sábado, 9 de dezembro de 2017

A cidade da Alemanha construída com 72 mil toneladas de diamantes

A cidade da Alemanha construída com 72 mil toneladas de diamantes




Enquanto subo as estreitas escadas da torre da igreja gótica de Nördlingen, no sul da Alemanha, os degraus de pedra parecem brilhar ao sol, fazendo inesperados raios de luz iluminarem o que deveria ser uma subida escura.
“Isso é porque a torre inteira é feita de pedras com pequenos diamantes dentro delas”, diz Horst Lenner, um entusiasmado guarda do prédio. “Por sorte (os diamantes) são muito, muito pequenos, senão acho que a torre já teria sido derrubada há muito tempo”, brinca, com um amplo sorriso no rosto.
Lenner fala de brincadeira, mas diz uma verdade: durante a construção do povoado, que nos registros aparece como datada do século 9, seus moradores não perceberam que as pedras eram formadas por milhões de pequenos diamantes – é uma concentração sem igual.
Do alto da torre, essa pequena cidade alemã – de 19 mil habitantes – é um cartão postal de tranquilidade.
Mas foi um evento violento o responsável por essa inusitada característica de Nördlingen: o impacto de um asteroide com a Terra há 15 milhões de anos.

 

Pedras brilhantes

Viajando a uma velocidade estimada de 25 km por segundo, o asteroide de 1 km de comprimento bateu no solo com força, formando uma cratera de 26 km de diâmetro. É nesse ponto que fica o povoado de Nördlingen.
O impacto submeteu o solo rochoso a tanto calor e a tanta pressão que bolhas de carbono dentro das pedras se converteram em pequenos diamantes – todos com menos de 0,2 milímetros, quase invisíveis ao olho humano.
Como não sabiam que a pedra, chamada suevita, estava salpicada de diamantes, os moradores construíram edifícios quase que completamente com essa rocha, fazendo de Nördlingen um povoado sem igual em quase todo o planeta.
“Tudo o que está dentro dos muros da cidade foi feito com a rocha que foi impactada pelo asteroide”, conta Roswitha Feil, moradora da cidade.
Mas ainda mais estranho é o fato de que os moradores só descobriram recentemente a origem da cratera onde foi erguida a cidade onde vivem.
Como nunca haviam pensado seriamente sobre o brilho proveniente de suas casas, eles estavam convencidos de que o povoado havia sido construído na cratera de um vulcão extinto. A história só mudou quando os geólogos americanos Eugense Shoemaker e Edward Chao visitaram a cidade, na década de 1960.
Depois de estudar a paisagem à distância, os cientistas notaram que a cratera não cumpria os critérios próprios de uma vulcão. Então eles viajaram até o local para provar sua tese: a de que o buraco havia se formado de cima para baixo.
A dupla não precisou de muito tempo para confirmar a hipótese: ao explorar o muro da igreja de Nördlingen, imediatamente descobriu o acúmulo de pedras preciosas.
“Na escola, nos ensinaram que nossa terra é assim por causa de um vulcão”, lembra Feil. “Mas depois que se descobriu que era por causa de um asteroide, todos os livros de história foram mudados”, conta.
Pouco depois da visita dos americanos, geólogos locais estimaram que os muros e prédios da cidade continham aproximadamente 72 mil toneladas de diamantes.

