segunda-feira, 12 de fevereiro de 2018

Vice-presidente dos EUA levanta perspectiva de negociação com a Coreia do Norte

Vice-presidente dos EUA levanta perspectiva de negociação com a Coreia do Norte

SEUL/WASHINGTON (Reuters) - Os Estados Unidos podem estar vendo com melhores olhos um engajamento diplomático com a Coreia do Norte, e possivelmente o estabelecimento de diálogo, no momento em que a Coreia do Sul leva adiante planos para criar as condições de uma cúpula rara entre as duas Coreias.


Vice-presidente dos EUA, Mike Pence (esquerda), conversa com o presidente da Coreia do Sul, Moon Jae-in durante os Jogos Olímpicos de Inverno em Pyeongchang 10/02/2018 REUTERS/Damir Sagolj
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O vice-presidente norte-americano, Mike Pence, disse em entrevista a um jornal que seu país e a Coreia do Sul acertaram os termos de um engajamento diplomático maior com os norte-coreanos, primeiro com Seul e depois possivelmente com conversas diretas com Washington sem pré-condições.
A perspectiva de conversas surge depois de meses de tensão entre Pyongyang, Seul e Washington devido aos programas nuclear e de mísseis da Coreia do Norte, durante os quais o presidente dos EUA, Donald Trump, e o líder norte-coreano, Kim Jong Un, trocaram insultos e ameaças de destruição em meio ao endurecimento das sanções da Organização das Nações Unidas (ONU).
Trump questionou algumas vezes o propósito de novas tratativas com Pyongyang depois de anos de negociações de governos norte-americanos anteriores que não conseguiram deter os programas de armas do regime.
No ano passado, a Coreia do Norte realizou dezenas de lançamentos de mísseis e seu maior teste nuclear, desafiando resoluções do Conselho de Segurança da ONU, com o intento de desenvolver um míssil com ogiva nuclear capaz de atingir os EUA.
As relações entre as duas Coreias melhoraram nas últimas semanas, já que Pyongyang concordou em enviar a delegação mais graduada de sua história para participar da Olimpíada de Inverno, atualmente em curso no resort sul-coreano de Pyeongchang.
Falando ao Washington Post a bordo do Air Force Two, Pence disse que Washington manteria sua “campanha de pressão máxima” contra Pyongyang, mas estaria aberto a possíveis conversas ao mesmo tempo.
“O ponto é que nenhuma pressão diminui até que eles realmente estejam fazendo algo que a aliança acredite que representa um passo significativo para a desnuclearização”, disse Pence no domingo. “Então, a campanha de pressão máxima vai continuar. Mas se você quiser falar, falaremos”.

Fonte:  Redação Reuters

Bolsas globais esboçam recuperação após semana de perdas


As principais Bolsas globais esboçam recuperação nesta segunda-feira (12), após uma semana de perdas provocadas pelo temor de altas adicionais nos juros nos Estados Unidos, o que retira dinheiro dos mercados acionários.
Os índices americanos sobem 1% nesta sessão. Às 12h55, o Dow Jones  avançava 1,10%, o S&P 500 se valorizava 1,09% e a Nasdaq tinha alta de 0,94%.
Na semana passada, os índices acumularam perdas de mais de 5%. O Dow Jones caiu 5,2%, e o S&P 500 recuou 5,16%.
Foram as piores baixas desde a semana encerrada em 8 de janeiro de 2016, quando os mercados globais sofreram fortes turbulências arrastados pela crise nas Bolsas chinesas. Já a Nasdaq perdeu 5,06% na semana, maior queda desde a encerrada em 5 de fevereiro de 2016.
Na Europa, os indicadores também se recuperavam do menor patamar em seis meses alcançados na semana passada, com o aparente alívio das preocupações sobre o aumento volatilidade, que enxugaram US$ 1 bilhão em valor de mercado nas Bolsas na semana passada.
Às 12h55, a Bolsa de Londres subia 1,35%. O índice CAC-40, de Paris, avançava 1,60%, e Frankfurt se valorizava 1,73%.
Madri (+1,61%), Milão (+0,88%) e Lisboa (+1,99%) também subiam no horário.

ÁSIA

Na Ásia, os mercados tiveram um pregão de aparente calma nesta segunda-feira, embora os investidores globais ainda estivessem preocupados com a inflação nos Estados Unidos após a forte venda da semana passada.
O índice CSI300, que reúne as maiores companhias listadas em Xangai e Shenzhen, subiu 1,29%, enquanto o índice de Xangai teve alta de 0,76%.
"Um acúmulo maciço de alavancagem do mercado foi parcialmente revertido em um piscar de olhos e se transformou em algo muito mais abrangente", disse o estrategista-chefe de mercado da IG, Chris Weston.
"Pode-se argumentar que é o mercado de títulos dos EUA que é a força motriz, e continuará assim durante a próxima semana".
De modo geral, os mercados temiam que o Federal Reserve (Fed, banco central americano) possa elevar os juros mais rapidamente diante de dados mais fortes da maior economia do mundo.
A Bolsa do Japão não abriu nesta sessão. Em Hong Kong, o mercado recuou 0,16%.
Em Xangai, o índice SSEC avançou 0,76%. O índice CSI300, que reúne as maiores companhias listadas em Xangai e Shenzhen, avançou 1,29%.
Em Seul, o índice Kospi teve valorização de 0,91%. Em Taiwan, o índice Taiex registrou alta de 0,48%. Em Cingapura, o principal índice subiu 0,23%.
Reuters

