sábado, 4 de agosto de 2018
TURMALINA PARAÍBA
As turmalinas conhecidas sob a designação ”Paraíba”, em alusão ao Estado onde foram primeiramente encontradas, causaram furor ao serem introduzidas no mercado internacional de gemas, em 1989, por suas surpreendentes cores até então jamais vistas. A descoberta dos primeiros indícios desta ocorrência deu-se sete anos antes, no município de São José da Batalha.
Estas turmalinas ocorrem em vívidos matizes azuis claros, azuis turquesas, azuis “neon”, azuis esverdeados, azuis-safira, azuis violáceos, verdes azulados e verdes-esmeralda, devidos principalmente aos teores de cobre e manganês presentes, sendo que o primeiro destes elementos jamais havia sido detectado como cromóforo em turmalinas de quaisquer procedências.
A singularidade destas turmalinas cupríferas pode ser atribuída a três fatores: matiz mais atraente, tom mais claro e saturação mais forte do que os usualmente observados em turmalinas azuis e verdes de outras procedências.
Em fevereiro de 1990, durante a tradicional feira de pedras preciosas de Tucson, no Estado do Arizona (EUA), teve início a escalada de preços desta gema. A mística em torno da turmalina da Paraíba havia começado e cresceu extraordinariamente ao longo das mais de duas décadas que se seguiram, convertendo-a na mais valiosa variedade deste grupo de minerais.
A elevada demanda por turmalinas da Paraíba, aliada à escassez de sua produção, estimulou a busca de material de aspecto similar em outros pegmatitos da região, resultando na descoberta das minas Mulungu e Alto dos Quintos, situadas próximas à cidade de Parelhas, no vizinho estado do Rio Grande do Norte. Estas minas passaram a produzir turmalinas cupríferas de qualidade média inferior às da Mina da Batalha, mas igualmente denominadas “Paraíba” no mercado internacional, principalmente por terem sido oferecidas muitas vezes misturadas à produção da Mina da Batalha.
Embora as surpreendentes cores das turmalinas da Paraíba ocorram naturalmente, estima-se que aproximadamente 80% das gemas só as adquiram após tratamento térmico.
Até 2001, as turmalinas cupríferas da Paraíba e do Rio Grande do Norte eram facilmente distinguíveis das turmalinas oriundas de quaisquer outras procedências mediante detecção da presença de cobre com teores anômalos, através de análise química por fluorescência de raios X de energia dispersiva (EDXRF). No entanto, as recentes descobertas de turmalinas cupríferas na Nigéria e em Moçambique acenderam um acalorado debate envolvendo o mercado e os principais laboratórios gemológicos do mundo, em torno da definição do termo “Turmalina da Paraíba”.
Até o ano de 2001, o termo “Turmalina da Paraíba” referia-se à designação comercial das turmalinas da espécie elbaíta, de cores azuis, verdes ou violetas, que contivessem pelo menos 0,1% de CuO e proviessem unicamente do Brasil, precisamente dos estados da Paraíba e do Rio Grande do Norte.
Tudo começou a mudar quando, naquele ano, uma nova fonte de turmalinas cupríferas foi descoberta na Nigéria, na localidade de Ilorin (mina de Edeko), voltando a ocorrer quatro anos mais tarde, em meados de 2005, desta vez em Moçambique, na região de Alto Ligonha, a aproximadamente 100 km ao sudoeste da capital Nampula.
De modo geral, as elbaítas com cobre destes países africanos não possuem cores tão vívidas quanto às das brasileiras, embora os melhores exemplares da Nigéria e de Moçambique se assemelhem aos brasileiros.
Há alguns anos, felizmente, constatou-se ser possível determinar a origem das turmalinas destes 3 países por meio de dados geoquímicos quantitativos de elementos presentes como traços, obtidos por uma técnica analítica conhecida por LA-ICP-MS.
Em fevereiro de 2006, o Comitê de Harmonização de Procedimentos de Laboratórios, que consiste de representantes dos principais laboratórios gemológicos do mundo, decidiu reconsiderar a nomenclatura de turmalina da “Paraíba”, definindo esta valiosa variedade como uma elbaíta de cores azul-néon, azul-violeta, azul esverdeada, verde azulada ou verde-esmeralda, que contenha cobre e manganês e aspecto similar ao material original proveniente da Paraíba, independentemente de sua origem geográfica.
Esta política é consistente com as normas da CIBJO, que consideram a turmalina da Paraíba uma variedade ou designação comercial, e a definem como dotada de cor azul a verde devida ao cobre, sem qualquer menção ao local de origem.
Por outro lado, como essas turmalinas cupríferas são cotizadas não apenas de acordo com seu aspecto, mas também segundo sua procedência, tem-se estimulado a divulgação, apesar de opcional, de informações sobre sua origem nos documentos emitidos pelos laboratórios de gemologia, caso disponham dos recursos analíticos necessários.
Fonte: CPRM
XP mantém recomendação neutra e preço-alvo em R$ 20 para Petrobras
XP mantém recomendação neutra e preço-alvo em R$ 20 para Petrobras
Investing.com – Destaque na bolsa paulista nesta sexta-feira, as ações da Petrobras (BOV:PETR4) operam com ganhos de 3,97% a R$ 21,24, pesando positivamente para o resultado parcial do principal índice da bolsa paulista.
Para a XP Investimentos, os números da estatal foram positivos, atendendo as expectativas do mercado. Apesar disso, o resultado foi melhor do que o esperado pela corretora. Outro ponto de destaque, segundo os analistas, é a geração de caixa durante o trimestre, embora ressaltem que nem todas as receitas foram registradas em regime de caixa, uma vez que a empresa ainda não recebeu subsídios para o diesel da ANP.
