segunda-feira, 8 de janeiro de 2018

Angola fecha mais dois contratos de 8 MEuro para explorar ouro em Cabinda

Angola fecha mais dois contratos de 8 MEuro para explorar ouro em Cabinda


Duas sociedades privadas angolanas vão investir mais de oito milhões de euros na exploração de ouro em 700 quilómetros quadrados (km2) no enclave de Cabinda, conforme autorizações governamentais de final de dezembro, a que a Lusa teve acesso.
O primeiro projeto de investimento, em que o Ministério dos Recursos Minerais e Petróleos concede a autorização para exploração de ouro, envolve a sociedade Mineração Buco-Zau e uma área de concessão de 331,75 km2.
A exploração, de acordo com os direitos mineiros atribuídos, será feita no município de Buco-Zau, província de Cabinda, e envolve um investimento de cinco milhões de dólares (4,1 milhões de euros).
No mesmo enclave, o ministério liderado por Diamantino Azevedo aprovou, num outro despacho de final de dezembro, a concessão dos direitos mineiros à sociedade Mineradora Lufo, também para exploração de ouro.
Envolve, neste caso, uma área de 375,01 km2, no município de Belize, e um investimento privado semelhante, de cinco milhões de dólares (4,1 milhões de euros).
Estas concessões somam-se a outras três, igualmente para procurar ouro, aprovadas em setembro último, envolvendo nestes casos consórcios público-privados (juntamente com a concessionária estatal Ferroangol), totalizando 15 milhões de euros de investimento, a realizar entre as províncias da Huíla e de Cabinda.
A extração de ouro já acontece em Cabinda, mas de forma artesanal e por vezes ilegal, o que levou à abertura, por parte do ministério da Geologia e Minas, de algumas lojas para a “captação” desse ouro.
A aposta neste subsetor mineiro motivou a criação, em maio de 2014, da Agência Reguladora do Mercado do Ouro de Angola.
A Lusa noticiou em junho de 2016 que a mina de ouro do Limpopo, na província angolana da Huíla, deverá entrar em produção industrial em 2018, apresentando um potencial inicial anual, em valores comerciais, superior a 25 milhões de euros.
Trata-se da primeira mina de ouro em Angola a ser explorada depois da independência, em 1975, e abrange uma área de concessão de 1.930 quilómetros quadrados, conforme explicou João Diniz, anterior administrador da empresa angolana Ferrangol, concessionária estatal do setor.
“Terá uma produção de 780 mil toneladas/ano de minério. Isto pode resultar numa produção de até 22.218 onças/ano, para começar. Estamos a falar de uma mina que pode evoluir de pequena para grande”, disse na altura o administrador, realçando que a área de exploração ainda é pequena e poderá ser alargada.
Fonte: DN
 

domingo, 7 de janeiro de 2018

Garimpo de esmeraldas

Garimpo de esmeraldas


Montanhas de beleza rara, vales que parecem não ter fim, rios que se espremem nos corredores de pedras. O conjunto de monumentos impressionantes foi criado pela natureza há 400 milhões de anos, quando a Terra ainda era criança. No coração da Bahia, as águas do inverno saltam dos pontos mais altos do Nordeste. Um espetáculo exuberante. A Queda d'Água da Fumaça, de quase 400 metros, parece que começa nas nuvens. Na Chapada Diamantina, a trilha das águas mostra o caminho das pedras. Pedras preciosas, que contam a história de muitos aventureiros. Carnaíba, norte da chapada. O vilarejo com cara de cidade atrai milhares de garimpeiros. As serras da região concentram a maior reserva de esmeralda do Brasil.
O empresário Alcides Araújo vive perseguindo a sorte há mais de 20 anos. Ele é um dos grandes investidores na extração da valiosa pedra verde. Alcides diz que ainda não encontrou a sorte grande. Do garimpo dele só saíram pedras de segunda. Mesmo assim não dá para reclamar.
"Já ganhei um dinheiro razoável no garimpo, produzi quase quatro mil quilos. Se tivesse essas pedras hoje, valeria R$ 300, R$ 200 o grama. Já ganhei mais de R$ 3 milhões", revela o empresário.
Boa parte desse dinheiro está enterrada na jazida que Alcides explora. O Globo Repórter foi ver como os garimpeiros vão atrás da esmeralda. Uma aventura que requer, além de sorte, muita coragem.