Lugar único

A suevita pode ser encontrada em outras partes do mundo, onde ocorreram impactos semelhantes, mas não há nenhum lugar com concentração tão grande de pedras preciosas como Nördlingen.
E caminhando pelas ruas tranquilas depois de descer da torre, protegido do frio pelas casas coloridas de seu centro histórico e do muro que rodeia Nördlingen, posso ver como as paredes brilham toda vez que os raios de sol passam por entre as nuvens.
“É algo único”, me diz Stefan Hölzl, geólogo e diretor do museu RiesKrater. Abrigado em um estábulo do século 16, o espaço educa seus visitantes sobre como o impacto do asteroide mudou o futuro da cidade. Em seis locais há vitrines com pedaços do meteorito.
“Há lugares no mundo onde esse tipo de material foi usado em construções, mas nunca na mesma proporção daqui”, diz Hölzl, enquanto vemos as vitrines. “Aqui se utilizou as pedras em toda a cidade”, acrescenta.
E não são apenas os prédios que refletem eventos de milhões de anos atrás.
Além do muro da cidade, florestas de pinheiros e coníferas que lembram o período Jurássico rodeiam a cratera, alimentadas pelo solo extremamente fértil da região atingida pelo asteroide. Pedreiras e minas de suevita estão distribuídas pela paisagem.
Hölzl me diz que a cratera de Nördlingen é tão particular que os astronautas das missões Apollo 14 e Apollo 16 visitaram o local antes de viajar para a Lua. A ideia era se familiarizar com as rochas que eles poderiam encontrar no espaço e saber quais deveriam trazer de volta para a Terra.
“Recebemos visitas da Nasa. Astronautas da Agência Espacial Europeia estiveram aqui há duas semanas”, conta o cientista antes me levar a uma sala do museu onde se exibe uma pedra lunar, recordação de uma das missões Apollo à Lua.
Apesar de tudo, muitos habitantes parecem não dar grande importância ao fato de viverem rodeados de milhões de pequenos diamantes.
“Nós os vemos todos os dias, para a gente não é nada de especial”, me diz uma mulher enquanto sai da igreja.
Para Hölzl, que vivia em Munique antes de se mudar para Nördlingen, causa surpresa a ideia de que a pessoas não se importam com a geologia única do local. “Eles não acreditam que seja algo importante, e se perguntam por que tanta gente de todo o mundo visita a cidade”, diz.
Segundo ele, Nördlingen é tão importante quanto a pedra lunar exposta no museu que dirige. “A verdade é que tudo aqui está conectado com eventos que ocorreram há milhões de anos. O presente é um produto do passado.”
Fonte: BBC

Física quântica a olho nu

Física quântica a olho nu

Pela primeira vez, físicos criam emaranhamento quântico, estranha ligação entre duas partículas, em um objeto sólido e visível, o diamante. O feito nos deixa mais próximos dos computadores quânticos, que teriam uma supercapacidade de processamento.

Equipe internacional de físicos consegue criar emaranhamento quântico entre partículas de dois diamantes, material sólido e visível a olho nu. (foto: Steven Depolo/ Flickr – CC-BY-2.0)
Físicos do Canadá, Inglaterra e Singapura conseguiram o feito inédito de criar um emaranhamento quântico, à temperatura ambiente, em objetos sólidos e visíveis a olho nu: dois diamantes de três milímetros de largura. Até então, esse fenômeno só tinha sido observado e induzido em objetos microscópicos.
O emaranhamento quântico é um dos misteriosos processos da física pelo qual duas partículas separadas e distantes se conectam 'fantasmagoricamente' formando um só sistema, de modo que as informações e características de cada uma delas deixam de ser individuais e passam a ser compartilhadas.
No emaranhamento, não é possível conhecer inteiramente as propriedades de uma partícula em separado, mas somente das duas em conjunto. “É como um casamento ideal”, compara o físico Paulo Nussenzveig, da Universidade de São Paulo (USP). “Não conseguimos falar somente do marido ou da esposa, mas sim do casal, pois um é totalmente dependente do outro, idealmente, se tornam inseparáveis.”
Estudiosos de todo o mundo acreditavam que esse fenômeno, previsto por Einstein em 1935 e observado em nuvens formadas por partículas microscópicas desde a década de 1970, também poderia acontecer em sólidos macroscópicos, geridos pelas leis clássicas da física. Mas o grupo internacional de físicos é o primeiro a demonstrar isso em artigo publicado na Science desta semana.
Os físicos usaram feixes de raios laser ultraenergéticos para gerar o emaranhamento entre fônons (quase-partículas que carregam vibração) de dois diamantes distantes 15 cm um do outro. Ao serem atingidos pelo feixe de laser simultaneamente, os fônons presentes nos diamantes foram excitados e se mantiveram emaranhados por sete picosegundos, o equivalente a sete segundos sobre 1 bilhão.
Esquema emaranhamento quântico
Os físicos criaram o emaranhamento ao bombardear com laser, simultaneamente, dois diamantes. Ao final do processo o detector identificou apenas um fóton emitido, o que comprovou o sucesso da experiência. (ilustração: Sofia Moutinho)
Para confirmar o emaranhamento, os cientistas mediram os fótons emitidos no processo – quando um fônon é excitado, ele libera fótons. Os cientistas observaram que o experimento resultou na emissão de apenas um fóton pelos dois diamantes, o que significa que eles estavam unidos pelo emaranhado quântico, formando um só objeto.
“Nosso detector registrou um fóton, que pode ter vindo de qualquer um dos dois diamantes em que um fônon foi excitado”, diz um dos físicos envolvidos na pesquisa, Ian Walmsley, da Universidade de Oxford, Inglaterra. “A indistinguibilidade entre essas duas possibilidades mostra que os dois diamantes compartilharam um fônon, comprovando o emaranhamento quântico.”
Os dois diamantes compartilharam um fônon, comprovando o emaranhamento quântico
Os físicos fizeram isso tudo à temperatura ambiente, o que também é inédito. As experiências anteriores para gerar emaranhamento usavam baixíssimas temperaturas, pois esse fenômeno, muito frágil, se desfaz ao sofrer qualquer interferência do ambiente, como as mudanças causadas pelo calor no arranjo dos átomos.
Não foi à toa que eles escolheram o diamante para o experimento. O material é o mais duro do mundo e por isso vibra em frequências tão altas que ultrapassam o valor das temperaturas que normalmente desfazem o emaranhamento em nuvens de átomos.
“Demonstramos a relevância do contraintuitivo, mas verdadeiro, mundo quântico para o nosso cotidiano, com objetos sólidos e ordinários”, afirma Walmsley. “Embora há muito tempo já se pensasse que átomos e outras partículas podiam se comportar estranhamente, emaranhando-se, essa era uma ideia suficientemente abstrata para que a mecânica quântica fosse ignorada em nosso ambiente diário.”

