sábado, 9 de dezembro de 2017

Como baratas, ratos e outras pragas invadem nossa casa?

Como baratas, ratos e outras pragas invadem nossa casa?

Pragas© Mundo Estranho Pragas PERGUNTA DO LEITOR Tiago Almeida, Rio de Janeiro, RJ
ILUSTRA Guilherme Henrique
EDIÇÃO Felipe van Deursen
MOSQUITOS (portas e janelas)
Cada praga prefere um local da casa, mas o foco é sempre buscar comida. Para o mosquito, a única opção é entrar pela janela ou pela porta. Você nunca verá algum saindo do ralo, porque lá é passagem de água. Com asas molhadas, o voo fica comprometido e ele tem grandes chances de se afogar
FORMIGAS (ralos, portas e janelas)
Elas podem entrar por basicamente todos os lugares. Se houver a menor fresta ou rachadura, o inseto conseguirá entrar. Além de pequena, a formiga é inteligente (caminha por muito tempo sem se perder) e muito forte (carrega até 100 vezes o próprio peso). Então, ela é a mais versátil das pragas
BARATAS (ralos, portas e janelas)
Pode ser considerada uma dupla ameaça: ela pode entrar tanto pelas portas e janelas quanto pelo esgoto. Mais comum no Brasil, a barata-americana só faz voos curtos, então chega pelas tubulações. Já outras espécies, que conseguem voar mais, usam portas e janelas (inclusive em apartamentos altos)
RATOS (ralos e telhado)
Os roedores têm preferência por entrar pelo esgoto, um local fechado e seguro, com acesso direto da rua. Por serem grandes, a entrada por uma porta é arriscada. Eles geralmente se locomovem pelos cantos, pois precisam do contato de suas vibrissas (o bigode) para auxiliar na percepção de movimento
1. OLHE PARA CIMA
Dependendo do padrão da casa, ratos podem construir sua moradia no telhado. Mas eles também gostam de ficar embaixo de pias, fogões, fornos e dispensas
  • Em prédios, ratos também se instalam no fosso do elevador, podendo até roer os cabos!
2. JOGO BAIXO
Pernilongos ficam no alto das paredes, em sombras (entre o armário e o teto, por exemplo). Já o Aedes aegypti, da dengue, fica na parte inferior do cômodo, pois não tem a mesma capacidade de voo
3.TUDO DOMINADO
As formigas podem ser localizadas atrás de batentes, acabamentos, revestimentos com frestas ou azulejos sem argamassa
4. BALADEIRAS
Baratas  têm hábito noturno e preferem ficar em ambientes escuros, como dentro de armários. Em geral, a infestação fica no banheiro ou na cozinha, perto de comida
  • Sua casa virou um ninho de pragas? O jeito é chamar uma empresa especializada em pragas urbanas
Como evitá-las
Uma lista de afazeres
Pernilongos
  • Não deixe água parada
  • Coloque areia em vasos e telas nas janelas
  • Use velas de citronela ou outros repelentes
Ratosbaratas e formigas
  • Retire sempre o lixo
  • Vede todas as frestas
  • Não deixe restos de comida, especialmente doces, espalhados
  • Deixe a casa sempre limpa (especialmente banheiro e cozinha)
CONSULTORIA Fernando Bernardini, mestre em entomologia e gerente de desenvolvimento da Bayer
FONTES: Basf, Bayer, Gazeta do Povo, InsetCenter e Pragas Urbanas

Tarântula elétrica azul e besouros aquáticos estão entre 29 espécies descobertas na Amazônia

Tarântula elétrica azul e besouros aquáticos estão entre 29 espécies descobertas na Amazônia

