sábado, 6 de janeiro de 2018

“Os Diamantes de Nordestina” Bahia

“Os Diamantes de Nordestina”

A empresa Vaaldiam Resources tem explorado diamantes, na localidade de Braúna, no Município de Nordestina.
São dois pipes de diques de Kimberlito, com cerca de 10 milhões de toneladas dessa rocha, com um potencial de 1,5 a 2,0 milhões de carats de diamantes. Esse potencial chega a 25 milhões de toneladas se for associado aos Kimberlitos que se espalham, a partir dos pipes, sob a forma de um sistema de dikes.
seus diamantes vão de hialinos a rosa, atingindo, até o momento 7,97 carat no diamante hialino, confirmando o potencial para a presença de grandes e valiosos diamantes.
Mapa de exploração do dique de kimberlito:

Kimberlito de Braúna:

Diamantes de Braúna, Nordestina:

Amostra de diamantes extraídos de Braúna, Nordestina:

Amostra de diamantes extraídos de Braúna, Nordestina:

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Informações e imagens trazidas do site:
Braúnas.com

Qualquer um pode achar um corpo com diamantes

Qualquer um pode achar um corpo com diamantes

foto de lâmina delgada de um kimberlito

Com as descobertas de diamante secundário pipocando na região do Tapajós, o intenso interesse dos nossos leitores no assunto e as discussões a respeito de sua origem, seja em lamproitos já detectados, kimberlitos já encontrados ou mesmo conglomerados mapeados na região dos diamantes do Tapajós, iremos iniciar um indispensável trabalho de base explicando aos nossos leitores leigos com a ajuda dos nossos leitores informados, o que significam esses termos um tanto complicado e como é possível encontrar um corpo primário com diamantes numa área menor do que um campo de futebol, mas que pode enriquecer você, sua região e ate o seu pais. apesar de difícil, queremos mostrar que achar um corpo primário com diamantes não é exclusividade de empresas especializadas e que um curioso com conhecimentos de base tem a mesma chance que uma empresa com parafernália técnica
Iremos iniciar pelos kimberlitos, termo famoso como fonte de diamantes, mas de origem africana.
Segundo Rodrigo Correia Barbosa, o kimberlito é uma rocha ígnea intrusiva, um peridotito composto por olivina (normalmente serpentinizada) com quantidades variáveis de flogopita, ortopiroxênio, clinopiroxênio, carbonatos e cromita. Todos esses minerais formam uma rocha ultra básica e escura e extremamente fraca perante as intempéries e portanto não vai ser fácil o encontrar sob a forma de rocha fresca mas sob formas alteradas e de cores totalmente diferentes da sua cor e aspecto original.
Os kimberlitos são a mais importante fonte de diamantes, porém sua existência só se tornou conhecida no ano de 1866. Os depósitos da região de Kimberley na África do Sul foram os primeiros reconhecidos e deram origem ao nome. Os diamantes de Kimberley foram encontrados originalmente em kimberlito laterizado. Classifica-se grosseiramente, em função das características do kimberlito de Kimberley o kimberlito como sendo “yellow ground” e “blue ground”. Yellow ground é relativo ao kimberlito intemperizado que se encontra na superfície. Blue ground é relativo ao kimberlito não intemperizado, encontrado em profundidades variáveis.
O kimberlito ocorre principalmente nas zonas de crátons, porções da crosta terrestre estáveis desde o período Pré-Cambriano. No Brasil existem três áreas cratônicas. O cráton Amazônico onde situa-se o Tapajós é a principal delas, porém ao sul de Rondônia e norte do Mato Grosso também encontra-se kimberlitos. O cráton do São Francisco ocupa grande parte de Minas Gerais e destaca-se na região sudeste do Brasil, porém nele, com exceção dos kimberlitos pobres da Serra da Canastra, não se conhecem rochas kimberlíticas mineralizadas.
Os kimberlitos são um grupo de rochas ultrabásicas ricas em voláteis (principalmente dióxido de carbono). Normalmente apresentam textura inequigranular característica, resultando na presença de macro-cristalizações inseridas em uma matriz de grãos finos. A montagem destas macro-cristalizações consistem em cristais anédricos de ilmenita magnesiana, piropo titaniano pobre em cromo, olivina, clinopiroxênio pobre em cromo, flogopita, enstatita e cromita pobre em titânio, sendo que a olivina é o membro dominante. Os minerais da matriz incluem olivina e/ou flogopita juntamente com perovskita, espinélio, diopsídio, monticellita, apatita, calcita e serpentina.
Alguns kimberlitos contém flogopita-estonita poiquilítica em estágio avançado.
Sulfetos de níquel e rutilo são minerais acessórios comuns. A substituição de olivina, flogopita, monticellita e apatita por serpetina e calcita é comum.
Membros desenvolvidos do grupo do kimberlito podem ser pobres ou desprovidos de macro-cristalizações e compostos essencialmente de calcita, serpentina e magnetita juntamente com flogopita, apatita e perovskita, os últimos em menor quantidade.
Segundo Kopylova (2005), em referência a Clement e Skinner (1985), o kimberlito pode ser dividido em três unidades que iremos estudar mais tarde, baseadas em sua morfologia e petrologia:
PS- Em uma recente descoberta, no município de Vizeu- Pará foi encontrado o maior Kimberlito do Brasil. Resta saber o potencial diamantífero deste que pode ser um dos maiores do mundo, o que vai colocar o Brasil na frente dos maiores produtores de diamante do Mundo.
Kimberlitos de crateiras, kimberlitos de diatremas e kimberlitos abissal
Fonte: Jornal Do Ouro

