segunda-feira, 22 de janeiro de 2018

Mapa-múndi da acessibilidade ajudará a traçar políticas para o futuro

Mapa-múndi da acessibilidade ajudará a traçar políticas para o futuro


Mapa-múndi da acessibilidade ajudará a traçar políticas para o futuro
O mapa de acessibilidade tem uma resolução espacial de aproximadamente 1 × 1 km, abrange de 60° Sul a 85° Norte e mostra o tempo de viagem para a cidade com a menor jornada a partir de qualquer ponto.[Imagem: OpenStreetMap]

Acessibilidade
Mais de 80% das pessoas - 5,88 bilhões de indivíduos - moram a apenas uma hora de viagem de uma cidade.
No entanto, a acessibilidade não é distribuída de forma igual no espectro de desenvolvimento. Enquanto as pessoas vivem a uma hora de uma cidade em mais de 90% dos casos nos países de alta renda - concentrados na Europa e América do Norte - nos países de baixa renda esse valor é de 50,9% - concentrados na África subsaariana.
Esses dados, divulgados na forma de um mapa global de tempo de viagem para as cidades, são resultado do trabalho de uma equipe de pesquisadores liderada pelo Centro Conjunto de Pesquisa (JRC), o serviço de ciência e conhecimento da Comissão Europeia.
"Não deixar ninguém para trás"
Ao mapear a acessibilidade urbana em todo o mundo, o levantamento fornece um conjunto de dados para dar suporte à tomada de decisões em nível mundial e local em relação às políticas de desenvolvimento e ambientais.
Os resultados confirmam que os recursos econômicos e melhorias feitas pelo homem, que dão suporte ao bem-estar humano, não são distribuídos uniformemente em todo o mundo, estando em grande parte concentrados nas cidades.
A falta de acesso às oportunidades e serviços oferecidos pelos centros urbanos é um obstáculo importante para melhorar os meios de subsistência e o desenvolvimento geral. Cruzando este mapa com os dados socioeconômicos, a equipe demonstrou como o acesso aos centros urbanos estratifica o status econômico, educacional e de saúde da humanidade.
O avanço dessa acessibilidade em todo o mundo é essencial para cumprir a agenda de equidade de "não deixar ninguém para trás", estabelecida pelos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável das Nações Unidas.
Objetivo unificador
Para demonstrar a utilidade do mapa para a tomada de decisão global e local, a equipe realizou análises exploratórias que examinam as relações entre acessibilidade e a renda em nível nacional, bem como a prosperidade econômica, o nível de escolaridade e a utilização da saúde ao nível dos agregados familiares.
O relatório também destaca o potencial do mapa para contribuir com pesquisas em ciência natural, esforços de conservação e formulação de políticas ambientais.
Contudo, embora os resultados sejam úteis em uma variedade de contextos, o seu impacto potencial se centra em um objetivo mais unificador: catalisar ações para reduzir as lacunas na oportunidade, melhorando a acessibilidade para populações remotas e reduzindo as disparidades entre populações com diferentes graus de conectividade com as cidades.

Fonte:  Inovação Tecnológica 

sexta-feira, 19 de janeiro de 2018

Pedras preciosas  são minerais com atributos especiais...

Pedras preciosas  são minerais com atributos especiais, tais como beleza, durabilidade e raridade, que permitem sua utilização como adorno pessoal ou para fins de ornamentação. Algumas poucas pedras preciosas não são minerais e sim rochas, agregados a uma ou mais espécies minerais, como é o caso, por exemplo, do lápis-lazúli.

