segunda-feira, 11 de dezembro de 2017

A contribuição da mineração no cotidiano de nossas vidas 

A contribuição da mineração no cotidiano de nossas vidas 







Este artigo tem a finalidade de atingir a opinião pública brasileira, em  especial, os políticos, para que tenham uma visão mais apurada do  significado da mineração no dia a dia do ser humano. O desconhecimento  dessa questão é tão grande que chega a ser inacreditável e alguma coisa  tem que ser feita nesse sentido.
Por enquanto, temos a grande alternativa de nos  expressarmos através do Portal do Geólogo, pelo qual só temos a  agradecer o esforço pessoal do Pedro Jacobi e Elpídio Reis. Como já tive  a oportunidade de dizer em um dos artigos  (www.geólogo.com.br/empresas/juniors) , foi muito deprimente para todos  os envolvidos com o Setor da Mineração, ver uma campanha para a  Presidência da República, na qual, durante todo o seu curso, sequer  tenhamos ouvido a palavra Mineração.
Isto inclui também as 10 últimas campanhas de que me  lembro. Até hoje confundem Mineração com Garimpo. Com isto, queremos  aqui expressar, mais uma vez e de forma bem simplificada, o porque do  nosso descontentamento e o porque devem prestar um pouquinho mais de  atenção para esse nosso grande e importante setor, muito abandonado  nesse nosso espetacular País.
Gostaria que, antes de mais nada, todos os leitores  deste artigo, parassem de ler agora, e dessem uma olhada a sua volta,  qualquer que seja o ambiente em que estiverem. Tentem raciocinar qual  objeto ou qualquer outro detalhe, seja ele vivo ou inanimado, próximo a  você, que não dependa ou foi dependente de alguma forma da mineração.
Vou agora me dar o direito de dizer que a grande  maioria de vocês acham que têm várias coisas que não têm esta  dependência, mas vou afirmar que estão errados e que tudo, talvez com  rarissimas exceções, dependem ou foram dependentes da mineração e que  isto é muito importante e vital.
Vou abreviar a palavra MINERAÇÃO que  doravante será denominada de apenas “M”.
casa e miineração


