sábado, 18 de novembro de 2017

Cuidado Chile, Argentina de Macri quer ser estrela da mineração

Cuidado Chile, Argentina de Macri quer ser estrela da mineração


Durante décadas o  Chile desenvolveu uma indústria de mineração invejada em todo o continente americano. Agora, há mais alguém querendo buscando protagonismo no  setor: a vizinha  Argentina. No governo do presidente Mauricio Macri as oportunidades para as mineradoras estão melhorando. Macri assumiu o cargo há dois anos prometendo desfazer políticas protecionistas e atrair investidores.
Essas medidas se refletem nos ajustes que ele estaria planejando em uma lei que protege as geleiras andinas da  Argentina. As mudanças poderiam ajudar a investirUS$ 18 bilhões em projetos paralisados, informou o jornal La Nación, na quarta-feira. O Chile, por sua vez, está debatendo uma legislação para reforçar suas leis ambientais.
Em meio a isso está Pascua-Lama, o  projeto de extração de ouro e prata da Barrick  Gold que se estende em ambos os lados da fronteira norte dos dois países. Enquanto continua fechado no  Chile por contratempos jurídicos e ambientais, na  Argentina de Macri o projeto avança e a  empresa se prepara para iniciar perfurações exploratórias neste mês com a nova parceira Shandong Gold Mining.
Por fim, há o lítio de que Elon Musk precisa para levar a revolução dos carros elétricos adiante, sem contar as  baterias para armazenamento de energias solar e eólica.
A Argentina está fazendo o possível para impulsionar as operações de lítio na salmoura de salinas localizadas em altitudes elevadas e empresas como Orocobre e Soc. Química & Minera de Chile estão acelerando as operações. No Chile, onde o lítio é considerado “estratégico” e as produtoras precisam de autorização da Comissão de Energia Nuclear, a SQM está em meio a uma batalha contratual com as autoridades relacionada à sua principal licença para explorar o metal macio.
Fonte: Bloomberg

   

Assinatura de termo aditivo abre caminho para indenizações de atingidos pela tragédia de Mariana

Assinatura de termo aditivo abre caminho para indenizações de atingidos pela tragédia de Mariana


O Ministério Público Federal (MPF), o Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) e as mineradoras Samarco, Vale e BHP assinaram um Termo de Ajustamento Preliminar que pode facilitar o repasse das indenizações aos atingidos pelo rompimento da Barragem do Fundão em 2015, ao longo do Rio Doce.
O MPF apresentou mais detalhes do documento em uma entrevista coletiva na manhã desta sexta-feira. Segundo o procurador da República e membro da Força-Tarefa Rio Doce, Edmundo Antônio Dias,  entidades que representam os atingidos pela tragédia e universidades começaram uma interlocução sobre os termos ainda em março. “Os danos do pescador não são menores do que o ambiental, mas vamos começar por eles. Procuramos com as tratativas de quase 50 reuniões envolver ao máximo os atingidos. Ontem, às 18h, o aditivo foi firmado tendo como principal questão a centralidade da vítima”, informou.
O termo foi construído sobre três eixos: meio ambiente, socioeconômico – contemplando cidadania e direitos humanos, e monitoramento dos 41 programas da Fundação Renova, criada pela Samarco para reparação dos danos causados pelo desastre. Segundo o MPF, a ênfase está no segundo eixo,  pois ele prevê a constituição de assessorias técnicas (ATs) que vão trabalhar para traduzir os interesses das pessoas de diferentes comunidades prejudicadas pela lama da mineração ao longo de todo o Rio Doce. Uma delas já foi criada em Mariana, a partir de um processo que tramita na Justiça Estadual, e a outra está em Barra Longa, que foi mais atingida na área urbana.
Os contratos com as assessorias técnicas serão realizados por meio de uma entidade de gestão criada pelo grupo de trabalho Fundo Brasil de Direitos Humanos. As vítimas do rompimento da barragem argumentam que as Ats são entidades de confiança, já que permitem sua participação. De acordo com o MPF, eles criticam uma falta de aproximação da Renova, e também cadastros com perguntas de difícil compreensão.“São danos que não são apenas materiais, mas morais e espirituais, como os Krenak. Um dos pedidos é a conclusão da demarcação do território de Sete Salões para os índios, que será uma compensação”, explicou Edmundo Antônio Dias. Também cabe ao Fundo Brasil a mobilização para audiências públicas. Serão pelo menos 15 em toda a bacia a partir das quais cada comunidade escolhe sua assessoria técnica.
Fonte: EM

