domingo, 3 de dezembro de 2017

Os Maiores Diamantes do Mundo

Os Maiores Diamantes do Mundo


Os Maiores Diamantes do Mundo

#Diamantes Origem do Nome: Diamante, do grego 'adamas', significa invencível e 'diaphanes', que significa transparente. Durante a Idade Média, acreditava-se que um diamante podia reatar um casamento desfeito. Era usado em batalhas como símbolo de coragem.

Os antigos o chamavam de pedra do sol, devido ao seu brilho faiscante e os gregos acreditavam que o fogo de um diamante refletia a chama do amor. Sugere, portanto, a força e a eternidade do amor.

O Diamante como Joia - Só a partir do século XV, o diamante foi caracterizado como a jóia da noiva. Sendo Mary de Burgundy a primeira mulher a receber um colar de diamantes como um símbolo de noivado com o Arqueduque Maximilian da Áustria em Agosto de 1477. Dos séculos XVII a XIX, usavam-se argolões como anéis de noivado. No século XX, ficou em moda o estilo "chuveiro", mais tarde o anel fieira. Depois o solitário, o estilo mais usado atualmente.

Exploração: A exploração das minas de diamante começou na Índia, entre os anos 800 e 600 A.C. Durante 2.000 anos, o Oriente produziu todos os diamantes conhecidos, incluindo o "Koh-i-Noor", o russo "Orloff", o "Esperança" e outros diamantes célebres. O seu uso era reservado às cortes reais e aos dignitários da igreja. As espadas, os colares das ordens, os cetros e as coroas usadas nas cerimônias eram ornadas de diamantes.

#Diamantes+Famosos

Os Mais Famosos Diamantes do Mundo

O Cullinan, o maior dos diamantes já encontrados, pesava 3.106 quilates quando bruto e originalmente um pouco menos de 1 libra e meia. Ele foi cortado em 9 pedras principais e 96 pedras menores.

O Estrela da África é a maior das pedras cortadas do Cullinan. é um dos doze mais famosos diamantes do mundo e pertence à COROA INGLESA. Ele pesava 530,20 quilates, tem 74 facetas e ainda é considerado como o maior diamante lapidado do mundo.

Koh-I-Noor ("Montanha de Luz") Foi mencionado pela primeira vez em 1304, pesando 186 quilates. Uma pedra de corte oval. Acredita-se ter estado, certa vez, engastado no famoso trono de pavão do Xá Jehan como um dos olhos do pavão. Relapidado no reinado da Rainha Vitória, encontra-se hoje em dia entre AS JÓIAS DA COROA INGLESA e pesa atualmente 108,93 quilates.

O Olho do Ídolo - Uma pedra no formato de pera achatada e do tamanho de um ovo de galinha. O seu tamanho lapidado é de 70,20 quilates. Um outro diamante famoso que uma vez foi colocado no olho de um ídolo antes de ter sido roubado. A lenda também diz que ele foi dado como resgate da Princesa Rasheetah pelo "Sheik" da Kashmir ao Sultão da Turquia que a tinha raptado.

O Excelsior - A segunda maior pedra já encontrada é o Excelsior, que era de 995,2 quilates quando bruto. Alguns dizem que o Braganza é a segunda maior pedra já encontrada, mas não há registros de sua existência e muitos acreditam ser mitológico ou nem mesmo um diamante.

O Regente - Um diamante verdadeiramente histórico descoberto em 1701 por um escravo índio perto de Golconda, pesava 410 quilates quando bruto. Quando pertencente a William Pitt, primeiro-ministro inglês, foi cortado em um brilhante no formato de uma almofada de 140,5 quilates e, até ter sido vendido para o Duque de Orleans, Regente da França, quando Luís XV ainda era uma criança em 1717, era chamado de "O Pitt". Foi então rebatizado como "O Regente" e colocado na coroa de Luís XV para a sua coroação. Após a Revolução Francesa, foi possuído por Napoleão Bonaparte que o colocou no cabo de sua espada. Atualmente está exposto no Louvre.

O Blue Hope (Esperança Azul) - Mais famoso do que qualquer outro diamante, o Hope foi uma vez possuído por Luís XV, sendo oficialmente designado de "o diamante azul da coroa". Roubado durante a Revolução Francesa, tornou a aparecer em Londres, em 1830 e foi comprado por Henry Philip Hope, razão pela qual atualmente tem esse nome. Foi em poder da família Hope que este diamante adquiriu a reputação horrível de trazer azar. Toda a família morreu na pobreza. Uma infelicidade similar ocorreu com um proprietário posterior, Sr. Edward McLean. Atualmente, encontra-se na Instituição Smithsonian em Washington.

