domingo, 24 de junho de 2018

MINERAL - ONIX

MINERAL - ONIX

Ónix é um tipo de calcedônia, uma variedade de quartzo. Tem cores distribuídas em faixas retas e paralelas e a preta é a mais apreciada. Mas, pode ter qualquer cor, exceto vermelha alaranjada e marrom. É muito usado para confecção de camafeus. A cor preta da maioria do ônix encontrado hoje no comércio é obtida por tingimento.
Não se deve confundi-lo com o mármore-ônix, ao qual se assemelha. Este é uma variedade de travertino com cores distribuídas em faixas.
O ônix é uma gema relativamente barata.
O Ônix era uma das mais importantes pedras de adorno e de uso terapêutico na Antiguidade. Vários povos o tinham a pedra como amuleto forte e poderoso. Os romanos consideravam-no pedra de proteção. Os gregos acreditavam em poderes que a pedra tinha sobre o parceiro amoroso. O ônix está entre os amuletos mais utilizados pelos indianos contra magia negra e bruxaria.
Composição química - SiO2 - Dióxido de silício
Dureza (Escala de Mohs) - 7
Gravidade específica - 2.65 - 2.66
Índice de refração (R.I.) - 1.543 - 1.552 a 1.545 - 1.554

Fonte: CPRM/DNPM

MINERAL - GALENA

MINERAL - GALENA

Galena e Pirita.
Galena é um mineral composto de sulfeto de chumbo(II), e o mais importante dos minérios do chumbo e praticamente o único. Cristaliza no sistema cúbico, quase sempre em octaedros. Tem cor de chumbo, com um brilho metálico intenso e densidade 7,5. É geralmente encontrada em companhia de quartzo, esfalerita e fluorita. Serve para extração também de prata, pois geralmente contém este metal. Fórmula química: PbS.
A galena é um semicondutor e foi utilizado na confecção de diodos detectores antes da popularização do uso de dispositívos de germânio ou silício. É bastante conhecida entre os aficionados em eletrônica por propiciar a confecção de um rudimentar receptor de rádio que não utiliza qualquer tipo de fonte de energia externa para funcionar, o rádio de galena.

Fonte: CPRM/DNPM


As minas do senhor Batista

As minas do senhor Batista

O engenheiro Eliezer Batista, ex-presidente da Vale, foi o responsável pela expansão da mineração do Brasil, com o projeto Carajás. Muitos o consideravam um megalomaníaco, mas sua visão de negócios fez da empresa e do País uma potência na extração do minério de ferro


Crédito: Bio Barreira
Em casa: Eliezer presidiu a Vale em duas oportunidades. No total, ficou 44 anos na empresa (Crédito: Bio Barreira)


