domingo, 28 de janeiro de 2018

Carvão pode ter usos de alta tecnologia

Carvão pode ter usos de alta tecnologia



Carvão pode ter usos de alta tecnologia
Carvão não serve só para ser queimado: basta purificá-lo para que ele apresente propriedades sem paralelo. [Imagem: Jeffrey Grossman Lab/MIT]

Reabilitação do carvão
O carvão tem má-fama pela poluição gerada por sua queima, mas novas possibilidades de aplicação podem significar novas impressões.
O carvão é basicamente carbono, mas há diferenças enormes na sua forma de cristalização. Veja, por exemplo, o caso do grafite, dos nanotubos de carbono e do grafeno, todos igualmente carbono, mas cada um com suas próprias aplicações e potenciais futurísticos.
Brent Keller, do MIT, nos EUA, decidiu analisar o que poderia ser feito para recuperar o antecedente de má-fama de outros membros da família. Para isso, ele analisou as propriedades químicas, elétricas e ópticas de quatro tipos de carvão mineral, dentre as centenas conhecidas: antracito, linhito e dois tipos betuminosos.
O trabalho mostrou que basta gastar um pouco de esforço na purificação de cada tipo de carvão mineral para que ele revele seus verdadeiros valores, a maioria de alto potencial tecnológico. Na realidade, é o mesmo que acontece com o silício, que é o segundo elemento mais abundante na crosta da Terra, mas que não ocorre naturalmente com a pureza de 99,999% necessária para ser transformado em chips ou células solares.
Condutividade elétrica
Entre os vários aspectos interessantes revelados pelos minerais de carvão destaca-se uma ampla faixa de condutividades elétricas, que se espalha por várias ordens de magnitude - mais de 10 milhões de vezes de um ponto a outro da escala. Isto significa que um único tipo de carvão pode fornecer todas as propriedades elétricas necessárias para um componente eletrônico em particular.
Além disso, simplesmente ajustando a temperatura sob a qual o carvão é processado, é possível ajustar várias propriedades ópticas e elétricas do material para que ele atinja exatamente os valores desejados.
Para demonstrar esse potencial, Keller usou suas amostras, na forma de filmes finos feitos a partir do pó de cada tipo de carvão, para criar um pequeno dispositivo de aquecimento que poderia ser usado diretamente para desembaçar janelas de automóveis ou evitar a formação de gelo nas asas dos aviões, ou mesmo como parte de um implante biomédico.
Com base nas características do material e dos resultados do teste prático, os pesquisadores afirmam que o carvão pode ser usado em aplicações que vão de painéis solares e baterias até componentes eletrônicos para computadores. Para isso, basta que os cientistas dos materiais olhem para o carvão com outros olhos.

Fonte:  Site Inovação Tecnológica 

Semanário Bovespa: índice recorde supera os 85.500 pontos com Lula condenado na 2ª instância

Semanário Bovespa: índice recorde supera os 85.500 pontos com Lula condenado na 2ª instância

O Ibovespa valorizou 5,31%, renovando máxima histórica três vezes, mesmo com o feriado de aniversário de São Paulo paralizando o mercado na quinta-feira (25). A semana foi marcada pela expectativas em torno do julgamento em segunda instância do ex-presidente Lula no Caso do Triplex do Guarujá. O petista recorria às acusações de corrupção e lavagem de dinheiro e à pena de nove anos e seis meses determinada pelo Juiz Federal Sérgio Moro. Durante o julgamento, realizado na quinta-feira (24), os três desembargadores decidiram por unanimidade preservar a condeção de Lula e aumentar o tempo de reclusão para 12 anos e um mês. O resultado diminui a possibilidade do ex-presidente concorrer as eleições em outubro. Pelo ponto de vista do mercado, o petista seria o candidato menos favorável às reformas estruturais necessárias para o ajuste fiscal.
Ontem, o indicador subiu 2,21%, cotado a 85.530,84 pontos.
Após 17 pregões em janeiro, o índice valorizou 5,60%. Já se foram 12 fechamentos positivos contra 5 negativos. Dezembro encerrou com 76.402,08 pontos.
Já no comparativo com 2017, após 17 pregões, o Ibovespa subiu 5,60%. Já foram 12 fechamentos positivos contra 5 negativos. Ano passado, o índice fechou com 76.402,08 pontos.

