sábado, 4 de agosto de 2018

POR QUE A VOLATILIDADE NA BOLSA AUMENTA TANTO COM AS ELEIÇÕES?

POR QUE A VOLATILIDADE NA BOLSA AUMENTA TANTO COM AS ELEIÇÕES?

Por que a volatilidade na Bolsa aumenta tanto com as eleições?
Estamos cada vez mais próximos do nosso maior evento político do ano. Aquele que inflama discussões e egos, fomentando brigas acirradas nas redes sociais. Isso mesmo, estamos próximos das eleições. Para você que acompanha o mercado financeiro, esse momento tem um ingrediente em especial, que é o aumento da volatilidade no mercado financeiro, gerando por um lado pânico, e por outro lado expectativa.
Por que ocorre esse aumento na variação dos preços das ações, do dólar, do índice futuro? Volatilidade alta é incerteza alta. Em um contexto como o nosso, em que não há ainda uma projeção clara de quem vai ser o próximo presidente do Brasil, tendo apenas expectativas de alguns que já despontam, o Mercado Financeiro olha para esse cenário e pensa: corro para qual lado?
Sem citar ou projetar nomes, esse artigo trata de três pontos fundamentais que explicam os motivos da alta influência das eleições de 2018 no mercado:
Expectativa da resolução do problema fiscal
O próximo presidente do Brasil, independentemente do partido ou ideologia, vai receber um belo “presente de grego” desde o momento que colocar os pés no Palácio do Planalto. O Brasil passa por um momento delicado no tocante à sua situação fiscal, fato que desemboca inevitavelmente em uma reforma do sistema do previdenciário.
Como conduzir essas reformas? Esse é o grande desafio do próximo presidente. Tentar mudar as regras da aposentadoria de qualquer nicho brasileiro, seja de baixo ou alto escalão, é mexer em um vespeiro: não importa o que vai ser feito, a certeza é se machucar.
O mercado tem olhar atento para isso, pois o agravamento da situação fiscal brasileira indica que o governo pode, em algum momento, não honrar seus compromissos, sufocando o setor privado nacional para poder honrá-los. E isso não é nada bom para investimentos alocados por aqui.
Mudança de perspectiva do investidor estrangeiro
O maior investidor do mercado brasileiro é aquele que vem de fora. gringo quer saber se a projeção econômica do país é boa, se o Risco-Brasil está baixo (ou tende a baixar)… e se o próximo presidente vai trabalhar para manter as contas públicas em dia e gerar um terreno fértil para investimentos. Ou seja, quer saber se pode apostar nas empresas e nos títulos públicos de um país. Em momentos passados o Brasil teve ciclos de cheia na Bolsa, com alta injeção de capital de fora.
Vivenciamos nos últimos meses episódios de alta tensão na nossa política, como o impeachment, prisões pela Lava-Jato e a delação da JBS. Quem acompanhou esses eventos comparando com a entrada e saída do fluxo dos estrangeiros no mercado de ações nacional, percebeu a importância deles na precificação dos nossos ativos.
Corrida para o dólar em tempos de crise
Tudo que envolve o mercado financeiro é especulação, em maior ou menor grau. Nesses cenários incertos, no entanto, a tentativa de precificação dos ativos geram movimentos muito mais agressivos. Recentemente o câmbio se desvalorizou abruptamente, chegando na faixa de R$ 3,90/USD. Certamente, os fatores externos favorecem muito essa variação, porém, não ter ideia de quem será o próximo presidente do Brasil também favorece a depreciação. Crise, em regra, significa dólar para cima, pois é um ativo mais seguro que o real para o cenário internacional, sendo um termômetro do mercado.
Após os resultados de pesquisas eleitorais nos últimos dias, houve alvoroço no mercado de dólar; para frear qualquer movimento demasiado, o Banco Central atuou com swaps cambiais, acalmando o mercado e travando a subida de preço dessa moeda frente ao real.
Nesse momento de alta volatilidade, investidores correm para o dólar, montando altas posições compradas e stopando grandes posições vendidas, o que favorece ainda mais a subida do ativo. Por outro lado, estar comprado no dólar em qualquer ação forte do BC é prejuízo na certa.
E o que vem agora?
Todos esses aspectos contribuem para que as eleições sejam, de fato, o evento que mais vai trazer volatilidade para a Bolsa de Valores brasileira. Nesse momento, todo cuidado é pouco. Pela imensa quantidade de fatores envolvidos, saber identificar as melhores oportunidades e calcular os riscos é ainda mais fundamental.
Para você, trader, que está lendo: não cometa loucuras, reduza suas posições, calibre seus stops, tente surfar as ondas de gain que o mercado te proporcionar, e mantenha a disciplina. Tenha calma e tranquilidade sempre! Sorte em suas operações!
Fonte: Nelogica

