quarta-feira, 24 de janeiro de 2018

Setor mineral arrecada mais de R$ 25 milhões no Estado- MS

Setor mineral arrecada mais de R$ 25 milhões no Estado


Atualmente, Mato Grosso do Sul tem mais de 300 empresas de mineração, responsáveis por 500 jazidas. O Setor mineral movimente, em média, mais de R$ 1 bilhão por ano no Estado.
De acordo com dados da Superintendência do Departamento Nacional de Produção Mineral (DNPM) em Mato Grosso do Sul, o departamento arrecada mais de R$ 25 milhões de Compensação Financeira pela Exploração de Recursos Minerais (CFEM) por ano.A arrecadação e fiscalização é realizada pela Superintendência. O superintendente do DNPM em MS, Alexandre Monteiro Rezende, explica que, de todo valor arrecadado, 65% e repassado para o município onde está localizado o empreendimento, 23% para o Estado, e somente 12% fica para a União.
A criação da Agência Nacional de Mineração  (ANM), através da Lei nº 13.575/2017 sancionada em  27 de dezembro de 2017, é um dos fatores da reação positiva. A decisão Federal auxilia na tomada de decisões em prol do setor no Brasil e também vai beneficiar Mato Grosso do Sul. A gestão dos recursos minerais é de competência exclusiva do antigo DNPM e agora ANM. Ou seja, a autorização para pesquisa, licenciamentos, requerimentos de lavra e todo procedimento ligado a exploração na área de mineração deve ter consentimento prévio deste departamento.
Outro aspecto importante é a fiscalização presencial. Somente no ano de 2017, foram realizadas mais de 260. A instituição possui duas modalidades de vistorias. Uma cuida da parte operacional, seja o cumprimento de toda legislação mineral, ambiental e normas de segurança do trabalho. A outra, verifica o recolhimento do CFEM dentro dos padrões legais.
Fonte: Capital News

Venda de aço plano por distribuidores deve subir 4% a 5% em 2018 após 4 anos de queda

Venda de aço plano por distribuidores deve subir 4% a 5% em 2018 após 4 anos de queda


