sexta-feira, 8 de dezembro de 2017

Não se deixa enganar ao comprar um diamante lapidado

Não se deixa enganar ao comprar um diamante lapidado
por Pedro Jacobi

O diamante é a mais importante pedra preciosa conhecida. Sua excepcional dureza (10 na escala de mohs) e brilho o tornam inconfundível. Por causa desta pedra o mundo viu guerras e revoluções.
A De Beers, a maior produtora de diamantes do planeta, de uma forma muito didática, vem ensinando à todos onde e como comprar as pedras que ela produz e comercializa.
A empresa controla totalmente o ciclo do diamante. Ela prospecta, descobre, lavra, corta e comercializa os seus diamantes. Mais ainda, ela compra praticamente todos os diamantes do mundo por intermédio da CSO. A CSO (Central Selling Organization) é a misteriosa organização  criada em 1930 pela De Beers para regular e controlar o mercado de diamantes do mundo.
A CSO é quem regula os preços  e as quantidades de diamantes no mercado.
O diamante
Qualquer "entendido" irá lhe dizer que avaliar um diamante lapidado é trabalho para um gemólogo experiente. Isso está correto, mas nem sempre se tem o tempo e o dinheiro para contratar um gemólogo não é? Portanto as dicas abaixo irão simplificar o trabalho permitindo que você possa ter uma boa ideia das qualidades e defeitos de uma pedra o que lhe auxiliará na compra.
É bom frisar que se a compra é de um diamante caro a assessoria de um especialista poderá ser imprescindível.
Para você ter uma ideia de como avaliar um diamante lapidado é necessário prestar atenção nos pontos abaixo. Este conjunto de informações irá compor uma visão mais completa da pedra em questão.
Peso (quilates):
Quanto maior o diamante mais raro ele é e, consequentemente mais valioso. Um quilate é uma medida de peso que corresponde a 0,2g em outras palavras 1 grama tem 5 quilates (abreviado ct em inglês) . O quilate por sua vez é dividido em 100 pontos. Ou seja, cada ponto corresponde a 0,002 grama. O uso de pontos pode levá-lo a super-estimar uma pedra. Por exemplo: ao lhe oferecer uma joia que tem 0,35 pontos na realidade você estará recebendo um "cheiro de diamante"...e por isso o preço está tão baixo.
Esta é a primeira característica da pedra que será falada pela noiva..., amigos e pelo investidor. No entanto existem outros pontos que irão ter uma influência maior no preço final da pedra. Portanto veja o peso com reservas. Um diamante não é só o seu peso. Mas é sempre interessante comprar um diamante que seja compatível em tamanho e qualidade com aqueles do círculo social da pessoa que vai usá-lo.
Cor:
As cores dos diamantes variam muito. Um diamante incolor por definição não deve ter nenhuma cor. Parece fácil, mas quando você coloca um incolor de verdade perto de uma pedra quase incolor você vai notar a diferença. Esta comparação, lado a lado, se possível, é a melhor forma de você analisar se o diamante em questão tem ou não alguma cor. Outro fator importante é a influência da luz sobre a cor. Algumas luzes artificiais fazem o diamante parecer mais azul e isso pode ser utilizado por vendedores para lhe "empurrar" um blue-white. Cuidado! Observe o diamante em mais de um tipo de iluminação e peça para comparar com pedras certificadas. Use uma lupa ou microscópio se possível, no caso de pedras pequenas.
Claridade-brilho:
O brilho de um diamante é um dos seus mais importantes atributos. Toda a beleza da pedra passa pelo seu brilho. Não se preocupe tanto com as pequenas inclusões. A grande maioria das pedras do mundo tem inclusões. São muito raras as pedras totalmente limpas. O importante é que a inclusão não seja demasiadamente grande a ponto de interferir na beleza da pedra durante a inspeção ao olho nu. As diferenças entre as classificações como VVS, VS e SI são muito sutis e só lhe devem preocupar se o diamante que você está comprando é um investimento e, então,  estas classificações passam a ser importantes para balizar o investimento. Neste caso não compre sem estar assessorado por especialista de confiança.
Corte:
O corte de um diamante pode valorizá-lo ou depreciá-lo. É aconselhável que o corte seja feito por um lapidário experiente. De uma forma geral as pedras pequenas e de mais baixo valor estão sendo cortadas na Índia enquanto que as maiores e mais  valiosas vão para Israel, Amsterdã e Antuérpia. Se a pedra que você está comprando é muito valiosa poderá ser importante fazer uma avaliação do seu corte. Existem equipamentos que mapeiam o corte permitindo um relatório preciso. Alguns joalheiros usam o corte para adicionar valor à pedra. O importante, se você não é um expert, é perceber a beleza da pedra. Afinal essa deve ser a primeira característica do diamante: a sua beleza.
O corte serve para valorizar o brilho do diamante. No entanto a joalheria moderna está criando inúmeras joias com o diamante bruto sem lapidação. Frequentemente são encontradas joias de alta qualidade com diamantes brutos coloridos. Estes diamantes são, em sua maioria pedras bem terminadas, mas de qualidade baixa e, portanto, não são aproveitados pelas lapidadoras. Neste caso, você estará comprando uma joia com diamantes onde o design geralmente é o ponto mais alto.
Esses 4 critérios acima representam os famosos 4 C´s (carat, colour, clarity, cut) em inglês
Dicas importantes na hora da compra
  • Não compre o diamante "barbada". Se o preço está muito abaixo do mercado cuidado! Deve haver um bom motivo para isso e ele pode não ser agradável.
  • Compre diamantes, de preferência, certificados e garantidos por uma joalheria de renome.
  • Cuidado com certificados complexos que só podem ser lidos por especialistas e que não garantem nada.
  • Considere os preços de mercado para aferir a compra do seu diamante.
  • Estude a pedra antes de comprá-la.
  • Em dúvida não compre.
  • Não compre se for para um investimento de curto prazo.
  • Lembre-se que a beleza, neste caso, é fundamental.
Aproveite. O seu diamante será desfrutado por gerações...

