terça-feira, 20 de fevereiro de 2018

Investigação apura venda de material roubado em obras de tragédia em Mariana


Investigação apura venda de material roubado em obras de tragédia em Mariana

O Departamento Nacional de Produção Mineral (DNPM) e o Ministério Público Estadual investigam a possibilidade de extração ilegal de minério de ferro, brita e pedras por parte de duas fornecedoras da Fundação Renova, criada para reparar os danos provocados pelo rompimento da barragem de Fundão, em Mariana, em 2015.
Documentos aos quais tive acesso informam que a denúncia investigada pelas autoridades é a de que uma das empresas teria roubado minério de uma jazida de uma mineradora. O material teria sido fornecido para a Renova, para o reparo em obras de estradas vicinais em Mariana.
Em outro caso, a apuração envolve empresa que teria extraído pedra e brita sem pagar ao dono do terreno pelo material, nem ao menos ter contrato com ele..
O DNPM realizou uma fiscalização na região de Ponte Nova, cidade próxima de Mariana, envolvendo várias lavras. E constatou irregularidades em muitas delas. O processo é sigiloso. O Departamento informou o ocorrido ao Ministério Público Federal e à Advocacia Geral da União, para que averiguem a possibilidade de ingressar com ações contra os responsáveis pela lavra ilegal.
E o Ministério Público Estadual analisará se o material roubado foi parar na Fundação Renova. Tentei contato nas empresas, incluindo o telefone celular de um dos donos, sem sucesso. A Fundação Renova informou, por meio de nota, “que todos os fornecedores passam por um criterioso processo de avaliação antes da contratação”. Segundo ela, a contratação da empresa investigada pela lavra ilegal “envolve apenas a prestação de serviços e locação de equipamentos”. Ja a segunda empresa, conforme a Renova, “apresentou todos os documentos requeridos para a atividade”.
Fonte: Hoje em Dia 

CPRM lança publicações inéditas sobre potencial de fosfato no Brasil


CPRM lança publicações inéditas sobre potencial de fosfato no Brasil

O Serviço Geológico do Brasil (CPRM) lança nesta terça-feira, dia 20 de fevereiro, às 14h30, no auditório da Agência Nacional de Mineração, antigo Departamento Nacional de Produção Mineral (DNPM), em Salvador, duas publicações inéditas que identificam regiões potenciais para fosfato no Brasil. As áreas pesquisadas estão localizadas na Bacia dos Parecis, sudeste de Rondônia, e Bacia Sergipe-Alagoas, nas proximidades de Aracaju.
O fosfato é um insumo utilizado na indústria de fertilizantes, na qual o Brasil possui forte dependência externa, e as pesquisas realizadas pela CPRM abrem espaço para o desenvolvimento econômico do país.
O evento de lançamento contará com a presença do Diretor-Presidente da CPRM, Esteves Colnago, e do Diretor de Geologia e Recursos Minerais, José Leonardo Andriotti. As publicações são destinadas à comunidade técnico-científica, aos empresários do setor mineral e, em particular, aos do setor de agronegócio. Integram a série Insumos Minerais para a Agricultura e trazem os resultados alcançados na terceira fase de desenvolvimento do Projeto Fosfato Brasil, que tem como objetivo a ampliação das reservas brasileiras de fosfato a partir da avaliação do potencial para novos depósitos, mitigando o risco do investidor do setor mineral.
A publicação destes produtos visa enfatizar o papel da CPRM como indutor no desenvolvimento do conhecimento geológico e dos recursos minerais no País, estimulando a pesquisa mineral e a atração de investimentos, com efeito na geração de empregos, renda e desenvolvimento social.
Os informes estão disponíveis através dos links:
http://rigeo.cprm.gov.br/jspui/bitstream/doc/18992/1/informe_rec_min_fosfato_bacia_se_al.pdf
http://rigeo.cprm.gov.br/jspui/bitstream/doc/18991/1/informe_fosfato_bacia_parecis.pdf
Fonte: 012 – Imprensa CPRM

Novo foguete da SpaceX pode revolucionar a mineração de asteroides


Novo foguete da SpaceX pode revolucionar a mineração de asteroides

O ano começou bem para a SpaceX. Com o lançamento do Falcon Heavy, o foguete mais poderoso em operação, a empresa do bilionário Elon Musk deixou mais uma marca na história da exploração espacial e abriu novas possibilidades no transporte de pessoas e cargas para fora do nosso planeta.
Um dos cenários que pode ser alterado radicalmente devido ao novo foguete é o da mineração de asteroides. É isso que afirma o astrônomo Martin Elvis, do Centro Harvard-Smithsonian para Astrofísica, durante o encontro anual da Associação Americana para Avanço da Ciência (AAAS, na sigla em inglês), que acontece em Austin, no estado norte-americano do Texas.
O processo de extração e transporte dos recursos naturais de asteroides é caro e complicado, por isso ele só costuma ser considerado em corpos com valor acima de U$ 1 bilhão. Além disso, eles precisam ter um tamanho mínimo de 100 metros de diâmetro e um valor baixo de delta-v, que corresponde ao esforço necessário para realizar uma manobra orbital.
Um gráficoGráfico mostra possível aumento no número de asteroides que podem ser explorados.
No entanto, menos de 3% dos asteroides conhecidos se encaixam em todas essas definições. É isso que a SpaceX pode mudar, de acordo com Martin. Para o astrônomo, o Falcon Heavy seria capaz de aumentar esse delta-v mínimo em alguns quilômetros por segundo, o suficiente para acessar até 45% desses asteroides.
Por enquanto, todo o estudo está na teoria e ainda não leva em conta outros fatores que terão que ser considerados nesse processo de mineração, como possíveis regulações e o desenvolvimento de tecnologias necessárias para extração e transporte de metais. De qualquer forma, é mais um passo rumo à exploração de recursos naturais no espaço
Fonte: GIZMODO/ RYAN F. MANDELBAUM

