quarta-feira, 8 de agosto de 2018

Metalúrgica Gerdau (GOAU3 e GOAU4) teve lucro de R$ 682.48 milhões no 2º trimestre de 2018

Metalúrgica Gerdau (GOAU3 e GOAU4) teve lucro de R$ 682.48 milhões no 2º trimestre de 2018







A companhia Gerdau Metalurgia anunciou um lucro líquido de R$ 682.48 milhões no 2º trimestre de 2018, valor 850,62% superior ao lucro líquido apurado no mesmo período do ano anterior (R$ 71.79 milhões). Na comparação com o 1º trimestre de 2018 (lucro líquido de R$ 426.05 milhões), houve um crescimento de 60,19%.
Já a receita líquida da companhia aumentou 31,31% de um ano para o outro, passando de R$ 9.17 bilhões para R$ 12.04 bilhões. Em relação ao último trimestre (R$ 10.39 bilhões), a receita aumentou 15,85%.
Os ativos totais da Gerdau Met totalizaram R$ 54.52 bilhões no 2º trimestre de 2018, soma 0,54% maior que o saldo de R$ 54.22 bilhões registrado no encerramento do mesmo período do ano anterior.
O patrimônio líquido da companhia, por sua vez, apresentou expansão de 1,27%, ao comparar todos os valores contábeis que os seus sócios possuíam no fechamento do 2º trimestre de 2018 (R$ 25.12 bilhões) com a mesma data em 2017 (R$ 24.81 bilhões).
A dívida líquida ficou em R$ 15.83 bilhões no encerramento do 2º trimestre de 2018, aumento de 3,56% ante os R$ 15.29 bilhões registrados no ano anterior.
Todos estes dados referem-se à consolidação do resultado financeiro da companhia Gerdau Metalurgia (BOV:GOAU3 e BOV:GOAU4) com o resultado financeiro de todas as suas companhias subsidiárias (empresas controladas, de maneira direta ou indireta, pela companhia) relacionadas ao 2º trimestre de 2018.
Resultado da Gerdau Met nos Últimos 12 Meses
A companhia Metalúrgica Gerdau acumulou um prejuízo líquido de R$ 155.03 milhões nos últimos doze meses, período entre o 3º trimestre de 2017 e o 2º trimestre de 2018. Esse valor é 61,68% inferior ao prejuízo líquido de R$ 404.61 milhões apurado na soma dos quatro trimestres do ano anterior. Já a receita líquida da companhia aumentou 13,00% entre o acumulado do último ano (R$ 36.92 bilhões) e o acumulado dos últimos doze meses (R$ 41.72 bilhões).
Conheça a Gerdau Metalurgia
Metalúrgica Gerdau faz parte do Grupo Gerdau (GGBR3 e GGBR4), que atua principalmente na comercialização de produtos de aço em geral, através de suas fábricas localizadas no Brasil, Argentina, Chile, Colômbia, Guatemala, México, Peru, República Dominicana, Uruguai, Venezuela, Estados Unidos, Canadá, Espanha e Índia. A empresa produz aço longo comum e especial, assim como também aço laminado, através da produção em fornos elétricos e minério de ferro.  Seus produtos atendem os segmentos da construção civil, indústria, automotivo e agricultura.
Fonte: ADVFN