Resumo da semana

Na segunda-feira (22), o Ibovespa renovou a máxima histórica, subindo 0,56%, cotado a 81.675,42 pontos. No dia seguinte, em movimento de correção, ele recuou 1,22%, cotado a 80.678,35 pontos. 
No dia do julgamento do Lula, o indicador disparou 3,72%, cotado a 83.680,00 pontos, renovando a máxima novamente. Na sexta-feira (26), depois do feriado de São Paulo, o Ibovespa valorizou 2,21%, cotado a 85.530,84 pontos pela primeira vez.

Fonte: Jornal ADVFN

Edifício comercial de US$ 6 milhões em Tóquio será vendido com Bitcoin

Edifício comercial de US$ 6 milhões em Tóquio será vendido com Bitcoin

Uma empresa imobiliária com sede em Tóquio está vendendo um pequeno prédio comercial por 547 bitcoins, ou US$ 6 milhões, na cotação no momento da redação. É dito ser o primeiro edifício no Japão a ser vendido usando inteiramente Bitcoin (COIN:BTCUSD).

Bitcoin para grandes transações

Durante uma entrevista com o mainstream midi coreano MK, um empreendimento imobiliário japonês Yitanzi afirmou que está vendendo várias propriedades, incluindo um pequeno prédio comercial e espaços de apartamentos por criptomoedas. O CTO da startup, Yokozawa Yuske, afirmou que um número crescente de investidores no mercado local de criptomoedas começou a ficar de olho no mercado imobiliário do país, principalmente para gastar lucros acumulados pelo investimento em criptomoedas nos últimos anos.
Yuske observou que também há muitos investidores no mercado imobiliário local que procuram vender imóveis de vários milhões de dólares em troca de bitcoin, porque é difícil comprar quantidades maciças de bitcoin em exchanges de criptomoedas sem sofrer um rigoroso processo de verificação para aumentar os limites de negociação .
Já, o porta-voz de Yitanzi revelou que uma propriedade em Tóquio será vendida por bitcoin nas próximas semanas e que outras propriedades listadas pela startup também serão vendidas por bitcoin. A empresa não comentou sobre a integração ou aceitação de outras criptomoedas no mercado, mas, por enquanto, apenas aceita bitcoin para compras de imóveis.
Normalmente, a compra de propriedades através de bancos e prestadores de serviços de terceiros leva a taxas significativamente elevadas, especialmente se vários milhões de dólares tiverem que ser negociados entre dois bancos separados. Como tal, para contornar o ineficiente sistema bancário global, muitos corretores de imóveis em Londres e nos Emirados Árabes Unidos começaram a aceitar bitcoin para pagamentos em grande escala também.
Em setembro de 2017, os empresários britânicos Michelle Mone e Doug Barrowman revelaram que seu projeto imobiliário de US$ 356 milhões aceita bitcoin de clientes e compradores. Cada apartamento no complexo custa 30 bitcoins, cerca de US$ 330.000.
Na época, Barrowman afirmou: “Eu já fui investidor no mundo das criptomoedas nos últimos anos, e é um setor que assisti crescer e emergir. Então eu vejo isso chegar a essa etapa em que os adotadores iniciais estão dando lugar a uma aplicação mais ampla de criptomoedas e, portanto, é uma extensão lógica de investir em edifícios e efetivamente oferecer às pessoas a oportunidade de pagar em criptomoedas ou bitcoin em vez de apenas fiat moeda.”
Embora as taxas de bitcoin possam ser dispendiosas para pequenos pagamentos, especialmente quando as congestiones e as tarifas da rede aumentam para mais de US$ 10, para transações superiores a US$ 100.000, uma taxa de transação de US$ 10 é substancialmente menor do que as taxas bancárias.