Com os fundamentos de curto prazo da Petrobras razoavelmente garantidos pelo programa de subsídios ao diesel, a XP acredita que o mercado mudará seu foco para os desenvolvimentos no campo política e outros temas, como a aprovação pendente do Projeto de Lei de Transferência de Direitos no Senado.
A XP tem recomendação neutra para as ações da estatal, com preço-alvo de R$ 20,00 para PETR4 e R$ 19,00 para PETR3.
A Petrobras registrou um lucro líquido de R$ 10,072 milhões no 2T18, contra uma estimativa de perdas líquidas de R$ 10,8 milhões e um consenso positivo de R$ 7,191 milhões. O EBITDA ajustado de R$ 31.041 milhões (incluindo subsídios a diesel) ficou 9,6% acima estimativa da XP de R$ 28,322 milhões (que excluíam os subsídios), mas alinhado com o consenso em R$ 30,153 milhões.
A diferença na linha de lucro refletiu principalmente os maiores resultados operacionais, além de efeitos não recorrentes como + R$ 2.068 milhões relacionados à renegociação dos passivos da Eletrobras (ELET3), R$ 1.138 milhões em perdas relacionadas à venda do campo de Roncador e R$ 1.477 de perdas cambiais no passivo da class action nos EUA.
Fonte: Investing.com/ ADVFN
Credit Suisse aponta 3 ações brasileiras entre as mais atraentes dos emergentes
Credit Suisse aponta 3 ações brasileiras entre as mais atraentes dos emergentes
03/08/2018 -
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Em uma avaliação conhecida como HOLT, o Credit Suisse preparou um estudo para identificar as ações que estão em maior evidência, em uma avaliação para encontrar os ativos na “crista da onda” entre os papéis negociados em Bolsas nos mercados emergentes.
Segundo um relatório publicado nesta semana, três ações brasileiras fazem parte da lista de 18 mais atraentes: Estácio (ESTC3), Hypera (HYPE3) e Bradesco (BBDC4).
Para a primeira, o time de analistas enxerga um potencial de valorização de quase 100% ao considerar um preço-alvo de R$ 53,15 encontrado pelo método. Ela está situada na região “best in class”, ou algo como “a melhor da turma”. É o nível mais alto do ranking (veja abaixo).
Já a Hypera aparece com um valor estimado em R$ 24,29. O Bradesco, por sua vez, tem um preço projetado de R$ 42,17 e avaliação “contrarian”, o que significa “ações recuando apesar fortes fundamentos”.
Fonte: MONEY TIMESMagnésio tão bom quanto os remédios para ansiedade e depressão
Magnésio tão bom quanto os remédios para ansiedade e depressão
Magnésio, um mineral particularmente importante para o nosso corpo que pode agir positivamente no sistema nervoso e no cérebro. Uma recente pesquisa destacou as vantagens desta substância no combate à depressão.
Milhões de pessoas no mundo inteiro sofrem de depressão, considerada a doença do futuro, que tem muitos efeitos e implicações negativas na vida social e emocional das pessoas por ela afetadas.
Um estudo publicado na Plos One mostra que uma simples suplementação com magnésio poderia ser eficaz (e segura) no tratamento da depressão ligeira à moderada.
Emily Tarleton da University of Vermont's Clinical Research Center, chefe desta pequisa, juntamente com seus colegas realizou um estudo clínico envolvendo 126 pacientes adultos nos Estados Unidos (idade média de 52 anos). Os participantes foram divididos em dois grupos: ao primeiro foi aconselhado a tomar comprimidos de magnésio por via oral para o tratamento da depressão moderada (especificamente o comprimido era de 248 mg de cloreto de magnésio para ser tomado todos os dias durante seis semanas; o segundo grupo serviu como grupo de controle, ao qual não fora prescrito nenhum tratamento.
As avaliações dos sintomas da depressão eram realizadas em todos os participantes a cada duas semanas. Os resultados obtidos mostraram que o magnésio se mostrou seguro, eficaz e comparável aos tratamentos farmacológicos que são comumente prescritos nesses casos.
De fato, a análise dos dados mostrou que em 112 participantes a ingestão de magnésio produziu uma melhora clinicamente significativa nos sintomas da depressão e da ansiedade, independentemente da idade, sexo ou outros fatores.
O suplemento, entre outras coisas, foi bem tolerado pelos participantes.
"Este é o primeiro ensaio clínico randomizado que examinou o efeito da suplementação de magnésio sobre os sintomas de depressão em adultos nos EUA. Os resultados são muito encorajadores, dada a grande necessidade de outras opções para o tratamento da depressão e a nossa descoberta de que a suplementação com magnésio fornece uma alternativa segura, rápida e econômica para controlar os sintomas depressivos". disse a Dra. Tarleton.
Agora resta entender se estes resultados seriam os mesmos em uma amostra maior de pessoas e mais diversificada da população. Portanto, mais estudos são necessários para confirmar a capacidade do magnésio em tratar os sintomas da depressão. Entretanto, podemos aumentar as doses diárias deste mineral, colocando na
mesa mais frequentemente alimentos ricos em magnésio ou, seguindo o conselho de um especialista, para tomar um suplemento deste mineral quando ocorrerem os primeiros sintomas da ansiedade ou depressão.
Vale lembrar também que os poderosos benefícios nutricionais do magnésio também irão beneficiar a saúde cardiovascular, renal, óssea e muito mais.
Alimentos ricos em magnésio são o chocolate amargo, as sementes e frutas secas (sementes de abóbora, de gergelim, de linhaça, castanha-do-pará, amêndoas, amendoim, etc) as leguminosas (feijão, soja, lentilha, ervilha, grão-de-bico, etc), os grãos integrais (arroz, aveia, etc) as algas, o espinafre, o abacate, a banana, entre outros.
Fonte: Seleções
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