domingo, 19 de novembro de 2017

Angola já vendeu 690 milhões em diamantes em 2017

Angola já vendeu 690 milhões em diamantes em 2017
 
As vendas de diamantes feitas por Angola atingiram os 690 milhões de euros em nove meses de 2017, com o preço por quilate a disparar em setembro para 120,55 dólares, o segundo valor mais alto do ano.

A informação resulta de dados do Ministério das Finanças a que a Lusa teve esta sexta-feira acesso, sobre a arrecadação de receitas com a venda de diamantes entre janeiro e setembro, apontando que Angola vendeu 7.224.637,89 quilates neste período.

Estas vendas ascenderam no total a 800,2 milhões de dólares (689 milhões de euros), e representaram um encaixe em receita fiscal, através de cobrança de Imposto Industrial e pagamento de royalties pelas empresas mineiras, de 10,5 mil milhões de kwanzas (54,8 milhões de euros), também em nove meses de 2017.

Só em setembro, Angola exportou 760 mil quilates de diamantes, que renderam globalmente, em vendas, 91,6 milhões de dólares (78,9 milhões de euros), e em receitas fiscais mais de 729,6 milhões de kwanzas (3,8 milhões de euros).

Em setembro, cada quilate de diamante angolano foi vendido, em média, a 120,55 dólares, o valor mais alto desde os 123 dólares em março, mas longe do pico de 158,5 dólares em fevereiro de 2016.

Na sexta-feira, em Luanda, o Presidente angolano, João Lourenço, exortou a nova administração da administração da Empresa Nacional de Diamantes de Angola (Endiama), a segunda maior empresa nacional, a definir “boas políticas” para o setor, de forma a captar “grandes investidores estrangeiros”.

O chefe de Estado deu posse, entre outros organismos, ao novo conselho de administração da Endiama, que passa a ser presidido por José Manuel Ganga Júnior, sucedendo no lugar a Carlos Sumbula, que estava nas funções desde 2009 e foi exonerado por João Lourenço.

“Precisamos de boas políticas, neste setor dos diamantes. Políticas que atraiam os grandes investidores, as multinacionais do diamante, de forma a que elas se sintam motivadas a investir no nosso país, a exemplo do que fazem em outras partes do mundo”, disse João Lourenço, na intervenção que fez após dar posse à nova administração da Endiama.

O economista José Manuel Ganga Júnior exerceu até 2015 o cargo de diretor-geral da Sociedade Mineira de Catoca, responsável por 75% da produção diamantífera anual angolana, tendo sido eleito como um dos mais destacados gestores angolanos.

“Acreditamos que se encorajarmos uma política de comercialização que seja justa e transparente, vamos com isso atingir dois grandes objetivos. Atrair os investidores, por um lado, e de alguma forma desencorajar, afastar, o garimpo [ilegal, de diamantes] do nosso país”, apontou ainda, na mesma intervenção, João Lourenço.

O chefe de Estado criticou ainda o estatuto de “Clientes Preferenciais”, definido anteriormente, relativamente a projetos mineiros que venham a ser descobertos em Angola, para justificar que o afastamento dos investidores.

“Convido-os [administração da Endiama] a reanalisar com frieza e a apresentarem-me proximamente uma proposta sobre a melhor forma como tratar deste assunto, que eu sei ser uma questão delicada. No entanto, é nosso dever trabalharmos no interessa da economia nacional, para que além do petróleo, os diamantes – e outras riquezas do nosso país -, possam também contribuir para o crescimento do produto interno bruto, para termos um Orçamento Geral do Estado que seja o maior possível”, concluiu o Presidente angolano.

Fonte: DW África

sábado, 18 de novembro de 2017

Vale vende divisão de fertilizantes em Cubatão por R$ 830 milhões para Yara

Vale vende divisão de fertilizantes em Cubatão por R$ 830 milhões para Yara


SUMARE - SP- 08.12.2015 - O presidente da Yara no Brasil, Lair Hanzen. A Yara e a maior empresa de fertilizantes do mundo.. (Foto: Danilo Verpa/Folhapres, MERCADO)
O presidente da Yara no Brasil, Lair Hanzen, afirma que o grupo prevê investimentos de US$ 80 milhões nos próximos três anos no país




A Yara, empresa norueguesa da área de fertilizantes, anunciou, nesta sexta (17), a aquisição da Vale Cubatão Fertilizantes Ltda., em Cubatão (SP), por US$ 255 milhões (cerca de R$ 831 milhões, na cotação atual).
A compra será feita com recursos próprios e à vista, mas ainda passará por análise do Cade (órgão de defesa concorrencial) e de órgãos reguladores. A expectativa é que a transação seja aprovada até a segunda metade de 2018, segundo o presidente da Yara no Brasil, Lair Hanzen.
A venda –cujo valor ficou bastante abaixo do valor esperado pelo mercado– ocorre em um momento em que a Vale precisava reduzir seu nível de endividamento, afirma Hanzen. "Chegou o momento em que era interessante para as duas empresas e fazia sentido fazer o negócio. Continuamos interessados em ativos no país, mas, por enquanto, estamos com as mãos cheias para otimizar os ativos."
A Yara detém cerca de 25% do mercado de distribuição de fertilizantes brasileiro desde 2012, quando comprou os ativos brasileiros da Bunge por US$ 750 milhões.
A compra faz parte de um processo de fortes investimentos do grupo norueguês no Brasil. A empresa planeja investir US$ 80 milhões (cerca de R$ 260,90 milhões) nos próximos três anos. Os detalhes do aporte, porém, ainda não podem ser divulgados, segundo o executivo.
Em 2016, o complexo de Cubatão comercializou aproximadamente 1,3 milhão de toneladas de nitrogênio e produtos fosfatados. A receita líquida foi de US$ 413 milhões e a geração de caixa foi de US$ 30 milhões

Fonte:  Folhapress

O acabamento da joia

Para que a joia fique finalmente pronta, o último passo é o acabamento, que pode utilizar uma ou mais técnicas tradicionais, ou apresentar uma variedade de texturas diferenciadas, conferindo personalidade e efeito final à peça.
Os tipos de acabamento mais difundidos são polido, acetinado, com brilho, fosco, escovado, diamantado, martelado, craquelado, esmaltado, com filigrana, granulado, jateado, repuxado e oxidado.

