segunda-feira, 19 de fevereiro de 2018
Demanda mundial puxa exportações de minério de ferro do maciço de Urucum
Demanda mundial puxa exportações de minério de ferro do maciço de Urucum
Depois de um período de baixo desempenho, em razão da queda da demanda mundial, o minério de ferro começou a recuperar, em 2017, os níveis de produção e exportação de Mato Grosso do Sul. De acordo com a Secretaria de Estado de Meio Ambiente, Desenvolvimento Econômico, Produção e Agricultura Familiar (Semagro), a recuperação do setor começou a ser sentida em janeiro de 2017 e já em dezembro deu sinais de aceleração de crescimento ao se incluir entre os 10 principais itens da balança comercial do Estado. O minério de ferro é o sétimo produto no ranking das exportações, atrás da soja em grão, celulose, carne bovina, açúcar, milho e frangos.
“O minério de ferro reverteu a queda de 2016 com considerável aumento em 2017 e boas expectativas para 2018. Em janeiro deste ano rendeu US$ 12 milhões, com crescimento de 81% nas exportações em relação ao mesmo período do ano passado”, destaca o secretário da pasta, Jaime Verruck, lembrando que a mineração “é extremamente importante para o desenvolvimento das sociedades. A demanda por aço é crescente no mundo todo, como demonstram as estatísticas e a própria evolução da nossa balança comercial”.
De acordo com dados do Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (Midc), no ano passado, Mato Grosso do Sul exportou 3,742 milhões de toneladas de minério de ferro, garantindo divisas de US$ 124,031 milhões. Alta ainda mais expressiva foi registrada nas exportações de manganês. Embora com participação inferior na balança comercial (1,89%), o minério gerou um faturamento de US$ 90,615 milhões, 74,11% a mais em comparação a 2016.
De acordo com o secretário Jaime Verruck, Mato Grosso do Sul vive um momento muito bom para estimular a extração e a produção de minério de ferro, primeiro por que há uma demanda muito grande em todo o mundo e, segundo, porque Mato Grosso do Sul é a segunda maior região ferrífera do Brasil, depois do quadrilátero formado por Minas Gerais.
O minério de ferro e o manganês da reserva de Urucum são de ótima qualidade e tudo que é extraído do maciço de Corumbá e Ladário é destinado à China e Argentina. Das reservas brasileiras, o estado de Minas Gerais tem o produto com maior teor de ferro, seguido por Mato Grosso do Sul e Pará (Carajás). China e Austrália são grandes produtores, mas seus minérios não apresentam a mesma qualidade.
A indústria de base é a que mais precisa do minério de ferro para dar continuidade a seus procedimentos, visto que o ferro é considerado como um importante componente para muitas linhas de produção. A siderurgia é o principal destino, consumindo 75% de todo minério extraído das jazidas, para constituição do aço, usado na indústria automobilística, nas estruturas da construção civil, máquinas e eletrodomésticos em geral.
Força econômica
Segundo a Semagro, Mato Grosso do Sul tem 165 empresas ligadas ao setor extrativista mineral, distribuídas em 10 municípios (Corumbá, Ladário, Bela Vista, Terenos, Três Lagoas, Campo Grande, Itaporã, Bodoquena, Paraíso das Águas e Miranda, que geram mais de 4,3 mil empregos formais e valor bruto de produção estimado em R$ 3,876 milhões. Em relação as exportações do setor, 57% são referentes a minério de ferro, 35% de minerais não metálicos, 6% de ferro gusa e ferro-ligas e 2% de produção de metal.
Câmara Setorial instituída pelo Governo do Estado, em junho de 2017, e a criação da Agência Nacional de Mineração, formalizada no início deste ano, vão acelerar o processo de expansão da produção de minério de ferro e desenvolver outros 12 elos da cadeia da indústria mineral.
O desempenho da cadeia da mineração no Estado pode ser avaliado em pelo menos oito dos 13 elos da indústria e serviços do extrativismo mineral: minério de ferro, manganês, água, calcário, argila, brita, areia, cascalho e cimento. O reposicionamento do Estado no setor abre a perspectiva, também, da instalação de um polo minero-siderúrgico.
No caso do manganês, Mato Grosso do Sul triplicou a lavra e hoje responde por 22% de toda produção brasileira. As maiores reservas estão em Minas Gerais (87%), MS (6,5%) e Pará (4,3%). A principal aplicação do manganês é na fabricação de ligas metálicas (ferro-liga).