O Grande Mogul - foi descoberto no século XVII. A pedra tem esse nome em homenagem ao Xá Jehan, que construiu o Taj Mahal. Quando bruto, diz-se ter pesado 793 quilates. Atualmente encontra-se desaparecido.

O "Sancy" - pesava 55 quilates e foi cortado no formato de uma pêra. Primeiramente pertenceu a Charles, o Corajoso, Duque de Burgundy, que o perdeu na batalha em 1477. A pedra de fato tem esse nome devido a um dono posterior, Senhor de Sancy, um embaixador francês na Turquia no final do século XVI. Ele o emprestou ao rei francês Henry III que o usou no gorro com o qual escondia sua calvície. Henrique VI da França, também pegou emprestado a pedra de Sancy, mas ela foi vendida em 1664 a James I da Inglaterra. Em 1688, James II, último dos reis Stuart da Inglaterra, fugiu com ele para Paris. O "Sancy" desapareceu durante a Revolução Francesa.

Taylor - Burton Com 69,42 quilates, este diamante no formato de uma pera foi vendido em leilão em 1969 com a pressuposição de que ele poderia ser nomeado pelo comprador. Cartier, de Nova York, com sucesso, fez um lance para ele e imediatamente o batizou de "Cartier". Entretanto, no dia seguinte, Richard Burton comprou a pedra para Elizabeth Taylor por uma soma não revelada, rebatizando-o de "Taylor-Burton". Ele fez seu debut em um baile de caridade em Mônaco, em meados de novembro, onde Miss Taylor o usou como um pendente. Em 1978, Elizabeth Taylor anunciou que o estava colocando à venda e que planejava usar parte da renda para construir um hospital em Botswana. Somente para inspecionar, os possíveis compradores tiveram que pagar $ 2.500 para cobrir os custos de mostrá-lo. Em junho de 1979, ele foi vendido por quase $ 3 milhões e a última notícia que temos dele é que se encontra na Arábia Saudita.

O Orloff - Acredita-se que tenha pesado cerca de 300 quilates quando foi encontrado. Uma vez foi confundido com o Grande Mogul, e atualmente faz parte do Tesouro Público de Diamantes da União Soviética em Moscou. Uma das lendas diz que "O Orloff" foi colocado como olho de Deus no templo de Sri Rangen e foi roubado por um soldado francês disfarçado de hindu.

Hortensia - Esta pedra cor de pêssego, de 20 quilates, tem esse nome em honra de Hortense de Beauharnais, Rainha da Holanda, que era filha de Josephine e a enteada de Napoleão Bonaparte. O Hortensia fez parte das Joias da Coroa Francesa desde que Luís XIV o comprou. Junto com o Regente, atualmente está em exposição no Louvre, em Paris.

Entre os mais novos diamantes famosos está o "Amsterdã", uma das pedras preciosas mais raras do mundo, um diamante totalmente negro. Proveniente de uma parte do Sul da África, cujo local se mantém em segredo, tem peso bruto de 55.58 quilates. A belíssima pedra negra tem um formato de uma pera e possui 145 faces e pesa 33.74 quilates.

Fonte: CPRM

Ciclo do Ouro

Ciclo do Ouro

O ciclo do ouro é considerado o período em que a extração e exportação do ouro figurava como principal atividade econômica na fase colonial do país e teve seu inicio no final do século XVII, época em que as exportações do açúcar nordestino decaiam pela concorrência mundial do mercado consumidor.

Resumo

Devemos notar que entre 1750 e 1770, Portugal arcava dificuldades econômicas internas decorrentes de má administração e desastres naturais, além do que sofria pressão pela Inglaterra, a qual, ao se industrializar, buscava consolidar seu mercado consumidor, bem como sua hegemonia mundial.
Assim, a descoberta de grandes quantidades de ouro no Brasil, tornava-se um motivo de esperanças de enriquecimento e estabilidade econômica para os portugueses.
Sem espanto, notamos que os primeiros exploradores a procurarem ouro e metais valiosos no Brasil, tinham o escopo de levá-los à metrópole, onde seriam desfrutados.
Entretanto, estas incursões pioneiras no litoral e interior do país não ocasionaram muitos resultados, além do conhecido, que fora a conquista do território.