Fonte: Geologo.com

A TURMALINA

Pedra preciosa com maior diversidade de cores e tons, que podem variar de um exemplar para outro ou estar presentes, simultaneamente, em uma única pedra, matizando-a de uma extremidade à outra ou do centro para a periferia. Isto se deve a sua complexa composição química, que permite a alternância e combinação de diferentes elementos.
Além de gemas lapidadas de beleza singular, fornece formidáveis espécimes de coleção. Seu nome deriva do cingalêsturmali, significando pedras preciosas misturadas.
A turmalina é, em realidade, um grupo de minerais e, quimicamente, trata-se de silicatos de boro e alumínio.
Em estado bruto apresenta forma prismática, com estrias longitudinais. Sua seção transversal apresenta quase invariavelmente uma forma triangular caracteristicamente arredondada.
Existem nomenclaturas de turmalinas que utilizam critérios mineralógicos e de cor, porém as seguintes designações comerciais são as mais utilizadas: rubelita (rosa a vermelha), indicolita ou indigolita (azul), verdelita (verde), schorlita (preta), dravita (marrom) e acroíta (incolor).
Diz-se que para qualquer cor que se deseje uma pedra preciosa, haverá sempre uma turmalina que atenda a este gosto.
O Brasil, notadamente os Estados de Minas Gerais, Paraíba, Rio Grande do Norte, Bahia e Espírito Santo, bem como diversos países da África, são responsáveis pela maior parte da produção mundial. Em Minas, a denominada Província Pegmatítica Oriental concentra 3 regiões mundialmente famosas como fontes desta cobiçada gema:
a) Araçuaí-Jequitinhonha-Salinas-Virgem da Lapa;
b) Malacacheta-Rio Urupuca-São José da Safira;
c) Conselheiro Pena-Divino das Laranjeiras-Galiléia.


Vale e bancos lideram lucros no 3º tri entre as empresas de capital aberto

Vale e bancos lideram lucros no 3º tri entre as empresas de capital aberto


A Vale registrou o maior lucro líquido no 3º trimestre 2017 entre as empresas de capital aberto, segundo levantamento da provedora de informações financeiras Economatica. A mineradora teve ganhos de R$ 7,14 bilhões, alta de 288% ante o mesmo período do ano passado. Na sequência, os maiores lucros foram os dos grandes bancos: Itaú (R$ 6,07 bilhões), Bradesco (R$ 2,88 bilhões), Banco do Brasil (R$ 2,84 bilhões) e Santander (R$ 1,79 bilhão). Juntos, os ganhos dos 4 bancos cresceu 10,4% na comparação com 1 ano antes.
Segundo levantamento da Economatica, o lucro das empresas de capital aberto cresceu 29% no terceiro trimestre, na comparação com o mesmo período do ano passado. A soma do lucro de 299 companhias que já apresentaram seus balanços referentes ao período entre julho e setembro atingiu R$ 32,3 bilhões, ante ganhos de R$ 25 bilhões no 3º trimestre de 2016.
O cálculo não inclui o resultado da Vale, Transmissão Paulista, Petrobras, Oi, AmBev, PDG e Dommo, em razão da variação do lucro dessas empresas no período analisado é muito elevada e distorce o estudo geral, segundo a Economatica. Considerando as 7 empresas, a soma dos lucros no 3 trimestre chega a R$ 38 bilhões, uma alta de 154,5% em relação a 2016.
Maiores lucros no 3º trimestre entre as empresas de capital aberto (Foto: Divulgação)Maiores lucros no 3º trimestre entre as empresas de capital aberto (Foto: Divulgação)
Maiores lucros no 3º trimestre entre as empresas de capital aberto (Foto: Divulgação)
A Dommo, por sua vez, registrou o maior prejuízo no terceiro trimestre de 2017, com R$ 1,79 bilhão, seguida por BR Pharma e PDG Realt, com perdas de R$ 1,07 bilhão e 299 milhões, respectivamente.
Na análise por setores, os bancos mais uma vez lideraram os ganhos. O lucro acumulado de 21 instituições somou R$ 14,8 bilhões no 3º trimestre, alta de 10,5% ante o mesmo período do ano passado.
O segundo setor mais lucrativo foi o de energia elétrica com R$ 2,7 bilhões, ainda que com um recuo de 3,8% na comparação com 1 ano antes.
Dois setores tiveram prejuízo no terceiro trimestre de 2017: o de construção, com 21 empresas, registrou perdas de R$ 381 milhões; e de comércio, prejuízo de R$ 337,5 milhões.
Lucro das empresas com capital aberto no 3º trimestre, na análise por setor (Foto: Divulgação)Lucro das empresas com capital aberto no 3º trimestre, na análise por setor (Foto: Divulgação)
Lucro das empresas com capital aberto no 3º trimestre, na análise por setor (Foto: Divulgação)
Segundo a Economatica, os resultados do terceiro trimestre da JBS e CSN não foram considerados no levantamento por não estarem disponíveis na fonte primária CVM (Comissão de Valores Mobiliários) 
Fonte:MINING.com