Os três fácies do kimberlito

Os três fácies do kimberlito

Seguindo o nosso trabalho de base a respeito da geologia do diamante, iniciado com: Qualquer um pode achar um corpo com diamantes, estamos apresentando os diversos tipos de kimberlitos através das diversas morfologias e petrologias, ou seja, os seus fácies conhecidos.


KIMBERLITO DE CRATERAS
A morfologia de superfície de kimberlitos intemperizados é caracterizada por uma cratera de até dois quilômetros de diâmetro cujo piso pode estar a centenas de metros abaixo da superfície. A cratera é geralmente mais profunda no meio. No entorno da cratera há um anel de tufa relativamente pequeno (em geral com menos de 30 metros) quando comparado com o diâmetro da cratera. Duas categorias principais de rochas são encontradas em kimberlitos de crateras: piroclásticas, depositadas por forças eruptivas e epiclásticas, retrabalhadas por água.
Rochas Piroclásticas: Encontradas preservadas em anéis de tufa no entorno da cratera ou dentro da cratera. Os anéis possuem pequena relação altura por diâmetro da cratera e são preservados em muito poucos kimberlitos. Os únicos locais com anéis de tufa bem preservados no mundo são Igwisi Hills na Tanzânia e Kasami em Mali. Os depósitos são normalmente acamados, vesiculares e carbonizados.
Rochas Epiclásticas: Estes sedimentos representam retrabalho fluvial no material piroclástico do anel de tufa no lago formado no topo da diatrema. Apresentam-se dispersas quanto mais afastadas do centro e das paredes rochosas.
Considerando a raridade de kimberlitos de crateras é difícil desenvolver um modelo para determinar com certeza que todos os kimberlitos serão conformados segundo as características observadas acima.
KIMBERLITO DE DIATREMAS
Diatremas kimberlíticas possuem de 1 a 2 quilômetros de profundidade e geralmente apresentam-se como corpos cônicos que são circulares ou elípticos na superfície e afinam com a profundidade. O contato com a rocha hospedeira é dado usualmente entre 80 e 85 graus. A zona é caracterizada por material kimberlítico vulcanoclástico fragmentado e xenólitos agregados de vários níveis da crosta terrestre durante a subida do kimberlito à superfície.
KIMBERLITO ABISSAL
Estas rochas são formadas pela cristalização de magma kimberlítico quente e rico em voláteis. Geralmente não possuem fragmentação e parecem ígneos.
São notáveis as segregações de calcita-serpentina e as segregações globulares de kimberlito em uma matriz rica em carbonato.
Vários modelos de classificação foram desenvolvidos para os kimberlitos e as grandes variações de textura e mineralogia apresentadas por estas rochas implicam em dificuldades para classificá-los. O modelo mais conhecido e geralmente bem aceito foi proposto por Clement e Skinner (1985). Esta classificação é largamente utilizada, no entanto é importante notar aqui as implicações genéticas neste modelo. O termo “tufisítico” significa presumir que o kimberlito foi formado através de processo de fluidização, porém ainda existem controvérsias com relação à formação dos kimberlitos.
As subdivisões das fácies principais são determinadas visualmente por diferenças na textura. As características diferenciadoras podem ser resumidas:
Kimberlitos de crateras são reconhecidos por características sedimentares. Kimberlitos de diatremas são reconhecidas por formações geodésicas do magma cristalizado e formações semelhantes geradas durante a perda dos gases. Kimberlitos abissais são comumente reconhecidos pela presença abundante de calcita e textura segregada com macro/mega-cristalizações.

