domingo, 19 de novembro de 2017

6 eventos que vão agitar a semana

6 eventos que vão agitar a semana

Após uma sequência de quatro quedas semanais, o Ibovespa conseguiu voltar a subir, sem um clima de cautela antes de mais um feriado, como costuma ocorrer. Diferente dos últimos dias, em que as principais notícias vieram do exterior, a próximas semana promete voltar a ser focada na reforma da Previdência, enquanto o feriado de Dia de Ação de Graças faz Wall Street fechar na reta final da semana.
Segundo a equipe de analistas da GO Associados, a próxima semana promete ser agitada tanto na política como na economia, apesar do feriado na segunda-feira (20), Dia da Consciência Negra. Na política, o governo deve intensificar as negociações com seus aliados visando à votação da reforma da Previdência na Câmara dos Deputados ainda este ano, antes do recesso parlamentar, em 22 de dezembro.
Além disso, há uma grande expectativa que o presidente Michel Temer dê início à reforma ministerial anunciada após a saída do governo do ministro das Cidades, Bruno Araújo (PSDB-PE). O mercado espera que as mudanças que forem promovidas pelo peemedebista ajudem a dar força nas negociações da reforma da Previdência, com os partidos do “centrão” ganhando algumas pastas.
Segundo Luiz Fernando Castelli, economista-chefe da GO Associados, a política realmente será o principal driver para o mercado. “Em uma semana mais curta, os investidores ficarão de olho no andamento das reformas”, aponta ele citando a importância da próxima semana para que o governo consiga levar a Previdência para votação na Câmara ainda este ano.
Na economia, há vários indicadores previstos para a próxima semana. O IBC-BR de setembro, considerado a prévia do PIB (Produto Interno Bruto), deve ressaltar o cenário de recuperação do País. Segundo dados compilados pela Bloomberg, o indicador deve mostrar um crescimento de 0,33% na economia em setembro.
Saem também dados do setor externo e do crédito e os números do emprego formal, do Caged, e da arrecadação de tributos, todos referentes ao mês de outubro. Além disso, na quinta-feira (23), o IBGE divulga o IPCA-15 referente ao mês de novembro, que deve mostrar alta de
0,46% segundo a equipe da GO.
No exterior, o destaque fica com os Estados Unidos, onde na quarta-feira (22), o Fomc (Federal Open Market Committee) divulga a ata da última reunião, realizada nos dias 31 de outubro e 1º novembro, que manteve a taxa de juros inalterada. Para a GO, a ata deve reforçar a intenção do colegiado em aumentar a taxa de juros na última reunião do ano, em 12 e 13 de dezembro, refletindo o bom crescimento econômico do país.
Vale lembrar que a segunda terá a B3 fechada pelo feriado em São Paulo, enquanto o volume financeiro deve ficar baixo na quinta por conta do dia de Ação de Graças nos EUA, enquanto na sexta as bolsas americanas fecham às 16h (horário de Brasília).
Fonte: Infomoney
Fonte: Jornal ADVFN

Estrangeiros tiraram R$ 2,958 bi da bolsa brasileira neste mês até dia 14

Estrangeiros tiraram R$ 2,958 bi da bolsa brasileira neste mês até dia 14

Os investidores estrangeiros retiraram do mercado acionário brasileiro R$ 2,958 bilhões neste mês até dia 14, segundo dados da B3. A saída de novembro reduz para R$ 12,939 bilhões o saldo de investidores externos acumulado no ano, acompanhando a piora das expectativas para a aprovação da reforma da Previdência e o cenário eleitoral incerto para 2018 no Brasil e o ambiente externo menos favorável para os países emergentes. Este é o segundo mês de saída de estrangeiros do mercado acionário brasileiro, uma vez que em outubro o saldo foi negativo em R$ 1,834 bilhão.
O movimento dos estrangeiros é determinante para o comportamento dos preços das ações brasileiras, uma vez que eles respondem por metade (49,9%) do volume negociado na Bovespa em novembro e 49,3% no ano. Ou seja, de cada R$ 100 comprados ou vendidos em ações no mercado este ano, R$ 49,30 eram de estrangeiros. Com a saída deste mês, o Índice Bovespa acumula uma queda de 2,9% em reais e de 3% em dólar neste mês. No ano, o índice sobe 23,4% até dia 14 e, em dólar, 22,7%.
Já as pessoas físicas respondem por 15,9% do volume em novembro e 17% no ano. Os investidores institucionais representam 27,6% do volume deste mês e 27,1% no ano.
Se os estrangeiros são os grandes vendedores de ações neste mês, os compradores são os institucionais, com um saldo em novembro de R$ 2,877 bilhões líquidos, e as pessoas físicas, com R$ 612 milhões. No acumulado do ano, os institucionais compraram liquidamente R$ 2,106 bilhões e as pessoas físicas venderam 8,712 bilhões, segundo dados de corretoras.
O volume diário negociado em novembro em ações na B3 está em R$ 10,126 bilhões, acima da média de R$ 8,098 bilhões do ano.