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O termo gema é mais amplo e incorpora, além das pedras preciosas, as gemas orgânicas, aquelas formadas com a participação de seres vivos, tais como a pérola, o coral, o âmbar e o marfim.
É cada vez menos frequente a distinção entre pedras preciosas e semipreciosas. Esta antiga terminologia, hoje em desuso, era utilizada para distinguir o diamante, o rubi, a safira e a esmeralda, ditas preciosas, das demais gemas, ditas semipreciosas. Esta diferenciação perde o sentido na medida em que diversas pedras ditas semipreciosas, como a alexandrita e a turmalina Paraíba, podem, em determinadas circunstâncias, alcançar valores superiores aos das ditas preciosas. A tendência atual é designá-las todas como gemas, embora quando se trate de exemplares de melhor qualidade o custo unitário por quilate das ditas preciosas tenda a ser mais alto que o das demais.
Cada gema é única. Sua qualidade e encanto dependem de diversos fatores, dentre os quais os mais importantes são a cor (ou a total ausência dela no caso dos diamantes), a pureza, o tamanho e a lapidação. Esta última depende não apenas do corte escolhido, mas também da qualidade das proporções, da simetria e do polimento.
Além das gemas naturais e orgânicas, existe uma gama inumerável de materiais utilizados para substituí-las, entre os quais as gemas sintéticas (que apresentam composição química, propriedades físicas e estrutura cristalina idênticasàs das naturais que procuram substituir), as gemas reconstituídas (formadas pela aglomeração de materiais pré-existentes), as imitações (que se assemelham no aspecto, mas carecem das propriedades, da composição e da estrutura das que imitam) e as gemas compostas (formadas por duas ou mais partes unidas por cimentação).
Muitas gemas são, desde os mais remotos tempos, submetidas a tratamentos para melhorar seu aspecto e agregar-lhes valor, entre os quais os mais difundidos são o tratamento térmico, a irradiação, o tingimento e a impregnação com óleos e resinas. Existem normas estabelecidas por entidades do setor de gemas e joias que determinam os tipos de tratamentos que devem ser obrigatoriamente revelados ao público consumidor.

Fonte: CPRM

Petrobras pode receber US$ 12 bilhões da União


Petrobras pode receber US$ 12 bilhões da União
Fonte:FFFFontre

Eldorado registra avanços em 2017

Eldorado registra avanços em 2017
A Eldorado Gold Corp. produziu 285,9 mil onças em 2017 – o que inclui a pré-produção comercial de Olympias. Além disso, a Companhia produziu 7.061 onças de ouro no quarto trimestre a partir de uma amostra em massa no seu recém-adquirido projeto Lamaque em Quebec, Canadá. Os custos operacionais e de manutenção ficaram, em média, em US$ 509 e US$ 900 por onça, respectivamente. 
 
A empresa concluiu a aquisição da Integra Gold e iniciou trabalho de pré-viabilidade, o que inclui extração e testes, e a construção avançada da mina Lamaque e a remodelação da usina Sigma associada. 
 
A fase II do projeto Olympia alcançou produção comercial em 31 de dezembro de 2017. A subsidiária grega da Eldorado, a Hellas Gold Corp., entrou em processo de arbitragem contra o Governo local, que deve ser concluído em abril de 2018. 
 
A Eldorado comemorou um ano de sucesso de exploração contínua nas minas de Lamaque (Canadá), Bolcana (Roménia), Efemcukuru (Peru), e Stratoni (Grécia), além de uma redução na taxa de lesões graves pelo terceiro ano consecutivo. "2017 foi um ano que foi ofuscado por vícios políticos na Grécia e desafios técnicos em Kisladag", disse George Burns, Presidente e diretor executivo da Eldorado. "Com isso estou muito orgulhoso de como nossa equipe lidou com as oportunidades e os desafios de 2017. Completamos a aquisição da Integra, conseguimos declarar a produção comercial na Olympia Phase II no final do ano e iniciamos a imensa quantidade de trabalho técnico em nosso ativo chave de Kisladag”. 
 
Para 2018, o executivo prevê um ano ocupado com o desenvolvimento em curso na mina Lamaque e estudos técnicos novos ou atualizados para Lamaque, Skouries e Kisladag. Todos os três estudos devem ser concluídos até o final do primeiro trimestre, o que em seguida, dirigirá o plano para o resto do ano. “Nosso objetivo global para 2018 é voltar a uma fase de crescimento e criar valor para todos os nossos stakeholders". 
 
No Brasil, a Eldorado Gold mantém o projeto de Tocantinzinho, mas aguarda que todas as licenças estejam em vigor para concluir uma revisão do desenvolvimento do projeto. A estimativa é que o projeto receba aportes de US$ 8 milhões em 2018. 