Ciclo do Ouro em Minas Gerais

As grandes jazidas de ouro foram descobertas em Minas Gerais, Goiás e Mato Grosso, onde foram divididas em forma de lavras (lotes auríferos para exploração, a exemplo das sesmarias latifundiárias de monocultura).
Durante o auge deste ciclo, no século XVIII, foi gerado um grande fluxo de pessoas e mercadorias nas regiões citadas, desenvolvendo-as intelectual (chegada de ideias iluministas trazidas pela elite recém intelectualizada) e economicamente (produção alimentar para subsistência e pequenas manufaturas).
Nesse período, estima-se que a população brasileira tenha passado de 300 mil para cerca de 3 milhões de pessoas
Com o advento da exploração aurífera, esta atividade passou a ser a mais lucrativa na colônia, o que acarretou a transferência da capital colonial de Salvador para o Rio de Janeiro, de modo a assegurar a fiscalização das regiões de mineração que se acercavam.
Por fim, o ciclo do ouro perdurou até o ocaso do século XVIII, quando se esgotaram as minas, aproximadamente em 1785, em pleno desenrolar da Revolução Industrial.

Exploração e Administração do Ouro

Esse período representou o momento de maior abuso e dominação do Brasil pelos países europeus, posto que a Coroa portuguesa cobrava altos impostos sobre o minério extraído, os quais eram taxados nas Casas de Fundição, onde as pedras eram derretidas e transformadas em barras e receberiam um selo que dariam legitimidade para ser negociado, pois haviam desvios e sonegações que, quando descobertos, eram penalizados duramente.
Ciclo do Ouro

Os principais mecanismos de controle foram:

  • Quinto – 20% de toda a produção do ouro caberiam ao rei de Portugal;
  • Derrama – uma quota de aproximadamente 1.500 kg de ouro por ano que deveria ser atingida como meta pela colônia, caso contrário, penhoravam-se os bens dos senhores de lavras;
  • Capitação – imposto pago pelo senhor de lavras por cada escravo que trabalhava em seus lotes.
Percebemos que os altos impostos, as taxas, as punições e os abusos de poder político exercido pelos portugueses sobre o povo que vivia na região e no Brasil como um todo, gerava conflitos que culminariam em várias revoltas e, concomitantemente em que essa economia trouxera um crescimento demográfico ao país e desenvolvera uma economia baseada na atividade pecuária em diversas regiões isoladas do território brasileiro.
Essa economia também derivou em pobreza e desigualdade, pois ao final deste ciclo, a população ficara à margem da sociedade, tendo de se sujeitar a agricultura de subsistência para sobreviver.
Após este período, o Brasil permanecia como simples exportador de produtos primários, estancado neste ciclo vicioso e sem conseguir envergadura técnica capaz de promover o seu desenvolvimento econômico.

Inconfidência Mineira

As cobranças e os abusos de poder político português sobre o povo brasileiro provocou enormes conflitos com os colonos. Entre estes conflitos, o mais notável fora a Inconfidência Mineira.
Fonte: BBC

Ciclo do Carbono

Ciclo do Carbono



O Ciclo do carbono tem início quando as plantas e outros organismos autótrofos absorvem o gás carbônico da atmosfera para utiliza-lo na fotossíntese e o carbono é devolvido ao meio na mesma velocidade em que é sintetizado pelos produtores, pois a devolução de carbono ocorre continuamente por meio da respiração durante a vida dos seres.
Ciclo do Carbono
No ciclo biológico do Carbono, podemos ter a total renovação do carbono atmosférico em até vinte anos. Este processo ocorre na medida em que as plantas absorvem a energia solar e CO2 da atmosfera, gerando oxigênio e açúcares, como a glicose, por meio do processo conhecido como fotossíntese, o qual é a alicerce para o crescimento das plantas.
Por sua vez, os animais e as plantas consomem a glicose durante o processo de respiração, emitindo novamente CO2. Com isso, a fotossíntese e a decomposição orgânica, por meio da respiração, renovam o carbono da atmosfera.
Em termos de equação química destes processos temos:
  • 6CO2 + 6H2O + energia (luz solar) → C6H12O6 + 6O2 (fotossíntese)
  • C6H12O6 (matéria orgânica) + 6O2 → 6CO2 + 6 H2O + energia (Respiração)
Com isso, a fotossíntese e a respiração, conduzem o carbono de sua fase inorgânica à fase orgânica e de volta a fase inorgânica, concluindo o ciclo biogeoquímico. Também faz parte do ciclo biológico a remoção de grande parte do carbono da atmosfera excedendo os limites da respiração, quando a matéria orgânica acumula-se em depósitos sedimentares que se decompõem em combustíveis fósseis.
Outra forma de acelerar ainda mais o ciclo rápido e adicionar CO2 na atmosfera são os incêndios naturais, pois eles consomem a biomassa e matéria orgânica, transferindo mais CO2 num ritmo maior do que aquele que remove naturalmente o Carbono a partir da sedimentação do mesmo. Esse processo causa o aumento das concentrações atmosféricas de CO2 rapidamente.

