terça-feira, 9 de janeiro de 2018

Depois de sete anos, CSN pode se desfazer de ações da Usiminas

Depois de sete anos, CSN pode se desfazer de ações da Usiminas

Coluna do Broadcast
09 Janeiro 2018 | 
A venda da fatia detida pela Companhia Siderúrgica Nacional (CSN), de Benjamin Steinbruch, na Usiminas tem chances de, enfim, ocorrer. Os bancos de investimento – Bank of America Merril Lynch e Morgan Stanley são os mais “vocais” nesse processo – estão sondando investidores para destravar esse negócio até o fim desta semana, em uma venda de um “block trade”, ou seja, em um leilão agendado na B3. A CSN possui cerca de 14% das ações com direito a voto de sua concorrente mineira e 20% dos papéis preferenciais, que foram adquiridos em bolsa de valores em 2011, quando Steinbruch mirava a compra de uma participação dentro do bloco de controle da Usiminas.
Agenda cheia. Além de ajudar a sanear a CSN, que está atolada em dívidas, a venda dessa fatia é uma exigência do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), que identificou problemas concorrenciais. Na agenda da CSN para esta semana ainda está previsto um acordo com seus principais bancos credores, para alongamento de cerca de R$ 14 bilhões em dívidas. Procurada, a CSN não comentou.
Em busca. Nos próximos dias poderão ocorrer ainda, também em bolsa de valores, a venda da fatia da Petrobrás Biocombustíveis na São Martinho e da Shell na Cosan. As empresas não comentaram.
Fonte: Coluna do Broadcast

segunda-feira, 8 de janeiro de 2018

Governo usará miniusinas de energia solar para reduzir gastos com eletricidade

Governo usará miniusinas de energia solar para reduzir gastos com eletricidade


Com o objetivo de expandir a oferta de produção de energia elétrica e de alavancar o Piauí como estado modelo em energias renováveis, a Superintendência de Parcerias e Concessões (Suparc), em conjunto com a Secretaria Estadual de Mineracao, Petroleo e Energias Renovaveis (Seminper), iniciou 2018 com a missão de estruturar os estudos de viabilidade para a PPP de Geração de Energia Solar. Na última reunião do Conselho Gestor de Parcerias Público-Privadas foi aprovada a proposição da Secretaria de Mineração que trata do desenvolvimento de estudos voltados para parceria com a iniciativa privada cujo objeto será a geração de energia a partir da implantação de miniusinas.
Esse projeto, além de colocar o Piauí como expoente de geração de energia solar como fonte matriz para abastecer os prédios públicos, a Parceria Público-Privada para implantação, operação e manutenção de miniusinas de geração de energia solar ainda pode atender aos projetos prioritários do Governo do Piauí. Com esse novo modelo, o Governo do Estado reduzirá, aproximadamente, 20% dos gastos com energia elétrica (cerca de R$ 7.109.943,30 por ano), recursos que podem ser direcionados para investimentos em outras ações.
A superintendente de Parcerias e Concessões do Governo do Piauí, Viviane Moura, explica o propósito do projeto. “A intenção é que a Administração Pública estadual possa ser geradora de energia a partir do uso de um recurso natural em abundância no nosso estado e, com isso, consiga diminuir despesas e, potencialmente, gerar receitas”, falou a gestora.
Na reunião realizada na sexta-feira (5), com representantes da Secretaria Estadual de Mineração, Petróleo e Energias Renováveis (Seminper) e da Fundação Getúlio Vargas (FGV), foram definidos os principais pontos do plano de trabalho e do cronograma de ações para a estruturação dos estudos. Dentre os tópicos discutidos, estão os critérios para definição da localização das miniusinas e a forma de redução das perdas na geração de energia.
Energia solar
A energia solar de geração fotovoltaica é a menos consumida entre as formas renováveis que compõem a matriz elétrica do Brasil. Apenas 0,01% do que foi gerado no país em 2015 resultou dessa tecnologia, que usa painéis de silício para coletar raios de luz solar. Essa modalidade é, no entanto, a fonte preferida de quem escolhe gerar eletricidade para consumo próprio.
As condições hidrológicas desfavoráveis, com períodos de estiagem cada vez mais prolongados, fazem da energia solar uma alternativa ainda mais consistente, se for considerado que os períodos de seca estão associados ao aumento do potencial solar devido à baixa interferência de nuvens e radiação solar mais intensa, além disso, a energia solar não polui durante seu uso e as usinas necessitam de manutenção mínima.
Fonte: www.pi.gov.br 

