quinta-feira, 15 de março de 2018

Retaliação do Brasil contra sobretaxa do aço pode incluir etanol de milho e Embraer


Retaliação do Brasil contra sobretaxa do aço pode incluir etanol de milho e Embraer

A área técnica do governo discute, de forma preliminar, uma lista de itens que podem ser eventualmente levados a uma negociação de país a país com os Estados Unidos na questão do aço. Entre eles, está a elevação das tarifas de importação do etanol de milho produzido lá, o adiamento da sanção do acordo de céus abertos e a parceria entre Embraer e Boeing.
Uma fonte disse que “tudo” está em discussão. Porém, não há decisão alguma sobre como esses itens serão usados na negociação – e nem se serão de fato levados à mesa. Até porque, concretamente, ainda não começou a negociação entre os governos de Brasil e Estados Unidos em torno da sobretaxa.
A estratégia brasileira é, primeiro, esperar os resultados dos entendimentos entre as empresas americanas que serão prejudicadas com a aplicação da sobretaxa ao aço importado e a administração de Donald Trump. Em entrevista ao Estado, o ministro das Relações Exteriores, Aloysio Nunes, disse que o Brasil vai dar apoio a essas empresas.
A negociação governo a governo é uma outra frente, que ainda não foi aberta. Nela, o ponto forte será a tese que as indústrias siderúrgicas brasileira e americana são complementares. O Brasil exporta para lá produtos semiacabados de aço, que depois são processados pelas empresas nos EUA. Na outra mão, o Brasil importa carvão americano para suas siderúrgicas.
Até o momento, a estratégia traçada pelo governo brasileiro não contempla o uso de outros elementos de pressão, como o etanol e a Embraer. Ao Estado, Aloysio negou que isso seria levado à mesa. Outra fonte classificou essa possível lista de “pura especulação”.
No entanto, como nenhuma alternativa está descartada, as discussões prosseguem. Com dificuldades.
O acordo de céus abertos, por exemplo, é um potencial elemento de pressão porque acaba com a restrição da quantidade de voos entre Brasil e Estados Unidos. Ele foi aprovado pelo Congresso Nacional, que ainda precisa promulga-lo. Porém, lançar mão dele significaria adiar a ampliação da oferta de serviços entre os dois países. Na área técnica do Ministério dos Transportes, não chegou nenhuma consulta ou orientação no sentido de segurar os preparativos para a entrada em vigor do acordo.
Há preocupação também se a aplicação de alguma sobretaxa sobre o etanol americano poderia trazer impacto sobre a inflação. A avaliação é que uma medida desse tipo exige cuidado redobrado.
Responder a sobretaxa americana na mesma moeda vai contra a linha defendida pelo diretor-geral da Organização Mundial do Comércio (OMC), Roberto Azevêdo, que é compartilhada por boa parte do governo. Em visita ao Brasil, ele voltou a alertar para as consequências negativas de uma guerra comercial.
Em vez disso, suas conversas com autoridades brasileiras foram em outra direção: a possibilidade de questionar a ação norte-americana perante os compromissos assumidos pelo próprio país em acordos internacionais. Uma possibilidade, como disse Aloysio na entrevista ao Estado, é colocar em xeque o argumento da segurança nacional que serviu de base à sobretaxa. É uma ideia que se enfraquece à medida em que Trump abre negociações comerciais país a país.
Fonte: Estadão

