domingo, 16 de setembro de 2018

DUBAI

Dubai não era nada além de um pequeno assentamento humano às margens do golfo arábico, sustentado pela pesca e pelo comércio de pedras preciosas. Sempre foi um povo dominado, primeiramente pelos turcos, em seguida pelos mongóis, pelos portugueses e finalmente pelos ingleses. Estes estiveram na região até 1971, quando a maioria dos reinos (exceto o Catar e Bahrein) concordou em unir-se e formar os Emirados Árabes Unidos. O artífice deste fato foi o Sheik Zayed Bin Sultão Al Nahyan, que governou Dubai até sua morte, em 2004. Dubai é governada hoje pelo Sheik Mohammed Bin Rashid Al Maktoum.
Dubai é, sem a menor dúvida, a cidade que mais tem nos surpreendido ultimamente e não somente por ser a de maior crescimento desde os anos 90, mas também porque esta cidade, capital dos negócios dos Emirados Árabes (e localizada estrategicamente entre as capitais financeiras de Londres e Singapura), tem se caracterizado por realizar vários e incríveis mega projetos. Projetos como o Hotel Burj Al Arab (único hotel 7 estrelas do mundo), The Palm (arquipélago artificial observável do espaço, que conterá residências, locais para entretenimento e comércio), The World (300 ilhas artificiais que representam o mapa-mundi), a pista coberta de esqui (a maior do mundo) e, ultimamente, a Cidade Internacional de Dubai, fizeram desta a cidade onde tudo, graças ao dinheiro do petróleo, é fantástico e gigante. Em breve, Dubai terá o maior prédio do planeta, o Burj Dubai, que já está em construção, e ultrapassará incríveis 800m.

O crescimento de Dubai se deve ao fato de ter investindo na construção de enormes parques industriais (investigação biotecnológica, semicondutores e eletrônicos, petroquímica, minérios e metais, etc.), aos quais são aplicados um marco regulatório específico pró negócios, fato que favorece os investimentos e a rápida instalação de novas empresas assim como o rápido retorno de 100% do capital investido, abundante energia vendida a baixos custos e uma excelente infra-estrutura aeroportuária. Aliás, o maior porto do mundo também está localizado em Dubai, seu nome é Jebel Ali ou Port Rashid.
A decisão do governo de diversificar suas atividades de uma economia baseado no comércio, mas dependente do petróleo, a uma orientada ao setor de serviços e ao turismo, fez com que a construção se tornasse mais rentável, fato que gerou um boom imobiliário entre 2004 e 2006.

Fonte: CPRM

Recursos minerais do Brasil

O Brasil é um país privilegiado quando o assunto é disponibilidade de recursos minerais. A grande extensão territorial, a localização geográfica e sua formação geológica criaram condições para que o país apresente uma ampla oferta de diversos tipos de minérios e minerais.

Mineral x Minério

Mineral é uma substância homogênea, de composição inorgânica e quimicamente definida e que surge naturalmente na crosta terrestre.


Os minérios, nada mais são que os minerais de grande valor comercial. Entre eles estão: a hematita, magnetita e pirita (minérios de ferro), a bauxita (minério de alumínio) e a cassiterita (minério de estanho).

Principais recursos minerais do Brasil

A mineração ocupa importante posição na economia brasileira, especialmente no que se refere às exportações. O Brasil possui consideráveis reservas de minério e ocupa papel de destaque nas exportações de nióbio, minério de ferro, manganês e bauxita.
Vejamos a seguir os principais recursos minerais do Brasil:
Em relação às reservas mundiais o Brasil é detém as maiores reservas de nióbio (que responde por mais de 90% das reservas mundiais), o país também tem mais da metade das reservas mundiais de barita e grafita natural. Os minérios de níquel,
   estanho e ferro também têm participação significativa em relação às reservas mundiais.

Petróleo

É verdade que o Brasil destaca-se no cenário mundial no que diz respeito à reservas e exploração de combustíveis fósseis como o petróleo. No entanto, o petróleo, assim como o gás natural, o carvão mineral e o xisto betuminoso são recursos de origem orgânica, com estrutura química e processo de formação muito distintos dos minerais aqui descritos.
Neste artigo vamos nos ater aos recursos minerais do Brasil de origem inorgânica:
  • Os minerais metálicos - como: ferro, ouro, estanho, e manganês e,
  • Os não metálicos - como: calcário, fosfato, talco e caulim.