Segundo o superintendente de Indústria, Comércio e Serviços e Turismo da Semagro, Bruno Gouvêa Bastos, das 13 atividades exploradas no Estado, destacam-se a do crescimento da produção de água mineral e a importância do calcário. Mato Grosso do Sul tem a segunda maior reserva de rochas calcárias do Brasil, com 10 bilhões de toneladas.
Incentivos fiscais
O setor da mineração dispõe de quatro medidas tributárias que incentivam a produção no Estado. Isenção interna e redução da base de cálculo de 60% do Imposto de Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) nas operações interestaduais de calcário e gesso destinados ao uso exclusivo na agricultura, como corretivo ou recuperador de solo; isenção e redução da base de cálculo do ICMS de 60% nas operações interestaduais de gipsita, vermiculita e fosfato natural bruto; isenção interna para argila destinada à fabricação de produtos cerâmicos: e isenção de ICMS nas operações de vendas internas de cimento, areia ou pedra destinados à execução de obras de reparação de rodovias dentro do Estado.
De acordo com a Federação das Indústrias, nas empresas do setor extrativo mineral, com valor bruto de produção equivalente a 4,5% da indústria (cerca de R$ 1,49 bilhão), trabalham 2.634 funcionários, que ganham o segundo melhor salário médio do setor industrial, R$ 2.729. A massa salarial movimentada pela mineração chega a R$ 86,3 milhões.
Fonte: MS Notícias
Vale bate novo recorde de produção
Vale bate novo recorde de produção
A produção de minério de ferro da Vale atingiu novo recorde em 2017, de 366,5 milhões de toneladas, informou a companhia em relatório na sexta-feira (16). De acordo com a mineradora, o desempenho se deve principalmente ao ramp-up do projeto S11D, em Carajás, e o maior volume Sistema Sudeste.
“A produção anual ficou dentro do intervalo do guidance original de 360 milhões a 380 milhões de toneladas, aproximando-se do limite inferior do intervalo devido, principalmente, à redução de minério de maior teor de sílica nos Sistemas Sul e Sudeste, em linha com a estratégia atual de maximização de margem”, destacou a companhia em relatório.
A mineradora reforçou no documento que o guidance para 2018 é de uma produção aproximada de 390 milhões de toneladas, conforme anunciado no evento Vale Day em dezembro do ano passado.
Embarques
A Vale informou que os embarques de minério de ferro e pelotas do Brasil totalizaram 335,5 milhões de toneladas no ano passado devido principalmente à maior produção no Sistema Norte.
O teor médio de ferro – um dos grandes trunfos da companhia para ganhar mercado principalmente na China, maior consumidor global e que vem demandando minério de mais qualidade – foi de 64,3% no quarto trimestre do ano passado.
Os volumes de blend de minério da companhia, que é a mistura entre o produto de mais alta qualidade com aquele de baixa qualidade, na Ásia, totalizaram 66,2 milhões de toneladas no ano passado, crescimento de 24,9 milhões de toneladas na comparação com o volume de 2016.
Fonte: DCI
Exportação do Brasil para 5 principais importadores cresce 23%
Exportação do Brasil para 5 principais importadores cresce 23%
Os cinco principais países importadores do Brasil participam de metade (49%) do total das nossas exportações. Em 2017, as vendas externas nacionais cresceram para todas essas nações, exceto para os Países Baixos (Holanda).
No entanto, somando o valor exportado para a China, Estados Unidos, Argentina, Holanda e Japão, observa-se uma expansão de 23,2% nos embarques durante o ano passado, em relação a 2016, para US$ 106,5 bilhões, mostram dados do Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (Mdic).
Segundo especialistas, a tendência é que essas vendas continuem em expansão, mas em um ritmo menor, já que, com a recuperação da economia brasileira, uma parcela maior da produção nacional será direcionada para o mercado interno. “O percentual de crescimento das exportações irá depender da velocidade do crescimento do Brasil”, considera o coordenador do curso de economia FAAP Paulo Dutra.
Segundo principal parceiro comercial do País, os EUA elevaram em 16% as suas compras no ano passado, a US$ 26,8 bilhões. Os produtos mais importados foram os óleos brutos de petróleo (+136,3%, a US$ 2,7 bilhões) e semimanufaturados de ferro e aço (+45%, a US$ 1,8 bilhão). Dutra analisa que os obstáculos protecionistas que o presidente dos Estados Unidos Donald Trump tem colocado ao comércio com a China, Alemanha e México podem abrir oportunidades para os produtos industrializados do Brasil.
Em 2017, houve alta nas vendas de manufaturados (+27,3%, para US$ 5 bilhões), semimanufaturados (+6,6, para US$ 15 bilhões) e industrializados (+11,1%, para US$ 20 bilhões) para o país parceiro.