Fonte: Jornal do Ouro 

As diversas formas de tomar o controle de uma jazida de ouro que vale centenas de milhões de dólares por alguns punhados de reais


As diversas formas de tomar o controle de uma jazida de ouro que vale centenas de milhões de dólares por alguns punhados de reais


A crise nas bolsas de Toronto e Vancouver transformou projetos valiosos com ouro comprovado em desastres financeiros. Um projeto que pelo seu ouro contido comprovado pelas sondagens e pelas certificadoras internacionais vale centenas de milhões de dólares, pode ser arrematado pelas dívidas por valores muito baixas.


Com a agonia das "junior companies" que não parece ter fim na Amazônia, muitas empresas que conseguiam facilmente vender poucas ações e levantar milhões de dólares, hoje após a crise, nem que vendesse todas as ações  disponíveis não iriam pagar nem as dividas mais recentes, pois o preço destas ações caiu de diversos dólares para alguns centavos; centenas de milhões de dólares virtuais viraram centenas de milhares de reais.
Acabou o dinheiro, acabaram a festa de hotéis de luxos, geólogos vindo do outro lado do planeta; de repente, não se consegue pagar nem as taxas do DNPM, nem o contrato do garimpeiro e nem mesmo o vigia do acampamento.
Uma jazida não é uma casa que se pode fechar e pedir para o vizinho dar uma olhada. Tem que pagar taxas, advogados, vigilantes para os preciosos testemunhos de sondagem que são as provas da presença do ouro na rocha. Tem que honrar os contratos com o garimpeiro local, fazer relatórios técnicos em português para o DNPM e em inglês para a bolsa de Toronto. Tem que indemnizar os trabalhadores brasileiros.
Se não tiver mais dinheiro, vai ter que selecionar as despesas impossíveis de ser renegociadas, Taxas do DNPM não é negociável, mas pode ser parcelada em ate 60 vezes, mas daqui a 12 meses, vem mais uma taxa e forma-se uma bola de neve. Os trabalhadores são colocados no ultimo item, pois no Canada, a justiça do trabalho não tem a força daqui, resultado, o oficial de justiça aparece na porta do representante brasileiro e tem que pagar para enviar alguém na audiência que nada poderá fazer além de tentar um acordo que terá que ser cumprido a risco, e sem dinheiro, é impossível. Os equipamentos de trabalhos já foram arrestados pelos gerentes que usaram seus últimos poderes para priorizar o direito deles antes dos trabalhadores.
O dono do garimpo que vê seus ganhos serem protelados torce pela empresa falir mesmo, pois ele sabe onde a empresa encontrou o ouro e se não souber terá condições de saber.
Os dados da pesquisa são públicos pela lei Canadense e basta baixar na internet no site da empresa enquanto ele estiver no ar. Os dados são verdadeiros.
Frente a esta situação, as opções são diversas e os métodos também. Não iremos detalhar o processo técnico financeiro, mas iremos apresentar um resumo para cada caso:
Caso A: a empresa Canadense não conseguiu renovar o alvará ou não conseguiu aprovar o relatório de pesquisa no DNPM, pois as pesquisas não foram suficientes (faltou o dinheiro): os alvarás são indeferidos e vão para disponibilidade:  objetivo: ganhar na disponibilidade apresentando relatório com as mentiras incentivadas pela lei brasileira mas que a empresa original não vai utilizar por honestidade técnica. Mesmo tendo vencido no DNPM, terá que encarar o dono do garimpo que de uma forma ou outra vai virar sócio.
Caso B: A empresa tem diretores e mesmo o presidente brasileiros que se veem pressionados pelos oficiais de justiça. Estão loucos para entregar pelo valor da divida para liberar seus bens bloqueados. E depois vai ter que pegar as ações dos sócios estrangeiros. Na hora de pagar as dívidas devidamente recibadas, bastara exigir uma reunião do conselho de acionista (o board) e apresentar as despesas que os acionistas minoritários fizeram para salvar o projeto e os interesses de todos (mesmo se esses interesses não forem bem compreendidos pelos sócios estrangeiros), já que como brasileiros, é em cima deles que a justiça vai se orientar. Como os acionistas majoritários de fora não tem dinheiro, não vão pagar a parte que lhe cabe, mas como é uma empresa brasileira, apesar do capital ter maioria de fora, o juiz brasileiro vai dar um prazo para eles pagarem, se não pagar, ele vai calcular a integralização das ações ao preço do momento, e como elas estão perto de zero, se vai levar a maior parte ou a totalidade da empresa só pagando as dívidas.
Caso C: A empresa esta devendo, mas a divida trabalhista é por lei, prioritária. O juiz trabalhista vai dar sentença e vai arrestar a empresa que poderá ser resgatada ou ele poderá arrestar os bens moveis e equipamentos que sobraram ou foram apossados ilegalmente por credores não prioritários. Se a empresa já integralizou os pagamentos para o garimpeiro, a própria superfície do garimpo poderá ser considerada bem a ser arrestado para leilão e posterior divisão entre os funcionários demandantes.
Caso D: uma lavra mesmo de dimensões limitadas tem um forte impacto psicológico no mercado cansado de jazidas virtuais. Portanto se tiver capacidade de organizar e legalizar essa lavra com PLG ou Guia de utilização, poderá negociar um bom lote de ações em troca e ações que vão subir por causa da produção.
Ou seja um ganho multiplicado.

E tem mais....
Fonte: Jornal Do Ouro

Tesouro nacional, a Turmalina Paraíba é uma pedra raríssima

Tesouro nacional, a Turmalina Paraíba é uma pedra raríssima





4 junho 2010 7 Comentários Por Roberta Rossetto

O Brasil é, mesmo, um país privilegiado em termos de riquezas naturais. Além do verde deslumbrante da Amazônia e das abundantes pedras preciosas e do ouro das Minas Gerais, o país produz ainda outros tesouros, em escala mais rara e ainda mais valiosa. Estou falando de duas pedras especiais, a Turmalina Paraíba e o Topázio Imperial. Hoje vou contar um pouco sobre a primeira:

A história da Turmalina Paraíba é bastante recente. Começou nos anos 80, quando dois garimpeiros da Paraíba encontraram os primeiros exemplares das até então desconhecidas pedras azuis com brilho néon e, formando uma cooperativa, iniciaram o processo de extração.

