domingo, 16 de setembro de 2018

O QUE É GARIMPO?

O QUE É GARIMPO?

Garimpos são explorações manuais ou no máximo semi-mecanizadas de substâncias minerais valiosas, como ouro, diamantes, diversos tipos de gemas, pedras coradas, pegmatitos e outros tipos de minérios.....



O garimpo é a forma mais rudimentar de mineração, pois são localizados em áreas remotas e não contam com apoio de qualquer empresa ou órgão público, sendo muitas vezes considerado ilegal.
Esta exploração de minérios, geralmente valiosos, por meios mecânicos, pneumáticos, manuais e/ou animais, é muitas vezes feita sem nenhum planejamento e com a utilização de técnicas predatórias ao meio ambiente. A atividade do garimpo pode ser desenvolvida a céu aberto nas aluviões ou rochas mineralizadas aflorantes, ou ainda em galerias escavadas na rocha. Pode ser uma atividade altamente predatória ao meio ambiente se não for realizada com o devido cuidado ambiental.
O maior problema da atividade garimpeira na extração de ouro, é a utilização do mercúrio para possibilitar a amálgama com o ouro, de forma a recuperá-lo nas calhas de lavação do minério. Tanto o mercúrio metálico perdido durante o processo de amalgamação, como o mercúrio vaporizado durante a queima da amálgama, para a separação do ouro são altamente prejudiciais à vida. Alguns insetos metabolizam o mercúrio metálico em dimetilmercúrio, o qual é altamente tóxico para os seres vivos. Como esses insetos fazem parte da cadeia alimentar, o mercúrio orgânico acaba por ser ingerido pelo ser humano. O mercúrio vaporizado, ao ser inalado também é altamente tóxico. As maiores sequelas pela intoxicação por mercúrio se dão no sistema nervoso, podendo levar à perda da coordenação motora, e se ingerido ou inalado por grávidas, haverá a possibilidade de geração de fetos deformados, sem cérebro, etc.
O garimpo é uma atividade de extração mineral existente já há muito tempo no mundo. Os primeiros sinais dessa atividade datam do século XV, com os europeus que partiam em busca de novas terras para conquistar suas riquezas minerais. No Brasil, os garimpos começaram a despontar com maior destaque no século XVIII, com as campanhas em busca de ouro e diamantes no estado de Minas Gerais.
Para melhor entendimento, o garimpo é uma forma de extrair riquezas minerais (pedras preciosas e semipreciosas são mais comuns) utilizando-se, na maioria das vezes, de poucos recursos, baixo investimento, equipamentos simples e ferramentas rústicas. Segundo a legislação brasileira vigente sobre mineração, a atividade garimpeira é considerada uma forma legal de extração de riquezas minerais desde que atenda a determinadas regras e obrigações. É facultado a qualquer brasileiro ou cooperativa de garimpeiros que esteja regularizado no Departamento Nacional de Produção Mineral órgão no país que controla e fiscaliza todas as atividades de mineração.

Definição Pública
O Código de Mineração, Decreto-Lei N° 227/67 em seu artigo 70, considera a garimpagem como:
"O trabalho individual de quem utiliza instrumentos rudimentares, aparelhos manuais ou máquinas simples e portáteis, na extração de pedras preciosas, semipreciosas e minerais metálicos ou não metálicos, valiosos, em depósitos de eluvião ou aluvião, nos álveos de cursos d'água ou nas margens reservadas, bem como nos depósitos secundários ou chapadas (grupiaras), vertentes e altos de morros, depósitos esses genericamente denominados garimpos".

Origem do nome
A denominação - garimpeiro - veio de um vocábulo pejorativo - Grimpeiro. Os grimpeiros subiam as grimpas no passado, fugindo ao fisco. Eram os grimpeiros, mais tarde garimpeiros. O nome hoje não tem mais o sentido pejorativo. É o nome de homens arrojados que lutam na extração de pedras preciosas, ou de ouro, nos terrenos de aluvião ou quebrando cascalhos para a busca de metais preciosos.O garimpeiro muda a fisionomia da paisagem em que trabalha, por causa dos desmontes. A técnica extrativa ainda é muito primária. Muitos garimpeiros são explorados. Pagam taxas altas. Quando não tem ferramentas nem capital recorrem ao meia-praça, pessoa que financia e fica com 50% do que é encontrado. Existe também o sistema de sujeição: picuá-preso, a pessoa que faz o empréstimo tem o direito da "primeira vista", de escolher o que quiser e pagar o preço que impuser.
Faiscação: é o termo usado na procura de ouro nos cursos d'água ou nas areias que faiscam à luz do sol, nos bicames (calhas) de madeira, que trazem na água as areias auríferas para os decantadores.
Os instrumentos usados são: batéias, pás, bicames, peneiras, canoas pequenas, agitadores, etc.