segunda-feira, 19 de fevereiro de 2018

Reportagem especial – Vida no garimpo, do blefo ao bamburro


Reportagem especial – Vida no garimpo, do blefo ao bamburro

A vida pregada nos confins dos sonhos… Irmãos garimpeiros na Comunidade dos Sudário
Quando no garimpo do Marupá, mais propriamente na Comunidade Antônio Sudário iniciei minha coleta de “histórias” no universo exótico de um mundo próprio de pessoas que com sua filosofia  de vida nos acabam passando sábias lições de vida, o que mais ouvi foram garimpeiros filosofando sobre o tema mulher.
O fórum popular regado a 51 e cerveja Skol reascendeu as discussões com uma interpretação sobre os desígnios do ouro que acabaram deixando muitos garimpeiros na lona financeira depois de muita ostentação, farras e porres homéricos… João Viola, que nunca mais voltou pra rever sua gente em Bacabal, foi logo disparando: “Moço, a nossa desgraça aqui tem sido o tal do banco rachado, garimpeiro é muito carente, muito sozinho e não vive sem um travesseiro de olheiras”.
Um outro interveio: “Olha, seu repórter, tem muita gente que culpa as quengas quando um garimpeiro bamburrado fica na merda, mas não é mulher que deixa o garimpeiro pobre não, é que garimpeiro é igual jogador de baralho só levanta da mesa lascado ou com muito dinheiro, às vezes um negócio malfeito. Conheci um compadre que colocou seu maquinário numa boca de serviço  e tirou um ‘ourim’ bom, daí pensou que iria continuar a exploração para aumentar a quantidade, vendeu uma casa, um carro e outros bens que tinha em Santarém, jogou tudo lá dentro, era um barranco cego, aí ele perdeu o que tinha ganhado e ainda ficou devendo… Mas mesmo assim vive socado no meio do mato, nos baixões igual tatuzão cavando a vida e cavando buracos atrás de ouro”.
O nosso personagem Chico Leite, um contador de histórias no garimpo, nos deu sábias lições sobre a vida no garimpo, um professor que aprendeu e ensinou diversas lições sobre os mistérios, desditas, encantos e desventuras desse metal tão cobiçado chamado ouro. Em suas peripécias sem qualquer cerimônia ou remorso do seu passado de garimpeiro bamburrado que explorou mais de cem quilos de ouro, nos relatou também verdadeiras pérolas de sua vida garimpeira.
“Quando eu estava por cima do ouro, bamburrado, uma vez saí do Marupá no meu avião até Alta floresta só para jantar. E naquela época já tinha família, mesma assim tinha uma amante por semana, só filé, só mulher capa de revista, tipo Playboy, cada galegona que vinha atrás do nosso ouro, lá de Santa Catarina, Paraná, Rio de Janeiro, mas agora que fiquei pobre nunca mais. Mulher pelada agora só tenho visto em DVD”, declarou.
Outros antigos do garimpo no embalo contam histórias de ostentação de Chico Leite quando de uma certa vez estava indo também para Alta Floresta em avião de sua propriedade para jantar, e no meio da viagem lembrou que havia esquecido seu chapéu, aí ele ordenou que o piloto voltasse para o Marupá só pra ele pegar seu Chapéu.
O próprio Chico leite depois confirmou as histórias, dizendo que na época era tanto dinheiro, tanto dinheiro que nos dias de hoje não tem a menor ideia de quanto seria, mas com certo saudosismo admite que depois disso nunca mais teve essa sorte, mas assegurou com todas as letras que se um dia voltar a ficar milionário de novo, se acertar num bamburro, não faria mais o que fez no passado. Chico recorda que era tanto dinheiro que tinha até leilão de mulher, elas desfilavam no salão da boate Califórnia (a mesma onde teve o show do Raul Seixas) e hoje no seu lugar foi construída uma igreja evangélica.
Mas o paradoxo da vida do garimpeiro é que  com pouco ou muito ouro, sua sina é torrar tudo com bebida e mulher. Fazendo uma comparação cômica sobre a diferença entre o garimpeiro quando está rico e quando está pobre, eles dizem que o lugar onde o garimpeiro tem mais mãe é no cabaré, quando chega com muito ouro, porque é meu filho pra cá, meu filho pra lá… Quando uma delas cochilava nos ouvidos de Chico Leite o chamando de meu Bem, Chico disse que entendia de um outro jeito, na verdade ela está dizendo meu besta.
Independentemente se estar por cima da carne seca ou nas vacas magras, o garimpeiro é brincalhão e ri da própria desgraça, e uma figura muito presente são as dos cutiões (homens que vivem sozinhos porque não conseguem arranjar uma companheira pra dividir o feijão e a pasta de dente. Quem se enquadra nesse perfil são os irmãos João Mineiro e Marciano, que na verdade têm semelhança mais com Bartô Galeno. Vivem num baixão descendo meia hora o Rio Crepuri de canoa, se dividem entre as atividades garimpeiras e lavoura. Encontro um deles pela manhã num domingo, de bota, no ombro um rádio em alto volume tocando Adalgiza, a mulher que não tem coração…Marciano é um sujeito emotivo que chora ao lembrar da última mulher amada que lembra a Adalgiza,  depois que a perdeu resolveu virar cutião e está morando há muitos anos sozinho num barraco com o irmão. Gostam de tomar uma pinga, mas são queridos e respeitados na comunidade, por serem honestos e trabalhadores. Com informações e foto de Zeca Tapajós.