 Os distribuidores de aços planos no Brasil esperam interromper uma série de quatro anos de queda nas vendas neste ano com um crescimento de 4 a 5 por cento, em um cenário amparado pela expectativa de expansão do PIB, apesar das incertezas em torno da reforma da Previdência e das eleições de outubro.
Segundo o Instituto Nacional dos Distribuidores de Aço (Inda), as vendas do setor este ano devem alcançar 3,094 milhões de toneladas, após queda de 2,6 por cento, para 2,961 milhões de toneladas, em 2017.
“A (reforma da) Previdência virou algo nonsense e isso contamina a confiança dos empresários.Vou investir em uma situação que de repente pode render um downgrade’? (corte na classificação de risco do país)”, questionou o presidente do Inda, Carlos Loureiro, em entrevista a jornalistas nesta terça-feira. “A insensibilidade em torno deste assunto perturba muito”, acrescentou.
A expectativa do Inda para as vendas de aço plano pelos distribuidores do país é baseada em uma previsão de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) de 2,7 por cento em 2018.
A entidade representa 70 por cento do setor distribuidor de aço plano do país. Os distribuidores são responsáveis por um terço do consumo de aço consumido no Brasil, com o restante dividido entre indústria automotiva e de transformação, como a de eletrodomésticos.
Em dezembro, as vendas dos distribuidores de aço plano no país tiveram variação positiva de 0,1 por cento sobre o mesmo mês de 2016, a 221,2 mil toneladas, mas recuaram 13 por cento na comparação com novembro. As compras cresceram 5,9 por cento na base anual e caíram 22,5 por cento sobre novembro, a 214,1 mil toneladas.
A previsão do Inda para janeiro é de crescimento de cerca de 12 por cento nas vendas ante dezembro, com importações “muito baixas”, disse Loureiro. Isso deve levar o estoque total do setor a cair de 900,4 mil toneladas em dezembro para 892,4 mil toneladas ao final deste mês, segundo as projeções do Inda.
“Não está compensando importar agora e foi isso que justificou os reajustes de preços promovidos pelas usinas neste mês”, disse o presidente do Inda. As siderúrgicas Usiminas, CSN e ArcelorMittal Brasil elevaram preços em cerca de 12 por cento para os distribuidores em janeiro, após reajustes que totalizaram cerca de 30 por cento em 2017.
Loureiro afirmou que o preço praticado pelas usinas no Brasil está atualmente 10 a 12 por cento mais alto que o preço do aço importado, diferença conhecida no mercado como “prêmio”. O percentual não colabora para novos reajustes das usinas no curto prazo, mas isso depende da estabilidade dos preços internacionais.
Segundo os dados do Inda, o spread –diferença entre o custo de matéria-prima e os preços- do aço plano está em 307,5 dólares por tonelada, número considerado alto por Loureiro. “As usinas chinesas estão tendo bom resultado com isso, a perspectiva dos próximos meses é que o preço (internacional do aço plano) não caia”, afirmou.
Em dezembro as importações de aços planos pelo Brasil subiram 8 por cento sobre um ano antes, para 83,4 mil toneladas, o que levou a penetração de material importado no total vendido no país em 2017 para 13 por cento, ante 7,7 por cento em 2016. O destaque foram as importações de chapa grossa, material usado em obras como tubulações da indústria petróleo, cuja participação passou de 9,6 por cento para 28,3 por cento no ano passado.
As importações de laminados a quente, material usado na indústria de máquinas e equipamentos e que não foi alvo de imposição de sobretaxas na decisão da Câmara de Comércio Exterior (Camex) na semana passada, caíram 9,5 por cento em 2017, para 124,8 mil toneladas, segundo os dados do Inda.
“Se fosse implementada, a sobretaxa não traria diferença nenhuma”, disse Loureiro. “Laminado a quente foi o único produto que teve queda de importação no ano passado”, acrescentou. Ele ressaltou que o grande motivador da indústria siderúrgica nacional no passado foi o setor automotivo, que consome grande volume de aços galvanizados e teve crescimento de produção de 25 por cento.
“Vamos continuar importando galvanizado…Com a recuperação da indústria automotiva, a Usiminas está com produção toda vendida nos próximos meses. Há pouca disponibilidade de oferta (no Brasil). Tem algum espaço na CSN e na ArcelorMittal”, disse Loureiro.
Fonte: Reuters

Anglo American prevê obter na sexta-feira licenças para ampliar produção no Brasil

Anglo American prevê obter na sexta-feira licenças para ampliar produção no Brasil


A gestão da mineradora Anglo American prevê obter na próxima sexta-feira as aguardadas licenças prévia e de instalação para ampliar em cerca de 56 por cento a sua capacidade de produção de minério de ferro no Brasil, disse a empresa em nota à Reuters nesta terça-feira.
Nos planos da empresa estão previstos investimentos de 1 bilhão de reais para expandir a capacidade anual de extração de seu único sistema de minério de ferro no Brasil, chamado Minas-Rio, em Minas Gerais, dos atuais 17 milhões para 26,5 milhões de toneladas por ano.
As licenças estão na pauta de sexta-feira do Conselho Estadual de Política Ambiental (Copam) mineiro, último estágio de um amplo processo de licenciamento ambiental iniciado em 2015, na Secretaria de Estado de Meio-Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (Semad).
Posteriormente, a empresa precisará também de uma licença de operação do órgão ambiental estadual para o projeto de ampliação.
Em e-mail à Reuters, a empresa afirmou estar confiante na aprovação de parecer único, elaborado pela Superintendência Regional de Regularização Ambiental Jequitinhonha (Supram Jequitinhonha), com base no Relatório de Impacto Ambiental (Rima) e o Estudo de Impacto Ambiental (EIA), que será avaliado na reunião.
 ”O parecer recomenda a concessão das licenças prévia e de instalação”, disse a mineradora, no e-mail à Reuters. Caso as licenças sejam concedidas, a empresa poderá iniciar as construções necessárias para a ampliação do sistema, que incluem o alteamento da barragem de rejeitos de mineração e a abertura de uma cava, além de outras iniciativas necessárias.
“Acreditamos na robustez do processo, no apoio das comunidades e no aval de todas as autoridades competentes”, disse a empresa.
O primeiro carregamento de minério de ferro do Sistema Minas-Rio aconteceu em outubro de 2014, após diversos atrasos contabilizados desde que a Anglo comprou o projeto, entre 2007 e 2008, do empresário Eike Batista.
Anteriormente, a empresa havia planejado atingir a capacidade de 26,5 milhões de toneladas no segundo trimestre de 2016, mas anunciou no passado um adiamento para 2018, citando questões relacionadas a licenças em uma apresentação em que listou uma série de cortes devido à queda dos preços da commodity na época.
Maior investimento estrangeiro já feito no setor no Brasil até então, o Minas-Rio foi adquirido por cerca de 5,5 bilhões de dólares.
O empreendimento conta com um mineroduto de 530 quilômetros de comprimento que, com o uso de água, transporta o produto de mina e unidade de beneficiamento da Anglo em Conceição do Mato Dentro e Alvorada de Minas, no Estado de Minas Gerais, até o Porto do Açu, no Estado do Rio de Janeiro.
Fonte: Reuters

