sábado, 18 de novembro de 2017

Com três IPOs e aumento no número de operações, setor de mineração ensaia retomada no país

Com três IPOs e aumento no número de operações, setor de mineração ensaia retomada no país


No início do ano, o setor minerário apresentava uma certa calmaria para engatar operações de M&A, em parte pela apreensão com relação às medidas regulatórias que estavam por vir. Tão logo se começou a falar sobre a revitalização do segmento, houve novamente um aumento do interesse, principalmente internacional, em projetos no Brasil.
Elaborada pela Secretaria de Geologia, Mineração e Transformação Mineral (SGM) do Ministério de Minas e Energia (MME), a análise do desempenho do setor mineral, que compreende a mineração e a indústria da transformação mineral, mostra que houve um superávit de US$ 16,5 bilhões de janeiro a setembro deste ano. No total, somam-se US$ 33,8 bilhões de exportações e US$ 17,3 bilhões de importações. Só o minério de ferro registrou um aumento de 55% no valor exportado.
Graciema Almeida, sócia do SV Law, sentiu uma movimentação no setor. “As operações de M&A, nas quais trabalhei nos últimos 3 a 4 anos, foram com empresas em dificuldade econômica que precisaram vender ativos para sobreviver ou com minas que estavam em recuperação judicial. Um cenário muito de distressed M&A. Estou notando poucas mudanças nesse perfil, mas existe uma movimentação, porque o número de casos está aumentando”.
Segundo o relatório “Mine 2017: Stop. Think.”, da PwC, o ano de 2016 marcou a retomada de lucro para as 40 maiores empresas da indústria global de mineração. O resultado líquido desse grupo foi de US$ 20 bilhões, em comparação com um prejuízo de US$ 28 bilhões em 2015. A Vale ocupa a 5ª posição nesse estudo.
Outro fato que evidencia a retomada ainda que tímida do setor, são as três Ofertas Iniciais de Ações (IPOs, na sigla em inglês) de empresas com ativos de mineração em solo brasileiro que ocorreram neste ano. São elas: a Ero Copper, companhia controladora da Mineração Caraíba, a Votorantim Metais (atual Nexa Resources) que fez um pedido de IPO nas bolsas de Nova York e Toronto, e a primeira oferta do ano, que ocorreu em junho e foi de uma empresa que possui projetos de diamantes no Brasil, a Five Star Diamonds.
Medidas que não podem ser provisórias
Há três medidas provisórias (MPs 789, 790 e 791) que mudam as regras no setor de mineração e já passaram pelas comissões mistas do Congresso, sendo transformadas em Projetos de Lei de Conversão (PLVs 38, 39 e 37, respectivamente). Até 28 de novembro, essas MPs precisam ser votadas nos plenários da Câmara dos Deputados e do Senado para serem aprovadas e transformadas em leis.
Graciema Almeida credita a inversão na ordem da conversão das MPs em PLVs ao número de emendas, de sugestões de alterações e polêmicas que cada uma acumulou. “A 791 é a que tinha menos polêmica em seu conteúdo. O objeto dela é criar a Agência Nacional de Mineração [ANM]. Isso dá supostamente mais estabilidade e menos ingerência política. Uma agência tem mais autonomia e fica voltada para o setor”.
Para Pedro Garcia, sócio da área de Mineração do Veirano Advogados, houve uma apresentação excessiva de emendas, e essas normas correm o risco de perderem a validade. Preocupação que também atinge as associações do segmento, ansiosas para saber se efetivamente essas MPs serão votadas ou não. Procurado pela redação Lexis 360, o Instituto Brasileiro de Mineração (IBRAM) disse preferir aguardar as definições no Congresso sobre as mudanças no marco regulatório para depois se pronunciar. Até o fechamento deste texto, não obtivemos resposta da Associação Brasileira das Empresas de Pesquisa Mineral (ABPM).