O Carbono e seu Ciclo

Como o quinto elemento mais abundante no Planeta, O Carbono (C) possui necessariamente duas formas, uma orgânica, existente nos organismos vivos e mortos, e outra inorgânica, presente nas rochas. Sem espanto, 99% desse carbono está na litosfera, a maior parte sob a forma inorgânica, armazenada em rochas sedimentares em depósitos de combustíveis fósseis
Assim, o Carbono circula pelos oceanos, na atmosfera e no interior da Terra, no ciclo de longa duração definido ciclo biogeoquímico, dividido em dois tipos, a saber, o ciclo "lento" ou geológico, no qual o carbono e sedimentado e comprimido sob as placas tectônicas, e, para o que nos interessa mais, o ciclo "rápido" ou biológico.

As Atividades Humanas e o Ciclo do Carbono

As ações humanas influenciam no ciclo global do carbono, pois, uma vez que retira o carbono armazenado nos depósitos fósseis numa velocidade superior à da absorção do carbono pelo ciclo, estamos potencializando o aumento das concentrações de CO2 na atmosfera, especialmente se considerarmos o fato de que este depósitos são queimados como combustíveis, acelerando ainda mais o processo.
Sem espanto, a concentração de dióxido de carbono na atmosfera tem crescido a uma taxa de 0,4% ao ano, pois a extração e queima do petróleo, gás e carvão vem junto com destruição das florestas e, portanto, reduzimos a capacidade de absorção ao mesmo tempo em que aumentamos a emissão de Carbono.

Curiosidades

  • Os oceanos são grandes depósitos de gás carbônico e realizam uma troca constante de carbono com a atmosfera.
  • A concentração do carbono na atmosférica é a menor, pois a maior parte está nos oceanos e na crosta terrestre.
  • A vida nos oceanos consome grandes quantidades de CO2, uma vez que baixas temperaturas no oceano aumentam a absorção do CO2 atmosférico, enquanto temperaturas mais altas podem causar a emissão de CO2.
  • O Efeito Estufa é um sintoma do ciclo do carbono, uma forma que a Terra tem para manter sua temperatura constante.
  • Fonte: Toda Materia

Pequenos negócios exportadores crescem 12% em 2016

Pequenos negócios exportadores crescem 12% em 2016

Um estudo divulgado pelo Sebrae mostrou que o número de pequenos negócios exportadores registrou um crescimento de 12% em 2016 na comparação com 2015.
Em 2011, as micro e pequenas empresas (MPE) representavam 32,8% do total de empresas exportadoras. Em 2016, a participação subiu para 38%, quando mais de 8 mil empresas de micro e pequeno porte venderam mercadorias para o exterior, alcançando o recorde da série histórica.
Apesar do cenário econômico de 2016, com juros altos e a falta de crédito, as MPE faturaram US$ 997,7 milhões em vendas para fora, o que significou alta de 6% em relação ao ano anterior. No mesmo período, o valor exportado pelas médias e grandes empresas caiu 3,5%.
O estudo mostrou que 90% das empresas de micro e pequeno porte que exportam estão concentradas em cinco estados, São Paulo, Rio Grande do Sul, Minas Gerais, Paraná e Santa Catarina.
Em 2016, o foco das exportações das MPE foram os mercados dos Estados Unidos e do Canadá com 20,5% das vendas totais, do Mercosul com 20,3% e da União Européia com 20,2%. Os principais produtos exportados pelas microempresas são vestuário, calcados e , pedras preciosas ou semipreciosas, enquanto as pequenas empresas se destacaram nas exportações de madeira serrada, obras de mármore e granitos e também na de pedras preciosas.
O desempenho é apurado pelo estudo As Micro e Pequenas Empresas nas Exportações Brasileiras – 2009 a 2016, realizado pelo Sebrae com a Fundação Centro de Estudos do Comércio Exterior.
Fonte: ADVFN

