quarta-feira, 14 de fevereiro de 2018

Beja-Flor vence Carnaval carioca com desfile político; Tuiuti fica em 2º

Beja-Flor vence Carnaval carioca com desfile político; Tuiuti fica em 2º

RIO DE JANEIRO (Reuters) - A Beija-Flor de Nilópolis foi eleita nesta quarta-feira a campeã do Carnaval de 2018 do Rio de Janeiro com um enredo que mostrou casos de corrupção como os investigados pela operação Lava Jato e que destacou problemas nacionais como a violência e as crises na saúde e na educação.


Desfile da Beija-Flor 13/02/2018 REUTERS/Pilar Olivares
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Em um Carnaval que misturou política e samba como há muito tempo não se via no Rio, o vice-campeonato ficou com a agremiação Paraíso do Tuiuti, que criticou as manifestações a favor do impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff e reformas realizadas pelo governo do presidente Michel Temer -- que foi representado pela escola como um vampiro.
“Acabamos com a hipocrisia na Sapucaí. Falamos a realidade”, disse o compositor da Tuiuti Aníbal Lamas a repórteres após a apuração das notas dos jurados.
Os temas e enredos políticos praticamente não estiveram presentes na passarela do samba carioca nos últimos anos, mas em 2018 vieram com força e houve até críticas da tradicional Mangueira ao prefeito da cidade, Marcelo Crivella, que reduziu o apoio financeiro às escolas.
“Foi uma vitória histórica. A Sapucaí é a voz do povo. Mostramos o lado B do Brasil e fizemos história”, disse o cantor Neguinho da Beija-Flor, intérprete da escola campeão de 2018, que tradicionalmente é ligada a contraventores do jogo do bicho.
Com o título deste ano, a Beija-Flor acumula agora 14 campeonatos do Carnaval do Rio.


Fonte:  Reuters

Dólar despenca 2,27% e volta a ficar abaixo de R$3,25, seguindo cena externa

Dólar despenca 2,27% e volta a ficar abaixo de R$3,25, seguindo cena externa

SÃO PAULO (Reuters) - O dólar fechou com queda de mais de 2 por cento, voltando a ficar abaixo do patamar de 3,25 reais nesta quarta-feira, acompanhando a cena externa e numa sessão marcada pelo baixo volume de negócios após a folga do Carnaval, que manteve os mercados brasileiros fechados por dois dias seguidos.


Cédulas de real e dólar em caso de câmbio no Rio de Janeiro 10/09/2015 REUTERS/Ricardo Moraes
O dólar BRBY recuou 2,27 por cento, a 3,2274 reais na venda, maior perda diária desde 24 de janeiro (-2,44 por cento). Na semana passada, a moeda norte-americana subiu 2,73 por cento, ao patamar de 3,30 reais.
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Na mínima do dia, a moeda norte-americana chegou a 3,2211 reais. O dólar futuro DOLc1 caía cerca de 2,26 por cento no final da tarde.
“Hoje é um dia atípico, com baixo volume de negócios”, afirmou mais cedo o operador da corretora Advanced Alessandro Faganello, citando o cenário externo como o guia dos investidores locais.
Lá fora, o dólar recuava frente a uma cesta de moedas e outras divisas de países emergentes, como o peso chileno.
O movimento vinha após a divulgação de que a inflação ao consumidor nos Estados Unidos avançou mais do que o esperado em janeiro, mas que as vendas no varejo na maior economia do mundo surpreenderam e caíram no mês passado.
Esse sinal de perda de força da economia norte-americana acabou se sobrepondo ao de inflação mais forte nesta sessão, depois dos fortes movimentos de aversão ao risco vistos recentemente nos mercados financeiros diante da preocupação de que o Federal Reserve, banco central norte-americano, possa elevar os juros mais rapidamente do que o esperado, o que tende a afetar o fluxo de capitais globalmente.
Os juros futuros nos Estados Unidos, com isso, continuavam precificando cerca de 90 por cento de chances de o Fed elevar os juros em março, próximo encontro do banco central, e cerca de 20 por cento de que elevará a taxa quatro vezes neste ano. A própria autoridade monetária prevê três altas.
Juros mais altos nos EUA tendem a atrair recursos aplicados em outras praças financeiras, como a brasileira.
Internamente, o mercado manteve sua atenção em torno dos esforços do governo do presidente Michel Temer para aprovar neste mês a reforma da Previdência, considerada essencial para colocar as contas públicas em ordem.
O Banco Central brasileiro não fará leilão de swaps cambiais tradicionais, equivalentes à venda futura de dólares, nesta sessão. Mas anunciou que continuará a rolagem dos contratos que vencem em março, no total de 6,154 bilhões de dólares, no dia seguinte, ofertando novamente até 9,5 mil swaps.

Fonte: Reuters

Como são lapidados os diamantes?

Como são lapidados os diamantes?

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O processo – que, além de aperfeiçoar o formato do diamante, serve para poli-lo – é feito de maneira artesanal. A qualidade da lapidação não apenas é fundamental para determinar o valor de uma jóia, como dá brilho e beleza à pedra.
Como o diamante é o material mais duro que se conhece na natureza, lapidá-lo não é moleza – sem contar o alto risco de estragar a caríssima pedra. “Quase sempre os lapidários a quem se confiam pedras maiores têm mais de 50 anos de idade. Isso porque leva muito tempo para aprender todos os macetes do processo”, afirma o lapidário Renato Santos, presidente da Brasil Comércio de Diamantes.
Há duas formas de cortar o diamante bruto: na clivagem, o método mais comum, o diamante é partido com um rápido golpe. Em algumas pedras, porém, essa técnica não funciona. Usa-se, então, a serragem, processo longo e tedioso, feito com uma serra elétrica rotatória ou, mais recentemente, com raios laser.
Depois do corte, vem a etapa do bloqueamento, em que o diamante é raspado em outro até que se aproxime do formato desejado. As facetas (como são chamadas as várias pequenas faces de um diamante) são feitas na etapa seguinte, chamada de abrilhantamento. A pedra é encaixada na ponta de uma vareta chamada dop e pressionada contra um disco giratório forrado de pó de diamante. O processo lembra um pouco o de uma agulha riscando um disco de vinil na vitrola.
Em geral, os brilhantes pequenos são lapidados em um único dia. Já nas pedras grandes (acima de 20 gramas) esse trabalho pode levar até mais de um ano!