As medidas provisórias foram anunciadas em 25 de julho, em cerimônia no Palácio do Planalto, quando foi lançado também o Programa de Revitalização da Indústria Mineral Brasileira. Elas alteram 23 pontos no Código de Mineração. Entre eles, o aumento nas alíquotas da CFEM (de 2% para até 4%), que podem cair via decreto presidencial, e a transformação do Departamento Nacional de Produção Mineral (DNPM), responsável atualmente pela regulação e fiscalização do segmento, na agência reguladora.
Pedro Garcia concorda que houve um excesso com relação à CFEM e afirma que a agência é bem recebida por todo o setor. No entanto, alerta para a criação do Conselho Nacional de Política Mineral (CNPM) que não estava na medida provisória original (790) e surgiu com o projeto de lei de conversão (39). “Minha preocupação é que o CNPM diminua a independência da agência. Agências fracas são péssimas para os setores. Se a ANM não tiver independência, teremos um setor frágil, no fim das contas”, argumenta.
Panorama minerário
Sejam lá quais forem as regras, o governo precisa defini-las o quanto antes. Os investimentos em mineração são de longo prazo e precisam de estabilidade para serem executados, caso contrário os investidores e as grandes companhias não se arriscam. Uma empresa nova no mercado, por exemplo, leva de 10 a 12 anos para começar a produzir minérios.
Na primeira década dos anos 2000, os preços dos metais estavam altos, e o Brasil surfou nessa onda, atraindo o interesse de empresas de mineração. Depois, houve a estagnação e a combinação da crise econômica brasileira com a queda do valor dos minérios no mercado internacional. Quando a crise abateu o setor, várias empresas que tinham um portfólio grande de minérios decidiram concentrar seus esforços nos principais. Desinvestiram de outras iniciativas e, com isso, surgiram vários interessados, nacionais e internacionais.
“Quando o mercado estava em baixa, vimos os fundos abutres fazendo ofertas mais agressivas, para salvar determinados ativos, e aquisições de empresas maiores comprando participações nas menores”, lembra Pedro Garcia, do Veirano. Por ser um setor regulado e multidisciplinar — além dos direitos societário e minerário, envolve o ambiental, o imobiliário e um tributário específico (CFEM, etc) —, o minerário possui aspectos específicos que devem ser tratados nas operações.
Particularidades do setor
Um deles é o fato de investigar e lidar com eventuais direitos de terceiros sobre o resultado da lavra, que, por vezes, é conferido como forma de pagar uma obrigação decorrente de lei (direito do superficiário à indenização e renda) ou é negocial (alguém que financia a operação em troca de um percentual do resultado da lavra, que também é chamado de royalty). Os advogados devem levar em conta o prazo de vigência dos direitos minerários, que depende do estágio em que se encontram, e os riscos de perda desses direitos.
Em uma reestruturação societária, a transferência dos direitos minerários não é meramente societária/contratual e tem que ser requerida ao órgão competente (DNPM/ANM). Uma cláusula importante que pode aparecer nos contratos dessas operações é um non-compete geográfico, chamada de “área de interesse”, que visa impedir que as partes adquiram direitos minerários no entorno dos direitos do objeto do negócio para não criar concorrência.
Com relação às barragens, após o acidente em Fundão, ocorrido em 5 de novembro de 2015 entre os distritos mineiros de Mariana e Ouro Preto, o DNPM criou um mecanismo de controle mais rigoroso sobre as condições de segurança. “Antes de Mariana, a atenção não era tão grande em matéria de fiscalização. Por conta da repercussão e por todos os processos movidos pelo Ministério Público Federal, os órgãos têm sido muito mais rigorosos no acompanhamento da estabilidade das barragens, com relatórios quinzenais de situação e os mais detalhados que devem ser entregues a cada três ou seis meses”, explica Pedro Garcia.
Fonte: Lexis Nexis