 
Comecemos então pelo escritório  ou mesmo o seu lar. Vamos olhar para o prédio em si. As paredes foram  construídas com tijolo, reboco e tinta. O tijolo (inclua também as  telhas) é feito com argila e argila é M. Eles foram assentados com massa  de cimento, que nada mais é que areia, cimento e água. Ora, areia é  M,  cimento é um produto proveniente do calcário que é também M e a água por  sua vez é o maior bem mineral que dispensa comentários.
A tinta não  passa de um composto de bens minerais e tem o titânio como pigmento e  principal ingrediente pois é ele que determina a cor da tinta. Bacana  né? Ali é amarelo, lá é vermelho e acolá é gelo.
Pergunto pois, quem  produz esses bens minerais que inclui o titânio? É a M caros leitores. O  piso é de ladrilho ou seria de madeira?
O ladrilho é um derivado da  sílica e o seu esmalte depende do bismuto, que são produtos da M. A  madeira não estaria ali não fosse o seu beneficiamento feito com serras,  plainas etc., as quais são de aço, que por sua vez dependem do ferro e  outros produtos minerais como tungstênio, tântalo e outros, necessários  à sua fabricação para consistência da liga, dureza etc., os quais são  produtos da M.
E as lâmpadas que estão iluminando o seu ambiente? Pensem  bem, a fiação elétrica é feita de cobre recoberta de plástico  emborrachado. O cobre é claro é M,  mas e o plástico? Este depende  totalmente do petróleo, que caso não saibam meus caros é pura M.  A  lâmpada por sua vez, depende da sílica e do alumínio e o seu filamento  do tungstênio.
Portanto, não esqueçam, sem a M não teríamos a luz, nem  mesmo se dependesse do candeeiro ou do lampião pois, além do ferro e  alumínio de suas estruturas, necessitam do querosene ou do gás, ambos  também produtos diretamente ligados ao petróleo. Olhem o computador. Tem  plástico, mas também está cheio de componentes eletrônicos, os quais  todos, sem exceção, dependem da M pois são feitos, além do plástico, de  ferro, tântalo, tungstênio, molibdênio, bismuto, zinco etc, que os  japoneses adoram. Da mesma forma, os encanamentos e o seu gostoso  aparelhinho de chuveiro elétrico.
Os canos são ora de plástico, ora de  ferro fundido e o chuveiro com ferro, alumínio, cobre, etc. é que  proporciona aquela aguinha quente.
Acho que a maioria de vocês já  começaram a ficar preocupados no sentido de acharem alguma coisa que não  dependa da M,  porque sei que começaram a ver que também dependem dela os  pregos, parafusos, o seu som, sua calculadora, a caneta, as tomadas, as  chaves das portas, as cadeiras, o microfone, os seus óculos, tacos de  golfe e até, ou principalmente, o seu carro...
É mesmo! O Carro. Não  passa de um monte de ferro (aço), alumínio, cobre, chumbo e plástico e ,  portanto, também depende em 100% da M.  ? Inclua aqui todas as  ferramentas que o consertam quando está no prego. Até a latinha ou mesmo  a garrafa de cerveja ou refrigerantes. O que seria delas sem o alumínio,  estanho, zinco e sílica.
Vamos mais longe um pouco. O estofado do sofá,  as roupas que estão vestindo ou os livros. Como seriam feitos não fossem  as máquinas de tecer, as agulhas e as máquinas das gráficas? Será que  não dependem do ferro e das ligas para fabricação do aço? E o telefone?  Além do aparelho, que no caso dos celulares, dependem altamente do  tântalo e dos componentes eletrônicos, o que seriam deles sem fios e as  centenas de satélites que rondam a terra? Sem os minerais necessários à  fabricação das super-ligas como nióbio, tungstênio e até o molibdênio  sem falar obviamente no ferro, certamente não existiriam os satélites,  assim como também os aviões, foguetes, mísseis etc.
Ah! Vamos falar  sobre a medicina ou dentistas. Como seriam as cirurgias sem aquela  parafernália de tesourinhas, faquinhas, broquinhas, etc fabricadas com  aço?.
E os aparelhos de Raio X, Tomografia Computadorizada, Mamografia,  a Ultra-sonografia etc.? Não creio ser necessário dizer qual a matéria  prima necessária à sua fabricação e quem providencia o urânio e minerais  radiativos. Só sabemos que sem eles não seria possível detectar aquela  cárie nos seus dentes, a fratura no osso que sofreu jogando futebol ou o  câncer de mama, próstata, etc.
E os remédios? São todos fabricados com  os produtos da M scondidos atrás daqueles nomes mais esdrúxulos:  Clavulanato de Potássio, Demetilavermectin. Pois saibam que todos os  remédios, sem exceção, são dependentes da M.  Não existiriam se não  fossem os elementos Potássio(K), o Fósforo(P), o Magnésio(Mg), o  Cobre(Cu), o Zinco(Zn), o Boro(B), o Manganês(Mn), o Sódio (Na), o  Bário(Ba) etc, etc, etc. todos eles provenientes dos minerais produzidos  pela M e responsáveis por salvar tantas vidas e aliviar aquela droga de  enxaqueca.
A M pode até às vezes ser prejudicial, embora a culpa seja  dos homens, pois sem ela não teríamos as armas e munições que nos  protegem mas também nos matam. Inclui-se os projéteis. Já ouviram falar  em “chumbo grosso”? Por outro lado, a M proporciona também prazeres e  alegrias, como por exemplo a vaidade das mulheres e o ego dos homens  através das jóias de ouro, prata, platina, diamante ou mesmo a pedras  preciosas, o que inclui desde as bijuterias até os relógios rolex.
Assim também, dependentes da M,  são as gostosas pescarias no Araguaia ou  no Pantanal, a começar pelo barco de alumínio com motor de popa até as  chumbadas e anzóis que proporcionam a felicidade e o descanso dos homens  e infelicidade e morte dos peixes.
Por falar em ouro, é importante  lembrar que além de jóias e de ativo financeiro entesourado desde os  tempos antigos pela sua beleza e durabilidade, tem condutividade  elétrica superior, é altamente resistente à corrosão e por outras  combinações das propriedades físico-químicas, também se destaca como um  metal industrial essencial. O ouro hoje faz parte de certas funções  críticas em computadores, equipamentos de comunicação, naves espaciais,  motores de jatos e uma gama de outros produtos, que inclui até os seus  dentes.
Também o diamante, não pensem que não passa de pedrinhas para  anéis ou colares. Os diamantes industriais, que representam o mineral de  maior dureza na face da terra, são largamente usados em serras de corte,  brocas de perfuração etc, essenciais para cortar a peça de mármore ou  granito (que também são M) que é tão útil na mesa, pia da sua cozinha ou  mesmo no seu túmulo, assim como também nas sondagens profundas da  pesquisa de petróleo e todos os demais depósitos minerais.
A platina por  sua vez, é também indispensável ao meio ambiente e usada também nos  catalisadores de seus veículos.
Penso que vocês devem estar falando: Ah  Ah! As plantas não dependem da mineração. Engano total. Não só os mais  insignificantes capins que o boi gosta de comer como os melões que  saboreamos ou a borracha dos pneus, dependem da M.  A agricultura, que  talvez seja a maior contribuinte do PIB nacional, é totalmente  dependente da M.  Dependem dos corretivos do solo como por exemplo o  calcário e dos adubos químicos, sólidos ou líquidos, os quais, a exemplo  dos remédios acima citados, todos são fabricados a partir dos mesmos  elementos químicos. Isto para não citar os equipamentos de irrigação,  bombas d’água, mangueiras (de ferro ou plástico) ou mesmo o nosso grande  bem mineral que é a água. A planta vive da captação, através das suas  raízes, de nutrientes minerais e é a M quem promove a alternativa de  produções saudáveis, abundantes e principalmente lucrativas, além de  promover a sua proteção, seja através dos inseticidas seja através da  cerca de arame que, a exemplo da mini-saia, não tapa a visão mas protege  a propriedade.
Não vamos perder muito tempo em discorrer um pouco mais  sobre o petróleo o que daria vários livros, mas é importante lembrar que  é dele que tiramos o diesel, a gasolina, o querosene e que, além do  ingrediente necessário à fabricação do plástico, é também responsável  pelos isopores que embalam as geladeiras e televisões dentro das caixas  e pelas esburacadas estradas de asfalto desse nosso país.
Aqui tem um  detalhe: é claro que se todos os proprietários de veículos pagassem o  IPVA as estradas estariam em melhores condições. O quê? Todos pagam?  Ainda tem as multas? Por falar nisso, sem a M o que seria da indústria  das multas? Não iriam existir os radares, os pardais e as barreiras  eletrônicas pois desde os postes de concreto até as lentes das câmeras  fotográficas dependem da M (que droga né?). Da mesma forma, a energia  elétrica que, além dos detalhes acima mencionados, devem ser  considerados que sua geração depende das grandes barragens, cuja  construção depende de concreto armado (cimento, areia e vergalhões de  ferro >M) e de estudos geológicos que garantem a sua segurança. Já  imaginaram o rompimento de uma barragem desta?
Por outro lado, as  essenciais turbinas são fabricadas com os produtos da M e o seu  transporte, com torres e cabos, nada mais são que ferro, aço, alumínio e  de peças de louça fabricadas com sílica, ou seja, >M. Tudo que foi até  agora exposto, não passa de alguns detalhes relativos ao setor da M.  Os  produtos minerais tem uma gama de usos tão grandes que fica difícil  expor na forma de apenas um artigo como este.
A M tem uma participação  fundamental em todos os setores da economia moderna. Basta começar a  raciocinar um pouco mais profundamente, mesmo que por curiosidade, para  enxergar o quanto é indispensável na vida do homem.
Apenas como exemplo  podemos citar alguns nomes que talvez dizem respeito ao seu cotidiano,  pelo menos a partir de agora: Petróleo, Ouro, Prata, Platina, Diamante,  Cobre, Chumbo, Zinco, Ferro, Cromo, Manganês, Alumínio, Níquel, Estanho,  Bismuto, Tungstênio, Tântalo, Nióbio, Titânio, Cobalto, Molibdênio,  Potássio, Bário, Urânio, Argila, Caulim, Granito, Mármore, Calcário,  Sílica (Quartzo), Fosfato, Amianto, Quartzito, Esmeralda, Topázio,  Turmalina, etc., etc., etc.
Enfim, a tabela periódica e muito mais.  Apenas para que tenham uma melhor noção, serão aqui selecionados alguns  destes elementos menos conhecidos, para detalhar um pouco mais sobre  seus usos e o que significa um único elemento produzido pela M: •  Tungstênio (W) - também chamado de metal duro (hardmetals), são  revestimentos resistentes usados para ferramentas de trabalho pesado,  mineração e indústria da construção. Fios metálicos de tungstênio,  eletrodos e contatores são usados para aplicação elétrica, iluminação,  eletrônica, aquecimento e solda. Tungstênio é também usado na fabricação  de ligas metálicas pesadas para armamentos, tanques de aquecimento e  aplicações de alta densidade como pesos e contrapesos, superligas para  hélices de turbinas, ferramentas de aço, ligas de revestimentos  resistentes e capeamentos. Compostos de tungstênio podem também  substituir o chumbo em balas e projéteis.
Componentes químicos de  tungstênio são usados em catalisadores, pigmentos inorgânicos e  lubrificantes de alta temperatura. • Bismuto (Bi) - O Bismuto é um  mineral usado na indústria farmacêutica e química (53%), ligas fundíveis  e soldas (28%), aditivo metalúrgico (17%) e outros novos produtos como  chapas de bismuto, pigmentos, esmalte de cerâmica, pesos para pescaria  (substitui o chumbo), balas para caça, graxas lubrificantes entre outros  (2%). Em função das crescentes restrições ao chumbo, o bismuto vem sendo  largamente testado como substituto natural e não contaminante ou tóxico. 
Os EEUU consomem cerca de 80% do bismuto produzido no mundo. •  Molibdênio (Mo) - O Molibdênio é um elemento metálico refratário, usado  principalmente como um agente de liga no aço, ferro fundido e em  superligas para melhorar a dureza, a força, a resistência e o desgaste,  assim como a resistência à corrosão. Para se obter as propriedades  metalúrgicas desejadas, o molibdênio, primariamente na forma de óxido ou  ferro-molibdênio, é freqüentemente usado em combinação com o cromo,  colômbio (nióbio), manganês, níquel, tungstênio ou outras ligas  metálicas. A versatilidade do molibdênio em melhorar as propriedades de  uma grande variedade de ligas tem garantido um significante papel na  tecnologia industrial contemporânea, a qual de forma crescente requer  materiais que são úteis no sentido de favorecer a qualidade quanto ao  forte stress, mudanças de temperatura e a ambientes fortemente  corrosivos. Além disso, o molibdênio tem um significante uso como metal  refratário em inúmeras aplicações químicas, incluindo catalisadores,  lubrificantes e pigmentos. São poucos são os usos do molibdênio que  aceitam substitutos. • Tântalo e Nióbio - O Tântalo (Ta), é um metal  dúctil, altamente resistente à corrosão por ácidos, excelente condutor  de calor e eletricidade e tem um alto ponto de fusão. O maior uso do  tântalo, como pó metálico de tântalo, é na produção de componentes  eletrônicos, principalmente capacitores de tântalo, cujo maior uso  inclui telefones celulares, pagers, personal computers e componentes  eletrônicos automotivos.
O Nióbio ou Columbium (Nb), elemento extraído  na forma de ferro-columbium, é usado no mundo inteiro principalmente  como um elemento de liga em aços e superligas. Uma significante  quantidade de colômbio, sob a forma de ferro-colômbio de alta pureza e  níquel-colômbio são usados em superligas a base de níquel, cobalto e  ferro, com aplicações em componentes de motores jato e foguetes assim  como em equipamentos resistentes ao calor e combustão.

