sábado, 6 de janeiro de 2018

Janeiro terá Superlua, Lua Azul e Lua de Sangue na mesma noite 

Janeiro terá Superlua, Lua Azul e Lua de Sangue na mesma noite

Lua-de-sangue-nasa© Divulgação Lua-de-sangue-nasa
Todos os horóscopos de início de ano devem estar te falando que 31 de janeiro será uma noite especial. Astrologia à parte, vai ser mesmo. Do ponto de vista da astronomia, 31 de janeiro terá uma lua bem incrível, um combo de várias versões especiais do satélite: a Lua Azul, a Superlua e a Lua de Sangue. Vai ser a primeira vez em 150 anos, inclusive, que temos uma Lua Azul de Sangue, tudo ao mesmo tempo.
Em primeiro lugar, vale esclarecer que a Lua Azul não é um evento astronômico (e a Lua não fica azul). Tem, sim, a ver com a nossa forma de registrar o tempo. No calendário lunar, um mês (ou um ciclo lunar) dura 29,5 dias. O calendário gregoriano, que é o que estamos acostumados a usar, tem de 30 a 31 dias. Graças à essa diferença, de tempos em tempos temos duas luas cheias no mesmo mês. E a segunda Lua cheia de um mesmo mês é chamada de Lua Azul – e a última apareceu em 2 de julho de 2015.
Já a Superlua já tem uma explicação bem mais legal. Ela é uma Lua proporcionalmente maior e mais brilhante do que estamos acostumados a ver no céu, como você talvez tenha reparado no dia 1º de janeiro, quando uma Superlua fez a primeira aparição em 2018.
Para atingir esse ápice de tamanho, a Lua precisa passar por dois fenômenos distintos ao mesmo tempo.
Em primeiro lugar, precisa estar na fase cheia. Em segundo lugar, precisa estar mais próxima da Terra que o normal. Isso só acontece porque a órbita da lua é elíptica. Ou seja, o caminho que ela faz ao redor da Terra não é um círculo perfeito. Por isso, a distância do satélite em relação à Terra varia bastante. O momento em que a Lua passa mais longe do planeta é chamado de apogeu. Já a posição quando ela se encontra mais próxima é chamada de perigeu.
A categoria de Superlua é dada para qualquer Lua cheia que apareça nessa região da direita da órbita que você está vendo na imagem – quando a lua parece 14% maior e 30% mais brilhante.
Em seguida vem a Lua de Sangue. Nada mais é que o apelido dramático dado à Lua durante um eclipse lunar total, no qual a posição da Lua e a da Terra se alinham de forma que o nosso planeta fica exatamente entre o satélite e o Sol.
Quando isso acontece, a Lua perde a aparência branca e brilhante e ganha um tom avermelhado, que justifica o apelido.

Atenção aos Instagrammers de plantão

A conclusão é que teremos no dia 31 de janeiro a raríssima combinação de uma segunda Lua cheia mensal, que também será maior e mais brilhante que o normal até o eclipse, quando ela deve ficar não só grande, mas também avermelhada.
Agora que você já sabe como esses fenômenos funcionam, fique sabendo que a última combinação de Superlua e Lua de Sangue/Eclipse Lunar (sem Lua Azul!) ocorreu em setembro de 2015, e as fotos ficaram lindíssimas. Celular a postos: vai que você consegue likes (literalmente) astronômicos.
*Esta matéria foi publicada originalmente na Superinteressante

DIAMANTES- Five Star Diamonds é listada na TSX-V



AÇO- Produção mundial volta a crescer


  • Os planos de crescimento da Aura Minerals

    OURO

    Os planos de crescimento da Aura Minerals

    A Aura Minerals tem um ambicioso plano de crescimento no Brasil e em outros países da América Latina (principalmente Honduras e México, onde já possui operações). É o que revela o Presidente e CEO da empresa, Rodrigo Barbosa, que assumiu em março deste ano com a missão de reverter a curva de desempenho da companhia, que enfrentou momentos de alta e de baixa nos últimos anos, por conta da queda no preço das commodities minerais e de problemas nos países onde opera, incluindo o Brasil. 
     