KIMBERLITO E OS DIAMANTES DE MINAS GERAIS

KIMBERLITO E OS DIAMANTES DE MINAS GERAIS
Os diamantes são formados no manto, em profundidade superior a 150km. Duas rochas são responsáveis pelo transporte do diamante até a superfície: kimberlitos e lamproítos.
Os diamantes foram descobertos no Brasil em 1729, na região de Diamantina-MG, porém especula-se que a extração de diamantes no Brasil seja um pouco mais antiga. Durante toda a história do Brasil a extração de diamante tem sido feita em aluviões. Segundo CHAVES (1999) em Minas Gerais pode-se identificar duas macro-regiões nas quais se concentram os principais depósitos do estado: a província mineral do Espinhaço e a do Alto Parnaíba.
Depósitos de Diamantes do Brasil
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A província do Espinhaço engloba a região de Diamantina e é marcada pela Serra do Espinhaço. A Serra do Espinhaço é constituída de rochas metamórficas dobradas, incluindo quartzitos, filitos e conglomerados, que representam originalmente sedimentos depositados em rios, taludes serranos, desertos, lagunas e mares rasos.
Se os diamantes são sempre associados a kimberlitos e lamproítos fica aparente o paradoxo da província do Espinhaço. A fonte original e os processos responsáveis pelo transporte dos diamantes à província do Espinhaço é objeto de inúmeros debates e foge do escopo deste texto.
A província do Alto Parnaíba, ao contrário do Espinhaço, é caracterizada pela presença de várias chaminés de rochas kimberlíticas.
Constatou-se recentemente a presença de kimberlito mineralizado na Serra da
Canastra. A chaminé kimberlítica “Canastra 1” é atualmente o maior projeto de mineração para os diamantes da província do Alto Paranaíba. O projeto vem sido conduzido pela empresa canadense “Brazilian Diamonds”.
Embora existam kimberlitos na região, até o início do projeto Canastra 1 a extração de diamantes era realizada em aluviões por garimpeiros. O projeto Canastra 1 concentra-se sobre uma chaminé de cerca de 1 hectare de tamanho onde os teste indicaram uma concentração de 4 ct por tonelada, o que é muito pouco, principalmente se comparado ao lamproíto de Argyle na Austrália, que produz 18 ct por metro cúbico ou aos kimberlitos sul-africanos com cerca de 6 ct por metro cúbico. Embora a lavra de Canastra 1 seja pouco interessante economicamente o projeto prevê a exploração de boa parte da área kimberlítica da Serra da Canastra e é provável que alguma das chaminés kimberlíticas finalmente coloque o Brasil entre os produtores de diamantes primários (diamantes extraídos diretamente de kimberlitos ou lamproítos). As chaminés mais promissoras na região são
Canastra 8 e Tucano 1.
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7 – CONCLUSÃO
A importância do kimberlito para toda a sociedade fica clara quando se analisa o impacto que a descoberta de kimberlito mineralizado causa sobre a economia das províncias minerais. A descoberta de uma única chaminé kimberlítica mineralizada na Austrália a colocou como maior produtora mundial de diamantes e existe possibilidade que no Brasil descoberta semelhante possa modificar todo o mercado mundial de diamantes.
Apesar de toda a sua importância o kimberlito é uma rocha ainda pouco conhecida e por isso mesmo alvo de opiniões divergentes principalmente com relação a sua formação.
É consenso que as chaminés kimberlíticas não possuem relação com riftes e que a água desempenha um papel importante nas características da rocha, porém todos os modelos de formação atuais, embora aceitos em termos gerais, possuem falhas e exatamente por isso é impossível apontar um modelo como o “mais correto”. Sabe-se no entanto que lineamentos de chaminés kimberlíticas indicam com boa precisão a posição dos crátons em diversas eras geológicas e este tipo de conhecimento possibilita um melhor entendimento da formação da Terra e possue aplicações práticas na prospecção de minerais.
Exemplos de Chaminés Kimberlíticas
De Field e Scott Smith


Fonte: CPRM

Opep projeta maior demanda por petróleo em 2018

Opep projeta maior demanda por petróleo em 2018


Commodities      (12.02.2018 12:40) 
 