Potência do minério de ferro alerta para volatilidade em 2018

Potência do minério de ferro alerta para volatilidade em 2018

08/01/2018

O minério de ferro terá um 2018 agitado, segundo o maior exportador do mundo, que alerta que a commodity pode sofrer grandes oscilações à medida que investidores e usuários navegarem nas correntes cruzadas geradas pelos esforços da China para gerenciar sua produção de aço e pelo aumento da produção das minas globalmente.
O preço será de em média US$ 52,60 por tonelada no ano como um todo, mas pode subir ainda mais no primeiro semestre quando a China relaxar o limite à produção de aço, com isso ajudando a demanda, antes de uma queda no segundo semestre, informou o Departamento de Indústria, Inovação e Ciência da Austrália em relatório trimestral, nesta segunda-feira. No ano passado, os preços à vista de referência foram de em média US$ 71,36 após serem negociados entre quase US$ 95 e pouco mais de US$ 50.
“A expectativa é que o preço do minério de ferro enfrente alguma volatilidade contínua no início de 2018 à medida que o mercado reagir à incerteza relacionada ao impacto das restrições à produção de inverno sobre a demanda do minério de ferro”, disse o órgão de projeções do governo. Após os seis primeiros meses, o preço deverá cair devido à oferta crescente de produtoras de baixo custo e à produção de aço mais fraca na China, acrescentou.
Produtoras de minério de ferro como BHP Billiton, Rio Tinto Group e Vale, além dos usuários e investidores, estão calculando o impacto da limitação sem precedentes da oferta de aço na China imposta pelas autoridades neste inverno para combater a poluição. A repressão resultou em uma queda inicial da produção de aço, mas deverá sofrer uma forte reversão quando a limitação for relaxada na primavera. As novas regras também contribuíram para o consumo de um minério menos poluente e de maior qualidade, tendência que se manterá, segundo a estimativa do órgão australiano.
“É provável que ocorra um forte crescimento da produção de aço e da demanda por minério de ferro depois que as restrições à produção no inverno forem canceladas”, informou o departamento, que faz projeções para os chamados preços free-on-board. “Contudo, após o primeiro semestre de 2018, o preço do minério de ferro deverá cair.”
Enquanto a China gerencia sua gigantesca indústria siderúrgica, a oferta de minério de ferro continuará aumentando. As exportações australianas subirão para 880 milhões de toneladas neste ano e para 894 milhões no ano que vem, contra 834 milhões em 2017, informou o departamento, e os embarques brasileiros aumentarão para 400 milhões de toneladas neste ano e para 424 milhões em 2019, contra 384 milhões no ano passado. No período, as importações chinesas continuarão estáveis e a Europa, a Índia e a Coreia do Sul comprarão mais, segundo o órgão de projeções australiano.
A perspectiva do departamento é semelhante à opinião do Australia & New Zealand Banking Group de que o minério de ferro manterá a firmeza nos primeiros meses antes de um declínio no segundo semestre. O Goldman Sachs Group é mais pessimista e cita a crescente oferta global e os riscos de a produção de aço atingir o pico na China.
Fonte:VALE