Adoção crescente no Japão

No Japão, alguns dos maiores fabricantes de eletrônicos, cadeias hoteleiras econômicas, companhias aéreas e varejistas já começaram a aceitar o bitcoin como método de pagamento desde o início de 2017, quase que imediatamente após o governo japonês legalizar o bitcoin e regulamentar seu mercado de câmbio.
Bic Camera, o maior varejista de produtos eletrônicos do país, e a Peach, a companhia aérea mais usada do Japão, aceitam pagamentos de bitcoin por mais de seis meses. A integração do Bitcoin por conglomerados influentes aumentou a conscientização dos japoneses em relação às criptomoedas, levando a um aumento no interesse e demanda por Bitcoin.
Este mês, o maior banco do Japão MUFG anunciou seus planos para lançar uma exchange de criptomoedas para atender a crescente demanda de comerciantes institucionais e varejistas.

Fonte: Jornal ADVFN

Bolsa de criptomoedas hackeada em Tóquio devolverá US$425 mi a clientes

Bolsa de criptomoedas hackeada em Tóquio devolverá US$425 mi a clientes

TÓQUIO (Reuters) - A bolsa de criptomoedas com sede em Tóquio Coincheck Inc. Disse neste domingo que irá devolver cerca de 46,3 bilhões de ienes (425 milhões de dólares) que perdeu para hackers há dois dias, em um dos maiores roubos de dinheiro virtual na história.
O montante representa quase 90 por cento dos 58 bilhões de ienes em moedas NEM que a companhia perdeu em um ataque que a forçou a suspender na sexta-feira os saques de todas criptomoedas, exceto bitcoin.
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A Coincheck disse em um comunicado que irá devolver os recursos a cerca de 260 mil donos de moedas NEM em ienes japoneses, mas que ainda trabalha para definir quando e como isso será feito.
O roubo evidencia preocupações de segurança e regulação quanto ao o bitcoin e outras moedas virtuais, mesmo em meio a um boom global das criptomoedas que ainda dá poucos sinais de que possa enfraquecer.
Duas fontes com conhecimento direto do assunto disseram que a Agência de Serviços Financeiros do Japão (FSA) enviou uma notificação às cerca de 30 empresas que operam bolsas de moedas virtuais no país com um alerta sobre a possibilidade de novos cyber-ataques e exigindo que elas aumentem a segurança.
O regulador financeiro também está considerando punições adminstrativas à Coincheck sob as leis financeiras do país, disse uma das fontes.
O Japão começou a exigir que operadores de bolsas de criptomoedas se registrem junto ao governo apenas em abril de 2017. Operadores que então já existiam, como a Coincheck, foram autorizados a continuar a oferecer seus serviços enquanto aguardavam aprovação. O pedido da Coincheck, submetido em setembro, ainda está pendente.
A Coincheck disse na sexta-feira em uma coletiva de imprensa que suas moedas NEM estavam armazenadas em uma carteira “quente”, ao invés das chamdas carteiras “frias”, fora da internet. Ao ser questionado sobre a decisão, o presidente da companhia, Koichiro Wada, citou dificuldades técnicas e uma falta de pessoal capacitado para lidar com elas.
Em 2014, a Mt. Gox, com sede em Tóquio, que chegou a responder por 80 por cento das negociações globais de bitcoin, pediu falência após perder cerca de meio bilhão de dólares em bitcoins.
Mais recentemente, a bolsa de criptomoeadas Youbit, da Coreia do Sul, fechou e entrou com pedido de falência após ser hackeada duas vezes no ano passado.
(Por Takahiko Wada e Chang-Ran Kim)

Fonte: Reuters

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