segunda-feira, 15 de janeiro de 2018

Lapidação e Cravação

As gemas brutas são trabalhadas por lapidadores, quedão-lhes forma e brilho. Inicialmente, o artesão estuda cuidadosamente o exemplar e define o estilo de lapidação mais apropriado para realçar sua beleza e suas propriedades ópticas. A forma da pedra bruta, em si, já exerce grande influência no momento de definir o estilo mais adequado.
Depois de definir as direções corretas para a serragem e efetuá-la, a gema passa pelos processos de formação, onde adquire uma forma inicial, e facetamento, através do qual o profissional cria superfícies planas que acompanham a forma da pedra. Facetas bem elaboradas e com angulações corretas contribuem para otimizar a penetração e a reflexão da luz através da gema, tornando-a ainda mais bela aos nossos olhos. Finalmente, as facetas da gema são polidas, de modo a realçar seu brilho final.
O profissional que executa o trabalho de cravação das pedras na joia é designado cravador. Seu trabalho requer muita destreza e precisão e consiste em fixar as gemas sobre as peças metálicas executadas pelo ourives, garantindo um ajuste perfeito.
 Fonte: Geologo.com

O OURO

Este metal é explorado pelo homem há cerca de 6.000 anos, não somente por seu aspecto estético, mas também por suas inigualáveis características, como a elevada resistência ao desgaste e o fato de não oxidar-se. O ouro, emseu estado natural, é extremamente maleável, daí o fato de que sua utilização em joalheria se faz com a adição de determinadas porcentagens de ligas.
O teor do ouro contido numa liga é expresso em quilates, isto é, uma fração de ouro expressa em 24 partes. Assim, uma liga de ouro de 18 quilates (também designada 750) contém 18 partes de ouro, sendo as 6 partes restantes constituídas pelos outros metais que compõem a liga. A adição de cobre, prata e outros elementos em diferentes combinações e proporções faz com que a liga correspondente adquira distintas cores e teores.
Valor do ouro
A ascensão do ouro foi significante para estabilizar a economia global, ditando que cada nação deveria limitar sua moeda corrente emitida à quantia de ouro que continha em reserva. A Grã Bretanha foi a primeira a adotar esse padrão em 1821, seguida em meados de 1870 pelo resto da Europa. O sistema permaneceu desse jeito até o fim da Primeira Guerra Mundial. Depois da guerra, foi permitido a outros países manter reservas de moedas correntes ao invés do ouro. No meio do século 20, o dólar americano já tinha substituído o ouro no comércio internacional.
Ouro Branco
Por motivos óbvios, durante os anos da Primeira Guerra Mundial (1914-1918) houve poucas inovações técnicas no mundo das joias, salvo pela introdução do ouro branco que foi usado como alternativa a outros metais preciosos mais caros, sobretudo devido à restrição do uso da platina. Adicionavam-se outros metais ao ouro puro para mudar sua cor: o ouro branco tinha certa quantidade de prata ou paládio, e o ouro rosa levava cobre.

Fonte: Geologo.com

A ourivesaria



A ourivesaria é a arte de trabalhar o ouro e demais metais preciosos, tais como a platina, o paládio e a prata. A joalheria, por sua vez, é a área da ourivesaria que trata da fabricação de objetos destinados ao uso, como joias e adornos. Sua história no desenvolvimento da civilização humana demonstra o talento e a criatividade de sucessivas gerações de artesãos no desafio de transformar materiais especiais em ornamentos pessoais de alto valor artístico.
Fonte: Geologo.com