A Serra Pelada 
É uma serra brasileira localizada no norte do Brasil no Estado do Pará. Se tornou muito conhecida durante a década de 1980 por uma corrida do ouro moderna, tendo sido o local do maior garimpo a céu aberto do mundo, de onde foram extraídas, oficialmente, 30 toneladas de ouro.[ Localiza-se no município de Curionópolis ao sul do estado do Pará, a aproximadamente 35 quilômetros da sede do município.
A serra é um complexo mineral que abrange uma área de aproximadamente 5 mil hectares. Hoje existe diversas Cooperativas atuantes na área defendendo os direitos minerários de seus cooperados concedidos pelo DNPM - Departamento nacional de Pesquisas Minerais, órgão vinculado ao Ministério de Minas e Energia.
Atualmente, o garimpo desativado é um lago com 100 metros de profundidade. Apesar de desativado, estima-se que existam no local cerca de 350 toneladas de metais preciosos, entre ouro, platina e paládio.

Em 1869 foi descoberta na Austrália a maior pepita em ouro do mundo, com o peso de 65,2 kg. A maior pepita de ouro já encontrada no Brasil, no garimpo de Serra Pelada, no Estado do Pará, no mês de março, do ano de 1980. A pepita pesa 60,820 kg (52,332 kg de ouro contido). Até hoje é a maior pedra já encontrada.O local da sua exposição é no Banco Central do Brasil, já que ele é o órgão responsável pela Reserva-ouro do país.



MÉTODOS E TÉCNICAS ARTESANAIS DE GARIMPO DE OURO
O método mais eficaz de mineração artesanal do ouro é o denominado "lavagem". Este baseia-se num princípio físico: objetos com alta densidade, mais pesado, são mais profundos do que de baixa densidade, mais leves. Este princípio também se aplica ao ouro. Uma característica do ouro é que ele tem uma alta densidade, que varia entre 15 e 19. As areias por sua vez, são de baixa densidade. Por conseguinte, é fácil de separar estes dois materiais com a técnica de lavagem, garimpo.

Os métodos tradicionais e acessíveis de garimpo de ouro são:
    A bateia
    A bateia é uma ferramenta ancestral simples e eficaz. A forma ligeiramente cônica do instrumento podem ser fabricadas em diferentes materiais: madeira, folha de metal, plástico, etc. O seu diâmetro pode variar de 25 a 60 cm.

    Como utilizar:
      • Coloque seus materiais na bateia, raspando o fundo da água.
      • Realizar a agitação para dividir os materiais de acordo com a sua densidade. Quanto mais pesados os flocos de ouro descem e permanecem no fundo do cone.
      • Faça movimentos lentos de rotação, criando um fluxo de água, os resíduos de areias sobem à superfície pois são mais leve e com os movimentos circulares vão para fora da bateia.
        Eclusa
        A eclusa, "banca", calha concentradora, ou comumente chamada de armadilha de ouro é, em alguns aspectos um canal que pode variar de tamanho, indo de 2 metros a dez metros o ideal, porém garimpeiros amadores usam eclusas menores e que variam de 60 centímetros a até um metro. O seu comprimento vai depender de onde ela irá ser utilizada. Ela pode ser de metal, madeira ou chapa de metal.
        Como usar:
        • A água vai ser introduzida na parte superior da eclusa ou pela corrente do rio, quer através de um sistema de bomba, ou simplesmente jogando água com um balde ou outro recipiente.
        • Os materiais são colocados na entrada (boca) da eclusa e levados por ondulações sobre uma pequena malha ( geralmente carpete) que vai "segurar" os materiais mais densos, de modo que os flocos de ouro serão bloqueados no caminho.
        • A areia vai ser conduzida para fora pela corrente de água.
        • Depois de terminado a lavagem, o carpete é retirado da banca e "batido"(lavado), este material vai ser repassado na bateia. 
        • A calha tem de ser posicionado em um ângulo de acordo com o terreno, para a gravidade funcionar melhor.
        Fonte: Geologo.com

        Para garimpeiros de fim de semana ou requeiros

        Para garimpeiros de fim de semana ou requeiros


        Existem no mercado ou podem ser adaptados equipamentos para garimpeiros amadores, ou requeiros como são chamados nos garimpos.
        A produção de ouro é limitada, mas os custos são baixíssimos e o prazer de produzir o seu próprio ouro é ilimitado.