Lítio está à espera de estratégia desde Março

Lítio está à espera de estratégia desde Março


O relatório com as conclusões do “Grupo do Lítio”, um grupo de trabalho criado para  “identificar e caracterizar as ocorrências do depósito mineral de lítio em Portugal” e as actividades económicas associadas, bem como “avaliar a possibilidade de produção de lítio metal”, foi entregue já em Março.
Este grupo, constituído pelas várias entidades que intervêm neste sector (DGEG – Direção-Geral de Energia e Geologia, LNEG – Laboratório Nacional de Energia e Geologia, EDM – Empresa de Desenvolvimento Mineiro, ANIET – Associação Nacional da Indústria Extractiva e Transformadora e Assimagra -  Associação Portuguesa dos Industriais de Mármores e Granitos) acabou a sugerir uma espécie de plano de fomento mineiro que pudesse potenciar a  valorização deste recurso mineral em Portugal  e fomentar a sua exploração. Porém, a nova estratégia nacional para o lítio ainda não saiu do circuito legislativo, apesar de até já no Parlamento, o ministro da Economia, Manuel Caldeira Cabral, ter levantado o véu da estratégia que o Governo pretende seguir.
O ministro referiu que o novo plano para o lítio inclui “uma maior responsabilização” dos privados, “para que as concessões sejam integradas em projectos em que não haja apenas extracção do minério” e avançou que o Governo pretendia “alterar a forma como são dadas as concessões nesta área”. Ao que o PÚBLICO apurou, a intenção do Governo é passar a lançar concursos públicos para seleccionar os candidatos a trabalhar uma concessão mineira.
Fonte: Público PT

Vale vai cortar investimentos em segmentos de baixo retorno, diz presidente-executivo

Vale vai cortar investimentos em segmentos de baixo retorno, diz presidente-executivo

Negócio de níquel está entre os que deixarão de receber recursos, afirmou Fabio Schvarstman.



Vale vai interromper novos investimentos em segmentos de baixo retorno, como seu negócio de níquel, disse o presidente-executivo da mineradora, Fabio Schvarstman, nesta quarta-feira (15).
  • Vale diz que recebeu propostas por projeto de níquel Nova Caledônia
Schvarstman afirmou a investidores em uma conferência em Nova York que espera que os preços do níquel se recuperem a médio prazo, à medida que a demanda pelo metal avança, graças à demanda dos produtores de baterias.
Schvartsman disse ainda esperar que o diferencial de preço entre as ações da Vale e de suas concorrentes se reduza nos próximos meses, com a migração da empresa para uma única classe de ações.
Fonte: G1









BHP quer sair do setor de “shale” em dois anos

BHP quer sair do setor de “shale” em dois anos


BHP Billiton disse nesta quinta-feira que pretende acabar completamente com seu negócio de “shale oil” em terra, um tipo de petróleo não convencional, que passa por dificuldades, nos próximos dois anos e que também está em busca de um comprador para seu negócio de níquel na Austrália.
O novo impulso para sair de ambos os segmentos, que a maior mineradora do mundo já não considera como estratégicos, vem à medida que os preços do petróleo e do níquel registram recuperação no mercado. “A Nickel West não é essencial, o ‘shale’ não é essencial”, disse o CEO da BHP, Andrew Mackenzie, a jornalistas na sequência da reunião anual da empresa em Melbourne.
Os preços do níquel estão cerca de 16 por cento acima dos níveis de janeiro, enquanto os do petróleo subiram em torno de 9 por cento. “Consideramos que veremos preços razoáveis para o petróleo no futuro, o que é bom para os negócios que retemos e também para o processo de vendas”, disse Mackenzie.
A BHP entrou no negócio de “shale” no auge do boom do setor, em 2011, e investiu bilhões no desenvolvimento das operações. Uma queda subsequente nos preços do petróleo, contudo, resultou em amortização antes de impostos de cerca de 13 bilhões de dólares.
Uma saída do negócio de “shale” é uma das principais demandas de acionistas ativistas liderados pela Elliott Management, com sede em Nova York, que têm pressionado por uma mudança de estratégia na mineradora global. A BHP adquiriu a Nickel West em 2005, e diversas tentativas de vendê-la no passado falharam.
Fonte: Exame