COMO ENTENDER O MERCADO DE OPÇÕES?

COMO ENTENDER O MERCADO DE OPÇÕES?

Como entender o mercado de opções?
Um trader tem diversas possibilidades no dia a dia de suas operações. Entre elas, há o mercado de opções, responsável por um bom volume de movimentações diariamente e se consolidando como uma ótima alternativa de atuação. Entretanto, para se aventurar nesse mercado, é importante conhecer de perto seus detalhes.
Neste post, você vai entender melhor o que é o mercado de opções e como ele funciona, além de conhecer suas principais vantagens e características. Confira a seguir!

O QUE É O MERCADO DE OPÇÕES?

Ao pensar na atuação de traders, a primeira coisa que vem à cabeça é a operação com ativos dos mais variados, especialmente aqueles de grandes empresas, não é mesmo? Essa é uma possibilidade muito comum e difundida, entretanto, o mercado de opções também reserva boas oportunidades de lucros, com uma modalidade um pouco diferente dos ativos tradicionais.
Opções nada mais são do que contratos que oferecem ao trader a possibilidade de comprar ou vender uma ação em uma data futura e com um preço predeterminado. Esse valor é denominado preço de exercício, o que dá ao trader o direito de pagar na data definida exatamente o quanto foi acertado nesse contrato, independentemente das oscilações do mercado.
Esse é um recurso muito comum quando há a perspectiva de crescimento dos valores de determinadas ações. Se, por exemplo, você compra uma opção por R$25 para a data X, ao chegar nesse período, pode ser que o preço já tenha subido, chegando a R$30, mas o trader segue com esse direito de pagar apenas os R$25, já que ele pagou pela opção.

COMO ELE FUNCIONA?

De uma maneira mais simples, é possível dizer que o mercado de opções para o trader funciona como uma oportunidade futura prevista, em que ele confia nessa oscilação e, assim, garante o seu preço mais baixo por meio desse recurso. Desse modo, ao comprar no período determinado, se houver essa alta, ele comprou mais baixo e poderá vender no preço de mercado, conseguindo o seu lucro.

OS TIPOS DE NEGOCIAÇÕES NO MERCADO

Da mesma forma, se essa ação cai de valor, o trader tem o direito de não exercer o seu direito de opção adquirida, tendo em vista que não será mais um negócio vantajoso para ele, já que pagaria acima do valor de mercado. O mesmo é possível com vendas garantindo um valor mínimo e se protegendo de desvalorizações maiores que o mercado pode causar.
De certo modo, devido às melhores possibilidades, o mercado tem um número maior de traders que compram opções de vendas futuras, justamente pelo fato de o lucro obtido ser muito maior e mais fácil. Isso acontece porque esse tipo de negociação só é feito quando há essa expectativa por um aumento no preço do ativo.

OS TERMOS IMPORTANTES

Para um trader que quer começar a atuar no mercado de opções, alguns termos são fundamentais para que ele se sinta familiarizado no seu cotidiano. As possibilidades de atuação são a compra de opções e a venda das mesmas. Quem faz essa compra é o titular, enquanto quem vende é o lançador.
Essas opções têm preços que podem variar de acordo com a valorização da ação às quais elas estão relacionadas. Por exemplo, o valor de uma opção pode ser de R$0,50, e esse preço é chamado de prêmio.
Uma maneira de entender a precificação de uma opção é através do modelo Black-Scholes. Ele considera diversas variáveis, como preço do ativo, volatilidade do mercado, taxa de juros e até mesmo o prazo para exercer essa opção.

QUAL A RELAÇÃO COM A ESPECULAÇÃO?