Como se formam as pedras preciosas?

Como se formam as pedras preciosas?


Os mesmos processos geológicos que criam, dão forma e remodelam a Terra também geram situações de temperatura e pressão que combinam elementos em pedras preciosas. A exceção são as gemas orgânicas, como pérola e coral, que são feitas por seres vivos, mas classificadas como minerais.
Existem três tipos de rocha na crosta terrestre: ígnea, metamórfica e sedimentar, que podem ser compreendidas como diferentes fases de um ciclo, já que se transformam uma na outra com o tempo. As ígneas se formam do magma ou da lava. Já as metamórficas são formadas a partir de rochas que sofrem calor e pressão sem derreter novamente. As sedimentares surgem a partir de resíduos de rocha ou matéria orgânica dissolvidos em água. É em meio a toda essa ciranda de magma, sedimentos e rochas que as pedras preciosas surgem.
1.Diamante
Feito somente de carbono, o diamante é uma das poucas pedras preciosas que não costumam se formar na crosta terrestre, e sim no manto, um oceano subterrâneo de magma. A pressão e a temperatura do manto, capazes de liquefazer rochas, também comprimem e fundem o carbono na forma de diamantes, que são carregados à superfície pelo magma, misturados a rochas ígneas
  • Em raros casos, a pressão que forma rochas metamórficas na crosta terrestre também forma diamantes
2.PeridotoÉ outra das raras gemas que se formam no manto terrestre, e não na crosta. O peridoto é uma variante do mineral olivina, uma mistura de magnésio, ferro e sílica (silício e oxigênio) combinada em meio ao calor e pressão do magma do manto. Quando esses elementos se combinam na proporção certa, mais rica em magnésio, o peridoto se forma. Com sorte, sobe à superfície junto a rochas ígneas
3.JadeO que chamamos de “jade” na verdade são dois minerais diferentes, jadeíta e nefrita. Eles se formam no mesmo processo que forma rochas metamórficas, quando a temperatura e a pressão na profundeza da crosta recombinam os elementos das pedras, mas sem derretê-las (o que as transformaria em magma)
4.EsmeraldaFormada pela combinação dos elementos berílio, alumínio, silício e oxigênio em uma solução aquosa, a esmeralda costuma ocorrer em veios de água quente (hidrotermais) derivada do magma nas profundezas da crosta terrestre. Quando essa solução aquosa com esses quatro elementos se resfria, a esmeralda se solidifica
5.Rubi e safiraQuando magma contendo alumínio e crômio encontra bolsões de ar na crosta terrestre que contêm oxigênio, esses três elementos se combinam e formam rubis. O crômio, um elemento raro, é o que dá a cor vermelha ao rubi. Se ele não estiver presente na brincadeira, a gema formada é a safira, que costuma ser azul
6.QuartzoÉ formado pela evaporação de uma solução aquosa contendo átomos de silício, o que ocorre tanto em veios de água de superfície na crosta terrestre quanto em veios hidrotermais. Com a presença de certas impurezas (com o ferro) durante sua formação, o quartzo pode ficar da cor violeta, também conhecido como ametista
7.TurquesaParecida com a esmeralda, a turquesa vem da combinação de elementos (fósforo, cobre e alumínio) em uma solução aquosa. A diferença é que essa solução não deriva do magma do manto, e sim do infiltramento de água da superfície na crosta terrestre. Quando o infiltramento se aprofunda o suficiente para o calor evaporar a água, a turquesa se forma
 Quer pagar quanto?
Quanto mais “única” a combinação de impurezas e deformidades, mais valiosa é a pedra. Confira algumas das mais caras:
1. Diamante Pink StarÉ um exemplar grande (11,92 g) de um tipo de diamante caro e raro, o diamante rosa. Ninguém sabe ao certo como eles ficam dessa cor, mas o mais provável é a presença de anomalias estruturais. Em 2013, foi leiloado por US$ 83 milhões
2. PainitaEste tipo de cristal proveniente de evaporação de solução aquosa em veios superficiais foi descoberto em 1950. Sua raridade é resultado da quantidade de elementos necessários para formá-lo: cálcio, zircônio, boro, alumínio, oxigênio e ferro. Seu preço pode chegar a US$ 60 mil o quilate
3. MusgravitaUm minério formado da evaporação de água da superfície ou de hidrotermais composto de magnésio, berílio, alumínio, ferro e oxigênio. A raridade vem não só do berílio, um elemento escasso, mas também da dificuldade de encontrar o mineral em forma de cristais translúcidos. Chega a custar US$ 35 mil o quilate
4. JadeítaA variante de jade mais rara é criada em pedras metamórficas que combinam sódio, alumínio, ferro, silício e oxigênio. É difícil de encontrar porque a pressão necessária para produzi-la em meio a rochas metamórficas é bem alta. Vale US$ 20 mil o quilate
5. AlexandritaÉ uma espécie rara do já escasso cristal de berílio, como a musgravita. A alexandrita é especialmente desejada porque sua estrutura molecular (que é determinada basicamente ao acaso) faz com que sua cor mude de acordo com a luz. Custa US$ 12 mil o quilate
Fonte: Mundo Estranho