Karmin e Votorantim podem ganhar R$ 1,46 Bi com Aripuanã

Karmin e Votorantim podem ganhar R$ 1,46 Bi com Aripuanã


A Karmin Exploration disse no dia 19-10, que o projeto polimetálico Aripuanã pode ter um valor presente líquido de US$ 461 milhões, cerca de R$ 1,463 bilhão, antes de impostos. O projeto, que tem participação majoritária da Votorantim Metais, com 70%, tem pode iniciar a lavra em 2020, diz estudo econômico preliminar (PEA, em inglês).
Os principais dados do PEA mostram que a vida útil da mina, localizada no Mato Grosso, é de 24 anos e a produção pode ser de 1,8 milhão de toneladas por ano, com a extração bruta (ROM) sendo de 37 milhões de toneladas. Os recursos medidos e indicados, no momento, são de 21,8 Mt, e os inferidos de 24,6 Mt.
O estudo considerou os dados geológicos obtidos até dezembro do ano passado, obtidos a partir de 533 furos e 142 mil metros de sondagem, obtidos pela Nexa, uma empresa controlada pela Votorantim e que antes se chamava VM Holding S.A. & Votorantim Metais.
A taxa interna de retorno (TIR) foi estimada em 19% e o VPL em US$ 461 milhões, a uma taxa de desconto de 7%, antes de impostos, e US$ 321 milhões, depois de impostos. Os custos de capital, antes da produção, foram estimados em US$ 354 milhões. A Nexa formalizou, em 10 de outubro, a intenção de ser listada nas bolsas de Nova York (Nyse) e Toronto (TSX).
As premissas de preço são de US$ 1,06 por libra de zinco, US$ 0,88 por libra de chumbo, US$ 2,74 por libra de cobre, US$ 18,95 por onça de prata e US$ 1.278 por onça de ouro. “O aumento de 10% nos preços dos metais ou de aumento no teor médio aumenta o VPL em aproximadamente 75%”, diz a análise de sensibilidade do estudo.
Segundo o comunicado da Karmin, o estudo de viabilidade do empreendimento será concluído no segundo trimestre de 2018. “Cerca de US$ 209 milhões dos fundos líquidos obtidos com a venda das ações da Nexa serão usados no desenvolvimento avançado de Aripuanã, dos quais US$ 59 milhões serão usados em 2018 e US$ 150 milhões em 2019″, diz a Karmin, que tem 30% do empreendimento.
O projeto Aripuanã pertence à Mineração Dardanelos, uma joint-venture entre a Nexa, que detém 63,3% de participação; a Milpo, que detém 7,7% e é da Votorantim; e a Mineração Rio Aripuanã, uma subsidiária da Karmin Exploration, que tem os 30% restantes.
Fonte: Top News

quarta-feira, 15 de novembro de 2017

Descoberto novo planeta suscetível de ter vida

Descoberto novo planeta suscetível de ter vida

Ross 128b é suscetível de abrigar sinais de vida, pois tem uma massa e temperatura superficial semelhantes às da Terra

Um novo planeta acaba de ser adicionado à lista ainda restrita de bons candidatos para a busca de sinais de vida além do nosso Sistema Solar, anunciou nesta quarta-feira (15) o Observatório Europeu Austral (ESO).

Este último planeta, chamado Ross 128b, foi descoberto em torno de uma estrela na constelação de Virgem, localizada a apenas 11 anos-luz do Sistema Solar (um ano-luz equivale a 9.460 bilhões de km) da Terra.
“Ross 128b está muito próximo, o que nos permitirá observá-lo com um telescópio, como o E-ELT que está em construção para 2025”, explicou à AFP Xavier Bonfils, astrônomo do CNRS no Observatório das Ciências do Universo de Grenoble.
Detectado pelo espectrógrafo HARPS, instalado no telescópio de 3,6 metros do ESO no Chile, o planeta orbita em torno de uma estrela anã (Ross 128) em 9,9 dias.
De acordo com os pesquisadores, Ross 128b é suscetível de abrigar sinais de vida: tem uma massa semelhante à da Terra (1,35 mais maciça) e “sua temperatura superficial também pode ser próxima da Terra”, o que significa que poderia ser compatível com a presença de água no estado líquido, essencial para a vida tal como a conhecemos.
Além disso, este novo planeta orbita em torno de uma estrela “calma”, o que possibilita uma atmosfera que resiste aos ventos e erupções estelares.
A equipe de Xavier Bonfils aguarda ansiosamente para que o Telescópio Gigante Europeu E-ELT (European Extremely Large Telescope) do ESO, em construção no Chile, entre em serviço para estudar Ross 128b mais precisamente e descobrir se ele realmente possui uma atmosfera adequada à vida e se sua densidade é suficiente para proteger o planeta da sua estrela (principalmente da incidência de raios-X).
A presença de uma atmosfera representa “o grande mistério para todos os exo-Terras (exoplanetas cuja massa é próxima da Terra) detectados até hoje”, observa Xavier Bonfils.
Um mistério que, para os planetas candidatos menos distantes da Terra, poderia ser revelado com a chegada de uma nova geração de telescópios.
Após esta etapa, será preciso definir se esta atmosfera contém vestígios de oxigênio, de água ou metano, intimamente relacionados com a vida.
Ross 128b representa o exo-Terra temperado mais próximo de nós depois do Proxima b, cujo anúncio da descoberta fez um grande barulho em agosto de 2016. Este exoplaneta foi descoberto em órbita ao redor da estrela Proxima de Centauro, distante 4,2 anos-luz, um vizinho na escala do Universo.
Dos milhares de exoplanetas detectados até agora, cerca de cinquenta são considerados potencialmente habitáveis.

