quarta-feira, 17 de janeiro de 2018

Barclays alerta para queda ‘iminente’ do minério de ferro

Barclays alerta para queda ‘iminente’ do minério de ferro

O minério de ferro está prestes a despencar de volta para os US$ 50 por tonelada, segundo o Barclays, que alerta que a commodity enfrenta uma forte queda iminente devido ao recuo da rentabilidade das siderúrgicas da China, à desaceleração do crescimento no maior importador e à oferta em níveis sem precedentes nos portos.
“Há várias surpresas pela frente no mercado”, escreveu em nota Dane Davis, analista em Nova York, prevendo uma montanha-russa nos preços e descrevendo sua previsão de forte queda a curto prazo como uma “visão forte”. Os preços ficarão em média em US$ 70 neste trimestre e em US$ 50 entre abril e junho, antes de uma recuperação no segundo semestre. O último preço do minério à vista foi de US$ 75,71 por tonelada seca, segundo a Metal Bulletin.
O minério de ferro subiu e entrou em bull market no mês passado, ajudando mineradoras como Rio Tinto e Vale, porque os limites impostos pelo governo chinês à produção de aço no inverno para reduzir a poluição teriam sustentado a demanda por minério de alta qualidade e preparado o caminho para a recuperação da demanda após a repressão. Mas Davis, do Barclays, disse que quando os limites forem cancelados, apesar de a crescente produção de aço possivelmente ajudar o consumo de minério, o impulso será superado pelo impacto da queda na rentabilidade das usinas.
“Acreditamos que, quando a capacidade antes ociosa voltar a ser utilizada, no período de março a abril, a queda resultante da lucratividade desencadeará uma venda em massa”, disse. “Vemos três motivos para esperar preços mais baixos para o minério de ferro nos próximos meses e ao longo de 2018: a temporada de restrições de inverno em breve terminará, os estoques de minério de ferro nos portos estão em níveis recorde e a economia chinesa deverá desacelerar.”
A opinião do Barclays de que os preços cairão nos seis primeiros meses contrasta com as projeções do Bank Julius Baer & Co. e do Australia & New Zealand Banking Group, que sinalizaram expectativas de preços mais altos no primeiro semestre quando a China cancelar os limites. Entre os que esperam declínio, o Goldman Sachs afirmou em dezembro que a matéria-prima cairá para US$ 60 em três meses.
“Nossa compreensão do mercado de aço e de minério de ferro em 2017 nos leva a projetar uma queda forte e iminente”, disse Davis, descrevendo o prognóstico como “visão forte”. O fim dos limites levará as usinas a optarem pelo minério de qualidade inferior em meio à queda da rentabilidade e, sem escassez à vista, a mudança impulsionará uma redução dos preços de referência do ferro, disse ele.
Nos mercados de ferro e aço desta terça-feira:
Os futuros do minério de ferro caíram 1,3 por cento, para 529,5 yuans a tonelada, na Bolsa de Commodities de Dalian, recuando pelo quinto dia seguido, maior sequência de perdas desde outubro;
Os futuros dos vergalhões (rebar) caíram 0,3 por cento, para 3.790 yuans por tonelada, na Bolsa de Futuros de Xangai;
A bobina laminada a quente recuou 0,4 por cento, para 3.822 yuans por tonelada, em Xangai.
Fonte: Bloomberg News

Grupo australiano vai investir R$ 4,5 bilhões na mineração no Piauí

Grupo australiano vai investir R$ 4,5 bilhões na mineração no Piauí


O governador Wellington Dias recebeu, nessa segunda-feira (15), em Teresina, a comitiva de empresários australianos que deseja instalar uma mina de exploração siderúrgica no sudoeste do Piauí e investir no estado mais de R$ 4,5 bilhões. Os executivos da Riverbank Resources Mineração Ltda entregaram ao governador os estudos realizados na região de Anísio de Abreu e uma proposta de implantação.
A empresa pretende consolidar a infraestrutura de investimentos em até cinco anos. Com a instalação da mina, o Piauí conseguirá suprir toda a necessidade de produção de aço para o consumo interno, assim como poderá vender para outros estados brasileiros, o que vai baratear significativamente os preços dos produtos, gerando também emprego e renda. A previsão é de que sejam gerados aproximadamente mil empregos diretos e três mil indiretos.
De acordo com o chefe do Executivo piauiense, os estudos foram acompanhados pelas secretarias de Estado da Mineração, do Desenvolvimento Econômico e pelo Departamento Nacional de Produção Mineral (DNPM).
“Agora com o relatório apresentado, vamos colocar um grupo de trabalho para analisar a proposta e temos o compromisso de, em 10 dias, apresentar a viabilidade. O que eles querem é solução para regularização da terra, definição de local para a exploração de três minérios que permitem a produção do aço. São investimentos volumosos e vamos trabalhar toda a área fiscal e de meio ambiente para ver a possibilidade de implantação desses empreendimentos, que, com certeza, será excelente para o Piauí”, disse Wellington.
Fonte: Viagora