Na maior mina da região, a equipe foi a 280 metros de profundidade. Para chegar lá embaixo, o equipamento é um cinto de borracha conhecido como cavalo. Confira esse desafio em vídeo. Os garimpeiros são mesmo corajosos. No abismo dos garimpos, a vida anda por um fio. O operador da máquina que faz descer e subir o cabo-de-aço não pode vacilar. A água que cai do teto vem do lençol freático que o túnel corta. Parece uma viagem ao centro da Terra. Mas será que vale mesmo a pena correr tanto risco?
Foram quase seis minutos só de descida. Seis minutos de arrepios. A 280 metros a equipe chegou a um corredor estreito. No rastro da esmeralda, os garimpeiros abrem quilômetros de galerias. Calor, pouco ar, oito, dez horas por dia no estranho mundo subterrâneo. Esses homens vivem como tatus-humanos.
Alegria mesmo é quando o verde começa a surgir na rocha. Sinal de que pode estar por perto o que eles tanto procuram. É preciso detonar a rocha para ver se é mesmo esmeralda. O desejo de enriquecer é mais forte que o medo do perigo. Sem nenhuma segurança, eles enchem com dinamite os buracos abertos pela perfuratriz.
“Costumamos fazer até quatro detonações por dia. A cada detonação, são disparados de dez a quinze tiros", conta o fiscal de garimpo Klebson de Araújo.
Muita pedra desceu do teto da galeria. O trabalho agora era levar tudo lá para cima e examinar direito as pedras. E o dono do garimpo? Será que ele confia nos seus garimpeiros?
"Eles encontram e a gente fiscaliza. Se facilitar uma coisinha, eles botam dentro do bolso”, diz o garimpeiro Manoel.
“Tem várias formas de levar. Uns dizem que estão com sede, pedem uma melancia para chupar. Partem um pedacinho, colocam as pedrinhas lá dentro e levam a melancia”, denuncia Alcides.
Escondida ou não, esmeralda na mão é dinheiro no bolso. Nos fins de semana, a praça principal da cidade de Campo Formoso vira um mercado movimentado de pedras preciosas. No local, o que menos importa é a procedência. A esperteza sempre prevalece. Esmeralda de qualidade nunca é vendida na praça. Negócio com pedras valiosas é fechado dentro de casa, por medo de assalto. Os minérios da Chapada Diamantina fizeram fortunas e produziram histórias. Histórias como a de Herodílio Moreira que já viveu dias de glória.
“Já ganhei muito dinheiro com esmeralda. De comprar mercadoria e ganhar cinco carros de uma vez, de lucro. Hoje esses carros acabaram. Estou querendo dinheiro para comprar uma bicicleta velha”, conta o garimpeiro.
No mundo desses aventureiros, pobreza e riqueza dividem o mesmo espaço. O garimpeiro José Gomes, de 70 anos, também já viveu as duas situações, mas nunca perdeu a esperança.
“Quando vejo na joalheria uma esmeralda em forma de jóia, analiso o que perdi. Vejo as pedras nas lojas valendo milhões de dólares e eu sem nada", diz ele.
Fonte: G1

