de R$ 568,98 milhões no terceiro trimestre de 2017 (+38,4% em 12 meses).
• A Forjas Taurus não conseguiu reverter perdas e registrou prejuízo consolidado de R$ 18,48 milhões no terceiro trimestre deste ano.
• A Viver, em recuperação judicial, reverteu perdas e registrou lucro consolidado de R$ 18,31 milhões no terceiro trimestre de 2017.

 Fonte: Jornal ADVFN

A água-marinha

Variedade azul a azul-esverdeada do mineral berilo, seu nome deriva dos termos aquaemarine, significando água do mar, em alusão a sua cor.
A água-marinha é, certamente, a gema mais característica e representativa do Brasil, que deteve a supremacia histórica da produção mundial durante todo o século XX, suprindo o mercado joalheiro e os acervos dos principais museus de mineralogia ao redor do mundo neste período.
Apesar de continuarem havendo ocorrências significativas no Brasil, considerável parte da produção atual é proveniente de países do continente africano.
A água-marinha ocorre tipicamente em pegmatitos, rochas de composição mineralógica semelhante à dos granitos, mas formadas por cristais muito maiores, bem como em depósitos secundários originados do tipo precedente.
Em Minas Gerais, maior produtor do país, existem inúmeras ocorrências de água-marinha que proporcionam belíssimos espécimes de coleção e exemplares lapidados, nos Vales dos Rios Jequitinhonha, Doce e Mucuri, além de Santa Maria do Itabira. No Rio Grande do Norte há uma ocorrência significativa de água-marinha no município de Tenente Ananias.
A água-marinha de cor verde ou verde-azulada, devida ao elemento ferro, passa a azul, que tem maior aceitação comercial, mediante tratamento térmico a temperaturas entre 400 e 450oC, aproximadamente. Este tratamento tem uso difundido e consagrado no mercado internacional de gemas e, por ser estável, não carece de revelação ao público consumidor, segundo as normas técnicas do setor de gemas e joias.
 Fonte: Geologo.com

 

domingo, 12 de novembro de 2017

Sintetizado um diamante amorfo

Sintetizado um diamante amorfo


Diamante amorfo
O diamante amorfo também é duro e transparente. [Imagem: Zhidan Zeng]

Diamante amorfo
Diamante e grafite são ambos formados unicamente de carbono. O primeiro é uma das substâncias mais duras que se conhece, enquanto o outro é mole e se desmancha com facilidade, o que permite seu uso como lubrificante.
O que diferencia um do outro é a estrutura cristalina, a forma como os átomos de carbono se organizam. No diamante, eles se arranjam em uma estrutura precisa, que se repete ao longo de todo o cristal. No grafite, não há estrutura cristalina, o que lhe dá o nome de "material amorfo".
Agora, Zhidan Zeng, do centro de pesquisas HPSTAR, na China, especializado em materiais sob alta pressão, sintetizou um material que ela chama de "diamante amorfo".
É um material de carbono, duro como o diamante, mas sem a estrutura cristalina repetitiva. Os átomos de carbono se unem por ligações conhecidas como sp3, típicas do diamante, e não por sp2, típicas do carvão ou do grafite, mas ainda assim criando uma estrutura amorfa.
Outros elementos semelhantes ao carbono - germânio e silício, por exemplo - possuem formas que são inteiramente constituídas de ligações sp3, extremamente fortes, e ainda assim são amorfas. Mas, até agora, uma fase similar de carbono nunca havia sido sintetizada.

Propriedades incríveis
Zeng conseguiu o feito levando uma forma estruturalmente desordenada do carbono, conhecida como carbono vítreo, a uma pressão 5.000 vezes maior do que a pressão atmosférica (50 gigapascals) e a temperatura de 2.780º C.
A amostra manteve sua mudança estrutural e sua incompressibilidade quando retornou à temperatura e pressão ambientes e exames de espectroscopia demonstraram que o novo material possui ligações de carbono sp3, apesar de ser amorfo e sem a ordem de um cristal.
Diamante amorfo
O material que entrou no experimento (a), carbono vítreo, e o material que saiu (b), diamante amorfo. [Imagem: Zhidan Zeng et al. - 10.1038/s41467-017-00395-w]
"Nosso diamante amorfo é denso, transparente, superforte e potencialmente superduro, com propriedades mais incríveis ainda por descobrir," disse Zeng.
Agora a equipe vai começar uma rodada de experimentos justamente para medir a dureza, força, resistência, estabilidade termal e propriedades ópticas do diamante amorfo.

Fonte:  Site Inovação Tecnológica 

Transistores de diamante levam eletrônica de potência além do silício

Transistores de diamante levam eletrônica de potência além do silício


Transistores de diamante levam eletrônica de potência além do silício
Esquema de funcionamento e foto dos protótipos do transístor de diamante de alta potência (MOSFET). [Imagem: Institut NÉEL]

Semicondutores de bandgap larga
Conforme o desempenho da eletrônica de potência baseada em silício se aproxima de sua capacidade máxima, aumenta o interesse nos semicondutores de grandes intervalos de energia, ou WBG (Wide BandGap) - esses intervalos referem-se à energia necessária para fazer um elétron sair de seu estado fundamental e passar para um estado condutor.
Considerados como significativamente mais eficientes em termos de energia, esses semicondutores emergiram como principais candidatos para o desenvolvimento de transistores de efeito de campo (FETs) para a próxima geração de eletrônicos envolvendo a conversão e o controle de energia elétrica em níveis mais elevados, como os utilizados nos veículos elétricos, nos geradores eólicos, na distribuição de energia e em uma infinidade de outras aplicações de alta potência.
O diamante é amplamente reconhecido como o material WBG ideal, devido às suas propriedades físicas, que permitem que os aparelhos funcionem a temperaturas, tensões e frequências muito mais altas, e com menores perdas de energia. Mas ainda havia desafios a vencer para seu uso prático.