quarta-feira, 14 de março de 2018

Cinco ações que podem valorizar muito este ano

Cinco ações que podem valorizar muito este ano






Mesmo nas alturas, a Bolsa de Valores de São Paulo traz ações de grandes empresas que podem se valorizar ainda mais até o final do ano. Conforme analistas financeiros, companhias do porte de Itaú, Ambev e Fíbria podem se beneficiar da recuperação econômica do país e tirar proveito de estratégias promissoras de redução de custos e ganho de eficiência, o que as torna interessantes também no longo prazo. Confira as apostas de Alexandre Marques, analista-chefe da Elite Corretora, e Carlos Müller, analista-chefe da Geral Investimentos, para as Blue Chips a serem observadas na BM&FBovespa nos próximos meses.
Itaú Unibanco (ITUB4): O maior banco privado do Brasil sempre é conhecido pela excelência de seu modelo de gestão e pela criação de valor para o acionista no longo prazo, argumenta Alexandre Marques, analista-chefe da Elite Corretora. “E os últimos resultados obtidos pelo banco mostram que ele tem capacidade de obter ótimos retornos em qualquer cenário econômico, mesmo os mais adversos”, afirma. Analista chefe da Geral Investimentos, Carlos Müller acrescenta: “A gestão do banco é excelente e, com a recuperação da economia brasileira, o Itaú seguirá apresentando resultados muito consistentes”.
Vale (VALE3): A Vale, como uma empresa global, vem desenvolvendo nos últimos tempos um trabalho excelente de reforço de sua estrutura de capital, através da redução da dívida e da venda de participações em negócios fora do seu core-business, ou seja, há uma simplificação de seu portfólio de ativos, aponta Alexandre Marques, da Elite. “Alia-se a isto sua melhora operacional, através de sua agressiva gestão de custos e despesas, e pode-se esperar uma maior geração de valor a seus acionistas no futuro”.
Ambev ON (ABEV3): A Ambev também é uma empresa de presença global, porém, para os olhos do investidor, representa um perfil mais conservador de investimento, avalia Alexandre Marques. Mas não menos interessante. “Apesar de se esperar uma menor taxa de crescimento orgânico no futuro, devido à maturidade de seu mercado, a Ambev ainda deve se beneficiar da retomada da economia, tanto no Brasil quanto no resto do mundo”, afirma. Além disso, comenta, a empresa é especialista em realizar aquisições relevantes em escala global e adota um modelo de gestão enxuto e bastante ágil.
Lojas Renner (LREN3): Com as boas perspectivas para a economia brasileira, a Renner deve seguir com boa performance neste e nos próximos exercícios financeiros. A empresa reportou lucro líquido de R$ 331,8 milhões no quarto trimestre de 2017, resultado 10,7% maior no comparativo com igual intervalo do ano anterior. A companhia associou o desempenho a um bom ritmo de vendas, com aumento no fluxo de clientes nas lojas e boa aceitação da coleção de verão. “A companhia possui uma ótima capacidade de execução, e com o mercado desempenhando bem, será bastante beneficiada”, afirma Carlos Müller, da Geral.
Fibria (FIBR3): A Fibria é a maior produtora de celulose do mercado, com capacidade produtiva de 5,3 milhões de toneladas. O modelo de negócio da companhia se concentra na produção pura de celulose visando atender o mercado exportador, onde se encontra a maior parcela de suas receitas. A companhia registrou lucro líquido de R$ 280 milhões no quarto trimestre de 2017, revertendo o prejuízo de R$ 92 milhões anotado em igual período do ano anterior. “A empresa, recentemente, realizou uma expansão que trará ganhos robustos de eficiência operacional e fluxo de caixa”, explica Carlos Müller.

Fonte: ADVFN

Minério de ferro registra alta de 2% na jornada desta quarta-feira

Minério de ferro registra alta de 2% na jornada desta quarta-feira







A jornada desta quarta-feira (14) foi de alta nos preços dos contratos futuros do minério de ferro, com vencimento em maio, negociados na bolsa de Dalian, na China. A commodity encerrou o dia com valorização de 2,1%, para 490 iuanes por tonelada. O minério de ferro para entrega no porto de Qingdao registrou alta de 2,67%, cotado a US$ 71,64 por tonelada. Na segunda-feira (12), o minério havia atingido o seu menor valor em quatro meses, encerrando o dia em 475,50 iuanes por tonelada.
Com relação aos contratos futuros do vergalhão de aço, com vencimento também em maio e negociados na bolsa de Xangai, a alta foi de 0,6%, encerrando a jornada a 3.735 iuanes por tonelada.
A demanda pelo vergalhão de aço permanece fraca desde o retorno do feriado de Ano Novo lunar na China, no fim do mês de fevereiro. A expectativa do mercado é que durante o mês de março, a commotidy apresente recuperação gradual.
Com informações do site Reuters
Fonte: ADVFN

Morre o físico Stephen Hawking, o cientista mais popular desde Einstein

Morre o físico Stephen Hawking, o cientista mais popular desde Einstein

Agence France-Presse
14/03/2018 


Hawking é autor do livro Uma Breve História do Tempo
Hawking é autor do livro Uma Breve História do Tempo