Minérios do Vale do Jequitinhonha MG

O presente trabalho tem como objetivo fazer uma análise sobre o histórico do extrativismo mineral no Vale do Jequitinhonha. Levando em considerações a pesquisa realizada sobre o passado da extração de ouro e diamante e o futuro através da extração do minério de ferro.
2.Discussão teórica 2.1 Século XVII- O Início da Colonização do Vale do Jequitinhonha
A história que registra a luta pela conquista do Vale do Jequitinhonha começou em 1550. Em meados do Século XVI, as primeiras expedições financiadas e organizadas pelo governo português, conhecidas como entradas atingiram o Vale do Jequitinhonha. As entradas partiam de um ponto no litoral e tinham como objetivos aprisionar índios, explorar o interior e procurar pedras e metais preciosos no Brasil.
As entradas foram ordenadas pelas autoridades coloniais e enviadas à procura de pedras e metais preciosos, que não foram encontrados.Elas abriram os caminhos que, no século seguinte foram ampliadas pelas bandeiras. Estas, saídas em especial de São Paulo, eram de iniciativa particular e tinham como objectivo primordial a caça de índios, mão-de-obra mais barata que a dos negros, para trabalharem nas fazendas. O Alto Jequitinhonha continha muito ouro e diamantes, que despertaram a atenção dos Bandeirantes paulistas e dos reis de Portugal. Com isso intensificaram as Entradas e as Bandeiras. As expedições de bandeirantes organizadas por particulares eram conhecidas como Bandeiras. As organizadas pelo governo eram conhecidas como Entradas.
Os bandeirantes penetraram no território brasileiro, procurando índios para aprisionar e jazidas de ouro e diamantes. Foram os bandeirantes que encontraram as primeiras minas de ouro nas regiões de Minas Gerais. Quando os primeiros exploradores chegaram ao Brasil, o maior objeto de desejo era o ouro. Mas somente depois de um século é que foi achado o tão sonhado ouro, por bandeirantes paulistas. A expedição de Francisco Bruza Espinosa (1553/1554), acompanhada do jesuíta padre Aspilcueta Navarro, foi a primeira a penetrar nas terras do Jequitinhonha. A entrada de Espinosa-Navarro, acompanhando o Rio Jequitinhonha, chegou à Serra do Espinhaço, na região do Serro, Diamantina e Minas Novas, alcançando também a foz do Rio, no município de Belmonte. Outra expedição, a de Sebastião Fernandes Tourinho (1573), encorajada pelas notícias das potencialidades do solo e da existência de jazidas de esmeraldas, partiu em busca de minerais, passando pelo rio Araçuaí. Tourinho recolheu turmalinas, crisólitas, safiras, topázios, berilos e águas marinhas. No ano seguinte, a expedição de Antônio Dias Adorno subiu o Rio Jequitinhonha e no solo do vale do Araçuaí colheu pedras e minérios que revelavam a existência de metais preciosos.
A primeira descoberta de ouro, no final do século XVII, processou-se na cidade do Serro, atraindo multidões de garimpeiros. Em 1725 foi instalada a Casa de Fundição do Ouro, para a cobrança do quinto, e o Serro passou a receber toda a produção de ouro do norte de Minas. Nas regiões próximas, como Diamantina, Minas Novas, Grão Mogol e em outras áreas foram instalados os primeiros núcleos de mineiros. A partir daí então, se deu a formação de vilas, povoados e pequenas cidades do Vale do Jequitinhonha.
Fonte: Revista Nossa História – dezembro 2003. Lavagem de diamantes no arraial de Curralinho, litografia de Rugendas feitores calçados e bem vestidos, negros seminus e com os pés na água: nas minas, a rígida hierarquia da sociedade escravocrata.
2.2 O Extrativismo É a atividade de coleta de produtos naturais, sejam estes produtos de origem vegetal, animal, ou mineral. Esses produtos podem ser cultivados para fim comerciais, industriais e para subsistência, e ela é a atividade mais antiga desenvolvida pelo ser humano. É considerada a mais antiga atividade humana, antecedendo a agricultura, a pecuária e a indústria.
2.3 Extrativismo vegetal
É um processo de exploração dos recursos vegetais nativos (ou seja, naturais de um lugar), onde as pessoas apenas coleta ou apanha os produtos que vai encontrando em uma determinada região. Não é um processo que produz muito, porque a pessoa tem que vagar pela mata ou campo à procura do seu objetivo: madeira, borrachas, ceras, fibras, frutos, nozes, produtos medicinais entre outros.
No vale do Jequitinhonha o extrativismo vegetal mais ocorrente é o das sempre-vivas que são especialmente abundantes ao longo da cadeia do Espinhaço, notadamente em Minas Gerais, mas também ocorrem na Bahia e nos cerrados de Goiás e Pará. Apesar de serem coletadas e comercializadas em todos esses Estados, Minas Gerais, especialmente o município de Diamantina, ao Norte do Estado, destaca-se como o maior pólo de comercialização de Sempre-vivas no Brasil, tanto por razões históricas, como também em função da enorme diversidade de espécies Sempre-vivas que ocorrem na região. De fato, Diamantina é considerado o centro da diversidade dessas espécies no mundo e as principais famílias botânicas dessas plantas são: Eriocaulaceae, Xyridaceae e Cyperaceae; a coleta e comercialização de Sempre-vivas iniciaram-se na cidade por volta de 1930.