O mercado de opções tem a especulação como um de seus principais fatores de motivação, gerando muito lucro para quem está sempre em busca da compra desses direitos de pagar preços preestabelecidos em determinadas ações.
O trader que atua nesse mercado precisa ter a capacidade analítica de entender quando determinado ativo está prestes a sofrer uma valorização, ou seja, uma oscilação positiva, conseguindo, assim, identificar uma oportunidade de compra de ativo.
De certo modo, esses movimentos de compras de opções também acabam influenciando a variação de preços dos ativos. A especulação tem um papel fundamental como um dos influenciadores de preços, e quando uma opção começa a ser muito procurada, a tendência é que o valor do ativo realmente sofra essa oscilação de subida. Entretanto, se for um movimento pouco concreto, pode ser que o preço caia novamente.

A PROTEÇÃO DE INVESTIMENTOS

Outro recurso muito utilizado é o de hedge, ou seja, de proteção de patrimônio. Quando um trader opta por comprar opções de venda, por exemplo, sua principal intenção é se preservar de possíveis quedas nos valores do ativo-objetivo, mantendo um valor mínimo aceitável por esses ativos. Assim, pode ser possível controlar ou até mesmo evitar prejuízos por conta de uma oscilação mais negativa.

POR QUE COMPRAR OPÇÕES NA BOVESPA?

O mercado de opções proporciona boas possibilidades de ganhos, graças às estratégias de compra na perspectiva de valorização de ativos. De uma forma geral, o trader que se aventurar nessa modalidade tem chances muito positivas de conseguir ganhos interessantes, desde que entenda como funciona.
O estudo do Black-Scholes, por exemplo, é fundamental para o entendimento ideal das variáveis que influenciam os preços das opções, para, assim, evitar perdas e negócios sem sucesso. Além disso, entender os diferentes tipos de atuação, seja na especulação, seja no hedge, também aumenta o leque de possibilidades do trader, com chances de negócios de todos os tipos.
Nem sempre uma ação que está valorizando vai conseguir um aumento proporcional do prêmio, ou seja, do valor do contrato de opção. Esse é também um detalhe muito importante. Os altos riscos também existem nesse mercado, e detectá-los ajuda muito ao conseguir operações positivas.
Para um trader que deseja ampliar seus horizontes e visualizar cada vez mais possibilidades, o mercado de opções pode ser muito rentável, bastando que domine seus conceitos, entenda seu comportamento e todos os fatores que influenciam as variações.
Fonte: Nelogica

TURMALINAS

Turmalinas


Turmalina bicolor


Turmalinas são pedras preciosas com incomparáveis variedade de cores. O motivo, de acordo com uma velha lenda egípcia, é que a turmalina, em sua longa viagem para cima a partir do centro da Terra, passou mais de um arco-íris e, ao fazê-lo, assumiu todas suas cores. E, é por isso, que é ainda hoje referida como a “pedra preciosa do arco-íris”. Com brilho vítreo, transparente ou opaca, as turmalinas existem em mais de cem cores, destacando-se a verde, vermelha, azul, amarela, parda, negra e incolor.


O nome turmalina provém do cingalês "tura mali", idioma falado no Sri-Lanka, antigo Ceilão. Na tradução, isso significa algo como “pedra com a mistura de cores”, referindo-se à cor do espectro desta pedra preciosa. Há turmalinas de vermelho ao azul e de verde ao amarelo. Elas frequentemente tem duas ou mais cores. Há turmalinas que alteram as suas cores quando, expostas à luz artificial, são submetidas à luz do dia e, algumas, mostram o efeito de luz de um olho de gato. Não existem duas turmalina exatamente iguais. Esta gema tem um infindável número de faces, e por essa razão agrada a todos os gostos. Não admira que tenham sido atribuídos poderes mágicos a ela. Em particular, é a pedra preciosa do amor e da amizade, e acredita-se que os torne firme e duradouros.


