segunda-feira, 8 de janeiro de 2018

Ações de saúde e bancos pesam e Wall St interrompe sequência de altas

Ações de saúde e bancos pesam e Wall St interrompe sequência de altas

(Reuters) - O índice S&P 500 abriu em baixa pela primeira vez em 2018 nesta segunda-feira, com o recuo de ações dos setores de saúde e finanças interrompendo o mais forte início de ano de Wall Street em uma década.
Às 13:59 (horário de Brasília), o índice Dow Jones caía 0,14 por cento, a 25.261 pontos, enquanto o S&P 500 perdia 0,06 por cento, a 2.741 pontos. O índice de tecnologia Nasdaq avançava 0,09 por cento, a 7.143 pontos.
Na semana passada, o S&P e o Nasdaq registraram os quatro primeiros dias de negociação mais fortes em um ano desde 2006, e o Dow Jones teve o melhor desempenho desde 2003.
“Tivemos um mercado forte na semana passada, e em geral o que acontece na primeira semana determina a tendência para o restante do ano. Agora que isso está estabelecido, pode haver realização de lucros”, disse o economista-chefe do FirstStandard Financial Peter Cardillo.
Os investidores estão à espera dos resultados trimestrais para avaliar os benefícios para as empresas com os recentes cortes de impostos. A temporada de resultados do quarto trimestre terá início no final desta semana, começando com os grandes bancos.
Bank of America, Goldman Sachs, JPMorgan eWells Fargo recuavam nesta sessão. A maioria dos bancos norte-americanos estimou gastos extraordinários em seus resultados do quarto trimestre devido aos cortes tributários, apesar dos benefícios esperados no longo prazo.
Já o indice de saúde do S&P perdia 0,82 por cento e registrava a maior queda entre os setores, pressionado por AbbVie e UnitedHealth.

Fonte:  Reuters

Bovespa opera sem tendência firme após recordes recentes; otimismo permanece

Bovespa opera sem tendência firme após recordes recentes; otimismo permanece

SÃO PAULO (Reuters) - O principal índice da bolsa paulista tinha leves variações nesta segunda-feira, ensaiando algum ajuste em dia de agenda econômica mais esvaziada e após renovar recordes na primeira semana do ano e fechar acima dos 79 mil pontos pela primeira vez na sexta-feira, embora o otimismo continue a rondar os negócios.
Às 12:17, o Ibovespa subia 0,01 por cento, a 79.081 pontos. O giro financeiro era de 1,6 bilhão de reais.
Operadores veem o cenário mais favorável a ativos de risco, diante da manutenção do otimismo no exterior, e também estão apostando que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva será condenado em segunda instância, aumentando as chances de ficar de fora da corrida presidencial deste ano.
O forte fluxo de entrada de investimento estrangeiro neste início de ano também ajuda o mercado a manter a visão mais favorável para a bolsa. Apenas nos dois primeiros pregões de 2018, o saldo externo era positivo em 1,2 bilhão de reais, após fechar o ano passado com entrada líquida de 13,4 bilhões de reais.
“O fluxo de recursos de investidores estrangeiros continua significativo e novos recursos seguem na previsão para serem aportados na B3, sustentado pelo fato dos indicadores econômicos continuarem sendo divulgados em nível melhor que o esperado, o que faz até o risco país ceder”, escreveram analistas da corretora Magliano, em nota a clientes.

DESTAQUES

- KROTON ON caía 2,73 por cento, entre os destaques negativos do Ibovespa, com analistas cautelosos diante da possibilidade de concorrência mais forte para a empresa, principalmente na área de ensino à distância.
- BRADESCO PN caía 0,23 por cento e ITAÚ UNIBANCO PN perdia 0,4 por cento, ajudando a tirar fôlego do índice devido ao peso desses papéis em sua composição.
- PETROBRAS PN tinha alta de 0,3 por cento e PETROBRAS ON subia 0,06 por cento, após avançarem nos sete pregões anteriores, período em que os papéis preferenciais acumularam alta de 6,9 por cento.
- VALE ON subia 1,75 por cento, em dia de ganhos também para os contratos futuros do minério de ferro na China.
- EMBRAER ON ganhava 1,69 por cento, em movimento de ajuste após cair mais de 5 por cento no pregão anterior, quando reagiu à reportagem do jornal Wall Street Journal dizendo que a Boeing e a Embraer estariam negociando um acordo que avaliaria a fabricante brasileira de aviões em 28 dólares por ADR.
- FIBRIA ON avançava 3,73 por cento e SUZANO PAPEL E CELULOSE ON ganhava 3,59 por cento, liderando a ponta positiva do Ibovespa, tendo no radar comentários de analistas do Itaú BBA, com perspectivas positivas para os preços da celulose, principalmente em 2019 e 2020, movimento amparado ainda na disciplina no lado da oferta, que deve levar a preços e margens mais estáveis.