Desde o início, esta atividade esteve associada à subsistência dos moradores de pequenos distritos e povoados da região que tinham no garimpo sua principal fonte de renda. Com o passar dos anos e a diminuição dos veios de pedras preciosas e semipreciosas, o extrativismo vegetal passou a ser a principal fonte de renda em muitas dessas comunidades, no entanto, esse aumento na importância do extrativismo ao longo desses 70 anos de atividade tem contribuído para o esgotamento da produção dos campos nativos de Sempre-vivas; a ponto de se encontrarem criticamente ameaçadas algumas das espécies de maior valor comercial.
2.4 Extrativismo animal
No passado, para conseguir parte de seus alimentos, os seres humanos praticavam a pesca e a caça de animais, atualmente existem técnicas mais desenvolvidas para a pesca comercial, apesar da pesca artesanal e a esportiva serem praticadas de modo tradicional. No Vale do Jequitinhonha por muito tempo a pesca no Rio Jequitinhonha foi praticada, mas hoje em dia com a construção de barragens e também devido a pesca predatória, a atividade pesqueira não acontece com tanto êxito.
2.5 Extrativismo mineral
Extrativismo mineral tem por característica e alteração drástica do ambiente onde é promovido, esse tipo de extrativismo tem por fim o uso direto ou indireto. Ele é direto quando, como no caso da água mineral, o produto mineral extraído é utilizado em sua forma natural. É considerado indireto, que é o caso da maioria dos minerais, quando o produto extraído é destinado a indústrias para passar por transformações que darão origens a produtos com maior valor agregado, a tecnologia de extração também pode variar entre simples e mais complexa. Minas Gerais é considerado um dos estados de maior riqueza mineral, e com grande destaque para o Vale do Jequitinhonha que é reconhecido por sua diversidade de gemas.
As gemas mineiras são conhecidas por sua diversidade, valor, beleza e qualidade. Além de ser o único produtor brasileiro de diamantes, o estado tem uma infinidade de crisoberilos, especialmente a alexandrita e o olho-de-gato; topázio imperial e azul, de diferentes cores, inclusive bicolores; berilos, representados pelas esmeraldas, águas marinhas, heliodoros e morganitas, quartzos, caracterizados nas suas diversas cores e denominações; granadas, andaluzitas, kunzitas, hidenitas, brasilianitas, além de outras gemas e até peças de coleção, raras e exóticas.
O Brasil é sem dúvida, o país que apresenta maior frequência de pegmatitos, grandes partes dos quais muitas vezes mineralizados, distribuídos em várias regiões pegmatíticas. Dentre essa região destaca-se o Vale do Jequitinhonha.
No Vale do Jequitinhonha principalmente nas cidades de Salinas, Virgem da
Lapa, Coronel Murta, Capelinha, Araçuaí, Itinga, Almenara e Medina se encontram grandes quantidades de minerais de pegmatito e que estão entre os seus bens minerais de maior valor econômico, destacando-se: berilo, água-marinha, alexandrita, crisoberilo, ametista, citrino, topázio, turmalina, quartzo rosa, minerais de lítio, cassiterita, tantalita, granadas, feldspato, columbita, diamante, etc.
Como característica dessa região em relação a outras do país pode-se perceber um maior tamanho e uma maior frequência dos corpos além de uma menos simplicidade estrutural e de uma maior variedade mineral. É fato marcante desses pegmatitos também um menor estagio erosivo e de alteração, estando os feldspatos menos alterados, o que permite seu aproveitamento.
As abóbadas, dos corpos estão mais preservadas conservando as partes que contem minerais metálicos. É comum também ocorrer em todos os pegmatitos zoneamento vertical e lateral.
O aproveitamento desses pegmatitos vem sendo feito há mais de 30 anos, através da garimpagem, principalmente da extração das gemas em grandes produções de minerais uraníferos comercializados.
Os pegmatitos de modo geral são de lavra de difícil racionalização, devido ao pequeno volume e irregularidades na mineralização. Entretanto, a garimpagem nos moldes em que vem sendo realizada, é predatória. A produção atual desses pegmatitos é impossível de ser avaliado, porém diminuiu consideravelmente devido as dificuldades de extração, à medida que avança a profundidade.
É necessário, contudo fomentar e fiscalizar a produção bem como oferecer melhores condições sociais a essa população marginalizada que são os garimpeiros.
3.Apresentação dos dados
O Brasil é sem dúvida, o país que apresenta maior frequência de pegmatitos, grandes partes dos quais muitas vezes mineralizados, distribuídos em várias regiões pegmatíticas. Dentre essa região destaca-se o Vale do Jequitinhonha.
No Vale do Jequitinhonha principalmente nas cidades de Salinas, Virgem da
Lapa, Coronel Murta, Capelinha, Araçuaí, Itinga, Almenara e Medina se encontram grandes quantidades de minerais de pegmatito e que estão entre os seus bens minerais de maior valor econômico, destacando-se: berilo, água-marinha, alexandrita, crisoberilo, ametista, citrino, topázio, turmalina, quartzo rosa, minerais de lítio, cassiterita, tantalita, granadas, feldspato, columbita, diamante, etc.