Entendia tudo sobre o mineral, foi um visionário da capacidade de produção brasileira e um batalhador insistente para que grandes projetos entrassem em operação, como Carajás e o porto de Tubarão. Chegou a ser chamado de megalomaníaco. Nos últimos anos, era lembrado e conhecido como o pai de Eike, o criador do império em ruínas X, uma redução desrespeitosa de sua trajetória bem-sucedida nos negócios. Aos 94 anos, foi vencido por uma insuficiência respiratória aguda e faleceu na segunda-feira 18, no Rio de Janeiro.
História: trabalhadores da Vale do Rio Doce, em 1944
Natural da mineira Nova Era, pequeno município no vale do Rio Doce, Batista cresceu em uma região que seria o berço para a expansão internacional da Vale. Deixou a cidade para estudar e disse que nunca mais moraria na “selvagem e sem perspectiva New Was”, como se referia ao local. Apesar dessa negação, ao retornar para Nova Era após um período nos Estados Unidos, em 1949, foi contratado pela Vale para integrar a equipe que reformava a ferrovia Vitória-Minas, importante rota de escoamento de minério de ferro para a companhia. Por mais de quatro décadas atuou na empresa, acumulando 44 anos em suas passagens.
Ao assumir o comando da estatal, em 1961, no qual se tornou o primeiro presidente oriundo dos quadros da empresa, foi enfático sobre a necessidade de construir um porto capaz de escoar o aumento de produção da empresa em navios de maior capacidade de transporte. Garantiu contratos de longo prazo com Alemanha e Japão, que construiria as embarcações, mas não o financiamento de US$ 100 milhões para a obra. Nenhum banco estrangeiro topou pagar pelo projeto. Batista teve de convencer o então Ministro da Fazenda, San Tiago Dantas, a usar recursos do Tesouro Nacional. “Não tenho recursos para emprestar, mas vamos rodar a guitarra”, disse Dantas, sobre a impressão do dinheiro. Assim, às custas da inflação, a obra começou a ser erguida.
Reconhecido: em 1992, Eliezer foi homenageado pelo então presidente Fernando Collor (Crédito:José Varella)
Inaugurado em 1966, o porto de Tubarão permitiu que a produção da Vale aumentasse, na época, de 1,5 milhão de toneladas para 5 milhões de toneladas (hoje, a Vale produz cerca de 82 milhões de toneladas por trimestre). Mais que isso, ajudou a atrair investidores estrangeiros interessados em aproveitar uma infraestrutura pioneira no mundo. Apesar de todo o seu esforço, Batista estava longe na inauguração do porto. O presidente militar Humberto Castello Branco o exonerou do cargo por ser ligado aos comunistas. Além de sua proximidade ao ex-presidente deposto pelos militares em 1964, João Goulart, que fez Batista acumular a presidência da Vale com o cargo de ministro de Minas e Energia (1962 – 1964), ele falava russo e foi grampeado conversando com o iugoslavo Josip Broz Tito, presidente da ex-Iugoslávia de 1953 a 1980, durante o regime comunista.
O brasileiro convenceu o ditador a construir um porto em Balkar, que se tornaria uma importante porta de entrada da Vale na Europa. Sobre esse episódio, Batista dizia que um nacionalista como ele foi tingido de vermelho da cabeça aos pés. Ficou quatro anos longe da empresa. Voltou para comandar a Rio Doce Internacional, subsidiária da companhia em Bruxelas. Lá permaneceu 11 anos e aproveitou todo o seu conhecimento de outras culturas para abrir mercados para a estatal. Além do português e do russo, falava com fluência outros seis idiomas: inglês, francês, alemão, italiano, espanhol, grego e japonês.
Com o Japão, que concedeu a Batista a Ordem do Sol Nascente, a mais alta honraria do país, conseguiu destravar o Projeto Carajás. Em 1979, o presidente João Figueiredo pediu que o engenheiro esquecesse o passado e retornasse para o País para assumir o controle sobre o programa, que estava sob domínio da americana United States Steel. Em sua segunda passagem como presidente da Vale, pagou uma indenização não revelada para os americanos e Carajás, a mais rica área mineral do mundo, que engloba terras nos Estados do Pará, do Tocantins e do Maranhão, voltou para o Brasil. Batista se apoiou nos japoneses e em contratos de longo prazo para conseguir o financiamento para Carajás, que exigiu uma enorme infraestrutura, como a construção da usina hidrelétrica de Tucuruí, uma estrada de ferro e um porto em São Luís.
Família: antes do fracasso nos negócios, Eike Batista (à dir.) chegou a ser comparado ao pai (Crédito:Tasso Marcelo/Agencia Estado)
Maior produtora de minério de ferro do mundo, “Carajás foi dessas realizações que valem por uma vida. Era um sonho de olhos abertos”, disse ele. Batista permaneceu na Vale até a privatização da empresa, em 1997, quando foi vendida por R$ 3,3 bilhões para um consórcio liderado pela CSN, do empresário Benjamin Steinbruch. Nos anos seguintes, um de seus sete filhos começou a ser comparado ao criador. Eike, que fez fortuna com o comércio de ouro e diamantes nos anos 1980 e 1990, passou a montar empresas pré-operacionais que se transformaram em gigantes nas áreas de mineração e petróleo.
O que se dizia era que o pai teria entregue ao filho o mapa de todas as reservas minerais que ele conhecia e que a Vale não tinha interesse em explorar. Ambos negaram essa história. Eike chegou a ser o 7º homem mais rico do mundo, mas suas companhias ruíram ao não entregarem o que era prometido aos investidores. Eliezer chegou a defender o filho, dizendo que era “generoso e mal-compreendido”. Hoje, Eike é réu pelos crimes de lavagem de dinheiro e corrupção. Como o pai, também chamado de megalomaníaco. A diferença é que das minas de Eliezer Batista extraiu-se bons negócios.
Fonte: Dinheiro