Fonte:  Reuters

Ações europeias atingem maior nível desde agosto de 2015; Ablynx dispara

Ações europeias atingem maior nível desde agosto de 2015; Ablynx dispara

MILÃO (Reuters) - Os mercados acionários europeus atingiram o nível mais alto em mais de dois anos nesta segunda-feira uma vez que a confiança acerca do crescimento global e fusões e aquisições continuavam a alimentar o apetite por ações.
O índice FTSEurofirst 300 subiu 0,23 por cento, a 1.566 pontos, enquanto o índice pan-europeu STOXX 600 ganhou 0,27 por cento, a 398 pontos.
Um forte setor automobilístico, novos acordos e dados melhores do que o esperado da fabricante de chips Dialog Semiconductor também ajudaram no sentimento, levando o STOXX 600 a níveis que não eram vistos desde agosto de 2015.
O índice automobilístico da Europa liderou entre os setores com ganhos de quase 1 por cento, ampliando a alta da semana passada devido a perspectivas otimistas para o setor neste ano.
No fronte de fusões e aquisições, o grupo de biotecnologia belga Ablynx disparou depois que a companhia rejeitou uma oferta da farmacêutica dinamarquesa Novo Nordisk por 2,6 bilhões de euros. A ação saltou 45,3 por cento, logo acima do preço de oferta da Novo Nordisk de 30,5 euros por ação.
A Dialog Semiconductor, recentemente afetada por temores de investidores de que poderia perder seu principal cliente, a Apple, caiu 0,8 por cento, após ganhos na sessão matutina. A fabricante de chips informou vendas preliminarares de 463 milhões de dólares para o quarto trimestre, acima da perspectiva mais alta em seu cenário anunciado em novembro.
O índice FTSEurofirst 300 fechou em alta de 0,23 por cento, a 1.565 pontos.
Em LONDRES, o índice Financial Times recuou 0,36 por cento, a 7.696 pontos.
Em FRANKFURT, o índice DAX subiu 0,36 por cento, a 13.367 pontos.
Em PARIS, o índice CAC-40 ganhou 0,31 por cento, a 5.487 pontos.
Em MILÃO, o índice Ftse/Mib teve valorização de 0,37 por cento, a 22.845 pontos.
Em MADRI, o índice Ibex-35 registrou baixa de 0,12 por cento, a 1.398 pontos.
Em LISBOA, o índice PSI20 valorizou-se 0,53 por cento, a 5.645 pontos.

Fonte:Reuters

Em relatório final para a Volkswagen, historiador alemão confirma colaboração com a ditadura

Em relatório final para a Volkswagen, historiador alemão confirma colaboração com a ditadura