   Fonte: Redação Mundo Estranho                         

Como funciona uma mina de diamantes?

Na maioria dos casos, máquinas gigantes escavam em busca das pedras preciosas, que são separadas do cascalho pelo peso e identificadas por um sofisticado sistema de raios x. As minas são criadas em regiões com alta concentração de um tipo de rocha, denominado pelos geólogos de kimberlito. Esse material é formado pelo resfriamento do magma, que chegou até a superfície há milhões de anos, carregando elementos de regiões profundas da Terra. Feitos de carbono submetido a altíssima pressão, os diamantes foram forjados até 200 km abaixo da superfície há pelo menos 3 bilhões de anos.
O tipo mais comum de mina é o de poço aberto – como a representada no infográfico a seguir –, baseada na escavação do kimberlito, e a maioria delas está na África. No Brasil, a produção se concentra em minas formadas por erosão de kimberlito. As águas de rios e lençóis freáticos carregam pedras, que se concentram em áreas superficiais e passam a ser exploradas por mineradores. As 26 toneladas de diamante produzidas no mundo movimentam US$ 13 bilhões. O maior comprador é a China.
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TRABALHO ÁRDUO
Supermáquinas, explosivos e alta tecnologia são usados para vasculhar toneladas de rocha.
Amaciando a terra
Após encontrar provas geológicas da presença de diamantes, os mineiros escavam o kimberlito. Mas a ferramenta deles não é picareta, não: os caras colocam explosivos em buracos de até 17 m de profundidade feitos pela perfuradora. O objetivo é fazer a rocha dura virar cascalho.
Trio parada dura
Três máquinas gigantes fazem o trabalho pesado: a perfuradora abre buracos na rocha para a colocação de explosivos, a escavadora movimenta até 50 toneladas de rocha por minuto e o caminhão mineiro leva 100 toneladas de material para o beneficiamento.
Buraco fundo
Com o avanço da escavação, o poço fica mais afunilado, chegando a centenas de metros de profundidade e a quilômetros de largura. A maior mina de diamantes em operação, com 600 m de profundidade e 1,6 km de diâmetro na parte mais larga, é a Argyle Diamond, na Austrália.
Plano B
Quando a escavação afunila demais, é preciso cavar um túnel paralelo ao poço. Do túnel principal, partem túneis perpendiculares para extrair a rocha mais profunda. No subterrâneo, são usadas versões menores das máquinas empregadas na superfície.
Coisa fina
O material extraído da mina vai para o processamento. O cascalho é triturado duas vezes, lavado e peneirado. Em seguida, as pedrinhas – de 1,5 a 15 mm – vão para um tanque de flotação. As pedras mais pesadas, com potencial de ser diamantes, ficam no fundo e as mais leves são descartadas.
Catando milho
Uma máquina de triagem equipada com raios X identifica os diamantes. Ao rolarem na esteira e serem atingidos pela radiação, eles ficam fluorescentes. Um sensor registra essa luz e aciona um jato de ar, que separa o que importa do restante das pedras. Por último, rola uma checagem manual.
Feitos para brilhar
Cerca de 30% dos diamantes são gemas, ou seja, têm características ideais para se tornar joias: cor, claridade, tamanho e possibilidade de lapidação. O restante é usado na indústria para a produção de peças de corte, como brocas, discos, serras e bisturis. Como transmitem calor rapidamente, diamantes também são usados em termômetros de precisão.
VALE QUANTO PESA
Cada tonelada de terra extraída rende 1 quilate de diamantes (0,2 g)
Valor de mercado
Um caminhão carregado rende até 20 diamantes de 1 g. Pedras usadas em joias valem, em média, US$ 1 mil/quilate. Para uso industrial, paga-se em torno de US$ 10/quilate.
Além do brilho
O valor do diamante é baseado em cor, claridade, tamanho e lapidação. Gemas azuis, laranja, vermelhas e rosa são raras. Brancas e amareladas são mais comuns (98% do total).
Joia da coroa
O maior dos diamantes foi extraído na África do Sul em 1905. A pedra bruta tinha 3,1 mil quilates e foi lapidada em nove. As duas maiores (Cullinan I e II) foram dadas à realeza britânica.
– Em 1714, foi encontrado o primeiro diamante no brasil, em um garimpo de ouro próximo a Diamantina, MG.
– O diamante mais caro do mundo foi leiloado em Londres por US$ 46 milhões. O Graf Pink pesa 24,78 quilates e tem coloração rosada.


Fonte: CPRM

Como se formam os diamantes

À base de carbono, os diamantes se formam a 150 quilômetros de profundidade, em áreas submetidas a elevadíssimas temperaturas e condições de temperatura estáveis. Há dois tipos de diamantes, o primário e o secundário. O primeiro é encontrado em rochas e tem produtividade bem maior que o segundo. O Brasil estreou nesse mercado ano passado, após descoberta da mina de Nordestina, no interior da Bahia. O diamante secundário é geralmente encontrado em rios e explorados por cooperativas de garimpeiros. Até 2016, apenas esse tipo de diamante era produzido no Brasil. Veja abaixo como são formandos os diamantes.