        Fonte: Jornal Do Ouro

        Papo de Opções 15/09/2018

        sábado, 15 de setembro de 2018

        BTG reitera recomendação de compra e preço-alvo a R$ 58 para as ações da Suzano

        BTG reitera recomendação de compra e preço-alvo a R$ 58 para as ações da Suzano

        Investing.com Brasil - 14/09/2018 - 
        Suzano
        Por Investing.com – Após a aprovação da fusão entre a Fibria (FIBR3) e Suzano (SUZB3) pelos acionistas das companhias, o BTG Pactual(BPAC11) reitera a recomendação de compra para o ativo, com preço-alvo em 12 meses de R$ 58,00. Para os analistas, apesar de ser um passo esperado, o aval das assembleias representa um risco a menos para a consolidação da operação.
        As ações da Suzano operam em queda de 0,50% para R$ 51,51, enquanto Fibria soma 0,34% a R$ 76,98.
        Agora, destaca o BTG em análise enviada a clientes, o próximo passo é aprovação da fusão pelas autoridades antitruste, com destaque para a Comissão Europeia e para o Cade. No caso brasileiro, o conselho está recebendo pareceres das partes interessadas, com prazo para decisão em fevereiro do ano que vem.
        Na CE, o BTG espera a aprovação seja anuncia em breve, uma vez que há menos controvérsias a serem discutidas.
        O relatório assinado por Leonardo Gomes e Gerrdad Roure aponta que as ações da Fibria são negociadas com um desconto de 1,8% em relação ao seu valor teórico, o que mostra uma menor preocupação dos investidores do que há algumas semanas. A visão dos analistas é que a fusão deve ser aprovada sem que os termos sejam alterados.
        A equipe do BTG mantém a posição de que o negócio vai representar uma mudança para o setor, concedendo ainda mais poder de precificação e um potencial de disciplina de oferta sem precedentes na indústria. Eles entendem que a Suzano detém o melhor perfil FCF e está posicionada para se beneficiar amplamente do ponto ideal que o setor se encontra.
        Para os analistas, a empresa está negociando abaixo de 5,0xEV/EBITDA 19 (ex-sinergias) e entregas de rendimentos de FCF de dois dígitos em 2019.
        Fonte: MONEY TIMES

        Breve História da Mineralogia Brasileira

        Breve História da Mineralogia Brasileira 

        “O uso dos minerais no Brasil começou já com os índios que aqui habitavam antes da chegada dos primeiros colonizadores. Eles empregavam minerais (como jaspe, cristal de rocha, calcedônia, hematita, serpentina, jade, amazonita, ágata, aventurino, citrino, nefrita etc.) inicialmente para confeccionar ferramentas (machados, pontas de flechas, mãos de pilão, facas, furadores, raspadores). Mas, aos poucos, passaram a empregá-los também em rituais religiosos (estatuetas, ídolos), objetos de adorno pessoal (muiraquitãs, pingentes, tembetás e pedras de mando) e oferendas não religiosas.
        Primeiras Descobertas
        Em 1550, 50 anos após a descoberta do Brasil, o espanhol Felipe de Guilhem (1487-1571) escreveu ao rei Dom João III falando das esmeraldas e de outras riquezas minerais do Brasil. Em 1576, o português Pero de Magalhães Gândavo (cerca de 1540-1580) publicou o primeiro relato da existência de ouro e cristais.
        Em 1587, Gabriel Soares de Sousa (cerca de 1540-1591) registrou achados de ouro, cobre, ferro, pedras verdes usadas pelos índios como adorno, além de ametistas e granadas. Em 1589, Afonso Sardinha (?-1616) e seu filho de mesmo nome (?-1604) descobriram magnetita e dois anos depois construíram a primeira fundição de ferro do Brasil em Ipanema, atual Sorocaba (SP), que funcionou até 1628. Pedro Sardinha, neto de Afonso Sardinha (pai), e seu filho Gaspar mineraram ouro em Jaraguá por várias décadas.”
        Fonte: CPRM