O reconhecido físico britânico Stephen Hawking morreu nesta quarta-feira (14), aos 76 anos, anunciaram seus filhos em um comunicado.
Hawking, cujo livro "Uma Breve História do Tempo", lançado em 1988, se tornou um best-seller e o levou ao estrelato, dedicou a vida a desvendar os mistérios do universo. 
Suas ideias brilhantes e sua genialidade renderam fãs em todos os segmentos, muito além da astrofísica, e ele chegou a ser comparado com Albert Einstein e Isaac Newton. 
Hawking faleceu tranquilamente em sua casa na cidade britânica de Cambridge, na madrugada desta quarta-feira. 
"Estamos profundamente tristes porque nosso querido pai faleceu hoje", declararam os filhos do professor Hawking, Lucy, Robert e Tim, em um comunicado publicado pela agência britânica Press Association.
"Foi um grande cientista e um homem extraordinário, cujo trabalho e legado perdurarão por muitos anos". 
Hawking desafiou as previsões dos médicos, que lhe deram uma expectativa de vida de apenas alguns anos depois que ele foi diagnosticado com esclerose lateral amiotrófica (ELA) aos 21 anos, doença que ataca os neurônios responsáveis por controlar os movimentos voluntários e que o deixou em uma cadeira de rodas. 
A doença o deixou progressivamente paralisado, ao ponto de conseguir comunicar-se apenas com a ajuda de um computador que interpretava seus gestos faciais. 
"Sua valentia e persistência, aliadas ao seu brilhantismo e humor, inspirou pessoas em todo o mundo", destacaram seus filhos. 
"Vamos sentir sua falta para sempre". 
Um titã da ciência
Nascido em 8 de janeiro de 1942, 300 anos depois da morte do pai da ciência moderna, Galileu Galilei, Stephen William Hawking se tornou um dos cientistas mais conhecidos do mundo e entrou para o panteão dos titãs da ciência. 
Grande parte de seu trabalho se concentrou em unir a relatividade (a natureza do espaço e do tempo) e a teoria quântica (a física do menor) para explicar a criação e o funcionamento dos cosmos. 
"Meu objetivo é simples: entender completamente o universo, por que é como é e por que existe simplesmente", afirmou uma vez.
Sua popularidade o levou a fazer participações em séries de televisão como "Star Trek" e "The Simpsons" e sua voz apareceu em canções do grupo Pink Floyd. 
'Lendário'
As homenagens vieram rapidamente de todas as partes do mundo. 
O professor Alan Duffy, pesquisador do Centro de Astrofísica e Supercomputação do Royal Institution da Austrália, chamou o trabalho de Hawking de "lendário". 
"Seus textos foram inspiradores para muitos cientistas e ele enriqueceu as vidas de milhões (de pessoas) com as últimas perspectivas científicas e cósmicas", afirmou. 
A Nasa publicou no Twitter um vídeo do cientista sorrindo enquanto flutuava livremente durante um voo de gravidade zero no Kennedy Space Center da Flórida. 
"Suas teorias desbloquearam um universo de possibilidades que nós e o mundo estamos explorando. Que você permaneça voando como o Super-Homem na microgravidade, como você disse aos astronautas da @space_station em 2014".
Até celebridades não relacionadas com a astrofísica expressaram pêsames. 
A cantora americana Katy Perry afirmou que havia um "grande buraco negro" em seu coração.
O primeiro-ministro da Índia, Narendra Modi, disse que Hawking fez do "mundo um lugar melhor". 
Hawking se casou em 1965 com Jane Wilde, com quem teve três filhos. Sua história de amor foi contada no filme "A Teoria de Tudo" (2014), pelo qual o britânico Eddie Redmayne venceu o Oscar por sua interpretação do astrofísico.
O casal se separou após 25 anos e o cientista se casou com a ex-enfermeira Elaine Mason, de quem se divorciou em 2006 em meio a boatos de maus-tratos, que ele negou.
Hawking se tornou aos 32 anos um dos membros mais jovens da instituição científica de maior prestígio do Reino Unido, a Royal Society. 
Em 1979 foi nomeado titular da prestigiosa Cátedra Lucasiana da Universidade de Cambridge, centro ao qual chegou procedente da Universidade de Oxford para estudar Astronomia Teórica e Cosmologia


Fonte:  Hoje em Dia