Fonte:  Jornal O Impacto 

A irradiação de pedras preciosas e semipreciosas

A irradiação de pedras preciosas e semipreciosas




O Tapajós possui topázio, quartzo, morions, ametista e principalmente diamante.
A exposição de partes destas pedras a irradiação levantou o preço das mesmas.
A exposição de uma gema aos efeitos de uma radiação altera a sua cor. Há várias fontes de radiação usadas para esse fim.
O uso de raios X exige equipamento que é de fácil obtenção, mas proporciona baixa uniformidade de cor, pouca penetração na gema e, por isso, não é um processo comercialmente viável. Safiras incolores ou amarelo-claras, sob ação de raios X ficam amarelas, semelhantes a topázios.

A radiação mais usada são os raios gama. Eles têm boa penetração na gema, dão cor com boa uniformidade e não deixam resíduo radioativo. A estabilidade da cor final depende da gema tratada.
A irradiação por nêutrons penetra mais que as anteriores, dá colorido mais intenso, mas deixa a gema radioativa. Desse modo, é preciso esperar que essa radioatividade se dissipe para poder comercializar o produto. Diamantes assim tratados ficam verdes e, se a irradiação for seguida de tratamento, adquirem cor amarelo-canário. Tanto esta cor quanto o verde não podem ser distinguidos a olho nu das mesmas cores de origem natural.
Por fim, há os aceleradores de partículas, mas estes penetram menos que a radiação gama e são pouco usados.
O quartzo incolor, submetido à radiação gama, pode adquirir várias cores, inclusive duas cores na mesma gema. Atualmente há uma grande produção de pedras preciosas tratadas dessa maneira, cujas cores recebem nomes comerciais como whisky, cognac, champagne e green gold. O mesmo tipo de quartzo, procedente de Minas Gerais, Rio Grande do Sul e do Uruguai, pode ser transformado em prasiolita, a variedade que obtida por tratamento térmico de ametistas, mas só das procedentes de Montezuma (MG) e Four Peaks (EUA). 

Ametista que perdeu a cor por exposição prolongada ao Sol pode tê-la de volta por ação de raios X.
Topázio incolor, por efeito da radiação gama, pode ficar amarelo e se, após isso, sofrer tratamento térmico, passará à cor azul. O volume de topázio azul assim obtido é de várias toneladas por ano. 
A transformação acontece no Centro de desenvolvimento Nuclear de Minas Gerais. A técnica foi descoberta na Alemanha, na década de 40, e aprimorada no Brasil. Cristais claros, sem cor, ganham tons de que vão do amarelo ao azul.
O primeiro passo é selecionar o cristal certo. Nem todos mudam de tonalidade. Mas o Brasil desenvolveu a tecnologia mais avançada do mundo para avaliar a composição química dos minerais e assim saber se a pedra vai ou não ganhar cor. Aí entra o poder da energia nuclear.
Para mudar de cor, os cristais ficam expostos à radiação de três dias a dois meses. Os cientistas explicam que o processo não deixa nos minerais nenhum resquício de radioatividade. O que muda mesmo é o valor da pedra.
Como em toda tecnologia, há também pessoas que se aproveitam por vender gato por lebre;
No caso do diamante, o valor esta na sua peculiaridade natural, uma cor especial e rara pode fazer subir o preço do diamante de maneira astronômica, e se a cor for criada de maneira artificial com irradiação, vira uma enganação e isto obrigou os especialistas a estudarem maneiras de detectar tais aplicações de irradiações que desvirtuam a natureza do diamante original.Usam um aparelho óptico que cria no olho uma sensação de guarda chuva dentro do diamante. O diamante neste caso é verdadeiro, mas a cor não. Em anexo diamantes verdes irradiados