Tarântula fotografada próximo às cataratas de Kaieteur: Aranha que está sendo chamada de 'tarântula elétrica' foi avistada por fotógrafo perto do rio Potaro, na Guiana | Foto: Andrew Snyder/Global Widelife© BBC Aranha que está sendo chamada de 'tarântula elétrica' foi avistada por fotógrafo perto do rio Potaro, na Guiana | Foto: Andrew Snyder/Global Widelife
Pesquisadores acreditam ter descoberto seis espécies de peixes, três de plantas, 15 besouros aquáticos e cinco libélulas completamente novas no Parque Nacional de Kaieteur e o rio Potaro, trecho da floresta amazônica que fica na Guiana.
O levantamento foi organizado pela Global Widelife Conservation e publicado em um relatório conjunto com a WWF, ambas organizações não governamentais internacionais que atuam nas áreas da conservação, investigação e recuperação ambiental.
Além dessas 29 espécies que os pesquisadores acreditam não terem sido catalogadas ainda, há outras que talvez não sejam totalmente novas, mas foram observadas pela primeira vez na região.
Entre os achados dos pesquisadores está uma tarântula vista, inicialmente, à noite pelo fotógrafo Andrew Snyder próximo às margens do rio Potaro. A aranha, que exibia uma tonalidade azul cobalto brilhante, estava numa árvore e está sendo chamada de "tarântula elétrica".
O fotógrafo que registrou a imagem da tarântula descreveu em detalhes, em um blog da Global Widelife, como foi o achado inesperado. Ele não descarta a possibilidade de ser uma espécie nova.
"O feixe de luz azul, de fato, não era o brilho do olho de uma aranha, mas sim o dorso de uma pequena tarântula. Passei anos fazendo pesquisas na Guiana e sempre prestei muita atenção às espécies de tarântulas. Eu imediatamente soube que essa era diferente de qualquer espécie que eu havia encontrado antes", relatou.
Os pesquisadores registraram outras imagens que chamaram a atenção, como a de um sapo com bolhas pretas no dorso.

Fonte: Veja

sexta-feira, 8 de dezembro de 2017

GARIMPO DE ESMERALDAS

GARIMPO DE ESMERALDAS
"Feira do Rato" em Campo Formoso – Bahia, cidade a 60 km da Serra das Caraíbas e que concentra o comércio forte de esmeraldas. Alguns comerciantes e seus lotes de esmeraldas.

Fonte: DNPM

Gemas Tratadas

Gemas Tratadas




O consumidor que compra uma joia com uma pedra preciosa sabe que a gema nela contida passou por um processo de lapidação e que a forma que ela exibe não é a forma que tinha na natureza. Sabe também que o brilho foi melhorado com o processo de lapidação e provavelmente está ciente de que se aproveitou uma porção da gema que não continha impurezas ou que as tinha em quantidade e tamanho aceitáveis. O que o consumidor não sabe, a menos que lhe seja informado pelo vendedor, é se a gema foi tratada ou não.
Gema tratada é aquela em que uma propriedade física, geralmente a cor, foi modificada para lhe dar mais valor. Uma modificação na cor não significa necessariamente troca por outra, pois pode ser apenas uma melhoria na cor natural. Nos casos em que a gema tem uma propriedade apenas melhorada, pode-se dizer que ela é uma gema realçada, um caso particular de gema tratada.
São considerados aceitáveis os tratamentos que não alteram a composição química da gema. Eles são de vários tipos e têm diferentes objetivos.


Tingimento
O tingimento visa a mudar a cor da gema. É muito usado em todo o mundo para gemas como a ágata. Também a howlita costuma ser tingida.
Ágata tingida
Ágata tingida