Não podemos aqui  esquecer de informar também que por trás de tudo isto estão os Geólogos,  Engenheiros de Minas, os Técnicos de Mineração entre outros, cujas  profissões são muito pouco conhecidas pelo povo (que inclui os  políticos).
Saibam portanto, que são os Geólogos que, com a ajuda de  equipes treinadas para tal, sobem e descem morros se ralando e suando no  mato, que estudam, interpretam e encontram jazidas minerais. Juntamente  com os Geólogos, os Engenheiros de Minas são os profissionais que  estudam, interpretam, montam e põem a produzir os referidos depósitos.  Os investimentos são altos.
Entre pesquisa, estudos de viabilidade  econômica e implantação da mina, são dezenas de milhões de dólares. Isto  implica também em centenas de empregos, que inclui eletricistas,  encanadores, advogados, contadores, motoristas, braçais etc., assim como  sustentam dezenas de laboratórios de análise químicas.
Minas de grande  porte criam cidades. Minaçu em Goiás, hoje com cerca de 40.000  habitantes, é um exemplo. Nasceu e cresceu em função de uma mina de  amianto, que por sinal representam a matéria prima para a fabricação das  telhas Eternit, caixas d’água etc. Aliás, o nascimento de cidades  ligadas à M vem desde a época dos Bandeirantes à caça de ouro,  esmeraldas e outros produtos, a exemplo das cidades de que hoje guardam  um grande patrimônio histórico muitas vezes tombados como patrimônio  público. Desta forma, podemos até afirmar que também tem dependência da  M a gostosa feijoada que saboreamos aos sábados, pois nada mais eram do  que os restos do porco (pé, rabo, pele, orelha etc) cozidos numa grande  panela de ferro e distribuído aos escravos enquanto os senhores  portugueses se deliciavam com o pernil e carnes de primeira, no curso  das lavras de ouro, esmeraldas etc.