Sobre a política de Trump, o professor da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP) Carlos, Augusto Poggio, afirma que o presidente tem dado prioridade aos países que têm déficit comercial com os Estados Unidos, o que foi o caso do Brasil durante oito anos (2009-2016). Em 2017, contudo, o País ficou superavitário em US$ 2 bilhões com os EUA.
Para Dutra, a tendência é que nossas vendas aos norte-americanos continuem em alta, tendo em vista o aquecimento da economia deles. O Fundo Monetário Internacional (FMI) projeta alta de 2,7% no Produto Interno Bruto (PIB) dos EUA.
Asiáticos
A perspectiva também é de expansão nas vendas à China e ao Japão, cuja maior parte são de commodities agrícolas e minerais. Segundo Dutra, se os juros dos EUA não tiverem grande aumento, a tendência é que os preços das commodities continuem estáveis ou tenham um leve acréscimo.
Sobre a economia japonesa, Dutra pontua que esta tem apresentado um crescimento acima do esperado. No final de 2017, o governo japonês elevou de 1,5% a 1,9% a projeção de PIB para o ano fiscal de 2017, e aumentou de 1,4% para 1,8%, para 2018.
As vendas do Brasil para o Japão se elevaram em 14,3%, para US$ 5,2 bilhões em 2017, com destaque para o minério de ferro (+30,3%, a US$ 1,4 bilhões) e carne de frango (+26%, a US$ 907 milhões).
Já as importações chinesas do Brasil avançaram 35,1% em 2017, para US$ 47,5 bilhões. Os principais produtos comprados do nosso país foram a soja (+41,2%, para US$ 20,3 bilhões), minério de ferro (+42%, para US$ 10,4 bilhões e óleos brutos de petróleo (+88%, para US$ 7,4 bilhões). Tendo em vista que o principal parceiro comercial do Brasil deve continuar crescendo a uma taxa de 6%, as expectativas é que as exportações nacionais para lá se mantenham aquecidas. O Banco Mundial projeta aumento de 6,8% para o PIB chinês neste ano, após alta de 6,9% no ano passado
Sobre o Japão e a Holanda, Poggio ressalta ainda que o comércio brasileiro com esses países ainda é muito tímido em decorrência da falta de acordos comerciais. “A dinâmica do nosso comércio exterior é muito pautada na conjuntura. Não há um esforço considerável em celebrar novos acordos”, afirma Poggio.
Dados do Mdic mostram que as exportações nacionais para os Países Baixos chegaram a cair no ano passado (-10,3%, a US$ 9,2 bilhões). Os produtos mais comprados pela Holanda foram tubos de aço (-13,8%, a US$ 1 bilhão) e soja (-0,86%, a US$ 1 bilhão. Para Dutra, essa retração ainda reflete a lenta retomada das economias da zona do euro.
Já o terceiro principal importador do Brasil, a Argentina, aumentou em 31,3% as suas compras, para US$ 17,6 bilhões, com destaque para automóveis de passageiros (+42%, para US$ 4,7 bilhões) e veículos de carga (53%, a US$ 1,8 bilhões). Segundo Dutra, se as reformas do presidente argentino Mauricio Macri tiverem êxito, o potencial de crescimento econômico do país tende a aumentar, o que deve beneficiar as nossas exportações ao país vizinho.
Fonte: DCI
Vale fecha 2017 com recordes de produção em minério de ferro,
Vale fecha 2017 com recordes de produção em minério de ferro,
Relatório Financeiro – 4T17
No dia 27 de fevereiro divulgaremos o Relatório Financeiro do 4T17. No dia 28, pela manhã, nossos principais executivos vão realizar webcasts (conferências de áudio em tempo real) com analistas e investidores para apresentar os resultados do trimestre.
Fonte: Vale
Fibria alega contato da Suzano para discutir "possível fusão"
Fibria alega contato da Suzano para discutir "possível fusão"
Os acionistas da Fibria (BOV:FIBR3) foram questionados por representantes da Suzano Papel e Celulose (SUZB3) “para debater alternativas estratégicas”, anunciou nesta segunda-feira (19) a companhia.
O comunicado foi enviado em resposta ao questionamento da Comissão de Valores Mobiliários sobre a reportagem do jornal O Estado de São Paulo, na sexta-feira (16), alegando que a Suzano procurou a Fibtra para discutir a possibilidade de unir ativos.
Por outro lado, a Suzano afirmou que foram fixadas algumas medidas com representantes da Fibria sobre uma suposta negociação entre as companhias.
*Com informações da Reuters
Fonte: Jornal ADVFN
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