Fonte: Jornal ADVFN

A alexandrita

A mais rara e valiosa variedade do mineral crisoberilo exibe as cores verde e vermelha, as mesmas da Rússia Imperial, e seu nome é uma homenagem a Alexandre Nicolaivich, que mais tarde se tornaria o czar Alexandre II. De acordo com relatos históricos, a sua descoberta, nos Montes Urais, em 1830, deu-se no dia em que ele atingiu a maioridade.
Como uma das mais cobiçadas gemas, esta cerca-se de algumas lendas, a mais difundida das quais diz que o referido czar teria ordenado a execução de um lapidário, depois que este lhe devolveu uma pedra de diferente cor da que lhe houvera sido confiada para lapidar.
Esta lenda deve-se ao fato de que a alexandrita apresenta um peculiar fenômeno óptico de mudança de cor, exibindo uma coloração verde a verde-azulada (apropriadamente denominada “pavão” pelos garimpeiros brasileiros) sob luz natural ou fluorescente; e vermelha-purpúrea, semelhante a da framboesa, sob luz incandescente. Quanto mais acentuado for este cambio de cor, mais valorizado é o exemplar.
Esta instigante mudança de cor segundo o tipo de iluminação a qual está exposta à pedra, é denominada efeito-alexandrita, e deve-se ao fato de que a transmissão da luz nas regiões do vermelho e verde-azul do espectro visível é praticamente a mesma nesta gema, de modo que qualquer cambio na natureza da luz incidente altera este equilíbrio em favor de uma delas. Assim sendo, a luz diurna ou fluorescente, mais rica em azul, tende a desviar o equilíbrio para a região azul-verde do espectro, de modo que a pedra aparece verde, enquanto a luz incandescente, mais rica em vermelho, faz com que a pedra adote esta cor.
Analogamente ao crisoberilo, a alexandrita constitui-se de óxido de berílio e alumínio, deve sua cor a traços de cromo, ferro e vanádio e, em raros casos, pode apresentar o soberbo efeito olho-de-gato, que consiste no aparecimento de um feixe de luz ondulante nas gemas lapidadas em estilo cabochão, e que apresentem determinados tipos de inclusões.
Atualmente, os principais países produtores desta fascinante gema são Sri Lanka (Ratnapura e diversas outras ocorrências), Brasil, Tanzânia (Tunduru), Madagascar (Ilakaka) e Índia (Orissa e AndhraPradesh).
A alexandrita é conhecida em nosso país pelo menos desde 1932, e acredita-se que o primeiro espécime foi encontrado em uma localidade próxima a Araçuaí, Minas Gerais. Atualmente, as ocorrências brasileiras mais significativas localizam-se nos estados de Minas Gerais (Antônio Dias/Hematita, Malacacheta/Córrego do Fogo, Santa Maria do Itabira e Esmeralda de Ferros), Bahia (Carnaíba) e Goiás (Porangatu e Uruaçu).