As belas cores que se veem na ágata podem ser naturais, mas muitas vezes são obtidas por adição de produtos químicos. As ágatas do Rio Grande do Sul, maior produtor mundial dessa gema, se têm cor rosa, roxa, verde ou azul, são tingidas. As cores vermelha e preta podem ser tanto naturais quanto provenientes de tingimento.
Estima-se que pelo menos 90% das ágatas vendidas no mundo são tingidas, mas daquelas procedentes do Rio Grande do Sul, consideradas as mais belas do mundo, cerca de 40% apenas passam pelo tingimento.
A mudança de cor da ágata é possível porque ela é porosa e, além disso, resistente ao calor e aos ácidos. Se as cores naturais são visualmente agradáveis, não se usa tingimento; caso contrário, a ágata é colocada numa solução que pode conter ferrocianeto de potássio, ácido crômico com cloreto de amônio, açúcar ou percloreto de ferro com ácido nítrico e sucata de ferro,
Howlita de cor natural (branca) e tingida
Howlita de cor natural (branca) e tingida
dependendo da cor desejada. O tingimento pode ser feito a frio (bem mais lento) ou com aquecimento. Em qualquer um dos casos, porém, demora geralmente vários dias.
A porosidade das faixas é variável, de modo que algumas absorvem mais o corante do que outras, aumentando assim o contraste entre as cores. Como a solução tingidora penetra pouco na gema, o tingimento costuma ser feito após a peça ser cortada e desbastada, mas antes de ser polida, pois o polimento obstrui os poros, dificultando a penetração do corante.
O preço final é o mesmo para as peças tingidas e para as não tingidas. Se os corantes usados forem inorgânicos, a cor será estável; com corantes orgânicos (usados, por exemplo, para obter cor rosa ou verde), ela poderá enfraquecer com o tempo. O Museu de Geologia da CPRM possui chapas de ágata nessas cores em que um lado é hoje bem mais claro que o outro porque ficou voltado para cima no expositor, sujeito, portanto, à ação da luz e, por consequência, ao enfraquecimento da cor.
O tingimento de uma gema pode ser seletivo. Lápis-lazúli, por exemplo, pode receber tingimento azul apenas nas porções brancas, formadas por calcita.


Tratamento Térmico

Citrino obtido por tratamento térmico de ametista
Citrino obtido por tratamento térmico de ametista
Muitas gemas podem mudar de cor quando aquecidas e são, por isso, submetidas a tratamento térmico para obtenção de cores diferentes ou para melhorar a cor original. São assim tratados rubi, safira, âmbar, água-marinha, ametista, citrino, tanzanita, zircão, topázio e turmalinas.
Um exemplo de tratamento térmico muito conhecido é o aplicado à ametista. Essa variedade de quartzo tem cor roxa, mas, aquecida a cerca de 475 ºC, transforma-se em citrino, outra variedade do mesmo mineral, de cor amarela ou alaranjada. É um tratamento que dá cor estável e que é intensamente usado no Rio Grande do Sul para as ametistas de cor fraca ou irregular. Algumas vezes, também o quartzo incolor e o quartzo enfumaçado dão esse resultado.
A prasiolita é um quartzo de cor verde obtido por tratamento térmico a 500 ºC de ametistas provenientes de Four Peaks (Arizona, EUA) ou de Montezuma (Minas Gerais). Outra gema que costuma ser submetida a tratamento térmico é o topázio amarelo, que fica vermelho (a 300-350 ºC), rosa ou azul. Essas cores podem ser encontradas também em gemas naturais, mas os topázios de cores rosa e vermelha encontrados no comércio são quase sempre produto de tratamento térmico.
Águas-marinhas azuis de cor fraca podem ficar mais escuras e, portanto, mais valiosas por tratamento térmico. Mais de 90% das águas-marinhas dessa cor encontradas no mercado internacional são gemas amareladas ou verdes que foram tratadas termicamente. Não se conhecem meios de distinguir as águas-marinhas assim tratadas daquelas naturalmente azuis. Rubis opacos aquecidos a 1.200 ºC ficam transparentes ou pelo menos translúcidos.