TOPÁZIO

Topázio
Outra gema tradicional, o topázio forma cristais prismáticos que podem ser incolores ou de cor branca, amarela, laranja, marrom, rósea, salmão, vermelha ou azul. Tem brilho vítreo e é transparente a translúcido
A variedade mais valiosa é o topázio-imperial, só produzida em Ouro Preto (MG).
É usado apenas como gema.
Em 1740, foi encontrado no Brasil (Ouro Preto, MG) o topázio Bragança, que se pensava inicialmente ser um diamante, e que tinha 1.680 quilates. O Museu Americano de História Natural de Nova Iorque tem um topázio bem formado de 60 x 60 x 80 cm. No Brasil, podem ser encontrados cristais com até mais de um metro e com mais de cem quilos.
O maior topázio lapidado é o Princesa Brasileira; tem 21,327 quilates e foi encontrado em Teófilo Otoni (MG).
Estima-se que provavelmente 80% das gemas vendidas como topázio-imperial são, na verdade, citrino.
O principal produtor mundial de topázio é o Brasil, seguindo-se Rússia, Irlanda, Japão, Grã-Bretanha, Índia, Sri Lanka e EUA. No Brasil, é produzido principalmente em Minas Gerais, mas existe também no Ceará e na Bahia.
O topázio avermelhado (cherry) situa-se entre as pedras preciosas mais valiosas, mas o azul está na faixa de preço do quartzo enfumaçado e do quartzo rutilado, e é mais barato que o citrino. Valem mais as pedras parecidas com a água-marinha.
O topázio vermelho varia de US$ 33 a US$ 2.000 por quilate, para gemas de 0,5 a 50 quilates. O rosa varia de US$ 2 a US$ 1.400 por quilate. O salmão, de US$ 2 a US$ 1.200 e o alaranjado, de US$ 2 a US$ 450, sempre para gemas entre 0,5 e 50 quilates.


 Foto Topázio Imperial Bruto
Foto Topázio Imperial Bruto

 Foto Topázio Lapidado
Foto Topázio Lapidado

O topázio amarelo vale, depois de lapidado, US$ 2 a US$ 100 por quilate,
para gemas de 0,5 a 20 quilates; o azul, US$ 0,80 a US$ 3,50 por quilate, para gemas de 0,5 a 100 quilates.
O topázio não é sintetizado, pelo menos em escala comercial.

Fonte: CPRM

A opala é uma gema que se destaca das demais pela enorme variedade de cores

Opala
A opala é uma gema que se destaca das demais pela enorme variedade de cores que pode exibir simultaneamente e pelas mudanças que essas cores sofrem quando a  gema é movimentada (fenômeno chamado de jogo de cores). Varia de transparente (opala-de-fogo) a quase opaca.
Ela tem composição semelhante à do quartzo (óxido de silício), mas contendo também água (3% a 21%), ou seja, é uma sílica hidratada.  Por isso, deve-se evitar que seja submetida a calor intenso, porque a perda da água pode levar a gema a se fraturar ou pelo menos perder a cor.
Possui inúmeras variedades, podendo-se dividi-las em dois grupos, as opalas comuns (sem jogo de cores e raramente usadas como gema) e as opalas preciosas (com jogo de cores e bem mais raras). Quanto à cor, as opalas podem ser brancas (cores claras) ou negras (com um fundo escuro), estas últimas mais belas, mais raras e, portanto, mais valiosas. Entre as variedades gemológicas destacam-se a opala-de-fogo, a opala-arlequim e a opala-musgo.
A opala ocorre em fendas e cavidades de rochas ígneas, como nódulos em calcários e em fontes termais. Pode formar-se também sobre outros minerais e mesmo vegetais, dentes e conchas fósseis, além de formar, às vezes, estalactites.
Opalas com jogo de cores são mais raras que o diamante. O preço das variedades brancas varia de US$ 1 a US$ 120 por quilate em gemas de 1 a 15 quilates.
Há opalas sintéticas, mas não é muito difícil distingui-las das naturais.
A única variedade que admite lapidação facetada é a opala-de-fogo. As demais são lapidadas sempre em cabuchão, sendo  comum lapidar com a gema o material sobre o qual ela se formou.


 Foto Opala Bruta
Foto Opala Bruta

 Foto Opala Lapidada
Foto Opala Lapidada

O principal produtor é a Austrália (mais de 90%), seguindo-se Índia, México, Nova Zelândia e EUA. No Brasil, destacam-se as jazidas de Pedro II, no Piauí, existindo opala também na Bahia, no Ceará e no Rio Grande do Sul.

Fonte: CPRM