Transístor de diamante
Um dos principais desafios para tirar proveito de todo o potencial do diamante em um tipo importante de FET - o MOSFET (transístor de efeito de campo de óxido metálico semicondutor) - é aumentar a mobilidade do canal de cargas positivas, ou lacunas. Essa mobilidade, relacionada à facilidade com que a corrente flui, é essencial para ligar a corrente no MOSFET - um transístor pode ficar em um estado ligado ou em um estado desligado.
Agora, uma equipe da França, Reino Unido e Japão, adotou uma nova abordagem para resolver esse problema dopando os MOSFETs de diamante com boro, o que aumentou a mobilidade das cargas positivas em 10 vezes.
"Nós fabricamos um transístor em que o estado ligado é mantido pelo canal de condução inteiro através da epicamada de diamante dopado com boro," disse Julien Pernot, pesquisador do Instituto NEEL, na França. "Nossa prova de conceito abre caminho para explorar plenamente o potencial do diamante para aplicações MOSFET".
Pernot observa que o mesmo princípio pode ser aplicado a outros semicondutores WBG: "O boro é a solução de dopagem para o diamante, mas outras impurezas dopantes provavelmente seriam adequadas para permitir que outros semicondutores de grande intervalo de banda alcancem um regime estável de depleção profunda".
O resultado foi tão bom que os pesquisadores criaram uma empresa, a DiamFab, para começar a comercializar os transistores MOSFET de diamante.
Fonte: Inovação Tecnológica 

Saiba quais são as estatais mais bem avaliadas em gestão pelo governo

Saiba quais são as estatais mais bem avaliadas em gestão pelo governo

A Secretaria de Coordenação e Governança das Empresas Estatais (Sest), do Ministério do Planejamento, Desenvolvimento e Gestão, lançou hoje (10) um instrumento de acompanhamento da qualidade de gestão das empresas estatais federais de controle direto da União, o Indicador de Governança (IG-Sest). Os resultados do primeiro ciclo de avaliação, envolvendo 48 empresas, foram divulgados hoje (10).
Petrobras (PETR3) (PETR4) e Banco do Brasil (BBAS3) são as empresas que receberam nota 10 no índice. Junto com elas, no nível 1 de classificação, estão Banco da Amazônia (Basa), Banco do Nordeste, Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Caixa Econômica Federal, Eletrobras (ELET3) (ELET6) e Empresa Gestora de Ativos (Emgea).
São quatro níveis de governança. No nível 2 estão Casa da Moeda, Companhia de Docas do Pará, Empresa Brasil de Comunicação (EBC) e Serviço Federal de Processamento de Dados (Serpro).
De zero a 10, a média das notas das estatais foi de 4,02 no índice de governança. “Vê-se claramente um espaço muito grande para melhoria. Esse é um efeito positivo do índice, à medida que as empresas vão se vendo dentro do índice, onde estão falhando, vão tendo a necessidade de evoluir”, disse o ministro do Planejamento, Dyogo Oliveira. “Não podemos acusar as empresas que não foram bem-sucedidas, porque antes não se tinha noção de qual era o parâmetro. A partir de agora, elas vão buscar esse padrão e a cada avaliação o índice vai melhorando.”
A Sest fará ciclos de avaliação do indicador a cada três meses, em três dimensões: Gestão, Controle e Auditoria (nota média de 5,59 neste primeiro ciclo); Transparência das Informações (média de 3,22); e Conselhos, Comitês e Diretoria (média de 1,85). A partir das informações apresentadas pela empresa e checadas pela secretaria, são atribuídas notas que classificam e certificam a empresa estatal em um dos quatro níveis de governança do IG-Sest.
No total, a União controla 150 empresas, e todas serão incluídas nas próximas rodadas de avaliação. O próximo ciclo será divulgado em março de 2018.

Empresas não dependentes

As empresas com orçamento não dependente do Tesouro Nacional tiveram um desempenho mais positivo neste primeiro ciclo. “O que significa que devemos concentrar esforços sobre as estatais dependentes, que devem evoluir e melhorar sua gestão. É o motivo para ter esse tipo de indicador, porque dá o mapa de onde devemos atuar com mais dedicação”, disse Oliveira.
Para ele, o fato de as empresas dependentes terem um maior nível de restrição não deve limitar a busca pela qualidade na administração. “O fato de depender do orçamento público é mais um motivo para que tenha gestão de excelência”, afirmou.
O ministro explicou que, embora o prazo legal para o cumprimento dos requisitos da Lei de Responsabilidade das Estatais (Lei 13.303/2016) seja 30 de junho de 2018, quem já cumpriu os critérios está naturalmente bem classificado no IG-Sest. “Não quer dizer que quem não está bem classificado não está cumprindo a lei, já que ainda tem prazo”, explicou.
Oliveira ressaltou que o objetivo do indicador é premiar os gestores com desempenho superior e ajudar o restante a desenvolver melhorias na gestão e não têm como finalidade ser um referencial para tomada de decisão quanto à oferta de compra e venda de qualquer valor mobiliário ou instrumentos financeiros das empresas.
Fonte: Jornal ADVFN