TURMALINA PARAÍBA

As turmalinas conhecidas sob a designação ”Paraíba”, em alusão ao Estado onde foram primeiramente encontradas, causaram furor ao serem introduzidas no mercado internacional de gemas, em 1989, por suas surpreendentes cores até então jamais vistas. A descoberta dos primeiros indícios desta ocorrência deu-se sete anos antes, no município de São José da Batalha.
Estas turmalinas ocorrem em vívidos matizes azuis claros, azuis turquesas, azuis “neon”, azuis esverdeados, azuis-safira, azuis violáceos, verdes azulados e verdes-esmeralda, devidos principalmente aos teores de cobre e manganês presentes, sendo que o primeiro destes elementos jamais havia sido detectado como cromóforo em turmalinas de quaisquer procedências.
A singularidade destas turmalinas cupríferas pode ser atribuída a três fatores: matiz mais atraente, tom mais claro e saturação mais forte do que os usualmente observados em turmalinas azuis e verdes de outras procedências.
Em fevereiro de 1990, durante a tradicional feira de pedras preciosas de Tucson, no Estado do Arizona (EUA), teve início a escalada de preços desta gema. A mística em torno da turmalina da Paraíba havia começado e cresceu extraordinariamente ao longo das mais de duas décadas que se seguiram, convertendo-a na mais valiosa variedade deste grupo de minerais.
A elevada demanda por turmalinas da Paraíba, aliada à escassez de sua produção, estimulou a busca de material de aspecto similar em outros pegmatitos da região, resultando na descoberta das minas Mulungu e Alto dos Quintos, situadas próximas à cidade de Parelhas, no vizinho estado do Rio Grande do Norte. Estas minas passaram a produzir turmalinas cupríferas de qualidade média inferior às da Mina da Batalha, mas igualmente denominadas “Paraíba” no mercado internacional, principalmente por terem sido oferecidas muitas vezes misturadas à produção da Mina da Batalha.
Embora as surpreendentes cores das turmalinas da Paraíba ocorram naturalmente, estima-se que aproximadamente 80% das gemas só as adquiram após tratamento térmico.
Até 2001, as turmalinas cupríferas da Paraíba e do Rio Grande do Norte eram facilmente distinguíveis das turmalinas oriundas de quaisquer outras procedências mediante detecção da presença de cobre com teores anômalos, através de análise química por fluorescência de raios X de energia dispersiva (EDXRF). No entanto, as recentes descobertas de turmalinas cupríferas na Nigéria e em Moçambique acenderam um acalorado debate envolvendo o mercado e os principais laboratórios gemológicos do mundo, em torno da definição do termo “Turmalina da Paraíba”.
Até o ano de 2001, o termo “Turmalina da Paraíba” referia-se à designação comercial das turmalinas da espécie elbaíta, de cores azuis, verdes ou violetas, que contivessem pelo menos 0,1% de CuO e proviessem unicamente do Brasil, precisamente dos estados da Paraíba e do Rio Grande do Norte.
Tudo começou a mudar quando, naquele ano, uma nova fonte de turmalinas cupríferas foi descoberta na Nigéria, na localidade de Ilorin (mina de Edeko), voltando a ocorrer quatro anos mais tarde, em meados de 2005, desta vez em Moçambique, na região de Alto Ligonha, a aproximadamente 100 km ao sudoeste da capital Nampula.
De modo geral, as elbaítas com cobre destes países africanos não possuem cores tão vívidas quanto às das brasileiras, embora os melhores exemplares da Nigéria e de Moçambique se assemelhem aos brasileiros.
O achado destes depósitos africanos ocasionou acalorados debates no mercado e entre laboratórios, uma vez que as gemas de cores azuis a verdes saturadas procedentes da Nigéria e de Moçambique não podem ser diferenciadas das produzidas no Brasil por meio de exames usuais e tampouco por análises químicas semi-quantitativas obtidas pela técnica denominada EDXRF.
Há alguns anos, felizmente, constatou-se ser possível determinar a origem das turmalinas destes 3 países por meio de dados geoquímicos quantitativos de elementos presentes como traços, obtidos por uma técnica analítica conhecida por LA-ICP-MS.
Em fevereiro de 2006, o Comitê de Harmonização de Procedimentos de Laboratórios, que consiste de representantes dos principais laboratórios gemológicos do mundo, decidiu reconsiderar a nomenclatura de turmalina da “Paraíba”, definindo esta valiosa variedade como uma elbaíta de cores azul-néon, azul-violeta, azul esverdeada, verde azulada ou verde-esmeralda, que contenha cobre e manganês e aspecto similar ao material original proveniente da Paraíba, independentemente de sua origem geográfica.
Esta política é consistente com as normas da CIBJO, que consideram a turmalina da Paraíba uma variedade ou designação comercial, e a definem como dotada de cor azul a verde devida ao cobre, sem qualquer menção ao local de origem. 
Por outro lado, como essas turmalinas cupríferas são cotizadas não apenas de acordo com seu aspecto, mas também segundo sua procedência, tem-se estimulado a divulgação, apesar de opcional, de informações sobre sua origem nos documentos emitidos pelos laboratórios de gemologia, caso disponham dos recursos analíticos necessários.

Fonte: Geologo.com

Petrobras negocia venda de ações por US$ 1,95 bi a Total

Petrobras negocia venda de ações por US$ 1,95 bi a Total

A Petrobras (BOV:PETR3) (BOV:PETR4e a companhia francesa Total chegaram a um acordo sobre os campos Lapa e Iara. A cessão de direitos das concessões, divulgada em 1 de marco do ano passado, foi negociado a US$ 1,95 bilhão, acompanhado com ajustes do fechamento da operação. A estatal brasileira ressalta que o valor não contempla uma linha de crédito que pode ser acionada por ela no montante de US$ 400 milhões.
A conclusão do negócio foi encerrado com a cessão de direitos de 35% da Petrobras para a Total, assim como a operação do campo de Lapa no bloco BM-S-9A no pré-sal da Bacia de Santos. Com o quadro, a Total eleva 35% da fatia no acordo e se torna operadora, ao passo que a Shell assume com 30%, Repsol-Sinopec, 25% e a Petrobras, com 10%.
Atualmente, a capacidade do campo de Lapa é de 100 mil barris ao dia. A produção foi iniciada em dezembro de 2016, por meio do FPSO Cidade de Caraguatatuba.
Em comunicado a companhia brasileira informa que todas as condições referente ás cessões de direitos foram seguidas, além da concessão de licenças de operações e instalação pelo IBAMA para que a Total seja a operadora do campo da Lapa.
A estatal já cedeu 22,5% da área do campo Iara, que inclui os campos de Sururu, Berbigão e Oeste de Atapu, no bloco BM-S-11A, no pré-sal da Bacia de Santos. A Petrobras permanece como operadora, com 42,5%, ao lado de Shell de 25%, a Total com 22,5% e Petrogral de 10%.
A mão de obra em Iara está prevista em 2018 nos campos de Berbigão e Sururu, com estrutura total de 150 mil barris ao dia, em 2019 no campo de Atapu.
No total, a Petrobras e a Total são parceiras em 19 consórcios de exploração e produção no Brasil e em outras nações.
*Com informações do Estadão

Jornal ADVFN