    “Quando assumimos decidimos, junto com os outros executivos da companhia, revisitar todos os negócios -- as operações no Brasil, em Honduras, no México e particularmente o projeto Serrote. E em nossa análise ficou claro que Serrote, apesar de ser um projeto extraordinário, que está pronto para ser construído e apresentar uma boa taxa de retorno, vai requerer um investimento de mais de US$ 300 milhões ou cerca de R$ 1 bilhão. Portanto, não cabia em nosso bolso, pelo menos neste momento”. Localizado no município de Arapiraca, Alagoas, o projeto consiste de uma concessão de lavra com 400 hectares e licenças de exploração numa área de aproximadamente 600 hectares. As reservas minerais (medidas e inferidas) são de aproximadamente 137 milhões de toneladas de minério com teor de 0,49% de cobre e 0,097 gramas de ouro por tonelada. O ativo foi vendido para a Appian, no início de dezembro, por US$ 40 milhões. 
     
    Justificando a venda, o CEO acrescenta que a Aura Minerals não cresceu nos últimos anos e teve que colocar em Care & Maintenance a mina de Aranzazu, no México, além de paralisar a lavra na mina de São Francisco, em Mato Grosso, devido ao esgotamento das reservas lavráveis. Portanto, não tinha recursos em caixa para bancar um projeto do porte de Serrote, razão pela qual decidiu realizar a venda e, com os recursos financeiros, voltar a crescer. 
    No Brasil, o plano de crescimento inclui a otimização do projeto EPP (Ernesto Pau a Pique), investimentos em exploração mineral no entorno das plantas existentes (São Francisco e EPP) e a viabilização de um novo projeto greenfield. No México, será reativada a mina de cobre e ouro de Aranzazu, já que os preços da commodity estão melhorando. Depois de sondagens adicionais, foi concluído o estudo de viabilidade econômica. Na mina de São Francisco a empresa está realizando apenas operações de tratamento do minério que ficou estocado nas pilhas, devendo fechar o ano de 2017 com uma produção de 10 mil onças. Apesar de já ter produzido, historicamente, 1 milhão de onças, São Francisco contou com pouco trabalho de exploração. Por esta razão a empresa está empreendendo esforços para ampliar o conhecimento geológico da área, com a intenção de identificar reservas que permitam a retomada das operações de lavra. Os trabalhos realizados até agora indicam boas perspectivas, segundo Jorge Camargo, gerente geral da Mineração Apoena, empresa da Aura responsável pelas operações na área. Segundo ele, se houver reservas suficientes, a planta de São Francisco tem capacidade para produzir 10 mil onças/mês, ou 120 mil onças/ano. Rodrigo Barbosa lembra que a planta é um ativo que custou US$ 170 milhões e que está quase parada. Portanto, é muito importante para a empresa tentar reativá-la.  
     
    A 80 km da mina de São Francisco há o projeto EPP, adquirido da Yamana há dois anos, composto pelas minas Ernesto, Pau a Pique e Lavrinha. A mina de Lavrinha, a céu aberto, concluiu a fase de ramp up e iniciou operação comercial em janeiro de 2017, performando 35% acima do planejado em 2017. Pau a Pique, que é uma operação subterrânea, está performando 21% acima do planejado para este ano.  A mina foi declarada em operação comercial em agosto de 2017 e já produziu, no terceiro trimestre do ano, 3,03 mil onças. Quanto a Ernesto, que é o carro-chefe do EPP, a empresa está se preparando para iniciar os trabalhos de implantação ao longo de 2018, a fim de que possa iniciar a lavra em 2019. É uma mina subterrânea, com teor elevado (5 gramas por tonelada), com vida útil inicialmente de cinco anos mas que a Aura Minerals espera poder ampliar. “A operação é um desafio geotécnico, o que a torna difícil de operar, mas é um projeto interessante”, diz Jorge Camargo. Um ponto importante, segundo ele, é que com a entrada de Ernesto a planta atual não precisará de ampliações. Isto porque a planta, cujo desenho inicial previa uma capacidade de 150 t/h, já está com 180 t/h e pode chegar a 200 t/h, só com otimizações. 
     