Informação quântica

O emaranhamento em objetos macroscópicos pode ter importantes implicações para a tecnologia, especialmente para a computação. Se controlado, o fenômeno poderia ser usado para tornar o processamento de informações mais rápido e eficiente. Em vez de usar bits normais, representados por 0 e 1, o computador quântico teria qubits, que além de 0 e 1 poderiam ser a sobreposição dos dois valores.
Os autores da pesquisa apostam no uso de diamantes para criar emaranhamento em chips e memórias de computador
“Qualquer sistema de informação é baseado em correlações, dependemos delas para gerar lógicas condicionais”, explica Paulo Nussenzveig. “As correlações de natureza quântica são muito mais fortes que as correlações clássicas, por isso existe a possibilidade de se ganhar eficiência no armazenamento e processamento de informação usando o emaranhamento.”
Os autores da pesquisa apostam no uso de diamantes para criar o emaranhamento em chips e memórias de computador. No entanto, Nussenzveig ressalta que a criação de computadores quânticos depende de emaranhamentos mais complexos que se mantenham por muito mais tempo do que o atingido no experimento. E isso ainda pode demorar décadas.



Ciência Hoje On-line


Parceria contra câncer e bactérias patogênicas

Parceria contra câncer e bactérias patogênicas

Resultados de estudos sobre os mecanismos de entrada das proteínas virais nas células, feitos por pesquisadores brasileiros e portugueses, deram origem a um projeto para o desenvolvimento de fármacos para o combate de diversas doenças.

O estudo das interações de proteínas virais com membranas celulares de organismos infectados pode contribuir para o desenvolvimento de novas estratégias terapêuticas para o combate ao câncer e a doenças causadas por bactérias. (foto: David Goodsell/ Wikimedia Commons – CC BY 4.0)
Há mais de 10 anos, o Laboratório de Bioquímica de Vírus do Instituto de Bioquímica Médica (IBqM) da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e o Laboratório de Bioquímica Física de Fármacos do Instituto de Medicina Molecular (iMM), em Lisboa, colaboram em estudos sobre a interação de proteínas virais e as membranas celulares. Resultados desses estudos deram origem a um projeto internacional – chamado Inpact – com o objetivo de desenvolver fármacos inéditos para combater aquela que é conhecida como a doença do século 21 – o câncer –, além de várias doenças infeciosas causadas por bactérias.
Entre os resultados dessa colaboração que serviram de base para a proposta do projeto Inpact está a descoberta de que uma proteína presente na camada que envolve o vírus da dengue é capaz de transportar moléculas que compõem o DNA e o RNA para o interior das células
Entre os resultados dessa colaboração que serviram de base para a proposta do projeto Inpact – que reúne instituições de cinco países – está a descoberta de que uma proteína presente na camada que envolve o vírus da dengue é capaz de transportar ácidos nucleicos (moléculas que compõem o DNA e o RNA) para o interior das células, sem que estas percam sua funcionalidade. Essa capacidade deve-se a certas características também desvendadas pelo mesmo grupo, como o fato de essas proteínas conseguirem atravessar as membranas celulares dos mamíferos.
O estudou, que resultou em um artigo publicado em 2013, contou também com a participação de pesquisadores do Instituto de Biofísica Carlos Chagas Filho da UFRJ e do Departamento de Ciências Experimentais e da Saúde da Universidade Pompeu Fabra (Barcelona, Espanha).
As terapias baseadas no transporte de ácidos nucleicos ou de proteínas para o interior das células apresentam ainda algumas limitações. Portanto, a descoberta tem enorme potencial biomédico, já que essa proteína do vírus da dengue (chamada capsídica) pode facilitar a translocação de importantes moléculas com ação terapêutica através das membranas celulares e dar origem a tratamentos revolucionários tanto para câncer como para doenças causadas por bactérias.