Assim sendo, creio que agora sabem  que, não fosse a MINERAÇÃO, viveríamos ainda hoje como o homem de  Neandertal, ou seja, na idade das pedras, sem energia, sem transportes e  sem roupa. É claro que estamos nos referindo à Mineração associada à  Metalurgia ou Indústria da Transformação , as quais juntas, sem falar na  dependência da agricultura a que nos referimos, significam pelo menos  30% do PIB nacional.
Isto, e tudo mais acima exposto, tem grande  significado e não pode mais ser ignorado, até mesmo para se evitar de  ser chamado de ignorante. A atenção para este setor, seja com incentivos  fiscais, com capitalizações de risco ou com apoio governamental de  alguma forma, vai promover a geração de depósitos com conseqüente  produção de bens minerais, redução das importações e aumento das  exportações, com forte geração de divisas para o país. Além disto, como  se trata sempre de grandes investimentos, a M pode ser também grande  geradora indireta de VOTOS. Será que o desconhecimento deste detalhe  seja o motivo pelo qual nem falam no assunto, nem mesmo numa campanha  presidencial???
Jad Salomão é Geólogo e empresário,  fundador de uma das primeiras junior companies do Brasil a Verena  Minerals.
O Portal do Geólogo

Almahata Sitta: os diamantes que vieram do espaço

Almahata Sitta: os diamantes que vieram do espaço






Quando o carbono é submetido a imensas pressões e temperaturas elevadas ele pode se transformar em diamante. É assim no nosso planeta, em profundidades maiores que 120km de crosta quando as condições para a formação dos diamantes existem. É o chamado campo de estabilidade do diamante (veja o gráfico).

Esses diamantes são trazidos à superfície por rochas vulcânicas formadas a grandes profundidades: os kimberlitos e os lamproitos.

Campo de estabilidade do diamante
Aqui na Terra a quantidade de diamantes formada em profundidade é relativamente pequena, o que é confirmado pelos teores achados nos kimberlitos que geralmente são medidos em poucos quilates em cada cem toneladas de rochas.

No entanto, ao contrário da Terra, os astrônomos acreditam que alguns corpos celestes possam ter um núcleo formado quase que exclusivamente de diamante.

Em caso de explosão ou choque esses corpos poderiam “semear” meteoritos a base de diamantes por todo o sistema solar.

Imagine só encontrar um meteorito de diamante maciço...

A possibilidade da existência desses meteoritos diamantíferos é elevada e alimenta algumas empresas como a Planetary Resources, que planejam lavrá-los no espaço.

De volta a Terra, os geólogos sabem que diamantes podem, também, ser formados no impacto de meteoritos contra a superfície do planeta. Esses diamantes são extremamente pequenos e, muitas vezes são descritos como micro ou nanodiamantes.

Existem uns agregados de diamantes de baixa qualidade chamados carbonados que, por não terem associação com kimberlitos ou lamproitos podem ter uma origem extraterrena. Os carbonados encontrados na Bahia são os maiores agregados de diamantes jamais encontrados, atingindo mais de 3.000 quilates.