    Rodrigo Barbosa acredita que os trabalhos de exploração poderão dar resultados positivos no sentido de ampliar as reservas da companhia, tanto que reservou US$ 5 milhões para investimentos em exploração no orçamento de 2018. “Temos ativos a 80 km um do outro, no mesmo trend de mineralização, e temos a obrigação de entender se em qualquer quilômetro quadrado dessa área há potencial de mineralização. Isto já está em andamento. Primeiro próximo de nossas plantas, onde pretendemos fazer sondagens de exploração e avaliação mais sistematizadas e mais profundas e depois em zonas mais distantes, porque os indícios são muito interessantes e favoráveis”. 
     
    Fusão com a Rio Novo 
     
    Como parte de sua estrategia de crescimento, a Aura Minerals anunciou recentemente um acordo de fusão com a Rio Novo Gold para combinar e desenvolver um portfolio de propriedades mineiras visando uma produção de longo prazo. Entre outras coisas, a Aura adquire todas as ações da Rio Novo, dando em troca 0.053 ação ordinária para cada ação desta última. A entidade resultante da fusão terá o nome da Aura e permanece listada na TSX (Toronto Stock Exchange). 
     
    Para Rodrigo Barbosa, a fusão abre para a Aura a oportunidade de criar um novo canal de crescimento e para os acionistas da Rio Novo Gold uma companhia comprometida com o desenvolvimento de seus ativos. Patrick Panero, Presidente e CEO da Rio Gold, considera que a transação permite o acesso às minas em operação da Aura, experiência em minas a céu aberto e uma posição financeira mais sólida dentro da nova empresa resultante da fusão.
     
    A aprovação da transação ainda está sujeita à obtenção da maioria dos votos em um encontro especial dos acionistas de ambas as companhias a ser realizado em fevereiro de 2018. Mas a Northwestern Enterprises, que detém aproximadamente 52% das ações ordinárias da Aura e 65% do controle da Rio Novo, já apoiou a fusão. A Northwestern é controlada por Paulo Brito, que atualmente é o chairman da Aura Minerals. Quando o acordo for completado, a Northwestern deverá deter aproximadamente 55,3% da nova companhia.   
     
    Resultados interessantes
     
    Rodrigo Barbosa se diz animado com o desempenho da empresa, que “começa a fazer resultados interessantes. Ainda não é significativo do ponto de vista de volume, mas mostra que onde começamos a fazer movimentos no sentido de conhecer melhor as áreas começam a surgir possibilidades de agregar mais onças em nosso portfólio de produção”. Nos nove primeiros meses de 2017, a Aura Minerals produziu 103,4 mil onças (contra um total de 93,6 mil onças no mesmo período de 2016), das quais 38,9 mil onças foram obtidas nas minas brasileiras e 62,4 mil onças na mina de Honduras. A receita obtida até o terceiro trimestre de 2017 foi de US$ 118,9 milhões, contra US$ 111,8 milhões no mesmo período de 2016. O resultado líquido positivo alcançou US$ 3,8 milhões, contra uma perda de US$ 1,3 milhão em 2016. 
     
    O CEO afirma que o foco da empresa continua sendo ouro e cobre, embora veja com bons olhos a idéia de agregar dois ou mais metais ao portfólio. “Isto é positivo, porque o ouro tem uma volatilidade razoável no preço e se uma empresa atua só no ouro, fica vulnerável. O setor de mineração é cíclico e precisa saber agregar ativos na hora certa. Se o ouro de repente tem uma queda brusca de preço, acaba estrangulando o fluxo de caixa. Mas quando se tem outros negócios, que não sofreram queda abrupta de preços, a empresa vai continuar pelo menos com uma forte geração de caixa e solidez financeira para poder atravessar com seu negócio e estar pronto para desenvolver outros. Porque é nessa hora que vão aparecer projetos bons e a preço razoável. Por outro lado, quando o preço está muito alto, a empresa precisa saber parar. Esta é uma flexibilidade saudável para que se possa ter uma tranqüilidade para continuar crescendo sem estar muito vulnerável ao ciclo”, conclui o dirigente da Aura Minerals, acrescentando que a empresa tem potencial para dobrar sua capacidade atual de produção, hoje em 150 mil onças/ano. Em médio prazo, a meta é chegar a uma capacidade de 500 mil onças anuais. 
    Fonte: Brasil Mineral

    Equinox obtém aprovação da TSX-V