A fome global por areia


A fome global por areia

Mais cidades, mais casas, mais estradas: para todos esses projetos, precisa-se de areia de construção. Especialista em geologia econômica explica onde encontrá-la e qual sua importância para economia.A areia fina faz cócegas entre os dedos, ondas acariciam suavemente a praia. Um sonho de verão que muitas pessoas querem desfrutar. Mas esse idílio não é mais uma obviedade, seja no Mar do Norte, na Sardenha, em Zanzibar ou em Cingapura. As costas são cada vez mais danificadas em todo o mundo. A razão para isso é a fome global de areia.
“Areia de construção é uma importante matéria-prima”, explica Harald Elsner, especialista em Geologia Econômica do Instituto Alemão de Geociências e Recursos Naturais (BGR), em Hannover: “Concreto pronto, pedras de concreto, material de enchimento, tijolos, asfalto, cimento – areia está por toda parte.” Representantes do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma) estimam em mais de 40 bilhões de toneladas o consumo anual de areia e brita no mundo.
A areia de quartzo ou areia industrial também é importante. Ele é utilizada na indústria do vidro, do plástico ou na indústria química: “Ou seja, para todos os fins com maior valor agregado, que são necessários especialmente nos países industrializados”, diz Elsner.
Ao contrário de alguns relatos, a areia industrial não é usada na produção de células solares ou outros eletrônicos. O silício necessário para tal é obtido a partir de cascalho de quartzo, como explica o geólogo.
“Mesmo assim, areia é indispensável”, enfatiza Elsner sobre a importância do recurso natural. Só na Alemanha, cerca de 100 milhões de toneladas da matéria-prima são extraídas anualmente. Com uma boa atividade na indústria da construção, podem ser extraídas ainda mais, acrescenta o geólogo. “Temos sorte de termos tantas fontes de areia.”
Na Alemanha, há recursos suficientes para atender às necessidades. Graças às fontes de areia, algumas das quais podem ser rastreadas até a Era do Gelo, o país não precisa importar essa matéria-prima – o que não seria apenas caro, mas também ruim para o meio ambiente.
Por quanto tempo nossas fontes de areia ainda vão ser suficientes? “Até agora ninguém conseguiu calcular isso seriamente”, responde Elsner.
Geologicamente, as reservas ainda devem durar vários milhares de anos. Devido às áreas já construídas, não conseguimos chegar a todas as fontes. Mas, de acordo com Elsner, os depósitos acessíveis também devem ser suficientes por muitas décadas, se não séculos.
Essa constatação agrada particularmente à indústria da construção, que é fortemente dependente de areia e brita. Assim, há estimativas de que a economia alemã pararia numa semana, caso a indústria da construção civil não produzisse mais areia e cascalho.  Segundo Elsner, em 2016, foram vendidas na Alemanha areia e brita no valor de 1,6 bilhão de euros. Sem contar os dez milhões de toneladas de areia industrial no valor de 212 milhões de euros – e os produtos resultantes.
China é maior consumidor
Para manter casas modernas e boas estradas, a importância da areia não deve ser subestimada. O mesmo acontece em outros lugares do mundo: constrói-se por toda parte – com mais altura, mais extensão, mais qualidade.
“Acreditamos que a China consuma, por uma margem considerável frente a outros países, a maior quantidade de areia”, estima o especialista do BGR. Em seguida, vêm os principais países industrializados: EUA, Taiwan, Hong Kong, Cingapura – e na Europa principalmente a Alemanha.
Em muitos países, no entanto, não é tão fácil obter a necessária areia de construção: por exemplo, a areia do deserto não é adequada para a construção civil. Com a ação dos ventos, os grãos são demasiadamente lisos e finos para se aglutinarem.
Embora dois empresários do estado alemão da Turíngia tenham desenvolvido um método para produzir concreto polimérico a partir de areia do deserto, que pode então ser usado para a construção de casas, o material ainda não é adequado para a produção em massa.
Assim, países como Dubai ou Abu Dhabi importam milhares de toneladas de areia todos os anos para realizar seus projetos construtivos – mesmo que estejam cercados por ela. A valiosa areia de construção é, em parte, importada por navio da distante Austrália.
Com vista a saciar a fome da indústria da construção em Cingapura e proporcionar superfície de terra suficiente para os arranha-céus, o Estado insular importa areia, por exemplo, dos países vizinhos. Até agora, as ilhas indonésias foram as mais danificadas. Mais de 20% delas já desapareceram.
Em 2007, no entanto, o governo indonésio deu um basta e parou de fornecer areia para Cingapura. Mas isso não diminuiu o crescimento da cidade-Estado. O mesmo se aplica às costas africanas: em Zanzibar, as praias paradisíacas estão desaparecendo, para que haja areia suficiente para projetos construtivos no continente.
Grãos valiosos
Até agora, as praias alemãs não foram afetadas por esse furto de areia. No entanto, há outro aspecto desse apetite mundial: a areia não é apenas um material de construção, mas também fornece habitat. E ele é ameaçado repetidamente a cada ano. Por exemplo, ilhas alemãs, como Sylt, sofrem com as tempestades de inverno. Depois de um fim de semana ventoso, podem faltar até 100 mil metros cúbicos de areia na costa oeste da ilha – isso corresponde a cerca de 725 campos de vôlei de praia.
Para proteger a ilha das forças da natureza, todos os anos após a temporada de tempestades, cerca de um milhão de metros cúbicos de areia são bombeados do leito marinho para a praia. O próprio marketing da ilha chama isso de “bizarro”. Mas o método funciona. Por cerca de 40 anos, os habitantes de Sylt, no Mar do Norte, vêm protegendo assim a sua ilha da perda de terra para o mar.
“Essa é uma questão de custo”, diz Harald Elsner, que tem certeza de que hoje, sem essas medidas, restaria apenas uma pequena parte da ilha. Em Sylt, no entanto, a terra é tão valiosa que esse esforço vale a pena – diferente das ilhas da Indonésia, que não foram protegidas da persistente fome de areia.
Na Itália, cada grão é valioso. Todos os anos, os turistas levam para casa toneladas de areia, pedras e conchas como suvenires da ilha da Sardenha. No entanto, isso é proibido por lei – além dos danos de longo prazo ao meio ambiente, a infração pode custar aos viajantes até 3 mil euros. “Então, por favor, deixe a areia no lugar dela”, diz um recente apelo da embaixada alemã em Roma.
Apesar de todos esses desenvolvimentos globais, o especialista em areia Harald Elsner acalma os ânimos. Trata-se basicamente de um recurso finito, mas ele aponta: “Espalhar o pânico em torno da areia na Alemanha não é apropriado, ainda que uma observação do mercado global de areia seja certamente de interesse”.
Fonte: Terra