Fonte: AFP

Petrobras perde R$ 15 bilhões em valor de mercado

Petrobras perde R$ 15 bilhões em valor de mercado

Ações caem até 8,18% na Bolsa. Pedro Parente espera fechar venda de ativos de R$ 21 bi até junho de 2018

15/11/2017 - 10h38 - Atualizada às 10h40 - POR AGÊNCIA O GLOBO

Sede da Petrobras no Rio de Janeiro (Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil)
Lucro abaixo do esperado e a queda do preço do petróleo no exterior fizeram a Petrobras perder R$ 15 bilhões em valor de mercado em apenas um pregão. A companhia encerrou nesta terça-feira com um valor de R$ 208,2 bilhões, em consequência da queda de 7,75% nas ações preferenciais (PN, sem direito a voto, a R$ 15,35) e de 8,18% nas ordinárias (ON, com voto, a R$ 16,05%), as maiores entre os papéis que fazem parte do Ibovespa. O tombo foi motivado pelo balanço da empresa, divulgado na véspera, com lucro de R$ 266 milhões — bem abaixo dos R$ 2,7 bilhões projetados por analistas.
Ainda assim, a Petrobras mantém um valor de mercado próximo ao que tinha quando do início da Operação Lava-Jato, em 2014. Na época em que começou a ser desvendado o esquema de corrupção de políticos e diretores da estatal, a empresa era avaliada em R$ 214 bilhões. Em setembro do ano seguinte, a soma de suas ações equivalia a R$ 93,1 bilhões, recuando a R$ 67,6 bilhões em fevereiro de 2016, segundo a consultoria Economática.
Esse fator contribui para o otimismo do presidente da estatal, Pedro Parente. Em entrevista ontem à agência Bloomberg News, em Nova York, ele disse esperar assinar, nos próximos oito meses, acordos para a venda de ativos no total de US$ 21 bilhões. Parente quer acelerar esses acordos para não ser afetado pelas eleições presidenciais, em outubro de 2018.
"Um ano eleitoral é mais difícil para uma empresa estatal", afirmou. "Acredito que o melhor seria fechar antes do fim do primeiro semestre. Estou falando de assinar, não de fechar a venda."
Parente acredita haver uma demanda significativa pela abertura de capital da BR Distribuidora.
"Adoraríamos fazer isso este ano", disse o presidente da Petrobras, ressaltando que a empresa tem um portfólio de US$ 40 bilhões em ativos que podem ser vendidos.
Segundo Parente, a abertura de capital (IPO, na sigla em inglês) da BR poderia ultrapassar o valor obtido pela subsidiária brasileira do Carrefour. Ocorrido em julho, o IPO levantou R$ 5,125 bilhões. Outros ativos importantes que a Petrobras pode vender são suas operações na África e sua participação na petroquímica Braskem.
Parente disse ainda que o governo trabalha com sete cenários para o acordo da cessão onerosa, cinco dos quais favoráveis à Petrobras. O pior cenário, segundo ele, começa um pouco abaixo de zero, e o melhor renderia à estatal cerca de US$ 30 bilhões.
"Eles (a União) precisam de mais dinheiro que nós e têm mais pressa", disse Parente. "Não assinarei um contrato no qual tenha de pagar algo."
Com relação ao balanço, que decepcionou investidores apesar de ter revertido um prejuízo de R$ 16,5 bilhões, registrado um ano antes, o analista Pedro Galdi, da corretora Magliano, avalia que eventos não recorrentes, como contingências judiciais e adesão a programas de regularização tributária, que totalizaram cerca de R$ 3,5 bilhões, tiveram um impacto negativo.
Além da frustração com o resultado, as ações da Petrobras ainda sofreram uma pressão externa. O preço do petróleo sofreu uma forte queda em razão da estimativa de uma menor demanda pela commodity. A Agência Internacional de Energia (IEA, na sigla em inglês) informou ontem que reduziu sua projeção para a demanda em 2018 em 200 mil barris, para 98,9 milhões de barris diários. O organismo disse acreditar que não há fôlego para manter os preços acima de US$ 60 o barril. Com isso, a cotação do Brent, referência internacional, perdeu ontem 1,5%, a US$ 62,21.
"Isso muda o humor dos investidores, porque há uma forte correlação entre o preço no exterior e a tarifa de preços no Brasil", afirmou Raphael Figueredo, analista da Eleven Financial.
Apesar do desempenho negativo, analistas acreditam que é positiva a perspectiva para as ações da estatal. Celson Plácido, da XP Investimentos, destacou a redução na alavancagem financeira e o crescimento da receita. “Seguimos otimistas com a Petrobras, principalmente na gestão da companhia, focada na redução do endividamento, venda de ativos e na melhora do retorno da empresa”, escreveu o analista.
Com a derrocada das ações da Petrobras, o Ibovespa, principal índice de ações do mercado brasileiro, fechou em queda de 2,27%, aos 70.826 pontos. Já o dólar comercial subiu 0,42%, a R$ 3,312, maior cotação desde junho.
"O dólar começou a ganhar força em relação às moedas de emergentes, já que as commodities perderam valor hoje. Além disso, amanhã (hoje) é feriado no Brasil, e os investidores se anteciparam. O cenário político vai continuar fazendo pressão sobre os negócios, porque está todo mundo cético com a reforma da Previdência", afirmou Bernard Gonin, analista da Rio Gestão de Investimentos.
Outro fator que contribuiu para o mau desempenho do Ibovespa foi o comportamento das Bolsas americanas. Em Nova York, o Dow Jones teve queda de 0,13%, enquanto o S&P 500, mais amplo teve desvalorização de 0,23%. A Nasdaq perdeu 0,29%.
"Tem um movimento grande de saída de capital estrangeiro nas últimas semanas, e isso impede uma alta do Ibovespa. E tem também a dinâmica do mercado americano, que hoje não é favorável", explicou Figueredo, da Eleven.
Outras ações que têm peso relevante na composição do Ibovespa também fecharam em queda. Os papéis PN de Itaú Unibanco e Bradesco recuaram, respectivamente, 1,91% e 2,12%. No caso da Vale, as ações PN tiveram queda de 2,88%, e as ON perderam 2,95%.
Até a JBS, que subiu com força durante boa parte do pregão após divulgar lucro de R$ 323 milhões no terceiro trimestre, sucumbiu ao fim dos negócios. Os papéis caíram 2,62%, a R$ 7,79.