Era assim que os cientistas contavam a história dos diamantes vindos ou não do espaço: até a queda do meteorito Almahata Sitta em 7 de outubro de 2008.

Este meteorito foi o primeiro a ser detectado antes do choque e caiu no deserto do Sudão causando uma explosão cuja luz foi vista a 1.400km de distância.

As buscas foram intensas e os pesquisadores acharam centenas de fragmentos de um acondrito ureilítico com grãos carbonosos, espalhados em quilômetros de deserto (veja a foto).

Almahata Sitta o meteorito
Até então o Almahata Sitta era uma história corriqueira: mais um meteorito descoberto. Foi quando descobriram que os fragmentos do meteorito continham diamantes.

Não eram os tradicionais nanodiamantes, mas diamantes muito maiores do que os encontrados em meteoritos. A explicação genética para esses diamantes aponta para uma formação similar aos dos nossos diamantes terrestres: em grandes profundidades dentro de um corpo planetário (planetesimal) que se fragmentou nos primórdios do sistema solar.

Os resultados do estudo feito na Universidade de Hiroshima no Japão mostra que os diamantes foram fraturados em cristais menores que estão orientados da mesma maneira. Ou seja os diamantes eram parte de pedras maiores fraturadas no impacto.

A descoberta deste meteorito aumenta as expectativas das novas empresas de mineração espacial que, no momento, buscam financiamentos para serem lançadas.

Em breve veremos mais uma emocionante etapa da exploração mineral: a do espaço sideral.





 Fonte: O Portal do Geólogo

domingo, 10 de dezembro de 2017

GARIMPOS GERAM MAIS EMPREGO E RENDA DO QUE PROBLEMAS, DIZEM PESQUISAS

GARIMPOS GERAM MAIS EMPREGO E RENDA DO QUE PROBLEMAS, DIZEM PESQUISAS

As mesas também apontaram que “é preciso compreender o que foi o Brasil dos garimpos na Colônia, no Império, na República, na Ditadura e as possibilidades que esses dos estados oferecem nos dias de hoje para que saiam das crises mundiais com fortes reflexos na economia e na rotina desses trabalhadores”.