Níquel vira bônus para mineradoras que miram riqueza do cobalto


Níquel vira bônus para mineradoras que miram riqueza do cobalto

As mineradoras capazes de oferecer um acordo de abastecimento estilo dois por um às fabricantes de baterias — cobalto mais níquel — pretendem conquistar uma fatia maior do boom global dos veículos elétricos. Os dois metais muitas vezes são encontrados nos mesmos depósitos, o que cria uma oportunidade para as mineradoras e uma série de projetos antes ignorados, agora que o níquel, a exemplo do cobalto, ganha cada vez mais importância como material para baterias. Mas a ideia tem seus riscos porque o processamento pode ser mais caro e complexo.
O níquel está preparado para um rápido aumento da demanda em um momento em que a busca pela melhora do desempenho dos veículos elétricos estimula uma mudança para uma composição química das baterias que demandará uma quantidade maior do metal. Os veículos atualmente respondem por apenas 2 por cento da demanda por níquel de alta pureza, mas em 2030 precisarão de uma quantidade superior a toda a produção do ano passado, informou a Bloomberg New Energy Finance em relatório de maio.
Além disso, não há muitas minas novas entrando em produção que possam fornecer o tipo de níquel necessário para os veículos da próxima geração, segundo a Ardea Resources, que está desenvolvendo um projeto perto de Kalgoorlie, na Austrália Ocidental, que também produzirá cobalto.
“O níquel é muito atraente”, disse Katina Law, presidente-executiva da empresa com sede em Perth. “Trata-se de uma área em que provavelmente haverá escassez no futuro — há um déficit de oferta que podemos resolver.”
Outras produtoras além da Ardea são a Australian Mines e a Clean TeQ Holdings, na Austrália, e a canadense Royal Nickel. A BHP Billiton, a maior mineradora do mundo, também realiza trabalhos de teste para a produção de sulfatos de níquel e de cobalto, materiais usados em baterias recarregáveis.
Até 2030 a demanda por baterias para veículos elétricos de passageiros e ônibus se multiplicará por 25, o que promete um grande impulso para o cobalto, o níquel e uma série de outros metais, estima a Bloomberg NEF. Ao mesmo tempo, existe o risco de que os planos da indústria automotiva sejam afetados pela falta de materiais, segundo a consultoria Wood Mackenzie.
As produtoras de baterias buscam fechar acordos de fornecimento de longo prazo por níquel e as operações capazes de fornecer diversas matérias-primas para baterias terão demanda, disse Benjamin Bell, diretor-gerente da Australian Mines, que em março fechou acordo com a SK Innovation para a produção de sulfatos de cobalto e de níquel em sua mina planejada para Queensland, na Austrália.
“Isso facilita, porque desta forma elas dependem de menos peças móveis na cadeia de abastecimento”, disse por telefone.
A Australian Mines, que espera ganhar uma fatia igual de receitas com níquel e cobalto a longo prazo, está discutindo acordos de fornecimento para seus outros projetos planejados em parceria com produtoras de baterias japonesas e sul-coreanas, entre outras, disse Bell.
–Com a colaboração de Haidi Lun e Rishaad Salamat.
Fonte: Bloomerg