Nova estratégia

Outro estudo da mesma equipe de pesquisadores e que também serviu de base para a criação do projeto Inpact buscou tornar economicamente viável e menos complexo o emprego de terapias que usam proteínas como agentes transportadores de fármacos. Para transportar os ácidos nucleicos, os pesquisadores propuseram usar apenas pequenos segmentos (peptídeos) que derivam da proteína capsídica do vírus da dengue – e não a proteína inteira –, pois eles são menores e mais fáceis de produzir.
Os resultados desse estudo, publicados em 2014, permitiram definir uma nova via de entrada de ácidos nucleicos para o interior das células. Tal descoberta poderá ser útil para o estabelecimento de tratamentos inovadores, visto que esses peptídeos derivados da proteína capsídica do vírus da dengue são potenciais candidatos a vetores para serem usados em terapias gênicas (em que se introduz material genético proveniente de outro organismo para prevenir ou tratar doenças).

Vários estudos sugerem que a terapia gênica poderá ser uma abordagem eficaz para determinados tipos de câncer. A proteína capsídica do vírus da dengue ou até mesmo pequenos segmentos dessa proteína são potencias candidatos a vetores nesse tipo de terapia. (foto: Pixabay – CC0)
Os resultados desses dois artigos do grupo foram posteriormente confirmados em um artigo de revisão, que foi publicado em 2015 por pesquisadores da UFRJ e do iMM e também serviu de base científica para a criação do projeto Inpact.
“Nessa revisão, compilamos e discutimos todos os achados acerca dos mecanismos de reconhecimento e entrada do vírus da dengue na célula hospedeira, ressaltando principalmente os dados da literatura, incluindo nossos próprios resultados, que corroboram nossa hipótese de que uma das proteínas do vírus [a proteína do capsídeo] tem um papel importante no transporte das moléculas que compõem o genoma do vírus através da membrana das células infectadas ”, explica a primeira autora do artigo, a bióloga Christine Cruz-Oliveira, do IBqM/UFRJ.
Apesar de o foco do projeto Inpact ser o uso dessa abordagem para desenvolver fármacos contra o câncer e doenças infeciosas causadas por bactérias, a descoberta dessa via de acesso às células pode ser empregada no combate a várias outras patologias.
Nas próximas semanas, você vai poder acompanhar alguns resultados já obtidos pelo projeto Inpact.