Durante décadas, entre 1960 ao início de 1990, Rondônia viveu o auge da exploração do ouro. Tanto que era chamada de “Novo Eldorado”. Milhares de pessoas vieram para cá em busca de dias melhores. É o caso do jornalista Célio Gomes, que veio de Manaus, para tentar a vida em Porto Velho. “Viajamos durante quatro dias em cima da lona de um caminhão em 1981. Bebíamos água dos igarapés, às margens da BR-319, que à época era de cascalho. Comíamos comidas enlatadas com pães. Chegamos aqui só a poeira. Fiquei alguns meses no garimpo, ganhei muito dinheiro, o que me possibilitou dar uma vida melhor para minha família aqui em Manaus”, disse ele.
Nesse período, o estado viveu um auge de grande desenvolvimento econômico no setor. Com a abertura da BR-364, a região ficou relativamente bem, quanto ao aspecto financeiro, mas sofria com a atividade explorada de forma clandestina e manual.
A primeira mina de cassiterita descoberta em Rondônia se localizava no rio Machadinho, no ano de 1955. Em 1973, no auge da extração do minério, chegou-se a tirar até 7,3 mil toneladas. Neste período, a produção de Rondônia correspondeu a 80% do produzido no país.
De lá para cá, pouca coisa mudou. O modelo atual de exploração mineral ainda é artesanal e familiar. Com o apoio das cooperativas, os profissionais extraem apenas uma pequena parcela do potencial existente no estado, o que representa resultados inferiores a 10%, apesar de estudos técnicos ligados ao setor comprovarem que há forte concentração de ouro na região.
Atualmente a cooperativa dos Garimpeiros, Mineração e Agroflorestal (Minacoop), cooperativa de Garimpeiros do Rio Madeira (Coogarima) e a cooperativa de Garimpeiros do Amazonas (COGAM), contam com 1.498 profissionais atuantes. Esses números representam famílias que fazem circular mensalmente em Porto Velho cerca de R$ 13 milhões. A atividade gera uma renda média de mais de R$ 8 mil por família.
As cooperativas encaram como desafio principal a desconstrução do atual modelo imposto pelo capital, com subordinação do Estado, e a construção de outra possibilidade de aproveitamento de forma racional dos recursos minerais na Amazônia.
Como funciona um garimpo
O garimpo é a forma mais completa de exploração do solo. Os garimpos são localizados em áreas remotas e não contam com apoio de qualquer empresa ou órgão público e por isso são considerados ilegais.
Garimpos são explorações manuais ou no máximo semi-mecanizadas de substâncias minerais valiosas, como ouro, diamantes, cassiterita, tantalita-columbita, ametista e outros tipos de minérios.
O maior problema da atividade garimpeira na extração para conquistar suas riquezas minerais. No Brasil, os garimpos começaram a despontar com maior destaque com as campanhas em busca de ouro e diamantes no estado de Minas Gerais.
Para melhor entendimento, o garimpo é uma forma de extrair riquezas minerais (pedras preciosas e semipreciosas são mais comuns) utilizando-se, na maioria das vezes, de poucos recursos, baixo investimento, equipamentos simples e ferramentas rústicas. Segundo a legislação brasileira vigente sobre mineração, a atividade garimpeira é considerada uma forma legal de extração de riquezas minerais desde que atenda a determinadas regras e obrigações. É facultado a qualquer brasileiro ou cooperativa de garimpeiros que esteja regularizado no Departamento Nacional de Produção Mineral (DNPM), órgão no país que controla e fiscaliza todas as atividades de mineração.
O Código de Mineração, Decreto-Lei N° 227/67 em seu artigo 70, considera a garimpagem como: "O trabalho individual de quem utiliza instrumentos rudimentares, aparelhos manuais ou máquinas simples e portáteis, na extração de pedras preciosas, semipreciosas e minerais metálicos ou não metálicos, valiosos, em depósitos de eluvião ou aluvião, nos álveos de cursos d'água ou nas margens reservadas, bem como nos depósitos secundários ou chapadas (grupiaras), vertentes e altos de morros, depósitos esses genericamente denominados garimpos".
Em Rondônia
A Amazônia tem contribuído significativamente na atividade de extração e transformação mineral realizada em todo território brasileiro. Os minérios mais extraídos na Amazônia são, em primeiro lugar, o ferro.
O metal chegou a corresponder, em 2008, a 35,2% da produção nacional. Em segundo lugar vem à alumina (bauxita), com 17,6 % do total. O alumínio aparece em terceiro, com 15,1%, e o cobre fica na quarta posição, com 11,3%. Ainda em 2008, a extração do nióbio colocou o país em primeiro lugar no ranking internacional, em segundo com a extração de ferro, manganês e alumínio (bauxita), e em quinto com o caulim e o estanho.
Riqueza
Pelo menos 33 mil pessoas vivem da atividade garimpeira só no Amazonas e Rondônia. O total representa um grande universo, já que a cada emprego direto são gerados até sete indiretos (em atividades como serviços, alimentação e transporte). Esse número não espelha a realidade da intensa movimentação nos garimpos, mas atestam que a figura do garimpeiro torna-se, a cada dia, segundo algumas pesquisas de campo “um mal necessário na economia e na política de ocupação”.
As mesas também apontaram que “é preciso compreender o que foi o Brasil dos garimpos na Colônia, no Império, na República, na Ditadura e as possibilidades que esses dos estados oferecem nos dias de hoje para que saiam das crises mundiais com fortes reflexos na economia e na rotina desses trabalhadores”.
O governo rondoniense criou a Companhia de Mineração de Rondônia [CMR] há décadas para gerir os negócios da mineração e buscar soluções, mesmo com a morte rondando os garimpos e o governo vizinho alegando dificuldades pagar suas contas, mas a companhia não se vê obrigada a promover sua autossuficiência a partir da exploração das riquezas minerais. “Quando o assunto é a regularização dos garimpos, o governo rondoniense permanece calado”, diz o Departamento Jurídico da Cooperativa de Garimpeiros, Mineração e Agroflorestal (Minacoop).
Sobre o assunto, apenas a Assembleia Legislativa manifestou-se favorável à aprovação do processo de legalização dos garimpos rondonienses. Para isso, aprovou o Decreto-Lei 947/13, que dispõe sobre a liberação de licença às atividades garimpeiras. Mas o governador Confúcio Moura tenta anular no Supremo Tribunal Federal (STF) a medida.
Segundo especialistas, “o setor garimpeiro e gemas só não encontrariam problemas nos estados do Amazonas e Minas Gerais. Nos dois estados, os governos entenderam que o tema deve ser tratado em audiência pública com vistas à implementação de uma política mineraria adequada é legislação específica. Foi o que fizeram”, disse o acadêmico Francisco Carlos, favorável a um sistema rigoroso de controle da atividade e não por sistema de repressão violenta.
De acordo com ele, “atualmente, a evasão escandalosa de divisas só ocorre porque os estados não têm controle sobre a situação e isso favorece a grupos encrustados no próprio Governo e nos órgãos de fiscalização e de licenciamentos”.
No lado rondoniense, Francisco afirmou que “a legalização de áreas de garimpos é empurrada para debaixo do tapete e que a estruturação adequada do DNPM, da CMR, Sedam e Ibama não é feita desde que os garimpos exauriram-se nas décadas de 80”.
O tema só debatido entre governos e políticos nos ciclos de campanhas para eleição e renovação de mandatos entre aqueles que, de uma maneira ou de outra, “ganham com a ilegalidade”. Ele disse, também, no entanto, que, “a definição das políticas específicas devem sempre levar em conta particularidades regionais”.
Nas sombras
Na verdade, quem ganha com a ilegalidade não é o pequeno garimpeiro das cooperativas de menor poder de fogo. Na década de 1980, cerca de 300 quilos de ouro saídos dos garimpos do Araras, Serra Sem Calça, Mutum-Paraná e da Calha do rio Madeira [Belmont] saíam pelo aeroporto da Capital Porto Velho.
No rol de beneficiados, caso a legalização ocorresse, quem ganharia com essa medida a ser retomada com a extinção do Decreto Lei 5.197 [29 de julho de 1993] e a adequação do de número 5.124, de 06 de junho de 1991 [criou a Área de Proteção Ambiental], seria o Estado e a União, além do retorno do giro do grande capital já ‘vivenciado no passado. “É preciso que Governos e garimpeiros sejam convidados à mesma mesa, não é possível que não haja uma política real para se pôr fim à polêmica da ilegalidade dos garimpos amazônicos”.
Enquanto isso, pelo menos, o estado de Rondônia amarga ter que ainda enfrentar os piores indicadores sociais e econômicos do país por causa da ilegalidade da atividade garimpeira, ainda, hoje, um dos seus principais produtos que, inclusive, “possibilitou a grande corrida para o novo Eldorado do Oeste amazônico”.
*Com informações da Wikipédia e Portal Amazônia.