Impregnação
Algumas gemas porosas ou com fissuras podem ter sua cor ou transparência melhoradas pela adição de óleos incolores, cera, resina natural ou produtos sintéticos.
É costume tratar a esmeralda com óleos de índice de refração semelhante ao seu. Normalmente, essa gema é cheia de fissuras e, além disso, é normal haver nelas impurezas. Por isso, a esmeralda costuma ser lavada com ácidos, que removem as impurezas das fraturas que se comunicam com o exterior, e a seguir é imersa em óleos naturais (como óleo de amêndoa quente) ou artificiais. Outra opção é o emprego de resinas, que também melhoram a aparência, tanto das esmeraldas brutas quanto das lapidadas. É muito usado o Opticon, resina tipo epóxi, após a qual se aplica uma substância que promove sua polimerização.
Para introduzir o óleo, pode-se antes submeter a gema ao vácuo, visando a remover ar e impurezas. Feito isso, ela é submetida a pressão, com temperatura moderada (até 100 ºC). Com o tempo, o óleo pode sair, sendo necessário fazer nova aplicação.


Irradiação

Quartzo incolor após irradiação
Quartzo incolor após irradiação
É a exposição de uma gema aos efeitos de uma radiação para alterar a cor. Há várias fontes de radiação usadas para esse fim. O uso de raios X exige equipamento que é de fácil obtenção, mas proporciona baixa uniformidade de cor, pouca penetração na gema e, por isso, não é um processo comercialmente viável. Safiras incolores ou amarelo-claras sob ação de raios X ficam amarelas, semelhantes a topázios.
A radiação mais usada são os raios gama. Eles têm boa penetração na gema, dão cor com boa uniformidade e não deixam resíduo radioativo. A estabilidade da cor final depende da gema tratada. A irradiação por nêutrons penetra mais que as anteriores, dá colorido mais intenso, mas deixa a gema radioativa. Desse modo, é preciso esperar que essa radioatividade se dissipe para poder comercializar o produto. Diamantes assim tratados ficam verdes e se a irradiação for seguida de tratamento adquirem cor amarelo-canário. Tanto essa cor quanto o verde não podem ser distinguidos das mesmas cores de origem natural.
Por fim, há os aceleradores de partículas, mas eles penetram menos que a radiação gama e são pouco usados. O quartzo incolor submetido a radiação gama pode adquirir várias cores, inclusive duas cores na mesma gema. Atualmente há uma grande produção de pedras preciosas tratadas dessa maneira, cujas cores recebem nomes comerciais como whisky, cognac, champagne e green gold. O mesmo tipo de quartzo, procedente de Minas Gerais, do Rio Grande do Sul e do Uruguai, pode ser transformado em prasiolita, a variedade obtida por tratamento térmico de ametistas, mas só das procedentes de Montezuma (MG) e Four Peaks (EUA).
Ametista que perdeu a cor por exposição prolongada ao sol pode tê-la de volta por ação de raios X. Topázio incolor por efeito da radiação gama pode ficar amarelo e se após isso sofrer tratamento térmico passará à cor azul. O volume de topázios azuis assim obtidos é de várias toneladas por ano. O processo é usado para rubis, safiras e topázios.


Difusão
Esse processo consiste em introduzir impurezas na gema por difusão de óxidos a altas temperaturas (de 1.600 ºC a 1.900 ºC). A gema é colocada em um cadinho, misturada a óxidos metálicos em pó e aquecida a alta temperatura e em atmosfera adequada por um tempo variável. O resultado é uma fina camada muito colorida de cor estável. O processo é usado para rubis, safiras e topázios.


Preenchimento de Fraturas
O preenchimento de fraturas e fissuras é feito com resinas e colas do tipo epóxi. Elas tornam esses defeitos menos visíveis ou mesmo invisíveis. O processo valoriza a gema, mas o tratamento não é estável. O diamante é uma das gemas que recebe preenchimento de fraturas. Esmeraldas também recebem esse tratamento, com substâncias que têm índice de refração semelhante ao dela.


Remoção de Inclusões
Raios laser e produtos químicos podem ser usados para remover impurezas de gemas, principalmente do diamante.