Fonte: DNPM

Pérola

As pérolas estão presentes com destaque em muitas culturas desde os mais remotos tempos da Humanidade, por seu fascínio e características únicas. Muito contribuiu para esta longínqua admiração o fato de que estas gemas são utilizadas em seu estado natural, não necessitando que o homem as aprimore para revelar sua beleza. Por esta razão, são simbolicamente consideradas um presente da Natureza.
A pérola é uma formação natural segregada acidentalmente por um molusco, sem o auxílio ou qualquer intervenção humana. A pérola se forma pela deposição de uma substância denominada nácar em volta de um agente irritante (um grão de areia ou um parasita, por ex.) que penetra no interior do corpo do animal.
Elas ocorrem nas cores branca, creme, negra, cinza, bronze, prateada, rosa, azul, verde e amarela.
As antigas culturas do Oriente Médio, Índia e Pacífico Sul parecem ter sido as que primeiro admiraram e utilizaram as pérolas como adorno, provavelmente devido à proximidade com as principais fontes históricas desta gema, o Golfo Pérsico, o Estreito de Manaar – localizado entre Índia e Sri Lanka – e as Ilhas da Polinésia Francesa.
O Golfo Pérsico e, sobretudo, a costa de Bahrain, foi a principal fonte de pérolas durante mais de 2.200 anos, de aproximadamente300 A.C. até meados do século XX.
O advento das técnicas de cultivo de pérolas ocorreu em um momento crítico de indisponibilidade de pérolas naturais e, com o passar dos anos e seu aprimoramento, a oferta de cultivadas sobrepôs-se largamente à de naturais, alterando para sempre o mercado de pérolas.
As pérolas cultivadas, tal como são conhecidas hoje, entraram no mercado em 1921 pelas mãos dos japoneses, embora já fossem produzidas havia mais de vinte anos. As cultivadas respondem, atualmente, por aproximadamente 95% do comércio mundial de pérolas e procedem principalmente do Japão e da China. A diferença em relação às naturais reside no fato de que nas cultivadas o processo de formação é induzido pelo homem.
As pérolas naturais são, hoje em dia, possivelmente mais raras que em qualquer outro período da história, causando a valorização dos itens de muito boa qualidade, adquiridos praticamente apenas por colecionadores ou especialistas, bem como por cidadãos de culturas que conferem especial valor às pérolas naturais, como é o caso daqueles de diversas nações árabes. As pérolas naturais são bastante raras atualmente, representando uma diminuta parcela do comércio mundial desta gema.
Os principais critérios de avaliação de pérolas são tamanho, forma, cor, brilho, estado da superfície e espessura da camada de nácar.
As perolas são cultivadas em várias partes do mundo, fazendo com que exista uma enorme variedade disponível à joalheria. As mais tradicionais, as “Akoya”, vêm das águas salgadas do Japão e da China, e sua dimensão pode variar de 1 a 9 milímetros.
Dos mares do sul (Austrália, Filipinas, Indonésia), vêm as valiosas “South Sea”, que podem atingir até 20 cm de diâmetro. Essas mesmas pérolas quando de cor negra são denominadas “Tahiti”.
Já as pérolas “Mabe” (ou Barrocas), são cultivadas também na China e no Japão, em ostras específicas, e derivam de formatos já pré-definidos no processo de introdução, podendo ser oval, gota, coração ou esférico.
De menor valor no mercado, as pérolas de água doce (pérolas de arroz), chamadas “Freshwater”, podem apresentar grande variação de formato e cores, enquanto as pérolas “Biwa” (cultivadas no lago de mesmo nome na China), apresentam formato ligeiramente achatado e intensa cor branca.

O BRILHO
O brilho da pérola, também designado “oriente”, é o efeito de um polimento único, causado pela reflexão da luz nas camadas de nácar q a formam.Quanto mais espesso o nácar, maior o oriente e o valor da pérola.O oriente também pode apresentar tons sutis de azul, verde, rosa e amarelo.
A COR
A cor de uma pérola varia de acordo com a presença de minerais e proteínas presentes na água e com a cor da madrepérola(concha mãe), e também com a temperatura e posição em que ela se acomoda na concha. Podem ocorrer variações entre branca(mais valiosa) amarela, rosa, cinza, bronze, roxa e preta.

Madre-pérola

É a parte interna resplandecente das conchas de certas ostras e moluscos, utilizada como núcleo de pérolas cultivadas ou para produzir objetos decorativos.
 Fonte: DNPM

A extinção humana

A extinção humana

Um estudo na revista científica Human Reproduction Update, voltada à área de reprodução humana, traz um dado alarmente: se a quantidade de espermatozoides produzidos pelos homens continuar a cair no ritmo atual, o ser humano pode entrar em um processo de extinção. Um grupo de cientistas, liderados pela Universidade Hebraica de Jerusalém, analisou mais de 180 trabalhos sobre o tema, de diversos países. A conclusão é que a concentração de espermatozoides no esperma humano caiu 52%, nas últimas quatro décadas. O total de células reprodutivas presentes no sêmen dos homens analisados despencou ainda mais: 59%. Uma possível causa para o declínio está na alimentação, principalmente pela presença de produtos químicos. A comunidade científica, no entanto, critica o viés alarmante dado ao estudo. Os dados, porém, não foram contestados.

(Nota publicada na edição 1045 da revista Dinheiro)