Trata-se de uma gema rara e muito valiosa, com brilho tamanho que “ascende” no escuro. É a única gema transparente que possui cobre em sua composição, o que lhe confere as cores vibrantes, iluminadas e elétricas. Diz-se que, assim como o sol, essa gema tem luz própria!

Turmalina Paraiba cópia

Em 1990, durante a tradicional feira de Tucson, EUA, teve início a escalada de preços desse mineral. As cotações quintuplicaram em apenas quatro dias. A mística em torno da pedra havia começado e cresceu extraordinariamente ao longo dos anos 90. Atualmente, no mercado internacional, elas exibem as mais altas cotações do universo gemológico.

Mas porque, afinal, essas gemas alcançam valores tão elevados no mercado? Listo abaixo alguns motivos:

- Produção escassa: há ocorrências em apenas duas regiões do planeta, Brasil e África. Sendo que, sem exageros ufanistas, os exemplares brasileiros têm qualidade e cor incomparáveis;

- Dificuldade de exploração e extração; as condições geológicas em que essa gema é encontrada representam grande desafio para os profissionais da área: a extração deve ser feita manualmente, para evitar qualquer risco de desperdiçar algum material bruto;

- A maioria dos minerais encontrados é muito pequena; Portanto, pedras de qualidade, tamanho médio e grande são raríssimas.

Fonte: Geologo.com

Turmalina:

Turmalina:

A turmalina é a pedra preciosa que mais se produziu  e ainda produz em São José da Safira,MG hoje ainda se extrai quantidades enormes de turmalinas, porém em tempos anteriores a extração era muito mais fácil e, não dependia de muito dinheiro para manter uma mina, devido a enorme exploração hoje só se encontra turmalinas em profundidades não muito acessíveis a qualquer explorador, devido ao alto custo.
As turmalinas produzidas em São Jose da Safira são gemas muito belas e de excelente qualidade, podendo ter várias cores: azul, vermelha, rosa, verde, preta dentre outras, e, existem também as multicoloridas, podendo até mesmo possuir em uma única gema 03 cores diferentes. ex: vermelho,verde e azul.
As turmalinas aqui produzidas chegadas ao tom máximo de vermelho, são também conhecidas na região como rubilita ou rubi.
 
Fonte: Brasil Mineral

OUTRO ÍCONE DA JOALHERIA BRASILEIRA

OUTRO ÍCONE DA JOALHERIA BRASILEIRA
     Quando terminei de escrever sobre Jules Sauer, me dei conta de que precisava falar também sobre outro ícone da joalheria brasileira, Hans Stern. Ele foi o fundador da H. Stern, uma rede de 280 joalherias espalhadas por 32 países e que emprega quase 3.000 pessoas.
A vida de Hans Stern assemelhou-se em muitos aspectos à vida de Jules Sauer.  Ambos vieram da Europa para o Brasil muito jovens (Hans com 17 anos, Sauer com 18), no início da II Guerra Mundial. Eram de origem judia, ambos começaram a vida profissional aqui em atividade não ligada diretamente às pedras preciosas (Sauer deu aulas de francês e Stern começou trabalhando como datilógrafo) e, o mais importante de tudo, os dois deram enorme impulso ao conhecimento e consumo de pedras preciosas brasileiras, numa época em que elas eram consideradas gemas de segunda categoria.
O primeiro emprego de Hans Stern foi numa empresa que lapidava e importava predras preciosas (chamada Cristab). Ele logo se encantou com a beleza daquela mercadoria e começou a viajar por todo o país, inclusive a cavalo, conhecendo garimpeiros e comprando gemas diversas.
Em 1945, fundou no Rio de Janeiro, uma pequena loja: era o início da H. Stern, que desde o início teve este nome.