Clareamento
É o uso de produtos químicos ou outros processos para clarear a gema ou para remover cores indesejáveis. Na grande maioria dos casos, quanto mais escura a gema, mais valiosa ela é, mas há exceções. A turmalina verde vale mais quando é clara, por se assemelhar mais à esmeralda. Assim, usa-se tratamento térmico para deixa-la menos escura. Safiras também podem ficar mais claras quando aquecidas.


High Pressure High Temperature - HPHT
Centros de cor indesejáveis em diamantes podem ser removidos por tratamento que envolve alta pressão e alta temperatura
Fonte: DNPM

O Topázio Imperial e as Gerais.

O Topázio Imperial e as Gerais.

O Topázio Imperial: “Cria um magnetismo altamente positivo em torno da pessoa trazendo a alegria de viver, a integração com a vida. Cria uma atmosfera de fé na vida e na espiritualidade ilumina os sentidos, principalmente o da visão, em todos os níveis. Estimula as soluções positivas com a certeza do sucesso”, dizem isso lá pelas bandas das Gerais.    
O topázio imperial é um mineral do sistema ortorrômbico que ocorre na natureza em forma de prismas com estrias longitudinais, clivagem basal, dureza 8 (na escala de Mohs), densidade entre 3,4 e 3,6 e brilho vítreo. Ocorre numa grande variedade de cores, do amarelo ao vermelho, passando por nuances intermediárias, como o rosa e o lilás. Mais raros, estes últimos são característicos da Mina do Capão.
Entre as pedras coradas, é umas das mais belas e valiosas. O valor comercial da pedra lapidada depende da cor, tamanho, forma, pureza. Transformada em jóia, passa a ser testemunha da integração do homem com a natureza.
A designação imperial para este tipo de topázio tem origem na Rússia, local das primeiras jazidas, exauridas durante o período Czarista.
O topázio imperial só ocorre em Ouro Preto e as ocorrências existentes não ultrapassam os limites do seu município. Esta região é a única fornecedora desta gema em escala comercial e abastece as joalherias do mundo inteiro. Cumpre assinalar a existência de uma ocorrência no Paquistão, sem expressão econômica.
Assim como Ouro Preto, o topázio imperial também tem sua história, aquela que perpetua a nobreza das artes e das formas. Prova generosa do poder criador da natureza, é uma das mais raras gemas. Como todo mineral, é exaurível e um dia deixará de existir em sua forma bruta, natural.
Topázios Imperiais já eram muito apreciados pelas czarinas russas três séculos atrás. O Brasil é o único produtor comercial desta gema, oriunda da região de Minas Gerias.
“O topázio amarelo, hoje mais conhecido como topázio imperial, é a gema mais típica brasileira, devido à sua ocorrência restrita ao Brasil, mais precisamente ao município de Ouro Preto. Quimicamente não se diferencia do topázio azul ou incolor, tendo a mesma composição com a fórmula Al2[(F,OH)2SiO4]. Trata-se de uma pedra de cor amarela, cuja tonalidade pode variar do amarelo-champanhe, ao de cor de mel ou rosado, muito raramente ocorre na cor lilás. Sua coloração deve-se a traços de ferro e cromo. Quando esquentado ao rubro, o topázio amarelo torna-se vermelho. Não obstante sua alta dureza (8 na escala de Mohs), ele é quebradiço por causa da boa clivagem.