Como característica dessa região em relação a outras do país pode-se perceber um maior tamanho e uma maior frequência dos corpos além de uma menos simplicidade estrutural e de uma maior variedade mineral. É fato marcante desses pegmatitos também um menor estagio erosivo e de alteração, estando os feldspatos menos alterados, o que permite seu aproveitamento.
As abóbadas, dos corpos estão mais preservadas conservando as partes que contem minerais metálicos. É comum também ocorrer em todos os pegmatitos zoneamento vertical e lateral.
O aproveitamento desses pegmatitos vem sendo feito há mais de 30 anos, através da garimpagem, principalmente da extração das gemas em grandes produções de minerais uraníferos comercializados.
Os pegmatitos de modo geral são de lavra de difícil racionalização, devido ao pequeno volume e irregularidades na mineralização. Entretanto, a garimpagem nos moldes em que vem sendo realizada, é predatória. A produção atual desses pegmatitos é impossível de ser avaliado, porém diminuiu consideravelmente devido as dificuldades de extração, à medida que avança a profundidade.
É necessário, contudo fomentar e fiscalizar a produção bem como oferecer melhores condições sociais a essa população marginalizada que são os garimpeiros.
Imagens das principais gemas extraídas no Vale Jequitinhonha.
Água-Marinha Crisoberilo
Berilo Ametista
Alexandrita Diamantee
Citrino Turmalina
Topázio Quartzo Rosa
4.Considerações 1.O Vale
Mesmo passado mais de duzentos anos de extração de recursos minerais, o
Vale do Jequitinhonha ainda possui grandes riquezas em seu subsolo, porem não possuem uma produção sustentável, e continua sofrendo com a exploração dos mesmos desde os tempos coloniais. No Vale são extraídas toneladas de pedras ornamentais de grande valor, entretanto são retiradas e levadas para outras regiões beneficiando-as, fazendo com que a maior parte da população do vale permaneça economicamente falando pobres e enriquecendo como nos tempos da grande mineração pouquíssimas pessoas.
O vale do Jequitinhonha passa por esse problema até hoje, devido sua riqueza ser extraída e a maior parte ser comercializada in natura para outra região, o que ocasiona uma perda de grande valor de agregação na pedra em relação a uma lapidada. Um caso interessante dessa exploração de pedras semipreciosas acontece no município de Araçuaí, onde os garimpeiros tentam o sustento da família em pequenas lavras na zona rural do município, onde são retiradas grandes quantidades de pedras e levadas para Teófilo Otoni para serem comercializadas.
Teófilo Otoni está localizado no vale do mucuri, onde existe um grande comercio voltado para o setor de pedras preciosas e semipreciosas, conhecido como ‘capital Mundial de pedras preciosas’ enquanto os verdadeiros produtores não são reconhecidos. O que acontece em Araçuaí e em todo o Vale do Jequitinhonha é que falta desenvolver potencial para juntar valores ao comercio de pedras e organização do setor. A cadeia produtiva nessa área precisa de investimentos e capacitação da população regional no intuito de gerar emprego e renda para essas famílias.
O Vale do Jequitinhonha já é um exportador de pedras preciosas e outros minerais, porem em pequena escala para o Japão e os Estados Unidos, pelo fato de não ter uma mão de obra qualificada para a lapidação dessas pedras. Uma ação positiva voltada para este setor no caso de Araçuaí citado acima, o SESI/SENAI da cidade implantou o curso de lapidação de gemas voltado para a população, com o objetivo de capacitar esses cidadãos para o mercado de trabalho regional. O vale necessita é de políticas publicas voltadas para a capacitação dessa população, pois a riqueza natural elas possuem, só precisão de investimentos e incentivos para o seu desenvolvimento.
4.2 Mega Projeto de Minério de Ferro no Vale no Jequitinhonha e Norte de Minas
Em julho de 2008 foi anunciada a descoberta de uma grande jazída de minério de ferro no Norte de Minas e no Vale do Jequitinhonha. Essa jazida poderá modificar completamente a realidade da região. Estudos indicam que a reserva da região está entre às maiores do mundo, com estimativa de concentração de 12 bilhões de toneladas.
Segundo Habib Cury o minério de ferro da região de Rio Pardo está localizada logo abaixo da superfície que vai possibilitar a extração com a instalação de minas à céu aberto. E para viabilizar a retirada do minério de ferro o governo vai apoiar a montagem de uma infraestrutura, visando transportar o produto até um porto na Bahia
As reservas estão em 20 municípios da região, incluindo Rio Pardo de Minas, Salinas, Porteirinha, Grão Mogol e outros municípios vizinhos.
Essa reserva pode ser responsável por eliminar o esteriótipo de Vale da Miséria e ajudará a população a obter fonte de renda e melhoria nas condições de vida. Mas existe ainda a preocupação com as políticaIs públicas que serão adotas para viabilizar essa melhoria e evitar impactos ambientais.
Extração de Minério de Ferro
Fonte: DNPM