A caixa revolucionária quee coleta água do ar no deserto

A caixa revolucionária 
QUe coleta água do ar no deserto



A tecnologia para captar água potável a partir das moléculas de água distribuídas na atmosfera já existe há muitos anos, mas aparelhos que sejam pequenos, eficientes e capazes de fazê-lo em grande em escala ainda são um desafio.
Por tudo isso, o trabalho do cientista americano Omar Yaghi, professor de química na Universidade da Califórnia em Berkeley, é um avanço nesse sentido. Ele criou uma caixa que retira água do ar do deserto e funciona apenas com luz solar, sem a necessidade de nenhuma outra fonte de energia.
O pesquisador e sua equipe acabaram de testar o aparelho com sucesso no deserto do Arizona.
Yaghi é reconhecido internacionalmente por ser pioneiro no desenvolvimento de um tipo de material com altíssima capacidade de absorção, que foi usado na produção da coletora da água.
Entre os diversos prêmios que já recebeu, está o que ganhou neste ano da Fundação BBVA Fronteiras do Conhecimento na categoria Ciências Básicas.
O reconhecimento veio por causa de seu trabalho com as chamados Metal Organic Frameworks (MOF, ou estruturas metalorgânicas), conjuntos de moléculas em que cadeias de átomos de carbono se unem por meio de íons metálicos, formando estruturas.
O próprio Yaghi deu um nome a esse campo de pesquisa: “química reticular”.
Os cientistas podem modificar as estruturas metalorgânicas para incorporar propriedades diferentes – por exemplo, tornando-os porosos e aumentando sua capacidade de absorção.
Além de captar água, esse material tem potencial para absorver CO² da atmosfera e armazenar gases para combustíveis.
Vários tipos de MOF já estão sendo testados para aumentar a capacidade do tanque de automóveis que funcionam à base de hidrogênio, por exemplo.
A aplicação do material para captação de água do deserto é uma das mais promissoras.

Caixa surpresa

Os poros de MOF atraem e armazenam as moléculas de água do ar e depois os soltam, sem demandar altas temperaturas ou uso de eletricidade.
A coletora de água é basicamente uma caixa dentro de outra.
Na de dentro, há uma camada feita com as estruturas metalorgânicas e que absorve as moléculas durante a noite.
A caixa maior, de plástico, tem uma tampa que fica aberta durante a noite para captar a umidade.
Durante o dia, a tampa é fechada, e com o calor do sol o aparelho se aquece e funciona como uma estufa. O calor moderado dentro do dispositivo faz o MOF liberar as moléculas de água, que se condensam no interior da caixa maior e escorrem para o fundo.
A grande novidade desse material é que ele absorve a água, mas não a “segura” com muita força.
Outros materiais, como as argilas, também absorvem umidade, mas precisam ser aquecidos a altas temperaturas para liberá-la.

Mais barato

A caixa testada no Arizona pode armazenar cerca de 200 ml de água por kg de MOF em um ciclo de captação.
O material não deixa resíduos no líquido, que pode ser bebido sem tratamento.
O tipo de material usado no protótipo da caixa contém zircônio, um metal caro.
Mas Yaghi pretende testar em breve uma caixa coletora de água com outra variedade de estrutura metalorgânica, o MOF 303, que tem a base de alumínio – 150 vezes mais barato. Esse tipo de MOF captura o dobro de água, podendo melhorar o rendimento do dispositivo.
O químico afirma que já existe um enorme interesse comercial no protótipo, com várias startups atuando no desenvolvimento de versões comerciais da coletora.
Yaghi está trabalhando em aplicações da tecnologia em Riad, na Arábia Saudita, em parceria com a Cidade do Rei Abdul Aziz para a Ciência e Tecnologia, uma entidade governamental voltada para pesquisas.
O cientista afirma que o sistema pode ser adaptado para coletar água em qualquer deserto do mundo.
“Um terço da população vive em áreas com escassez de água, então poder obtê-la dessa forma é algo muito poderoso”, afirma.
Fonte: BBC