terça-feira, 7 de agosto de 2018

Futuros do minério de ferro na China sobem com fortes margens na produção do aço


Futuros do minério de ferro na China sobem com fortes margens na produção do aço

Os contratos futuros de minério de ferro na China subiram quase 7 por cento ao nível mais alto desde março, sustentados por fortes margens dos produtores de aço da China, enquanto a luta antipoluição de Pequim reduz a oferta do maior produtor mundial. Os preços do vergalhão de aço subiram mais de 1 por cento, para uma alta de quase cinco anos e meio, enquanto o coque subiu quase 5 por cento, para o mais alto nível em quase um ano.
Os ganhos de preço também vieram depois que a China propôs tarifas de retaliação de 60 bilhões de dólares em mercadorias norte-americanas na sexta-feira, enquanto um alto diplomata chinês duvidava das perspectivas de negociações com Washington para resolver seu conflito comercial. O contrato de minério de ferro mais negociado em setembro na Bolsa de Mercadorias de Dalian subiu até 6,5 por cento, para 512,50 iuanes (75 dólares) a tonelada, o mais alto nível desde 9 de março. O contrato fechou com alta de 4,5 por cento, a 502,50 iuanes.
“Os preços do minério de ferro são impulsionados pelas fortes margens do aço, e há mais por vir”, disse um comerciante de minério de ferro de Cingapura. O vergalhão de outubro mais ativo da Bolsa de Futuros de Xangai encerrou com alta de 1,3 por cento, a 4.224 iuanes por tonelada, perto de um pico de cinco anos e meio de 4.243 iuanes por tonelada em 1º de agosto. O carvão metalúrgico subiu 3,2 por cento, para fechar em 1.231 iuanes por tonelada, após ter atingido 1.241
iuanes, o maior nível desde 19 de junho.
Fonte: Reuters

Conselho da Petrobras aprova adesão à 3ª fase de programa de subvenção ao diesel

Conselho da Petrobras aprova adesão à 3ª fase de programa de subvenção ao diesel







A Petrobras (BOV:PETR4) informou nesta terça-feira (7), que seu conselho de administração aprovou a adesão à 3ª fase do Programa de subvenção econômica à comercialização de óleo diesel.
O decreto estabelece as diretrizes do Programa para o período compreendido entre 01 de agosto e 31 de dezembro de 2018 (3ª fase) e define seis períodos de apuração da subvenção, sendo o primeiro deles de 01 de agosto a 30 de agosto de 2018, restringindo a subvenção apenas para o óleo diesel especificamente de uso rodoviário.
A petroleira afirmou que para este primeiro período de apuração foram mantidas as mesmas condições de cálculo e de ressarcimento estabelecidas na 2ª fase do Programa, à exceção do preço de referência, que incorporou os resíduos referentes às diferenças positivas superiores a R$ 0,30/litro e ajustes de tributação de períodos anteriores.
Para os períodos subsequentes de apuração, o preço de referência será fixado pela Agência Nacional do Petróleo, pelos critérios estabelecidos nas legislações acima mencionadas.
A companhia continuará a análise econômica do programa de subvenção para os períodos subsequentes.
“Quanto ao processo de pagamento da subvenção, o decreto prevê a possibilidade da ANP realizar procedimento simplificado de verificação da documentação por amostragem, reduzindo a complexidade na comprovação em relação às fases anteriores”, afirmou a Petrobras.
Fonte: ADVFN