© Reuters.  Opep projeta maior demanda por petróleo em 2018© Reuters. Opep projeta maior demanda por petróleo em 2018
Por Alex Lawler
LONDRES (Reuters) - A Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) informou nesta segunda-feira que a demanda mundial por petróleo deverá crescer mais rápido do que o esperado em 2018 em razão do ambiente econômico mais saudável, dando uma força extra ao pacto do cartel para reduzir o excesso global de oferta.
Mesmo assim, o mercado global só retornará ao equilíbrio no fim de 2018, pois os preços mais altos incentivam os Estados Unidos e outros produtores não integrantes da Opep a produzir mais, informou o grupo em relatório mensal.
A Opep informou que a demanda mundial por petróleo aumentará para 1,59 milhão de barris por dia (bpd) neste ano, alta de 60 mil bpd na comparação com a previsão anterior.
"Recentemente, o desenvolvimento econômico saudável e sustentável nos principais centros globais de demanda de petróleo foi o principal fator que puxa o crescimento na demanda", informou a Opep, com sede em Viena.
"Essa estreita ligação entre crescimento econômico e demanda de petróleo está prevista para continuar, pelo menos no curto prazo", acrescentou.

Fonte:  Reuters

O CAÇADOR DE PEDRAS PRECIOSAS

O CAÇADOR
DE PEDRAS PRECIOSAS

O encontro entre desbravadores natos e uma terra rica em gemas únicas. Uma história que continua pulsante, exuberante e preciosa, e que ganhou força com traços únicos de design.

História

O JOVEM JULES SAUER, QUE DEIXOU PARA TRÁS A SEGUNDA GUERRA MUNDIAL PARA RECOMEÇAR A VIDA EM TERRAS TROPICAIS.

"Pedras preciosas: uma colheita que jamais se repete".
Jules Sauer
Foi em 1939 que o francês Jules Roger Sauer, aos 18 anos, decidiu reinventar sua história no Brasil. Aportou em Minas Gerais e se apaixonou pelo mundo colorido e enigmático das pedras preciosas. Era o início de uma jornada que o transformou no Caçador de Pedras Raras: um ícone, que vislumbrou o potencial da região e dedicou-se integralmente ao mundo dos garimpos de gemas de cor. Em 1941, a Lapidação Amsterdam Limitada foi fundada e mudou o cenário da alta joalheria brasileira.

Das minas ao glamour da alta joalheria, Jules contribuiu com a descoberta de verdadeiros tesouros nacionais

TESOUROS DESCOBERTOS

Entre os feitos mais conhecidos do Caçador Jules está a compra, em meados da década de 1950, da água-marinha mais famosa do país. Ele a batizou de Martha Rocha, inspirado nos olhos azuis da Miss Brasil mais badalada de todos os tempos. A pedra pesava 36,5 quilos e suas gemas lapidadas importantes joias que correram o mundo.
Já em 1963, Jules interrompeu suas férias em família na Bahia para ver de perto as pedras verdes que garimpeiros haviam encontrado na região de Salininha, a leste do Rio São Francisco. Não eram simples berilos verdes como haviam pensado, e sim, verdadeiras esmeraldas, alvo dos colonizadores portugueses desde os 1500s. Jules recorreu ao Gemological Institute of America, a mais prestigiosa instituição de gemologia do mundo, e conseguiu a certificação das primeiras esmeraldas produzidas no país. Ao longo dos próximos anos a Amsterdam Sauer tornou-se a mais respeitada expert em esmeraldas brasileiras e colombianas na América do Sul.
A marca é responsável ainda pela divulgação internacional de gemas valiosas e raras no país: o topázio imperial, encontrado apenas no Brasil; a opala do Piauí; e a fascinante turmalina paraíba, com seu azul neon incomparável.

ANOS DOURADOS

Em 1956, o Rio de Janeiro agitava-se num ritmo de elegância e sofisticação. Estrelas hollywoodianas aterrissavam por aqui para conhecer suas maravilhas. Vinham ouvir bossa nova e se inspirar pelas magníficas paisagens cariocas. No epicentro dessa vibração, imperava o Copacabana Palace.
É nesse clima que, naquele ano, no térreo do Edifício Chopin, foi inaugurada a primeira loja Amsterdam Sauer. Pela primeira vez, uma joalheria brasileira repetiria o modelo de décor e atendimento dos ícones da Place Vendôme, em Paris. E o endereço não poderia ser mais adequado: a Avenida Atlântica, de frente para o mar, que só rivalizava em glamour com a antiga Avenida Central, onde seria, aliás, aberta a segunda loja.
A primeira joalheria Amsterdam Sauer foi inaugurada ao lado do lendário Hotel Copacabana Palace, de frente para o mar. E está lá até hoje.

Em 1966, a Amsterdam Sauer conquistou seu primeiro prêmio Diamond International Awards, a consagração máxima da joalheria internacional, por conta do anel Constellation, criado pelo designer Marcel Küng. E ele não foi o único: em 1992, o bracelete Luna, joia em ouro branco e amarelo com diamantes criada por Iany Inoue, também foi premiado, assim como o colar Fireworks, criação da designer Bialice Duarte, em 2000.

Fonte: Geologo.com