Em relatório final para a Volkswagen, historiador alemão confirma colaboração com a ditadura
Um estudo independente contratado pela Volkswagen na Alemanha confirma os indícios levantados ao longo dos últimos anos sobre o envolvimento da filial brasileira com o regime militar, que governou o Brasil de 1964 a 1985. O historiador Chistopher Kopper, da Universidade de Bielefeld, concluiu que o trabalho de vigilância conduzido pelo Departamento de Segurança Industrial da companhia facilitou a prisão de ao menos sete funcionários considerados subversivos, levou à demissão de empregados envolvidos em atividades sindicais e abasteceu “listas sujas” com nomes de ativistas trocadas com autoridades e outras empresas.
O levantamento atesta que a Volkswagen foi “irrestritamente leal” ao regime e sugere benefícios econômicos obtidos pelo grupo com a supressão de liberdades nas relações trabalhistas no período da ditadura. “A Volkswagen do Brasil e, em última instância também a Volkswagen AG [grupo Volkswagen], aproveitaram para si a suspensão dos direitos trabalhistas elementares”, afirma o relatório contratado pela própria empresa, que cita os lucros “surpreendentemente altos” obtidos na época. O levantamento, cuja versão preliminar foi obtida pela DINHEIRO, será divulgado na manhã de quinta-feira 14, em um evento na sede da montadora, em São Bernardo do Campo, com a presença do historiador Kopper e o presidente da Volkswagen na América do Sul, Pablo Di Si. A empresa também pretende anunciar apoio a entidades de promoção aos Direitos Humanos. Procurada, a Volkswagen afirmou que somente se pronunciará sobre o caso no evento.
A Volkswagen é a primeira empresa a liderar uma investigação própria sobre as relações com o regime militar brasileiro. O trabalho foi encomendado pela Diretoria de Integridade na Alemanha após os apontamentos levantados pela Comissão Nacional da Verdade, em 2013, e a representação feita ao Ministério Público Federal, em 2015, por trabalhadores e centrais sindicais. O inquérito da Procuradoria está em fase final de conclusão. Um relatório preliminar, produzido pelo perito Guaracy Minguardi, apresenta provas que sustentam conclusão semelhante às apresentadas pelo historiador alemão. “Não restam dúvidas de que a Volkswagen, além de colaborar com os órgãos repressivos, também agiu por conta própria, às vezes participando da repressão”, afirma o documento do perito. O texto ainda aponta a “repressão ativa da empresa contra funcionários” e indica a existência de um “sistema de vigilância e repressão construído entre montadoras e a polícia política.”
As conclusões do perito são baseadas em documentos levantados pelos trabalhadores, sindicatos, Comissões da Verdade, arquivos do Departamento de Ordem Política e Social (Dops) e depoimentos de ex-funcionários da companhia. Já o historiador alemão contratado pela Volkswagen teve acesso a documentos internos, como telegramas enviados da filial para a matriz, atas de reuniões de diretoria, além dos papéis dos arquivos públicos brasileiros. Um dos casos mais emblemáticos retratados em ambos os levantamentos é o da prisão, em 1972, dos trabalhadores ligados à célula do Partido Comunista Brasileiro (PCB) que funcionava dentro da fábrica. Ao menos seis trabalhadores foram presos dentro da unidade de São Bernardo do Campo e levados para o Dops, onde foram submetidos à tortura.
Uma das evidências da participação da empresa no episódio está contida em documento do Dops levantado pelo perito, em que os militares citam um “entrosamento com a segurança” da Volkswagen. Depoimentos da época confirmam que as prisões ocorreram sem mandado. O trabalho também elenca documentos encontrados em comunicações oficiais dos militares com o timbre da empresa, além de menções a informações colhidas com representantes da segurança industrial e o contato com seus representantes.
A Volkswagen não era a única a empresa a colaborar com o regime militar, mas autoridades acreditam que ela tenha sido uma das mais ativas no período, com um sistema organizado de vigilância e colaboração com as autoridades. Numa investigação conduzida pelas emissoras alemãs de TV NDR, SWR e o jornal Süddeutsche Zeitung, a equipe encontrou na Alemanha uma comunicação da subsidiária do Brasil informando a prisão dos trabalhadores na fábrica. O contato é ressaltado no relatório de Kopper, que ressalta a omissão da equipe brasileira em citar a colaboração da segurança industrial.
Num documentário produzido pelo grupo da NDR, SWR e o jornal Süddeutsche Zeitung, o então gerente da Volkswagen na época, Jacy Mendonça, nega a participação da companhia nos episódios e afirma que nunca foi permitida a entrada de militares na fábrica.  “Eu não gosto da rotulagem de ditadura militar”, afirma Mendonça no filme. “As empresas viveram um período extremamente positivo. Cresceram 10% ao ano porque havia ordem.”
As emissoras alemãs também entrevistaram o então diretor do Dops, José Bonchristiano. Em seu depoimento, ele confirma a colaboração. “A Volkswagen, quando a gente pedia, eles faziam o que a gente determinava.” O relatório de Kopper mostra agora como era a estrutura para fazer esse trabalho. Em 1973, havia na fábrica um integrante da segurança industrial para cada trabalhador, ou mais de 300 pessoas, segundo é possível concluir a partir de cálculos com os dados do próprio relatório. “O departamento de segurança industrial tinha recursos para monitorar toda a fábrica quase integralmente”, afirma Kooper no documento.