terça-feira, 23 de janeiro de 2018

Ações de Vale e siderúrgicas recuam com queda no preço do minério de ferro

– A terça-feira é marcada por perdas expressivas para a Vale e as empresas do setor siderúrgico, como uma reação dos investidores à queda da cotação do minério de ferro no mercado internacional. As ações da mineradora perdem 2,98% a R$ 41,38. Já a CSN (SA:CSNA3) tem desvalorização de 3,44% a R$ 10,38, enquanto a Usiminas (SA:USIM5) cai 3,47% a 10,86 e a Gerdau (SA:GGBR4) cede 3,29% a R$ 13,54.
Mais cedo, foi relatado que os estoques de minério de ferro da China seriam capazes de produzir uma quantidade de carros, que enfileirados, dariam a distância da Terra a até a Lua. Reagindo à informação, os contratos futuros da commodity encerram o dia com queda de quase 4%.
Na última semana, a Bradesco (SA:BBDC4) Corretora publicou análise positiva para o setor de mineração e siderurgia, revisando para cima as estimativas para as ações da Vale, Gerdau e Usiminas. Segundo o relatório, a Top Pick do setor é a Usiminas, única entre as três a receber a recomendação de compra. As demais permanecem com a avaliação neutra. O preço-alvo foi elevado de R$ 12 para R$ 15. Para a Vale, o valor subiu de R$ 42 para R$ 44 e para a Gerdau de R$ 13 a R$ 16.
Sobre o minério de ferro, a corretora projetou na semana passada níveis elevados até o segundo trimestre, quando pode ter início uma correção. Com isso, a commmodity sairia do nível atual de US$ 80 a tonelada para um patamar de US$ 60. Uma eventual queda das ações da Vale deve ser entendida como um ponto de entrada, argumenta o analista.

Fonte: Investing.com