PIB mais modesto esconde sinais de crescimento maior para este ano e 2018, diz Santander

PIB mais modesto esconde sinais de crescimento maior para este ano e 2018, diz Santander

Apesar de vir abaixo do esperado pelo mercado, o crescimento  da economia brasileira no terceiro trimestre, divulgado hoje pelo IBGE, traz sinais muito positivos para este ano e para o próximo, explica Rodolfo Margato, economista do banco Santander Brasil. Segundo ele, o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) de 0,1% no terceiro trimestre, inferior ao 0,3% do consenso do mercado e do próprio Santander, oculta notícias positivas que podem levar a instituição a rever para cima seus números de crescimento deste ano. Um exemplo é que, quando comparado ao mesmo trimestre do ano passado, por exemplo, o terceiro trimestre deste ano apresenta um aumento de 1,4%, dentro da projeção do mercado e do banco.
O desvio em relação ao segundo trimestre deste ano, portanto, se deve à interferência de novos dados, incorporados ao cálculo relativos a 2015 ainda, e a mudanças nos fatores sazonais e novos componentes. “Essas mudanças podem enganar, e quando olhamos a abertura dos números, vemos um crescimento importante da demanda doméstica, da ordem de 0,9%, puxada pela continuidade do crescimento da demanda das famílias e dos investimentos”, explica. A conclusão é que esses números “dão alento para uma melhoria do prognóstico para 2018”.

Segundo Margato, a comparação com o segundo trimestre mostra sinais mais favoráveis de uma recuperação da economia que pode levar à revisão da estimativa para este ano e par ao próximo. Há ainda uma importante revisão dos trimestres anteriores, como o crescimento do segundo trimestre, que passou de 0,2% para 0,7% a partir de informações sobre o PIB de 2015.
Também o número do primeiro trimestre foi revisto pelo IBGE e passou de crescimento de 1% para 1,6%, o que eleva a base de comparação. “Apesar do pequeno desvio para baixo do terceiro trimestre, a revisão para cima dos trimestres anteriores deixa o carry over (efeito contábil) para 2017 bem mais favorável”, afirma. Tanto que ele já pensa em rever a estimativa de crescimento para este ano, de 0,8% para até 1,1%. “Vamos analisar os números nas próximas semanas, mas aumenta a probabilidade de crescimento de 1,1% no ano fechado”, diz, reafirmando que por enquanto a projeção do banco está em 0,8%.
Além deste ano, o número do terceiro trimestre dá sinais mais auspiciosos para o crescimento do ano que vem também. O Santander projeta 3,2% de crescimento, acima da mediana do mercado obtida pela pesquisa do relatório Focus do Banco Central, de 2,6%. Para Margato, os dados de hoje do PIB, ainda que com pequeno desvio, reforçam o cenário base de continuidade de crescimento e, mais importante, uma disseminação dessa melhora por mais setores e regiões nas próximas medições.

Queda esperada na agricultura e indústria mais disseminada

A queda do lado da oferta foi puxada pelo setor agropecuário, o que já era esperado, pelo efeito estatístico da alta nos trimestres anteriores, nos quais os efeitos das safras. “No terceiro trimestre, as safras têm peso de culturas que não tiveram desempenho tão bom, o que já se previa, apesar do aumento de 0,9% sobre o ano anterior”, lembra. A indústria também teve um crescimento importante sobre o segundo trimestre e sobre o ano passado, puxado pela indústria de transformação. Margato nota que há uma disseminação desse crescimento no setor industrial, com o índice de difusão do crescimento passando de uma média móvel de 30% para 55% a 60% dos setores nas últimas leituras. “Alguns setores puxam com mais intensidade, outros menos”, explica.
O setor de Serviços, que também apresentou alta, teve como grande destaque o comercio, com crescimento de quase 2% no trimestre, o que já era esperado pelo forte aumento das vendas do varejo ampliado, observa o economista.