PROTESTO

Kooper é o segundo historiador a se envolver no caso da Volkswagen do Brasil com a ditadura militar. Ele substituiu o historiador da companhia na Alemanha Manfred Griger, que chegou a tentar uma reunião com os trabalhadores no Brasil, mas abandonou o caso. Já o grupo de ex-funcionários que foi vítima da repressão continua a cobrar da empresa uma postura de negociação. Eles decidiram não participar oficialmente do evento organizado pela empresa nesta quinta-feira e vão fazer um protesto na porta da fábrica. Para eles, a companhia deve aceitar a mediação do Ministério Público no caso e sinalizar disposição em oferecer um pedido oficial de desculpas, bem como as formas de reparar o abuso de direitos no passado. “Queríamos que eles sinalizassem que estão abertos à negociação”, afirma Lucio Bellentani, um dos ex-funcionários presos na fábrica em 1972.
 Fonte: Istoé

Angola fecha mais dois contratos de 8 MEuro para explorar ouro em Cabinda

Angola fecha mais dois contratos de 8 MEuro para explorar ouro em Cabinda


Duas sociedades privadas angolanas vão investir mais de oito milhões de euros na exploração de ouro em 700 quilómetros quadrados (km2) no enclave de Cabinda, conforme autorizações governamentais de final de dezembro, a que a Lusa teve acesso.
O primeiro projeto de investimento, em que o Ministério dos Recursos Minerais e Petróleos concede a autorização para exploração de ouro, envolve a sociedade Mineração Buco-Zau e uma área de concessão de 331,75 km2.
A exploração, de acordo com os direitos mineiros atribuídos, será feita no município de Buco-Zau, província de Cabinda, e envolve um investimento de cinco milhões de dólares (4,1 milhões de euros).
No mesmo enclave, o ministério liderado por Diamantino Azevedo aprovou, num outro despacho de final de dezembro, a concessão dos direitos mineiros à sociedade Mineradora Lufo, também para exploração de ouro.
Envolve, neste caso, uma área de 375,01 km2, no município de Belize, e um investimento privado semelhante, de cinco milhões de dólares (4,1 milhões de euros).
Estas concessões somam-se a outras três, igualmente para procurar ouro, aprovadas em setembro último, envolvendo nestes casos consórcios público-privados (juntamente com a concessionária estatal Ferroangol), totalizando 15 milhões de euros de investimento, a realizar entre as províncias da Huíla e de Cabinda.
A extração de ouro já acontece em Cabinda, mas de forma artesanal e por vezes ilegal, o que levou à abertura, por parte do ministério da Geologia e Minas, de algumas lojas para a “captação” desse ouro.
A aposta neste subsetor mineiro motivou a criação, em maio de 2014, da Agência Reguladora do Mercado do Ouro de Angola.
A Lusa noticiou em junho de 2016 que a mina de ouro do Limpopo, na província angolana da Huíla, deverá entrar em produção industrial em 2018, apresentando um potencial inicial anual, em valores comerciais, superior a 25 milhões de euros.
Trata-se da primeira mina de ouro em Angola a ser explorada depois da independência, em 1975, e abrange uma área de concessão de 1.930 quilómetros quadrados, conforme explicou João Diniz, anterior administrador da empresa angolana Ferrangol, concessionária estatal do setor.
“Terá uma produção de 780 mil toneladas/ano de minério. Isto pode resultar numa produção de até 22.218 onças/ano, para começar. Estamos a falar de uma mina que pode evoluir de pequena para grande”, disse na altura o administrador, realçando que a área de exploração ainda é pequena e poderá ser alargada.
Fonte: DN