Instituto de Medicina Molecular (Lisboa/ Portugal)
Especial para CH On-line

Pedras Preciosas, Sintéticos e Imitações




Pedras Preciosas, Sintéticos e Imitações
Uma Ajuda para Identificação das Pedras Preciosas
Desde a antiguidade que as pedras preciosas despertam um fascínio nos Homens.  A distinção entre pedras preciosas e semi-preciosas é errada. A CIBJO (Confédération Internationale des Bijoutiers, Joailliers et Orfèvres, des Diamants, Pierres et Perles), determina mesmo, no artigo 7 do Livro Azul (1994) (normas gerais de nomenclatura), que “…o termo semi-preciosa(o) é desautorizado e falso, não devendo nunca ser utilizado em circunstância alguma” .
Quando se fala em pedras preciosas referimo-nos a materiais naturais (com excepção das pérolas de cultura), orgânicos e inorgânicos que, pela sua beleza, durabilidade e raridade, são utilizados em diversos tipos de jóias e artefatos. Muitas vezes usa-se o termo “pedras semi-preciosas” para designar gemas, tais como a água-marinha, a ametista, a turmalina, a granada, o lápis-lazúli, a turquesa, etc.. A estas associam-se, em regra, preços mais baixos do que os preços aplicados às chamadas pedras preciosas, categoria onde se encontra o diamante, a pérola natural, o rubi, a safira e a esmeralda. Esta distinção é errada, estas gemas são pedras preciosas.
Assim, se você esta interessado em entender profundamente ou mesmo superficialmente as pedras preciosas, você tem que entender o que é a Gemologia.
A Gemologia é a ciência que se ocupa do estudo das pedras preciosas; não só aprendemos a identificá-las mas também a distingui-las das obtidas por síntese, suas imitações, bem como descobrir os diversos tipos de tratamentos que se lhes fazem para melhorar o seu aspecto. A gemologia estuda a composição, estrutura, propriedades físicas e ópticas dos materiais gemológicos; estuda a sua origem, jazidas, os diversos tratamentos que algumas gemas recebem com o intuito de modificaras suas propriedades. Naturalmente e também as técnicas e tipos de talhas que realçam a sua beleza.
A gemologia trata dos procedimentos de fabrico dos materiais gemológicos sintéticos e artificiais, as características e as propriedades dos produtos que se obtêm.
O estudo desta ciência é sem dúvida indispensável aos joalheiros, ourives, comerciantes de gemas, industriais de ourivesaria, cravadores, lapidários, estudantes de Geologia e História de Arte, Escolas de Arte e Desenho ligadas à ourivesaria e ao público em geral, pois adquirem uma série de conhecimentos que os capacitam a conhecer a natureza dos materiais que manejam o que tornará mais fácil e seguro o seu trabalho.
Os materiais artificiais são manufaturados, não tendo, portanto, origem natural. Entre estes distinguem-se os Sintéticos, que correspondem a materiais sintetizados pelo Homem, mas que possuem a mesma estrutura e composição química que o mineral natural e inorgânico que pretendem imitar. Por outras palavras, estes materiais funcionam como “duplicados” de gemas naturais. Ligeiras variações na composição química são permitidas, variações essas que podem traduzir-se em pequenas diferenças na refração da luz por parte dos dois materiais, afetando os respectivos índices de refração da luz (IR), bem como por deformações internas que podem provocar efeitos ópticos característicos. A identificação destas características pelo gemólogo contribuem para a distinção entre estas duas pedras.
As pedras sintéticas mais divulgadas são as espinelas, os diamantes, as esmeraldas, os rubis, as safiras, o quartzo e as opalas. A síntese destes materiais pode ser feita para fins industriais, como no caso dos diamantes (abrasivos) e do quartzo (relógios, aparelhos audio).
Entende-se por Imitação qualquer material natural ou artificial que seja utilizado para imitar outro, no geral, de qualidade superior. Por exemplo, a espinela vermelha é utilizada para imitar rubi, o zircão incolor para imitar diamante, espinela azul sintética para imitar safira. Os vidros e os plásticos são muito utilizados como imitações. Podem produzir-se transparentes, translúcidos e opacos, assim como de várias cores.
Os plásticos, pelas suas propriedades de condutividade térmica (fraca) e eléctrica (quando vigorosamente friccionados, a sua superfície fica carregada eletricamente, podendo atrair pequenos pedaços de papel), são mais susceptíveis de imitarem gemas orgânicas (coral, pérolas, marfim, azeviche e, em especial, âmbar). Os plásticos são também utilizados para simular opalas, constituindo convincentes imitações. Existe, ainda, a produção de materiais artificiais para imitar diamantes que não têm um “duplicado” natural, ou seja, que não existem na natureza. Entre eles o mais conhecido é a zirconia cúbica ou simplesmente zirconia (óxido de zirconio, não confundir com o mineral natural zircão).
As pedras reconstruídas correspondem a pequenos fragmentos de material natural de boa qualidade, como por exemplo, de turquesa, de lápis lazúli e mistura de azurite-malaquite, que são ligados e cimentados por plásticos, resinas ou compostos de sílica, formando peças com dimensões suficientes para serem trabalhadas. O âmbar é fundido e filtrado, produzindo blocos mais homogéneos.
É importante que o público e os vendedores tenham conhecimento da existência dos vários materiais que servem para simular pedras preciosas=gemas e que não há problema algum em vender ou comprar imitações, desde que devidamente identificadas. O que não é tolerável é comprar “gato por lebre”. Deste modo, a certificação das gemas por instituições credenciadas é necessária para assegurar a confiança por parte do comprador.