Diferentemente ao topázio azul ou incolor, não ocorre nos pegmatitos junto a turmalina, água-marinha ou crisoberilo. É de formação hidrotermal de uma fase final da atividade magmática. Muitas vezes é acompanhado de rutilo, especularita, quartzo hialino, quartzo enfumaçado e turmalina negra, e mais raramente de euclásio. A presença de euclásio foi relatada pela primeira vez pelo mineralogista alemão Barão de Eschwege. O euclásio é um silicato de berílio e alumínio com a fórmula BeAlSiO4(OH), muito mais raro do que o topázio amarelo. Devido à sua boa clivagem (que está no nome: eu – bem, clasis – rachar, partir), é difícil trabalhar e lapidar, porém é muito apreciado por colecionadores.
O nome é originário do grego “topazos”, procurar, nome também de uma ilha no Mar Vermelho, que frequentemente fica envolta na neblina, sendo por isso difícil de localizar. O material desta ilha, muito provavelmente não era topázio mas uma olivina amarelada. Na Idade Média, o nome foi usado para qualquer pedra de cor amarela. Hoje é um mineral bem definido, um silicato de alumínio com flúor. O adjetivo “imperial” vem da Rússia, onde essa gema era muito apreciada pela alta aristocracia durante o século XIX. No passado, a Rússia e o Paquistão também produziam o topázio amarelo; as jazidas da Rússia estão exauridas e as do Paquistão são antieconômicas. Ocorre ainda em pequena quantidade no município de Brumado na Bahia.
No Brasil, o topázio amarelo foi descoberto por volta de 1760 na região de Ouro Preto, provavelmente primeiro em aluviões lavados em busca de ouro. A descoberta de topázios no morro da Saramenha  nos arredores de Ouro Preto, em 1772, atraiu grande número de mineiros para o local que abandonaram suas lavras de ouro. Como as pedras preciosas não pagavam o quinto, o governador se mostrou preocupado com a perda dos direitos reais sobre o ouro que deixou de ser produzido por causa da corrida aos topázios.
No início do século XIX, a extração de topázio amarelo ocupava, quando muito,  cerca de 50 pessoas. As minas do Capão e da Boa Vista eram visitadas por quase todos os naturalistas estrangeiros em visita a Minas Gerais, pois estão localizadas perto da Estrada Real do Rio de Janeiro. O método de lavra era muito simples; a rocha que contem o topázio é um xisto intemperizado muito mole que é empilhado em montículos sobre os quais é dirigida uma corrente de água que leva as partículas finas e leves. O cascalho restante é formado na sua maioria por quartzo, e é revirado a mão ou com uma pá para catar os topázios. A maior parte dos topázios apresenta inclusões ou jaças que impedem seu aproveitamento para a lapidação de gemas.
Entre as pedras coradas produzidas em Minas Gerais era a mais cara, atingindo preços de até 2500 réis por oitava (que corresponde a 700 réis o grama ou 140 réis por quilate e a oitava de ouro era cotada a 1500 réis; uma oitava equivale a 3,586 g). Na época, o preço médio de diamante era de 8000 réis por quilate. Em meados do século XIX, a extração do topázio amarelo cessou quase por completo devido a grande profundidade das lavras da gema.