Alguém precisa falar o óbvio: não faz o menor sentido um celular custar R$ 7 mil

Alguém precisa falar o óbvio: não faz o menor sentido um celular custar R$ 7 mil

© Reprodução

Os telefones já não são mais aqueles trambolhos com discos e botões que ficavam na casa da sua avó quando você era uma criança (certamente) pentelha. Também não são mais aqueles Motorolas "tijolo", o primeiro celular que eu vi alguém ter – e que custava US$ 1.000, o que fazia total sentido na década de 1990. Lembre-se, gastar US$ 1.000 naquilo, então, era a diferença entre estar conectado o tempo todo ou só falar com as pessoas em casa ou no trabalho.

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Agora, telefone é esse aparelho que liga para as pessoas, manda mensagens, recebe emails, acessa a internet, joga, tira fotos, mede seu ritmo cardíaco e por aí vamos. Acontece que todas essas tecnologias evoluíram em um ritmo desembestado e hoje os aparelhos se tornaram muito mais acessíveis. Porém, surgiu um celular de US$ 1.000. Ou, para nós, 7 mil reais.

Eu não sou muito bom em previsões, por isso não faço muitas. Nem sou especialista em Apple ou em gadgets. Mas se tem uma coisa que me chamou a atenção na apresentação do iPhone X foi a “família”. Note: você não tem mais um iPhone com três diferentes especificações de armazenamento e o modelo do ano anterior.

Agora você tem modelos de US$ 350 a US$ 1.000 nos EUA. Como a Samsung, a LG, a Motorola. Do ponto de vista do negócio, faz total sentido, é até óbvio. Criou-se uma marca com alto valor agregado, desejada por todos. Se você oferece essa marca a pessoas de todo tipo de poder aquisitivo – ou pelo menos a uma gama maior de poderes aquisitivos –, vai ganhar mais dinheiro; aula 1 de Economia 101: o objetivo de toda empresa é gerar valor ao acionista.

Pois bem: há aí uma armadilha gigantesca. O iPhone é desejado porque era algo único, exclusivo. Porque se você tinha um iPhone a única pergunta era se era o desse ano ou o do ano passado – no máximo o do ano anterior. Se, porém, isso é acessível a todos, perde-se o fator exclusividade. E é aí, acho, que alguém teve a idéia brilhante de dizer: “A não ser que a gente cobre mil doletas por um deles!” Mil doletas lá, aqui: sete mil reais.

Não é que não possa dar certo. Existem impérios no mundo da moda que vendem bolsas e sapatos por dezenas de milhares de dólares, sendo que o custo de produção não chega à centena de dólares e o design às vezes não tem absolutamente nada de especial. As pessoas compram status, e qualquer marqueteiro sabe disso. Só que há tipos diferentes de status. Um cara que comprava um MacBook Air quando ele saiu não fazia isso porque ele era caro, embora ele fosse, como tudo o que a Apple faz, injustificadamente mais caro, mas sim porque aquilo representava uma diferença conceitual em design, tecnologia e usabilidade.

A primeira vez que eu tive um MacBook o que me encantou foi simplesmente que, ao contrário de todos os PCs que eu tinha usado antes, ele funcionava muito bem! Eu tive um Vaio que era lindo, fininho, só que o sistema operacional dele era o mesmo Windows que não me apetecia e que também estava nos laptops da Dell, HP etc.

Voltamos então aqui pro mundo do iPhone. Eu não tive o iPhone original – em vez disso, tomei a brilhante decisão de comprar um celular Palm… Quando saiu o iPhone 3G, porém, eu embarquei. Era mais caro? Claro que era, mesmo que a gente se enganasse que era “de graça” (com o contrato de fidelidade da operadora). Mas fazia uma diferença monstruosa. Era um combo de aparelho com funcionalidades que não havia igual. Com o tempo, outras coisas foram entrando na minha conta: integração com o Mac, iCloud, as músicas e filmes que eu comprei na plataforma.

Hoje, quando meu telefone começa a ratear, eu não vou na loja da minha operadora, vou direto na Apple. Não é porque eu ache que um Samsung ou um Motorola não pode me servir, é porque o que eu tenho eu já conheço e uso, e eu tenho uma baita de uma preguiça de pensar em mudar de “sistema”. Só que começam a aparecer as primeiras fissuras nessa lealdade, e certamente não só na minha.

Ano passado, por motivos familiares complexos, eu queria trocar de telefone e estava nos Estados Unidos quando saiu o iPhone 7. Minha mulher tinha um, mas eu não conseguia enxergar qualquer vantagem dele para o da minha filha, que era um 6S. Câmera melhor? Sério? Não, não muda minha vida. Mais “rápido”? O que é exatamente um celular “rápido”? O meu é suficientemente rápido, obrigado. Para completar, eu tenho uns 20 fones de ouvido que não iam entrar no 7. Então eu comprei um 6S, mesmo. Garanto, funciona perfeitamente bem, como funcionaria. Como, diga-se, o SE da filha mais nova continua funcionando até hoje para quem não exige tanto.