A divisão entre “breccia” e “não breccia” denomina rochas fragmentadas e é comumente aportuguesada do italiano pelo termo “brecha”. A denominação aqui é baseada no volume percentual dos fragmentos visíveis macroscopicamente. Qualquer rocha com mais de 15% do volume de fragmentos visíveis é denominada “breccia”. Fragmentos podem ser acidentados ou cognatos. Vale ressaltar que não existem classificações inteiramente aceitas para o kimberlito.. 
Fonte: Jornal Do Ouro

CPRM Estuda Rochas Portadoras de Diamantes Kimberlitos e Garimpos em Todo o País

KIMBERLITO COM DIAMANTE

CPRM Estuda Rochas Portadoras de Diamantes Kimberlitos e Garimpos em Todo o País

Com o intuito de desenvolver estudos abrangendo os principais aspectos da geologia do diamante no país, o Serviço Geológico do Brasil (CPRM) iniciou, em 2008, por meio do Projeto Diamante Brasil, um trabalho sistemático de pesquisas voltado para o estudo de rochas portadoras de diamantes kimberlitos e garimpos em todo o país. O projeto tem como meta integrar as características da geologia do diamante incluindo fontes primárias e secundárias. Outra vertente do projeto diz respeito à discussão geológica dos garimpos de diamante, que ainda desempenham um papel de destaque na economia brasileira e possuem importante valor histórico. Para o coordenador responsável pelo Diamante Brasil, geólogo Valdir Silveira, as pesquisas desenvolvidas dentro do projeto são importantes para todas as esferas da sociedade. “É fundamental gerar dados na área de diamantes para fomentar pesquisas por empresas do setor e também suprir o governo com informações sobre o tema”, diz. O processo de execução é desempenhado por técnicos da CPRM situados nas regiões diamantíferas. A equipe responsável pelo trabalho nessas áreas conta com técnicos capacitados e até mesmo consultores internacionais especializados no tema. O prazo de entrega está previsto para o final de 2010, porém, devido a algumas pesquisas específicas, poderá ter continuidade nos anos seguintes, estendendo- se até 2014. O projeto é uma ação da Diretoria de Geologia e Recursos Minerais da CPRM, por meio do Departamento de Recursos Minerais (Derem), e entre o público alvo estão gestores, universidades, empresas com atuação na área de garimpo e órgãos governamentais como a Secretaria de Geologia, Mineração e Transformação do Ministério de Minas e Energia (SGM-MME), o Departamento de Produção Mineral (DNPM) e o Ministério da Justiça. Segundo Silveira, em maior ou menor escala, diversos setores da sociedade serão beneficiados.
 Treinamento
Para dar continuidade à capacitação dos profissionais envolvidos no Projeto Diamante Brasil, no período de 07 a 11 de junho, ocorrerá, na sede da CPRM em Brasília, um treinamento para capacitação profissional que contará com a participação de técnicos canadenses e brasileiros com mais de 30 anos de experiência na área de diamantes. Outras informações sobre o treinamento serão divulgadas brevemente.
 Técnicos em missão de pesquisa na Provincia kimberlítica alto Apiaú-RR
Técnicos em missão de pesquisa na Provincia kimberlítica alto Apiaú-RR


Principais objetivos do Projeto Diamante Brasil
- Produzir mapas mineralógicos das áreas alvos com nota explicativa;
- Realizar guias contendo procedimentos técnicos para prospecção do diamante (amostragem; química mineral e estudo de diamante);
- Utilizar textos técnicos contendo o estado da arte da geologia do diamante no Brasil, em forma de livro;
- Desenvolver estudos mineralógicos, geoquímicos e isotópicos de minerais das áreas (estudos geodinâmicos);
- Caracterizar quimicamente kimberlitos
- Atualização e consistência da shape kimberlito no Mapa Geológico do Brasil na escala 1:1.000.000;
- Elaborar o projeto em Sistema de Informações Geográficas (SIG), contendo os dados geológicos e geoquímicos (mapas, fotos de afloramentos, imagens de satélite e tabelas);
- Sugerir alternativas para gestão, extração das matérias-primas e produtos derivados de forma sustentável, minimizando os danos ambientais;
- Produzir estudo morfológico das populações de diamantes brasileiros para subsidiar a certificação de diamantes através do Kimberley Process.