Economia dos Recursos Minerais do RN:

Economia dos Recursos Minerais do RN:
No final da década de 1930, o Rio Grande do Norte já produzia, através do garimpo, berilo, columbita e mica, na região geológica de rochas cristalinas (ver mapa); Nos terrenos de geologia sedimentar, especialmente no município de Dix-sept Rosado, produzia-se a gipsita, importante matéria prima na indústria de cimento.
Com o início da Segunda Guerra Mundial (1939), aumentam as pesquisas em busca de novos minérios, entre elas a scheelita (mineral de tungstênio), componente importante na fabricação de armamentos. A partir de 1940/1941, intensificam-se a exploração e a exportação da scheelita e o Rio Grande do Norte orna-se o maior produtor brasileiro desse minério.
A exploração de minas situadas no município de Currais Novos , Santana do Matos, Lajes e Cerro Corá registra uma produção crescente durante todo o período da Segunda Guerra Mundial. Em 1946, um ano depois de terminado o conflito, a produção cai, para ser retomada logo depois, com o início da Guerra da Coréia, Vai manter-se em alta até 1956, quando também o conflito na Coréia termina.
No município de Currais Novos, as minas Brejuí, Barra Verde e Boca de Laje, apesar de pertencerem a uma única jazida, estendiam-se por propriedades diferentes e eram exploradas por diferentes empresas.’
No município de Bodó, desmembrado do município de Santana do Matos, a mina Bodó está sendo explorada por uma empresa do grupo que detém a mina Brejuí. Depois de alguns anos parada, a mina de Brejuí voltou recentemente a atividade através do garimpo, não só de minério de scheelita, mais também de tantalita.
Para o Rio Grande do Norte, o problema maior da produção de scheelita está na grande dependência do mercado internacional, que não só fixa os preços, sujeitos a constantes oscilações, como estabelece os fornecedores do momento. Com isso, a produção de scheelita no Rio Grande do Norte tem registrado sucessivas crises, com fechamento de minas e aumento do desemprego dos municípios produtores, como é o caso da mina Brejuí, em Currais Novos.
      1. Outros Minerais que participam da Economia do RN:
3.4.1.1 ARGILA. As principais ocorrências são garimpadas em trechos de Várzeas e divisões dos rios Apodi-Mossoró, Do Carmo, Piranhas-Açu, Potengi, Trairi, Jacu e Seridó. As indústrias de cerâmica vermelha (telha, tijolos, tijolões), são as grandes consumidoras, localizando-se nos municípios de Mossoró, Açu, São Gonçalo da Amarante, Parelhas, Acari, Carnaúba dos Dantas, Equador, Goianinha, São José do Mipibu e Arês.
        1. BARITA. Empregada principalmente na atividade petrolífera, na perfuração de poços. Também usada na produção de cosméticos e pigmentos de tintas. As ocorrências mais importantes estão nos municípios de Caicó, Equador, Florânia, Ipueira, Jardim de Piranhas, Jucurutu, Lajes, Ouro Branco, Parelhas, Santana do Matos, São Fernando, São José do Sabugi, São Rafael, São Vicente e Timbaúba dos Batistas. A exploração por garimpo chega a 120 toneladas por semana, mais é condicionada pelo preço do mercado internacional.
        1. BERILO. Pedra semipreciosa. A garimpagem é feita sem grande controle oficial, inclusive quanto às quantidades produzidas. Segundo alguns registros, a produção no Rio Grande do Norte chega às 280 toneladas. O preço do mercado internacional oscila entre US$ 30,00 e US$ 42,00. No Estado, as principais ocorrências estão nos municípios de Parelhas, Equador, Carnaúba dos Dantas, Jardim do Seridó, Acari, Currais Novos, São Tomé, São Fernando e Santa Cruz.
        1. CASSITERITA. Utilizada pela indústria metalúrgica na fabricação de fios e chapas de aço. No Rio Grande do Norte é encontrada em rochas (pegmatitos) no complexo geológico denominado Seridó e Caicó. O garimpo ocorre nos municípios de Parelhas, Carnaúba dos Dantas e Jardim de Angicos.
        1. CALCÁRIO. Usado na produção do cimento e cal, ocorre na maioria dos municípios do Rio Grande do Norte. Em Mossoró, a fábrica de cimento Nassau se abastece matéria-prima das jazidas do próprio município. Os fornos e caieiras de cal – resultado da queima do calcário estão localizados principalmente, nos municípios de Governador Dix-sept Rosado e Jandaíra.
        1. CAULIM. Usado como aditivo na fabricação de papel, cerâmica branca (louça, vasos sanitários), tintas, esmaltes e borracha e como componente nas indústrias têxtil, de fertilizantes, de cosméticos e de filtros. Os principais depósitos garimpados no Rio Grande do Norte estão nos municípios de Equador, Cerro Corá, Macaíba e Martins. A produção registrada em 1975 foi de 30 mil toneladas.
        1. TANTALITA/COLUMBITA. Chama-se de Tantalita quando sua composição registra maior teor de Pentôxido de Tântalo e de Columbita quando o maior teor é de Pentôxido de Nióbio. A produção de Tantalita vem se expandindo nos últimos anos e já representa um complemento importante para a economia mineral do produtores rurais do Estado, que sazonalmente se transformam em garimpeiros. As principais ocorrências estão nos municípios de Parelhas, Carnaúba dos Dantas, Currais Novos, Equador, Jardim de Angicos, Acari, São Tomé e Santa Cruz.
        1. PETRÓLEO e GÁS NATURAL. Sua importância para a economia do Brasil e, em especial do RN, é por demais conhecida. Sua exploração é feita em terrenos sedimentares da Chapada do Apodi e Plataforma Continental, abrangendo os municípios litorâneos de Areia Branca, Porto do Mangue, Macau, Guamaré, Galinhos e também a região de Mossoró. A chamada Bacia Potiguar é uma área de ocorrência petrolífera que se estende até o Estado do Ceará.
        1. MICA. Pode se apresentar com características diferentes, o que leva os geólogos a classificá-la em dois grupos. É amplamente usada na indústria eletro-eletrônica. É elemento indispensável no ferro elétrico de passar roupa. No Rio Grande do Norte suas principais ocorrências são nos municípios de Parelhas e Carnaúba dos Dantas.
        1. ÁGUA MINERAL. Através de várias empresas credenciadas que atuam no mercado consumidor do Rio Grande do Norte, as reservas de Macaíba e Parnamirim têm registrado grande produção nos últimos cinco anos.
        1. RESERVA DE POTENCIALIDADES.Outras ocorrências podem vir a ter valor econômico para o Rio Grande do Norte, são: Diatomita, Ferro, Fluorita, Gipsita, Ouro e Talco.Destaque para a extração de pedras ornamentais, retiradas de rochas graníticas e calcárias (pedras de mármore), que, juntamente com os quartzitos (pedra de Parelhas), representam uma atividade econômica em expansão no Rio Grande do Norte.