Gemstones, Synthetics and Imitations

An Aid to Identification of Gemstones

From antiquity to the jewels evoke a fascination for Men. The distinction between precious and semi-precious is wrong. The CIBJO (Confederation Internationale des Bijoutiers, et Joailliers Orfèvres, des diamants, Perles et Pierres) provides that, in Article 7 of the Blue Book (1994) (general rules of nomenclature), that "... the term semi-precious (the) is unauthorized and false and should never be used under any circumstances. "

When it comes to precious stones are referring to natural materials (except for cultured pearls), organic and inorganic materials, for its beauty, durability and rarity, are used in various types of jewelry and artifacts. Often we use the term "semi-precious stones" to designate gemstones such as aquamarine, amethyst, tourmaline, garnet, lapis lazuli, turquoise, etc. .. The link up, as a rule, lower prices than the prices charged for calls gems, category where the diamond, the natural pearl, ruby, sapphire and emerald. This distinction is wrong, these gems are gems.
So if you're deeply interested in understanding or even superficially the gems, you have to understand what is the Gemological.

The Gemology is the science that deals with the study of gems, not only learn to identify them but also to distinguish them from those obtained by synthesis, and its imitations, and discover different types of treatments that make them to improve appearance. The gemology studies the composition, structure, physical and optical properties of materials gemology; examines their origin, mineral deposits, the various treatments that they receive some gems in order to modify its properties. Naturally, and also the techniques and types of carvings that enhance their beauty.
The gemology deals with the procedures of manufacture of synthetic and artificial gem materials, characteristics and properties of products that are obtained.
The study of this science is undoubtedly vital to jewelers, goldsmiths, gem traders, manufacturers of silverware, setters, stonecutters, students of Geology and Art History, Art and Design Schools connected to the jewelers and the general public, for a purchase range of knowledge that enable them to know the nature of the materials they handle that will make it easier and safer your job.

Artificial materials are manufactured, they have, therefore, natural. Among these are distinguished from the synthetics, which correspond to materials synthesized by humans, but have the same structure and chemical composition as the natural mineral and inorganic intended to imitate. In other words, these materials act as "duplicate" of natural gemstones. Slight variations in chemical composition are allowed, which these variations can result in small differences in refraction of light from the two materials, affecting the respective indices of refraction of light (IR) as well as by internal deformations that can cause optical effects characteristic. The identification of these features contribute to the gemologist to distinguish between these two stones.

The stones are the most widespread synthetic spinels, diamonds, emeralds, rubies, sapphires, quartz and opals. The synthesis of these materials can be made for industrial purposes, such as diamonds (abrasives) and quartz (clocks, appliances, audio).
Imitation is understood to mean any natural or artificial material that is used to imitate another, generally of higher quality. For example, red spinel is used to imitate ruby, zircon colorless to imitate diamond, synthetic spinel blue sapphire to imitate. Glasses and plastics are widely used as imitations. May be produced in transparent, translucent and opaque, as well as several colors.

Plastics, for its properties of thermal conductivity (weak) and electrical (when rubbed vigorously, its surface is electrically charged and can attract small pieces of paper) are more likely to imitate organic gems (coral, pearls, ivory, jet and In particular, amber). Plastics are also used to simulate opals, making convincing imitations. There is also the production of artificial materials to mimic diamonds that have a "duplicate" natural, ie that do not exist in nature. Among them the best known is the cubic zirconia or simply zirconia (zirconium oxide, not to be confused with the natural mineral zircon).

The stones are rebuilt to small fragments of natural material of good quality, such as turquoise, lapis lazuli and a mixture of azurite, malachite, which are bonded and cemented plastics, resins or silica compounds, forming pieces are large enough to be worked. Amber is melted and filtered, producing more homogeneous blocks.
It is important that the public and the vendors are aware of the existence of various materials used to simulate gems = precious stones, that there is no problem in selling or buying counterfeit, if properly identified. What is unacceptable is to buy "a pig in a poke." Thus, certification by accredited institutions of gems is necessary to ensure trust by the buyer.