Brincos Harmony, criados para a H. Sten pela estilista
Diane von Furstenberg, com rubi, rubelita, berilo, citrino, 
quartzo rosa e diamante.


Hans não se conformava com o fato de classificarem nossas gemas como pedras semipreciosas, e ficou famosa uma frase sua: Não existe pedra semipreciosa, como não existe mulher semigrávida. De fato, embora a denominação pedra preciosa seja correta, o mesmo não se dá com pedra semipreciosa, por várias razões. A principal é que nunca houve consenso sobre quais pedras seriam consideradas preciosas. Normalmente, eram assim classificados o rubi, a safira, a esmeralda e o diamante. Alguns autores, porém, incluíam também a opala preciosa e o crisoberilo, por exemplo. E outros, a pérola. Além disso, a distinção era inútil e, para o Brasil, muito prejudicial.
Vários autores e gemólogos de renome têm a mesma opinião: Robert Webster, Walter Schumann, Joel Arem, Erich Merget e, é claro, nosso tão estimado Jules Sauer.
O preço não é critério válido para a separação: esmeralda, rubi, safira e diamante são usualmente gemas caras, mas a turmalina Paraíba tem preço médio maior que o do rubi e o da safira e a alexandrita e a opala-negra têm preço médio igual ao da esmeralda, por exemplo.
Coerente com esses posicionamentos, a Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) recomenda evitar sempre o uso da palavra semipreciosa, substituindo-a por preciosa, salvo exigência comercial ou legal (NBR 10.630).   
Assim como devemos a Jules Sauer o reconhecimento internacional da esmeralda brasileira, devemos a Hans Stern essa atitude importante na valorização das nossas gemas.


                     Anel Sunrise, em ouro, ametista e um 
                     pequeno diamante na lateral da peça. 

Considerar pedra preciosa gemas como água-marinha, turmalinas e topázio imperial não foi difícil. Mas, considerar assim gemas relativamente baratas como ametista, citrino e ágata foi resultado do empenho de gemólogos como os citados.  Hans Stern, entretanto, foi bem além.
     Eu achava – e acredito que outros gemólogos experientes também - que incluir o quartzo incolor (cristal de rocha) entre as pedras preciosas era o que hoje se chama de forçar a barra. Afinal o
quartzo é a espécie mineral mais comum do planeta, e o cristal de rocha é a mais comum de suas muitas variedades. Então, lapidar e colocar cristal de rocha em uma joia era algo difícil de conceber.  Pois a H. Stern fez não uma joia, mas toda uma coleção com cristal de rocha!  Com uma inteligente campanha de marketing, apresentaram a coleção como joias leves, adequadas à estação (era verão).  Para mim então ficou consagrado definitivamente que qualquer mineral com beleza suficiente para justificar sua lapidação podia ser chamado de pedra preciosa.  E assim deve ser: há gemas caras e baratas, como há calçados, roupas, bebidas, etc. de preços bem variados.

                      Gargantilha Nature, com turmalina verde e diamante.

            Por fim outro reconhecimento que devemos e Jules Sauer e a Hans Stern. Ambos souberam transmitir aos filhos o amor pelas empresas que criaram, e são eles que hoje dão continuidade às notáveis obras de seus pais.  Nos anos 90, Hans convidou dois de seus filhos a participar da direção da empresa, mas continuou indo lá, todas as manhãs, dirigindo ele mesmo seu Fusca e sem seguranças.
Raramente dava entrevistas e não gostava de posar para fotografias. Ele nasceu quase cego e só começou a enxergar com o olho direito aos dois anos de idade. Gostava de ler, ouvir música clássica e tocar órgão.
Hans Stern colecionava selos e, é claro, pedras preciosas, e deixou uma grande coleção de turmalinas, sua pedra preferida.
A exemplo de Jules Sauer – as coincidências parecem não ter fim... – criou um museu na sede de sua empresa, em Ipanema, no Rio, onde são exibidas mais de mil turmalinas lapidadas.
Stern nasceu em Essen, na Alemanha, e faleceu no Rio de janeiro, em 2007, no mês em que completou 85 anos.
Fonte: Blog Percio M Branco