A importância do Projeto Diamante Brasil para o país
Iniciado em meados de 2008, o Projeto Diamante Brasil vem desempenhando um papel social, econômico e geológico fundamental para os diferentes setores da sociedade. Segundo o chefe do Departamento de Recursos Minerais da CPRM, Reinaldo Brito, os reflexos dos anos de estudo podem ser melhor sentidos agora, uma vez que os estudos executados pela CPRM são de grande importância para a soberania nacional. “O projeto faz com que o Estado assuma o papel de soberano sobre o real potencial diamantífero do Brasil, resgatando para a sociedade o direito de conhecimento sobre o seu solo”, disse. De acordo com Brito, antes do projeto apenas empresas privadas tinham conhecimento das áreas onde os diamantes estavam localizados, a quantidade e qualidade dos mesmos. Hoje, a CPRM possui todas essas informações. “Agora se sabe onde está o ouro, o urânio e até o diamante. Antes, ficava um vazio em relação aos diamantes, não havia informações precisas”, comenta Brito. “O projeto serviu até mesmo para dizimar conflitos oriundos do diamante”, lembrou. Por ser uma atividade com alto grau de informalidade, muitos garimpos eram ilegais, principalmente em áreas indígenas e de conservação ambiental. Com esse trabalho, foi possível identificar essas regiões e o governo pôde dar subsídio nessas localizações. 
Banco de Dados
Uma das metas do projeto é realizar um banco de dados de ocorrências diamantíferas no Brasil e vinculá-lo a pólos produtores, distritos e províncias diamantíferas. Haverá um banco físico com amostras de rochas e gemas que serão caracterizadas. Além disso, todos esses dados também estarão disponíveis no Geobank da CPRM para consulta pública.

Investimentos
O Projeto Diamante Brasil é executado com recursos do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) e até o ano de 2012 serão investidos cerca de R$ 2,7 milhões. Para este ano, R$ 740 mil estão previstos para dar continuidade ao projeto.


 Uma das equipes de campo recebendo treinamento sobre o kimberlito Redondão-PI
Uma das equipes de campo recebendo treinamento sobre o kimberlito Redondão-PI

 Técnicos da CPRM em trabalho de campo na Província kimberlítica Rosário-RS
Técnicos da CPRM em trabalho de campo na Província kimberlítica Rosário-RS
 Prospectores fazendo coleta de cascalhos em drenagens da Folha Pará de Minas-MG
Prospectores fazendo coleta de cascalhos em drenagens da Folha Pará de Minas-MG


Fonte: CPRM

Atum é vendido por US$ 323 mil em último leilão de Ano Novo em mercado de Tóquio

Atum é vendido por US$ 323 mil em último leilão de Ano Novo em mercado de Tóquio




© Foto: Toru Hanai/Reuters No último leilão de Ano Novo do famoso mercado de peixe Tsukiji, em Tóquio, o proprietário de um restaurante de sushi internacional desembolsou mais de 300 mil dólares (cerca de R$ 1,04 milhão) em um atum e disse estar "muito feliz" com o resultado, nesta sexta-feira.
O maior mercado de peixe do mundo, um dos pontos turísticos mais populares de Tóquio, será realocado ainda neste ano para abrir espaço para uma via necessária para a Olimpíada de Tóquio de 2020.
Hiroshi Onodera, presidente da companhia LEOC, proprietária da rede de restaurantes Ginza Onodera, pagou 36,45 milhões de ienes (o equivalente a 323.195 dólares) por um atum-rabilho premium do Pacífico de 450 kg -- cerca de 90 mil ienes por kg do peixe.
O preço foi um pouco mais da metade do lance vencedor do ano passado de 72 milhões de ienes, mas muito abaixo do recorde de 155 milhões de ienes pago em 2013.
"Eu tenho tentado ganhar o leilão desde o ano passado, então estou muito feliz", disse Onodera, cuja companhia tem restaurantes em Nova York, Cingapura e Japão. "Principalmente porque esse é o último ano em Tsukiji."
O atum é valorizado por todo o mundo devido a seu uso em sushis, mas especialistas advertem que a crescente demanda tem tornado o peixe uma espécie ameaçada.
"O alto preço pago hoje por um único atum-rabilho do Pacífico não deve nos distrair do terrível status da espécie, que tem sido reduzida em mais de 97 por cento por anos de pesca excessiva", disse Jamie Gibbon, especialista em atum-rabilho do Pacífico da organização não-governamental Pew Charitable Trusts, em comunicado.

Fonte: BBC