        2. Fonte: DNPM

As gemas vêm do interesse dos homens há 10000 anos

As gemas vêm do interesse dos homens há 10000 anos. Ametista, Cristal de rocha, Âmbar, Granada, Jade, Jaspe, Coral, Lápili-lazúli, Pérola, Serpentina, Esmeralda e Turquesa foram as primeras a serem conhecidas.
Não existe uma definição aceita por todos para esse termo, porém há um denominador comum, todas as gemas têm algo especial, alguma beleza em torno delas. Elas são principalmente minerais (Safira), minerais agregados (Jaspe), orgâincas (Pérola), sintéticas (Esmesralda Sintéticas) ou mais raramente rochas (Lápili-Lazúli). As Gemas podem ser, por algum processo de aprimoramento de sua cor ou aparência, tratadas.
Algumas gemas são raras e belas devido a cor, a um fenômeno óptico exclusivo, ou brilho diferenciado. Outras são especiais devido a sua dureza ou inclusões excluvisas.
A raridade é outro fator importante na avaliação de uma gema. Como algumas das características que valorizam as gemas só se apresentam depois da pedra estar lapidada, o termo gema geralmente refere-se a uma pedra lapidada. A lapidação é a valorização de um material que de outra forma poderia passar apenas como um material bruto insignificante.
Existem centenas de tipos diferentes de gemas e materiais gemológicos. Como sabemos a atribuição de valor para gemas é um processo bastante subjetivo. Raridade, cor, tamanho, grau de pureza, transparência, formas e perfeição de lapidação são alguns fatores que têm grande influência na avaliação.Além disso, a diversidade de procedência das gemas, a situação político-econômica do país produtor e a distância do local de produção aos centros de consumo levam os mercados envolvidos a estabelecer valores de formas variadas.
Devemos considerar que outro fator de influência na avaliação de gemas é a complexidade dos vários níveis de mercados existentes e como são interpretadas as cotações em cada um desses níveis.
Comercialmente, as gemas são divididas em pedras coloridas e diamantes (mesmo os que não são incolores) além de ambas terem seu peso medido em quilate (1ct=0,2g).
2 – ESMERALDA
O nome vem do grego smaragdos. Ele significa “pedra verde”(Foto 3). É a mais nobre variedade de berilo.
Seu verde é tão incomparável que esta cor tão peculiar passou a ser chamada de verde-esmeralda. A substancia corante para a esmeralda é o cromo. A cor é muito resistente à luz e ao calor, não se modificando até uma temperatura de 700 ou 800°C.
As esmeraldas são formadas pro processo hidrotermal associado ao magma e metamorfismo. Jazidas são encontradas em filões de pegmatito ou em seus arredores.
2.1 - Jazidas mais importantes:
Mnia de Muzo (Colômbia) (foto 4), Mina de Chivor (Colômbia), jazidas na Bahia, Minas Gerais, Goiás; Zimbabue, África do Sul e Russia.

Foto 1: Mina de Muzo. Colômbia. Foto 2: Esmeraldas colombianas. Colômbia.
Unicamente na Colômbia são encontradas as raríssimas esmeraldas “Trapiche”(foto 5) caracterizado por um crescimento parecido com uma roda, de vários cristais prismáticos.
As jazidas de Minas Gerais se extendem desde o norte de Rio Casca até o sul de Guanhães. Nessa área deve-se destacar as minas Belmont (a maior do Brasil), Piteiras e o garimpo de capoeirana (cooperativa).