O iPhone SE custa R$ 1.999. Eu consigo entender porque alguém pode preferir comprar um 6S, um 7. Há, nesse caso, uma diferença de câmera e de processador que em alguns casos pode fazer diferença, além do tamanho da tela. Eu consigo até entender porque alguém pode achar que as diferenças incrementais entre o 7 e o 8 valem R$ 800 a mais, nem todos os consumidores são velhos ranzinzas com diversos fones de ouvido antigos, afinal. Mas eu não consigo, e acho que não conseguirei nunca, entender porque alguém pagaria R$ 7.000 por um celular cuja principal novidade é ele reconhecer a sua cara, além de uma tela que ocupa toda a parte frontal e uns emojis animados.

Não, não estou dizendo que a Apple lançou um celular qualquer de 7 mil reais, não é isso. O telefone reconhecer a sua cara pode não ser revolucionário no seu dia a dia, mas pode trazer uma camada extra de segurança para os seus dados. Além disso, o DisplayMate considerou a tela do iPhone X a melhor em um smartphone, com uma pontuação mais alta até mesmo que alguns monitores profissionais, o que pra muita gente é importante, e para todo mundo é uma vantagem perceptível. O problema é o que se paga por essas melhorias. Com R$ 7.000 você pode comprar:

Um MacBook Air de 13 polegadas à vista
Dois Samsung Galaxy S8
Um notebook bom o suficiente para jogar títulos recentes
Um laptop para games mais barato E AINDA um iPhone SE
Uma Honda CG125

Entende? Não faz muito sentido.

Tudo isso que eu escrevo pode se mostrar uma enorme bobagem a hora que o X chegar às nossas mãos... Evidente: a diferença entre ter um botão ou não pode se revelar revolucionária. Mas alguém realmente acredita que isso pode acontecer?

No frigir dos ovos, você vai pagar quase o dobro do valor por um telefone porque ele – nem sempre – vai destravar quando você olhar para a tela. Parece que Apple mudou de aposta. Parou de apostar em quem gosta de coisas bem feitas para apostar em quem quer ter coisas caras e exclusivas. Eu não faço nenhuma questão. Fico com o meu 6S por enquanto. Ano que vem, quem sabe, troco por um 8. Ou por um Motorola. Achei o design do novo bem interessante. Mas R$ 7 mil por um telefone só porque ele sabe – às vezes – que eu sou eu e não o Brad Pitt (pareço muito) ou o Will Smith? Não, obrigado.

Imagem do topo: AP
Fonte: MSN

Protestos contra Trump diminuem em Jerusalém e Cisjordânia; violência avança em Beirute

Protestos contra Trump diminuem em Jerusalém e Cisjordânia; violência avança em Beirute

JERUSALEM (Reuters) - Os protestos palestinos diminuíram na Cisjordânia e na Faixa de Gaza neste domingo, enquanto a violência foi deflagrada perto da embaixada norte-americana em Beirute devido à decisão do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de reconhecer Jerusalém como capital de Israel.
Os quatro dias de protestos em territórios palestinos devido ao anúncio de Trump na quarta-feira acabaram, em sua maioria, mas a revogação da política de longa data dos EUA  sobre Jerusalém – uma cidade sagrada para Judeus, Muçulmanos e Cristãos – atraiu mais alertas árabes em relação a potenciais danos para as perspectivas de paz no Oriente Médio.

“Nossa esperança é que tudo se acalme e que nós retornemos ao caminho de uma vida normal sem revoltas e violência”, disse o ministro da Defesa de Israel, Avigdor Lieberman, na rádio do Exército.
Mas o príncipe-herdeiro de Abu Dabhi, Sheikh Mohammed bin Zayed al-Nahayan, o líder de fato dos Emirados Árabes Unidos, disse que a situação ameaça gerar violência.
“O movimento dos EUA pode lançar uma boia salva-vidas para grupos terroristas e armados, que começaram a perder território na região”, ele disse.
Em Beirute, enquanto isso, as forças de segurança libaneses dispararam gás lacrimogênio e jatos de água contra manifestantes, a maioria deles segurando bandeiras palestinas, perto da embaixada norte-americana.
Os manifestantes atearam fogo nas ruas, queimaram bandeiras dos EUA e de Israel e arremessaram objetos contra as forças de segurança, que fizeram barricadas na estrada principal para o complexo.
Ao longo da tensa fronteira de Israel com a Faixa de Gaza, as Forças Armadas de Israel destruíram o que consideraram um “significativo” túnel de ataque cavado entre as fronteiras pelo grupo dominante da região, o Hammas.
Não houve comentários imediatos sobre a demolição, que aconteceu enquanto facções palestinas tentavam cumprir o prazo deste domingo para que o Hammas entregasse a Faixa de Gaza pelo Hammas ao presidente Mahmoud Abbas, apoiado pelo Ocidente, com mediação do Egito, após um rompimento de uma década.
Ataques israelenses antes do amanhecer na Faixa de Gaza no sábado mataram dois atiradores palestinos após militantes terem disparado foguetes na área em direção a Israel na sexta-feira.

Fonte:  Reuters