Turmalina Rosa



Turmalinas são misturas de cristais de silicato de alumínio boro com uma composição complexa e em mutação. O mineral é um grupo um pouco complexo. Até mesmo pequenas mudanças na composição causam cores completamente diferentes . Cristais de apenas uma única cor são bastante raros.A marca desta pedra preciosa é, não só a sua enorme riqueza de cores, mas também o seu “dichroism”ou seja, dependendo do ângulo a partir do qual você olha para ela, a cor pode ser diferente, mais ou menos intensa. É sempre mais intensa quando vista olhando em direção ao eixo principal, um fato para o qual o cortador deve prestar muita atenção quando estiver fazendo o corte. Esta gema tem excelentes qualidades e é fácil de cuidar. Portanto, a turmalina é uma pedra preciosa, em muitos aspectos interessantes.


As cores individuais variantes de turmalina têm seus próprios nomes. Por exemplo, uma turmalina de um vermelho intenso é conhecido como uma "rubellite", mas só se ela continuar exibindo o mesmo tom vermelho rubi na luz artificial, como fez na luz do dia. Se a cor mudar quando a fonte luminosa mudar, a pedra é chamado de uma rosa ou chocante turmalina rosa. Na linguagem do gemologista, as turmalinas azuis são conhecidas como "indigolites", as de cor amarela-castanho a castanho-escuro, são conhecidas como "dravites" e a preta como   "schorl". A turmalina preta  é, principalmente, utilizada para gravuras e, esoterismo, pois acredita-se que tenha poderes especiais, protegendo contra energias negativas. Uma variedade particularmente popular é a turmalina verde, conhecida como a "verdelite".

As turmalinas, assim como as granadas, são um grupo de gemas que compreende várias espécies, e não uma única espécie com diversas variedades, como é o caso do quartzo.O quartzo é também rico em cores, mas normalmente cada gema tem uma só delas.
Os cristais colunares e prismáticos das turmalinas podem ter cores diferentes nas duas extremidades e ainda uma terceira cor no centro. Ou podem ter uma cor na parte externa e outras internamente, distribuídas de modo concêntrico. Este é o caso da gema popularmente conhecida como turmalina melancia, que é verde externamente e vermelha ou rosa no centro. 


Turmalinas


Fonte: DNPM

Rubis extraídos em Namanhumbir e leiloados no estrangeiro em nada beneficiam à população


Rubis extraídos em Namanhumbir e leiloados no estrangeiro em nada beneficiam à população

Os rubis (da morte) extraídos em Namanhumbir, no distrito de Montepuez, província de Cabo Delgado, os quais que rendem milhões de dólares norte-americanos ao Estado moçambicano, em leilões no estrangeiro, não beneficiam as comunidades. Estas “continuam a viver em condições de extrema pobreza” e sentem-se excluídas dos rendimentos resultantes da exploração do chamado minério mais precioso da actualidade.
De acordo com a Coligação Cívica sobre Indústria Extractiva (CCIE), o sentimento de que as oportunidades de emprego são abocanhadas por pessoas oriundas de outras regiões do país, particularmente de Maputo, e em geral da zona sul, em detrimento da mão-de-obra local, generalizou-se no seio da população de Namanhumbir.
Os rubis são explorados pela Montepuez Ruby Mining, Lda., uma “joint venture” entre a britânica Gemfields, pertencente à Pallinghurst Resources, desde Julho passado, e a moçambicana Mwiriti, Lda. A primeira detém 75% de capital e a segunda 25%.
Fátima Mimbire, do Centro de Integridade Pública (CIP), disse que o fundo de desenvolvimento comunitário, correspondente a 2.75% deduzidos dos impostos sobre a produção, que o Estado colecta da empresa que detém a licença de exploração, é usado para realizar actividades que competem ao Estado.
A referidas acções consistem “na abertura de furos de água, construção de salas de aula ou compra de carteiras”, o que “anula a melhoria da vida dos beneficiários”.
O jurista e jornalista Tomás Vieira Mário, do Centro de Estudos e Pesquisa de Comunicação SEKELEKANI, considerou que a situação acima descrita significa que “o Estado dá” a referida percentagem “pela mão direita e retira pela mão esquerda”.
Segundo ele, o dinheiro destinado às comunidades não pode ser usado para “tapar as lacunas do Estado”.
Issufo Tankar, do Centro Terra Viva (CTV), revelou que as anomalias que ocorre em Namanhumbir não se esgotam apenas no que Fátima e Tomás contaram: há, também, irregularidades e injustiças no processo de ressarcimento pela perda de árvores de frutas, por exemplo.
Ademais, a transferência da comunidade de Ntoro para a localidade do posto administrativo de Namanhumbir “tem o potencial de originar disputas de terra, pois a vila de reassentamento vai ocupar a área previamente reservada à expansão de Namanhumbir-sede”.
Na óptica da CCIE, “a presença agressiva de diferentes forças de segurança, quer do Estado, quer de empresas privadas, com postura intrusiva e violenta, torna a localidade de Namanhumbir militarizada”.
A CCE agrupa o SEKELEKANI, o CIP, o Centro Terra Verde (CTV), o Conselho Cristão de Moçambique (CCM) e a Associação Juventude, Desenvolvimento e Ambiente KUWUKA-JDA.
Os interlocutores que temos vindo a referir falava numa conferência imprensa, nesta quarta-feira (01), em Maputo, com a finalidade de dar a conhecer o trabalho por eles realizado em Montepuez, no âmbito da monitoria e comunicação sobe a indústria extractiva.
Eles recomendaram ao Governo a criação urgente de um programa especial de combate à pobreza nas comunidades de Namanhumbir.
Entre outras sugestões, a agremiação entende que as autoridades devem criar um mecanismo funcional de “comunicação e preparação social” da população daquela localidade e de outras onde há extracção de minérios, bem como sensibilizar as equipas de segurança das empresas e a Polícia a pautar pelo diálogo e respeito à população.
Fonte: Verdade