1 – Turquoise/ Turquesa

2 – Hematite/
Hematita

3 – Chrysocolla/
Crisocola

4 - Eye of tiger/
Olho de tigre

5 – Quartz/
Quartzo

6 – Tourmaline/
Turmalina

7 – Carnelian/
Cornalina

8 – Pirita/
Pirita

9 – Sugilite/
Sugilite

10- Malachite/
Malaquita

11 - Rose Quartz/
Quartzo Rosa

12 – Obsidian/
Obsidiana

13 – Rubi/
Rubi

14 - Agate Muscina/
Ágata muscínea

15 – Jasper/
Jaspe

16 – Amethyst/
Ametista

17 - Agate Blue/
Ágata azul

18 - Lapis Lazuli/
Lápis-Lazúli
 

Qual é o limite máximo e o mínimo para os batimentos cardíacos?

Qual é o limite máximo e o mínimo para os batimentos cardíacos?

O coração de um jovem saudável, entre 15 e 20 anos, costuma bater no mínimo 60 e no máximo 90 vezes por minuto. Mas se esporadicamente sua frequência cardíaca ultrapassa ou cai abaixo de tal faixa, isso não quer dizer que você tem algum tipo de doença. “O coração está ligado ao cérebro e ao corpo por estímulos nervosos e são eles que dizem o quanto ele precisa trabalhar”, afirma o cardiologista Antônio Carlos Carvalho, da Unifesp.
Em algumas pessoas, o nervo simpático (que libera adrenalina) atua com mais força, fazendo com que o indivíduo perceba mais facilmente quando o coração acelera. Em outras pessoas, a atuação do nervo vago (que breca os batimentos) é mais percebida. Basta uma situação que estimule um dos dois nervos e pronto. Quando você está malhando, por exemplo, sua frequência cardíaca pode chegar a 150 ou 160 bpm (batimentos por minuto) sem que isso represente uma ameaça à saúde.

Agora imagine que você está no milésimo sono. Deitadão na cama, sem se mexer ou fazer qualquer esforço, seu metabolismo é muito menos intenso e seu cérebro praticamente desliga. Por que seu coração iria disparar? Enquanto dormimos, é normal nossa frequência cardíaca chegar aos 40 bpm, também sem causar nenhum problema. Afinal você sempre acorda bem no dia seguinte, não?
Outro fator que influencia muito a frequência cardíaca é a idade. Um recém-nascido tem entre 120 e 140 bpm, pois seus sistemas de regulação do sistema circulatório ainda não estão bem desenvolvidos.
A frequência cardíaca maior ajuda a fornecer mais oxigênio ao coração dos bebês. Conforme eles crescem, os batimentos vão diminuindo. Décadas mais tarde, na velhice, os batimentos provavelmente serão mais espaçados ainda, numa faixa entre 50 e 80 bpm
coracao

Motor desregulado

Cada coração tem sua cadência, mas alterações bruscas podem levar à morte
Com o pé no freio
Uma frequência cardíaca muito baixa faz com que menos oxigênio circule pelo corpo. Com você deitado e quieto, ou mesmo dormindo, é provável que não haja nenhum problema se seu coração estiver com apenas 30 bpm. Mas essa frequência com você desperto, em pé, pode provocar desmaios e, em casos extremos, levar à morte
Limite ideal
Para um jovem saudável, a frequência normal fica entre 60 e 90 bpm. Mas um atleta, por exemplo, pode ter uma frequência de 40 bpm e isso ser absolutamente normal. É que o coração dele é muito eficiente: cada bombeada entrega ao corpo bem mais sangue que o normal, por isso ele precisa bater menos vezes
Excesso de velocidade
O coração tem dois movimentos: a diástole (quando o órgão se enche de sangue) e a sístole (quando o sangue é bombeado para o corpo). Quando o coração acelera, ele encurta a diástole. Assim, o órgão envia menos sangue para o corpo, causando cansaço e desmaios. Uma frequência cardíaca perto dos 180 bpm é sinal de alerta total e perigo de morte
CONSULTORIA Marcelo Bertolami, cardiologista do Instituto Dante Pazzanese (SP)