Fonte:  O GLOBO

Maior diamante cor D sem fissuras é leiloado por 28,8 milhões de euros

Maior diamante cor D sem fissuras é leiloado por 28,8 milhões de euros

O diamante é um dos mais excepcionais já exibidos pela casa de leilões Christie's

15/11/2017 -  - POR AGÊNCIA EFE

Diamante leiloado em Genebra, na Suíça (Foto: Divulgação)
Um diamante cor D (totalmente sem cor) de 163,41 quilates e sem nenhuma fissura tornou-se nesta terça-feira o maior deste tipo a ser arrematado em um leilão, ao ser vendido em Genebra, integrando um colar, por 33,5 milhões de francos suiços (28,8 milhões de euros), um recorde absoluto para esta pedra preciosa.
A peça, da joalheria suiça Grisogono, saiu a leilão em um hotel de Genebra a um preço inicial de 20 milhões de francos (17,2 milhões de euros).

O diamante - de tamanho esmeralda e cor D, o grau mais alto quanto à cor, muito pouco comum - é um dos mais excepcionais já exibidos pela Christie\'s, segundo o responsável de joias da casa de leilões, Rahul Kadakia. Além disso, ele é o maior diamante de cor D sem fissuras a ter sido leiloado.
A gema foi encontrada em uma mina em Angola, e a pedra original de onde foi extraída, de 404 quilates, foi enviada a Antuérpia, na Bélgica, para ser avaliada. Posteriormente, foi talhada em Nova York por dez especialistas que conseguiram cortá-la com laser e polir a gema.
Após 11 meses de trabalho, o diamante foi enviado ao Instituto Gemológico da América (GIA, na sigla em inglês), e sua certidão foi expedida no final de dezembro de 2016.
Em Genebra, o designer da Grisogno, Fawz Gruosi, presente hoje no leilão, junto com sua equipe, criou 50 modelos diferentes em torno do diamante.
No começo de fevereiro, coincidindo com o primeiro aniversário da descoberta da pedra, eles optaram pelo conjunto atual: um colar assimétrico que tem no lado esquerdo 18 diamantes e, no direito, duas fileiras de esmeraldas em formato de pera.
A joalheria suíça levou 1.700 horas para criar o colar, um trabalho que teve a participação de 14 especialistas.

Fonte:  AGÊNCIA EFE