Hoje contam-se mais de uma dúzia de ocorrências maiores e menores ao longo de uma faixa de cerca de 25 km a oeste de Ouro Preto. Há ainda uma ocorrência isolada em Antônio Pereira, 10 km a norte dessa cidade. A mina do Capão é a maior mina do mundo que trabalha na extração do topázio imperial em escala industrial desde 1971.
Topázio Imperial Mineração iniciou sua operação em 1971, na região de Rodrigo Silva, município de Ouro Preto, Minas Gerais. É uma das poucas mineradoras de gemas do mundo que funciona com sistema totalmente mecanizado. Realizou levantamentos geológicos e pesquisas de seu subsolo, cumprindo todos os requisitos legais. Opera de acordo com planos de lavra aprovados, acompanhados e fiscalizados pelos órgãos oficiais de mineração.
A grande preocupação da empresa é conciliar a extração da pedra com a preservação do meio ambiente e o equilíbrio ecológico. Segue rigorosamente os procedimentos exigidos por lei, acompanhada pelos órgãos oficiais de supervisão e controle. Foram realizados os estudos de impacto ambiental para a obtenção da Licença de Operação, trabalho que envolve o planejamento e que compreende a preservação dos mananciais, matas ciliares e nichos ecológicos, a minimização do processo erosivo.
Além das preocupações na área de operação, a empresa mantém, em Rodrigo Silva, junto à sua sede, o Centro de Referência Ambiental do Topázio Imperial, onde podem ser encontrados os artigos e trabalhos técnicos sobre o topázio imperial e o meio ambiente. Dispõe de computador e internet para pesquisas complementares, à disposição e utilizado pela coletividade local, principalmente os estudantes secundários.
Possui diversas jazidas, onde lavra o seu minério. A principal é a Mina do Capão, responsável pela maior parte de sua produção. Além desta, pode-se citar as jazidas do Brocotó, Mato da Roça, Zé Leite.
Mina do Capão do Lana é a maior mina de topázio imperial do mundo. É lavrada a céu aberto. Fica situada a 2 km do distrito de Rodrigo Silva, distante 25 km da sede do município de Ouro Preto, Minas Gerais. O local abrigava uma pousada que, em 1822, foi transformada em Paço Real pelo príncipe regente D. Pedro, às vésperas da Independência do Brasil, quando veio a Minas sufocar uma rebelião liderada pelo seu próprio governador.
Situada às margens da Estrada Real, a mina opera dentro dos melhores padrões técnicos e é responsável pela maior parcela do topázio imperial consumido pela industria joalheira do mundo. O mineral é uma massa argilosa onde se encontram veios irregulares de caolinita. Nesses veios, além do topázio, podem ser encontrados outros minerais, como o quartzo, a hematita cristalizada, euclásio, etc.
A mina é operada por 50 funcionários da empresa e trata em média 4500 metros cúbicos de minério por mês. Trata-se cerca de 2 metros cúbicos de minério para se obter 1 quilate de topázio imperial lapidável. A sua área de atuação abrange 800 hectares, compreendendo as bacias de captação de água, a área de lavra, tratamento do minério e a barragem de rejeitos.
Corte do Minério: Nas cavas, o minério é cortado e transportado por tratores de esteira até a rampa de uma draga de arraste.
Transporte do Minério para o Tratamento: A draga de arraste remonta o material colocado em sua rampa até o nível onde se inicia o tratamento.
Repolpagem: O minério é depositado pela draga de arraste numa caçamba, onde recebe água e forma uma polpa. Essa polpa escoa por meio de calhas até uma peneira fixa de deslamagem.
Deslamagem: A polpa contendo sólidos maiores chega a essa peneira e o minério é lavado por meio de jatos de água sob pressão: a lama passa através dos crivos da peneira e é conduzido a uma barragem de decantação e o retido na peneira constitui a fração que interessa e será tratada com vistas ao topázio imperial.
Barragem de Rejeitos: A parcela que atravessa a peneira, constituída de argila fina (99% do material tratado), é conduzida a uma barragem de rejeitos, para sua retenção. A água, em condições de uso, retorna ao leito do córrego, seguindo o seu curso.
Peneiramento e preparação: A fração sólida retida é preparada para a etapa final por lavagens e peneiramentos. É dividida em duas frações, colocadas em silos diferentes, e devem chegar limpas à etapa final.
Cata: Os silos contendo grossos e finos são tratados separadamente para facilitar o trabalho e a segurança da etapa final, chamada cata, que consiste na localização e recolhimento dos topázios porventura existentes. Os silos alimentam, separadamente, uma mesma correia transportadora, onde os topázios são identificados e coletados por experientes operadores.”
Fontes :Museu das Minas e do Metal
Praça da Liberdade, Belo Horizonte Minas Gerias
O Topázio Imperial: “Cria um magnetismo altamente positivo em torno da pessoa trazendo a alegria de viver, a integração com a vida. Cria uma atmosfera de fé na vida e na espiritualidade ilumina os sentidos, principalmente o da visão, em todos os níveis. Estimula as soluções positivas com a certeza do sucesso”, dizem isso lá pelas bandas das Gerais.  













Fonte: Revista Minérios