Vale esconde o jogo

Vale esconde o jogo



Crédito: Marcelo Coelho
VALE TUDO Empresa teria indicado até um senador para acompanhar o caso, considerado de extrema urgência pelo seu corpo diretor (Crédito: Marcelo Coelho)
Em meados de maio, o diretor-presidente da Vale, Fabio Schvartsman, viajou para a Nova York a fim de cumprir uma série de compromissos profissionais. Em determinado momento, foi surpreendido com mensagens de alerta oriundas de outros diretores da mineradora. Um problema urgente teria de ser resolvido: a iminente divulgação de documentos que detalham um nebuloso negócio celebrado pela empresa envolvendo a compra de minas de carvão em Moçambique. A papelada que tratava da aquisição, em 2003, foi colocada sob o manto do sigilo um ano depois pelo governo federal, à época comandado pelo ex-presidente Lula. Como o carimbo de confidencial vale por 15 anos, a partir da data do fechamento do negócio, os papeis devem se tornar públicos até o fim deste ano. É exatamente o que a Vale mais teme, segundo relatos de integrantes do alto escalão da empresa. “Temos que fazer de tudo para prorrogar o sigilo dos documentos”, teria determinado Schvartsman, em conversa com integrantes do corpo diretor da empresa.
Dívidas perdoadas
A partir dessa orientação, diretores da Vale deflagraram uma verdadeira corrida contra o tempo. Não se sabe exatamente quando os documentos perderão o sigilo, apenas que isso ocorrerá ainda em 2018. Por isso, a ordem interna é preparar a mineradora para a divulgação de eventuais detalhes obscuros da negociata em Moçambique. Tamanho receio não é em vão. Na época em que a Vale adquiriu as minas de carvão em Moçambique, batizadas de Moatize, surgiram informações de um possível lobby do governo brasileiro em prol da mineradora. Basta puxar o fio do novelo que tudo parece se encaixar. Cerca de três meses antes da Vale vencer a licitação, Lula perdoou uma dívida do governo de Moçambique com o Brasil no valor de US$ 315 milhões – no que constituiu o maior perdão de dívida já realizado pelo governo federal até aquele momento. Outro fator que teria contribuído para a vitória da Vale foi uma visita a Moçambique do presidente da mineradora. Não estava sozinho. Dirigiu-se ao País africano acompanhado de uma comitiva do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). Pouco tempo depois, foi a vez de o Brasil receber a visita do então chefe de Estado moçambicano, Joaquim Chissano. Na ocasião, notícias deram conta de que Lula teria indicado o BNDES para participar do negócio em Moatize. Como se não bastasse, a cordialidade entre as duas nações, e toda a movimentação visando a exploração das minas de carvão pela Vale, uma empresa privada e maior mineradora do País, também foi acompanhada de perto pelo Itamaraty por meio da embaixada brasileira em Maputo, capital de Moçambique.

CAMARADAGEM O acerto entre Lula e Joaquim Chissano, de Moçambique (Crédito:Evaristo Sa)
Porteira aberta
O triunfo da Vale em Moatize abriu caminho para que outras grandes empresas do Brasil também celebrassem negócios em território moçambicano. Por causa das minas de carvão, a Odebrecht conseguiu um contrato para a construção de um aeroporto em Nacala, cidade portuária por onde a Vale escoa a produção das minas de carvão, com um financiamento de US$ 125 milhões feito junto ao BNDES. A Andrade Gutierrez foi escolhida para construir uma barragem perto de Maputo. Neste caso, o financiamento do BNDES chegou a US$ 460 milhões. Hoje, todos sabem do envolvimento de Odebrecht e Andrade Gutierrez na Lava Jato. As duas empresas, enroladas até o pescoço em esquemas de corrupção, possuem inúmeros delatores entre seus executivos e firmaram acordos de leniência em que se comprometeram a pagar multas milionárias em razão dos crimes cometidos no passado. A Odebrecht, inclusive, delatou pagamentos de propina de pelo menos US$ 900 mil, entre 2011 e 2014, a autoridades de Moçambique pela obra do aeroporto de Nacala, o segundo maior do País africano, mas que atualmente está entregue às moscas. O terminal não opera na intensidade prevista no projeto original. Em 2017, foram apenas 586 pousos e decolagens entre voos domésticos e internacionais.
Diante desse cenário, não é de se estranhar a intensa movimentação no departamento jurídico da Vale em busca de pontos cegos que permitam a prorrogação do sigilo dos documentos, conforme revelaram fontes ouvidas por ISTOÉ. Procurada pela reportagem, a Vale disse “desconhecer por completo o assunto” e garantiu não existir movimentação alguma em relação aos papeis das minas de Moatize. No entanto, já se sabe que um senador ligado à alta cúpula da empresa teria sido acionado. Ao mesmo tempo, ele faria as vezes de “informante” da empresa para o caso de sair o prazo para a quebra do sigilo, o que daria um fôlego para a Vale preparar sua defesa. O pior dos mundos para a empresa é ser surpreendida com a divulgação das informações mantidas em segredo nos últimos 15 anos. Para a mineradora, é um sigilo que vale muito.

E AGORA? Em Nova York, Fabio Schvartsman, presidente da Vale, recebeu alertas sobre a abertura de documentos (Crédito:Julio Bittencourt/Valor)
Uma história nebulosa
Em 2003, cerca de três meses antes da Vale se sagrar vitoriosa no certame para a compra de minas de carvão, Lula perdoou uma dívida do governo de Moçambique com o Brasil no valor de US$ 315 milhões. Foi o maior perdão de dívida já realizado pelo governo federal até aquele momento
O presidente da mineradora chegou a visitar Moçambique acompanhado de uma comitiva do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). Pouco tempo depois, o Brasil recebeu a visita do então chefe de Estado moçambicano, Joaquim Chissan
A movimentação visando a exploração das minas de carvão pela Vale foi acompanhada de perto pelo Itamaraty por meio da embaixada brasileira em Maputo, capital de Moçambique.
Fonte: Istoé
Fonte2: Natureza Bela Vida