Setor de mineração reage e movimenta R$ 1 bilhão em MS

Setor de mineração reage e movimenta R$ 1 bilhão em MS


Depois de dois anos de retração expressiva, o setor de mineração começa a dar sinais em Mato Grosso do Sul. As empresas do segmento movimentaram cerca de R$ 1 bilhão no ano passado. De acordo com dados do Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (Midc), no ano passado, o segmento registrou faturamento de US$ 124,031 milhões com a exportação de 3,742 milhões de toneladas de minério de ferro. O resultado corresponde a um aumento de 43,36% em comparação a 2016, quando o faturamento fechou em US$ 86,514 milhões.
Alta ainda mais expressiva foi registrada nas exportações de manganês. Embora com participação inferior na balança comercial de Mato Grosso do Sul (1,89%), o minério gerou um faturamento de US$ 90,615 milhões, 74,11% as mais em comparação a 2016. Os minérios de ferro e de manganês figuram, respectivamente, a nona e décima posição no ranking entre os principais produtos exportados no Estado. Ainda distante da realidade registrada em 2014, quando o faturamento do setor chegava a US$ 468,978 milhões somente com as exportações de minério de ferro, essa recuperação foi comemorada pelo setor.
De acordo com Jaime Verruck, secretário de Estado de Meio Ambiente, Desenvolvimento Econômico, da Produção e Agricultura Familiar, essa retomada do setor fez com que a Vale, uma das gigantes do setor, não fechasse sua unidade em Corumbá.
Fonte: Correio do Estado

   

Vale pode ser dona ‘natural’ para Samarco, diz diretor

Vale pode ser dona ‘natural’ para Samarco, diz diretor


A Vale está em conversas com a anglo-australiana BHP Billiton sobre o futuro da joint venture Samarco, e seria o “dono natural” do ativo, disse nesta quarta-feira o diretor de Relações com Investidores da gigante brasileira, André Figueiredo.
A afirmação ocorre após a Reuters publicar no início do mês que estavam ocorrendo conversas sobre o futuro da mineradora detida por ambas as empresas, e que uma alternativa seria que a Vale comprasse a participação da BHP.  ”Talvez o dono natural para a Samarco seja a Vale, talvez a Vale possa fazer com que ela volte a operar, mas volte a operar também no longo prazo… fato é que existe uma disposição da Vale de resolver de forma permanente a questão da Samarco e essa discussão passa pela discussão com o outro sócio, que é a BHP”, disse Figueirdo, em encontro com investidores. “Nossa administração tem tido conversas com a BHP nesse sentido.”
A afirmação foi feita durante apresentação a investidores, e o executivo não deu mais detalhes sobre o tema. A Samarco está com operações paralisadas desde o fim de 2015, quando uma de suas barragens de mineração se rompeu em Mariana (MG), causando 19 mortes, deixando centenas de desabrigados e poluindo o rio Doce, que desagua no mar do Espírito Santo.
Fonte: Reuters

   

terça-feira, 16 de janeiro de 2018

TURMALINA

Pedra preciosa com maior diversidade de cores e tons, que podem variar de um exemplar para outro ou estar presentes, simultaneamente, em uma única pedra, matizando-a de uma extremidade à outra ou do centro para a periferia. Isto se deve a sua complexa composição química, que permite a alternância e combinação de diferentes elementos.
Além de gemas lapidadas de beleza singular, fornece formidáveis espécimes de coleção. Seu nome deriva do cingalêsturmali, significando pedras preciosas misturadas.
A turmalina é, em realidade, um grupo de minerais e, quimicamente, trata-se de silicatos de boro e alumínio.
Em estado bruto apresenta forma prismática, com estrias longitudinais. Sua seção transversal apresenta quase invariavelmente uma forma triangular caracteristicamente arredondada.
Existem nomenclaturas de turmalinas que utilizam critérios mineralógicos e de cor, porém as seguintes designações comerciais são as mais utilizadas: rubelita (rosa a vermelha), indicolita ou indigolita (azul), verdelita (verde), schorlita (preta), dravita (marrom) e acroíta (incolor).
Diz-se que para qualquer cor que se deseje uma pedra preciosa, haverá sempre uma turmalina que atenda a este gosto.
O Brasil, notadamente os Estados de Minas Gerais, Paraíba, Rio Grande do Norte, Bahia e Espírito Santo, bem como diversos países da África, são responsáveis pela maior parte da produção mundial. Em Minas, a denominada Província Pegmatítica Oriental concentra 3 regiões mundialmente famosas como fontes desta cobiçada gema:
a) Araçuaí-Jequitinhonha-Salinas-Virgem da Lapa;
b) Malacacheta-Rio Urupuca-São José da Safira;
c) Conselheiro Pena-Divino das Laranjeiras-Galiléia.


Fonte: Minérios