Você sabia que o alumínio já foi mais valioso que o ouro?

Você sabia que o alumínio já foi mais valioso que o ouro?


O alumínio é o metal mais comum na crosta terrestre, quase duas vezes mais abundante que o ferro. E uma classe comum de seus minerais, chamada coletivamente de alúmen, tem sido usada desde os tempos gregos e romanos. Mas não existe uma maneira fácil de extrair alumínio dos minérios (diferentemente do ferro), não importa o quanto você os aqueça. Ninguém parecia conseguir isolá-lo, até que um químico alemão passou a extrair alguns flocos na década de 1820. E quando ele finalmente conseguiu esse feito, o alumínio viria a se tornar um sucesso instantâneo.
Acima de tudo, as pessoas adoravam a cor e o brilho do elemento número 13 da tabela periódica. Tanto é que o metal tornou-se mais precioso do que o ouro e prata no século 19, pois era mais difícil de se obter. O governo francês uma vez exibiu barras de alumínio ao lado das joias da coroa, e o imperador menor, Napoleão III, reservava um valioso conjunto de talheres de alumínio para convidados especiais em banquetes. Enquanto isso, os hóspedes menos favorecidos usavam facas e garfos de ouro! Os Estados Unidos, para exibir suas proezas industriais, chegaram a cobrir o Monumento de Washington com uma pirâmide de alumínio de seis quilos em 1884.
Mas o mercado do elemento sofreria uma reviravolta logo em seguida. Empreendedores nos Estados Unidos e na Europa finalmente descobriram como separá-lo de minerais a baixo custo e também como produzi-lo em escala industrial. Eles conseguiram fazer isso executando uma corrente elétrica através de um banho de líquido com minério de alumínio dissolvido. A eletricidade se chocava com as moléculas de alumínio dissolvido, separando-as da solução, chegando ao ponto no qual pequenas pepitas cinzentas se acumulavam no tanque.
Em 1888, a maior empresa do ramo nos EUA (que se tornaria a Alcoa) podia produzir cerca de 22 quilos do material por dia. Em 20 anos, esse número subiria para aproximadamente 40 mil quilos por dia para atender à demanda. Como a produção subiu, os preços despencaram. Em meados dos anos 1800, os primeiros lingotes de alumínio no mercado custavam 550 dólares por libra. Cinquenta anos depois, mesmo com os efeitos da inflação, o mesmo produto passou a valer apenas 25 centavos.
E com essa queda, o metal até então mais cobiçado do mundo tornava-se a matéria-prima de produtos que conhecemos hoje: latas de refrigerante, bastões de basebol infantil e carenagens dos aviões. Não importa onde você esteja, sempre haverá algo com alumínio por perto.
Fonte: Seleções