Consumo das famílias puxa crescimento mesmo sem FGTS

Mas a grande força motriz do crescimento ainda é o consumo das famílias, que reflete a melhora disseminada dos fundamentos da economia, como inflação baixa, corte nos juros, melhora importante da confiança do consumidor, os primeiros sinais de melhora do mercado de crédito e de trabalho com a queda da taxa de desemprego. “A melhora deste trimestre no consumo das famílias é importante porque havia o medo de que o desempenho dos trimestres anteriores era fruto apenas da liberação do FGTS inativo, o que não se confirmou”, explica Margato. “Os dados mostram que os principais fatores de crescimento para o consumo das famílias são os fundamentos “.

Investimento aumenta, mas ociosidade garante inflação baixa até 2019

Já os investimentos crescendo representam uma surpresa diante da capacidade ociosa ainda alta da economia. “Mas esperamos continuidade nos próximos trimestres, apesar da ociosidade ainda elevada”, diz. Segundo ele, mesmo com o PIB Potencial (capacidade que o país tem de crescer sem pressionar a inflação) do Brasil seguir baixo, na casa do 1,5% ao ano, e com o crescimento da economia mais forte no ano que vem e nos próximos, a ociosidade da economia continuará alto. “O chamado hiato do produto, ou seja, o espaço entre a capacidade de produção e a demanda da economia, ainda continuará muito aberto e só deverá ser anulado no segundo semestre de 2019”, diz.
Isso significa que o país terá uma oportunidade grande de continuar crescendo sem inflação e com juros baixos, e com isso avançar na agenda de reformas econômicas nos próximos anos. “Via canal da atividade e demanda, não vemos pressão inflacionária em 2018, por isso projetamos uma inflação abaixo da meta e uma taxa Selic de 6,75% ao ano por todo o ano que vem”, diz.

Investimento pode voltar em 2019

Sobre o aumento dos investimentos, Margato diz que ele veio até abaixo do esperado pelo banco, 1,6% em vez de 1,7% sobre o segundo trimestre. E houve queda sobre 2016, como esperado. Segundo ele, há várias dúvidas sobre a sustentação da melhora dos investimentos, levando-se em conta a ociosidade alta da economia. “Mas outros fatores mostram uma melhora interessante”, diz, citando os efeitos da taxa de juros mais baixa sobre os investimentos. “Hoje, estamos com uma queda da taxa real de juros para 3%, abaixo da taxa neutra, que seria de 4% ao ano, o que indica uma política bastante expansionista”, explica.
Além disso, a confiança do empresariado está crescendo, o risco-pais está em queda, o que são fatores positivos para o investimento. “Claro que para alguns setores essa volta do investimento vai demorar, como no setor de caminhões, no qual a ociosidade é uma das maiores, mas em bens de capital seriados, máquinas agrícolas, energia elétrica, já vemos sinais de reação”, explica. E a diversificação maior de regiões crescendo também é importante para estimular esses investimentos. “Esperamos um crescimento de 6% no próximo ano, uma melhora tímida considerando a queda nos investimentos de 30 pontos percentuais entre 2014 e 2017, mas a sinalização é que o pior ficou para trás”, acredita Margato.

Diferença está nos investimentos

É o debate sobre a retomada dos investimentos que faz a grande diferença nas projeções para o crescimento do PIB no ano que vem, de 2% para até 4%, explica o economista. No caso do consumo das famlias, o consenso é que ele será o principal vetor, mas nos investimentos há dúvida maior. “Estamos na ponta otimista, pois vemos segmentos como energia elétrica, agricultura e bens seriados já aumentando os investimentos, sem contar ainda com a expectativa de pacotes de concessões”, afirma.

Eleições não comprometem

Sobre as eleições do ano que vem, Margato acredita que elas não chegarão a prejudicar o crescimento da economia. “Só se houver um impacto muito forte logo no início do ano, que altere os mercados, o dólar, a inflação, mas não vemos isso, achamos que o crescimento do ano que vem já está dando”, afirma. Já com relação à continuidade do crescimento, a eleição será fundamental, ao definir se o país vai continuar com uma política de ajuste fiscal, reformas e redução do crescimento da dívida. “Sem isso, a inflação deve voltar, os juros voltam a subir e o crescimento será comprometido”, diz.
Fonte: Arena Pavini
Jornal ADVFN