Fonte: Brasil Mineral

Aplicação de antidumping no aço foi suspensa por interesse público, diz Camex

Aplicação de antidumping no aço foi suspensa por interesse público, diz Camex


A Câmara de Comércio Exterior (Camex) confirmou que barrou nesta quinta-feira (18) a aplicação de medidas antidumping na compra de laminados de aço a quente de empresas chinesas e russas. A decisão foi antecipada pelo Broadcast, serviço de notícias em tempo real do Grupo Estado, na quarta-feira, 17.
Em nota, a câmara disse que foi definida a aplicação de direito antidumping por um prazo de até cinco anos, mas a medida foi suspensa em razão do interesse público. A aprovação da medida era necessária porque há um parecer mandatório do Departamento de Defesa Comercial do Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (MDIC) pela aplicação do antidumping. O rito então foi aprovar e suspendê-la imediatamente, o que, na prática, significa que a sobretaxa não será aplicada por um ano, prazo em que será reavaliada.
Na nota, a Camex ressaltou que a suspensão do direito é uma “medida de exceção” definida após análise de seu impacto na economia nacional e que poderá ser revertida no futuro, com base no monitoramento das importações. “O governo brasileiro não aceita que nenhuma prática desleal de comércio desestabilize os setores produtivos do país”, completa a nota.
Segundo o Broadcast apurou, apenas o MDIC defendeu a aplicação imediata da medida – os outros sete ministérios que compõe a Camex foram contrários, seguindo posição defendida em público por Fazenda e Agricultura.
Com a câmara polarizada, coube ao ministro do Planejamento, Dyogo Oliveira, falar com a imprensa após a reunião. Ele negou que houve votação contrária ou a favor e disse que a decisão foi tomada por consenso.
Com a decisão, é a segunda vez que um parecer do Decom de aplicação de direito antidumping não é seguindo. Dyogo defendeu que a Camex tem que considerar o impacto dessas medidas no restante da economia. “A decisão de suspender foi tomada em virtude de consequências como o aumento de preços, custos e redução da atividade econômica. A suspensão tem o prazo de um ano, mas pode ser revista a qualquer momento”, acrescentou.
O ministro disse ainda que foi observado que as empresas chinesas e russas efetivamente atuavam com práticas de dumping, com preços artificialmente reduzidos para ganhar mercado, prática proibida pela Organização Mundial do Comércio (OMC). Segundo o ministro, no entanto, a Camex observou que houve redução das importações nos últimos três anos, quando os preços aumentaram.
“Fica suspensa a aplicação do direito antidumping e o mercado será observado. Havendo a volta das práticas desleais, o governo brasileiro poderá aplicar a medida”, afirmou. “A mensagem é que não haverá tolerância com o dumping”.
Ele negou ainda que a suspensão tenha sido decidida por medo de retaliação contra produtos brasileiros, mas admitiu que existem preocupações.
Defesa
A oposição à adoção de sobretaxa foi defendida principalmente pelos ministérios da Fazenda e da Agricultura, que temiam o impacto inflacionário e a retaliação por parte dos chineses a produtos brasileiros.
Na quarta-feira, o ministro interino da pasta, Marcos Jorge de Lima, disse ao Estadão/Broadcast não ver problema em ficar “isolado”. “Na nossa concepção, com base no estudo muito bem fundamentado do Departamento de Defesa Comercial do MDIC, é o correto a se fazer”, afirmou. Ele disse ainda que o parecer foi elaborado a partir das “melhores práticas do mundo” para a defesa da nossa indústria doméstica, que, afirma, sofre neste caso uma concorrência desleal.
A adoção de medidas antidumping foi pedida em 2016 por CSN, AcelorMittal e Gerdau contra empresas chinesas e russas que vendem aço plano laminado a quente. O produto é utilizado em larga escala pela indústria, na produção de máquinas e equipamentos, na lataria de carros, em eletrodomésticos.
No ano passado, o Decom emitiu relatório final em que, de acordo com pessoas que tiveram acesso ao documento, concluiu que empresas dos dois países praticam competição desleal na venda do aço e pediu a aplicação de sobretaxa de US$ 200 por tonelada, o que levaria a uma sobretaxa de até 40%.
Fonte: Isto É Dinheiro