Foto 3: Esmeralda “Trapiche”. Mina Chivor (Colômbia).
Para Schrorcher et al. (1982), a geologia básica dos terrenos encontrados na região Itabira/Nova Era é caracterizada por um embsamento cratônico arqueano composto basicamente por terrenos gnáissicos migmatíticos, comcaracterísticas poligenéticas e polimetamórficas, incluindo rochas graniticas do tipo Granito Borrachudos; por um cinturão de rochas verdes arqueanas pertencentes ao Supergrupo Rio das Velhas; por metassedimentos do paleoproterozóico do supergrupo Minas; e pelos metassedimentos do mesoproterozóico, constituído essencialmente por quartzitos do Supergrupo Espinhaço.
Em termos estratigráficos, o Garimpo de Capoeirana e as Minas Belmont e Piteiras estão localizados em uma área onde afloram metarcóseos a metagrauvacas com intercalações concordantes de mica xistos e quartzitos micáceos. Secundariamente, há rochas anfibolíticas, intercalacões de xistos metaultramáficas e aparecimento descontínuo de veios pegmatíticos. Nesse contexto, as metaultramáficas e os veios pegmatíticos são as rochas mais importantes para mineralização da esmeralda.
Em relação a genese da esmeralda, todas as jazidas e/ou ocorrências de minas Gerais estão associados aos xistos derivados de rochas metaultramáficas, em locais de intensa percolação de fluidos hidrotermais relacionados aos pegmatitos, devido as condições tectônicas propícias. Esses xistos, representados essencialmente por biotita/flogopita xisto, clorita xisto, tremolita/actinolita xisto.
As áreas mineralizadas ocorrem nas proximidades do contato entre xistos metaultramáficos e as rochas granitos gnáissicas, do tipo Granito Borrachudos, estéreis em esmeralda.
A formação das esmeraldas mineiras (foto 6) está intimamente associada à interação química ocorrida entre a fase pegmatítica berilífera e as rochas metaultramáficas portadoras dos elementos (Cr, V, Fe).

Foto 4: Esmeralda Mineira, Coloração devida ao íons de Cr, V, Fe. Itabira, MG.
3.2 - Aspectos mineralógicos:
De cor verde claro a muito escuro ao verde azulado muito forte, tranparente a translúcido, brilho vítreo, dureza de Mohs 7,5 a 8, acatassolamento ou “olho-de-gato e asterismo (raro). Índice de refração de 1,577 a 1,583(± 0,017), pleocroísmo de moderado a forte, fratura conchoidal de brilho vítero a resinoso, clivagem basal, inclusões bifásicas e trifásicas, cristais negativos, “plumas” líquidas e inclusões minerais (micas da série biotita-flogopita, hornblenda, actinolita, tremolita, pirita, calcita, cromita, dolomita, pirrotita); o aspecto geral das inclusões nas esmeraldas é conhecido como “jardim” que são utilizadas como um “selo de autenticidade” das esmeraldas naturais diferindo-as das sintéticas.
A explotação da esmeralda no garimpo de Capoeirana é feita por meio de poços, túneis e galerias, com técnicas de mineração rudimentar e sem preocupação com o aproveitamento total das esmeraldas gemológicas e meio ambiente(foto 7).

Foto 5: Garimpo Capoeira. Nova Era, MG.
Na Mina Belmont a elplotação é realizada a céu aberto e subterrânea (foto 8), contando com sistema mecanizado desde a extração até o beneficiamento final. Na lavra a céu aberto, o xisto altamente decomposto favorece, sobremaneira a retirada mecânica do material esmeraldífero. Todo material explotado, tanto na mina a céu aberto quanto no subterrâneo, é transportado por meio de caminhões para usina de beneficiamento, onde o material é deslamado (separação de finos, <2mm), depois separação granulométrica, separação ótica, onde todo material verde é separado por uma máquina e por fim catação manual das esmeraldas (foto 9).

Foto 6: Mina Subterrânea, Mina Belmont. Itabira, MG. Foto 7: Catação Manual, Mina Belmont. Itabira, MG.
Além da Belmont Mineração podemos cita ainda empresas como: Rocha mineração, Beibra, Garipo de capoerana, Garimpo na Bahia na cidade de Anagé, Itaobi Campos verde ( GO ), Mineração Alexandrita
Existem muitas esmeraldas de grande valor e fama. A maios famosa das jóias de esmeralda é um pequeno frasco de unção de 12cm de altura e 2205 quilates talhado de um único cristal de esmeralda.
PREÇOS DE ESMERALDAS LAPIDADAS
Cotações por quilate em dólares americanos
FRACA (TERCEIRA)
1 - 22 - 33 - 4
de 0,50 a 1 ct2 - 1010 - 3535 - 60
de 1 a 3 ct2 - 1515 - 5050 - 80
de 3 a 5 ct2 - 2020 - 6060 - 80
de 5 a 8 ct2 - 3030 - 6060 - 100
acima de 8 ct2 - 5050 - 6060 - 100
MÉDIA (SEGUNDA) BOA (PRIMEIRA)
4 - 55 - 66 - 77 - 8
de 0,50 a 1 ct60 - 9090 - 170170 - 250250 - 360
de 1 a 3 ct80 - 230230 - 390230 - 520520 - 820
de 3 a 5 ct80 - 300300 - 510510 - 620620 - 1200
de 5 a 8 ct100 - 430430 - 580580 - 750750 - 1600
acima de 8 ct100 - 440440 - 700700 - 850850 - 1900
EXCELENTE (EXTRA)
8 - 99 - 10
de 0,50 a 1 ct360 - 660660 - 2000
de 1 a 3 ct820 - 11001100 - 3500
de 3 a 5 ct1200 - 17001700 - 5500
de 5 a 8 ct1600 - 30003000 - 5600
acima de 8 ct1900 - 40004000 - 9000
Fonte: CPRM