Destaques da produção mineral no Brasil

Em relação ao mercado mundial, os minerais abaixo, percentualmente, são os mais representativos:
  • Nióbio (maior produtor mundial)
  • Minérios de ferro
  • Minérios de alumínio
  • Amianto (crisotila)
  • Bentonita
  • Vermicuta
  • Grafita natural
  • Talco

Nem tão rico assim

Seja por não possuir grandes jazidas ou por não ter exploração ou ter produção insuficiente para atender a demanda do mercado interno, o Brasil possui carência – ou dependência externa dos seguintes minerais: carvão metalúrgico, fosfato, potássio, enxofre, chumbo, fluorita, tungstênio e prata.
Estados Brasileiros maiores produtores de minérios (em toneladas):
  • 1° - Minas Gerais
  • 2° - Pará
  • 3° - Goiás
  • 4° - São Paulo
  • 5° - Bahia
  • 6° - Mato Grosso
  • 7° - Sergipe
Embora o Brasil possua uma expressiva variedade e quantidade de recursos minerais, o aproveitamento destes sofre prejuízo – em determinadas regiões - em função da escassez de tecnologia para a exploração comercial destes recursos. Nesses locais ainda é significativa a exploração rudimentar dos garimpos irregulares.
O parco desenvolvimento tecnológico voltado à indústria da mineração, tanto para a exploração, quanto para a utilização – faz com que estes recursos sejam vendidos para o mercado internacional a baixos preços. É comum também a presença de empresas estrangeiras atuando no campo da mineração no Brasil. A Vale (antiga empresa estatal privatizada em 1997) é uma gigante da mineração que atua em várias vertentes da atividade mineradora e industrial.
Fontes:
DNPM – Departamento Nacional de Produção Mineral/
VALE



CARBONO

Sem dúvida o carbono é um elemento químico extremamente importante, por ser indispensável à existência da vida - seja ela animal e vegetal - sem falar dos compostos minerais constituídos pelo elemento em questão. O elemento não-metálico tetravalente carbono, está localizado na família 4A da tabela periódica, apresenta o numero atômico 6 e massa atômica 12, e símbolo C.
Foi descoberto na antiguidade, a sua união com outros elementos para formação de compostos e moléculas é chamada de ligação covalente, ou seja, o carbono compartilha seus elétrons com os demais elementos ligando-se tetraedricamente com os quais tem afinidade eletrônica, exceto em algumas ocasiões. Sua presença na natureza ocorre em duas formas alotrópicas: o diamante e a grafite. O diamante é um sólido covalente que apresenta dureza e ponto de ebulição bastante elevado e o material mais duro existente enquanto que a grafite é menos resistente.

Normalmente a maior parte do carbono presente na natureza está na forma de compostos, principalmente nos compostos orgânicos que apresentam o esqueleto de suas cadeias compostas por este elemento. O carbono é tão essencial para existência de vida que o DNA, as proteínas e outros compostos importantes para a vida são formados por cadeias carbônicas, entre outros compostos amplamente estudados pela bioquímica.
A Química Orgânica é o ramo da química que se ocupa exclusivamente do estudo do carbono e de seus compostos, isto não quer dizer que não existam compostos carbônicos inorgânicos, como veremos seguir. Está presente em todo o reino animal e vegetal formando os compostos essenciais para a vida. Em minerais, este se encontra na forma carbonatos, carbetos e bicarbonatos.
A presença do carbono é cotidiana, e observa-se isso pelos compostos cujo, as suas formulas químicas são formadas por um esqueleto carbônico tais como a celulose das nossas roupas e do papel, dos plásticos e dos nossos alimentos e até mesmo os números e pesos atômicos tem como referencia a massa atômica do carbono de acordo com a convenção de 1977 da comissão de pesos atômicos da IUPAC.
Além do diamante e do grafite citado acima o carbono apresenta uma outra forma alotrópica descoberta em 1985 chamada fulereno com moléculas formando estruturas com 60 átomos de C, batizado com este nome em homenagem ao arquiteto R. Buckminister Fuller.
Informações importantes:
  • Símbolo: C
  • Massa Atômica: 12 u
  • Número atômico: 6
  • Ponto de Fusão: 3550°C
  • Ponto de Ebulição:4289°C
  • Formas alotrópicas: Diamante e grafite.
  • Configuração Eletrônica: 1s², 2s², 2p²
  • Hibridização: sp³
Alguns Compostos de Carbono:
CH4, Na2CO3, C2H6, C2H5OH, CaC2
Ligações de estruturas carbônicas mais comuns:


Fonte: CPRM




História do Ouro no Brasil

No fim do século XVII a produção açucareira no Brasil enfrenta uma séria crise devido à prosperidade dos engenhos açucareiros nas colônias holandesas, francesas e inglesas da América Central. Como Portugal dependia, e muito, dos impostos que eram cobrados da colônia a Coroa passou a estimular seus funcionários e demais habitantes, principalmente os do Planalto de Piratininga, atual São Paulo, a desbravar as terras ainda desconhecidas em busca de ouro e pedras preciosas.
A primeira grande descoberta deu-se nos sertões de Taubaté, em 1697, quando o então governador do Rio de Janeiro Castro Caldas anunciou a descoberta de “dezoito a vinte ribeiro de ouro da melhor qualidade” pelos paulistas. Neste mesmo ano, em janeiro, a Coroa havia enviado a Carta Régia onde prometia ajuda de custos de R$ 600.000/ano ao Governador Arthur de Sá para ajudar nas buscas pelos metais preciosos.

Iniciou-se então a primeira “corrida do ouro” da história moderna. A quantidade de gente deixando Portugal para vir ao Brasil era tanta que em 1720 D. João V criou uma lei para controlar a saída dos portugueses, como a proibição da emigração de portugueses do noroeste de Portugal, bem como autorizações especiais e passaportes para outros casos. De 300 mil habitantes em 1690, a colônia passara a cerca de 2.000.000.
Durante o século XVIII, auge do período de exploração do ouro no Brasil, diversos povoamentos foram fundados. Esta foi a medida encontrada pela Coroa para tentar acalmar um pouco o verdadeiro caos que se instalara na colônia com cidades inteiras sendo abandonadas por seus habitantes que saíam em busca de ouro nos garimpos.
Após a queda de produção do sistema de exploração aurífera de aluvião, passou a ser necessárias técnicas mais refinadas que exigiam a permanência por maior período do garimpeiro junto aos locais de exploração o que também contribuiu para o estabelecimento das vilas.
É nesse período que são fundadas as Vilas de São João Del Rei, do Ribeirão do Carmo, atual Mariana, Vila Real de Sabará, de Pitanguí e Vila Rica de Ouro Preto, atual Ouro Preto, além de outras.
Porém, a Coroa, que já impusera o imposto do Quinto quando do começo das explorações, onde exigia que um quinto de tudo que fosse extraído seria dela por direito, ainda resolvera completar a carga tributária com mais impostos gerando uma série de insatisfações (incluindo a Inconfidência Mineira, que teve na exploração da metrópole um de seus principais motivos).
A exploração do ouro no Brasil teve grande importância porque deslocou o eixo político-econômico da colônia para região sul-sudeste, com o estabelecimento da capital no Rio de Janeiro. Outro fator importante foi a ocupação das regiões Brasil adentro e não apenas no litoral como se fazia até então. A exploração aurífera possibilitou ainda, um enorme crescimento demográfico e o estabelecimento de um comércio/mercado interno, uma vez que os produtos da colônia não eram mais apenas para exportação como ocorria com o açúcar e o tabaco do nordeste e fez com que surgisse a necessidade de uma produção de alimentos interna que pudesse suprir as necessidades dos novos habitantes. Ainda um último aspecto importante da explosão demográfica provocada pelo período de exploração do ouro no Brasil colônia, foi a questão do desenvolvimento de uma classe média composta por artesãos, artistas, poetas e intelectuais que contribuíram para o grande desenvolvimento cultural do Brasil naquela época.


Fonte: Geologo.com

O Ouro (Au)

O Ouro (Au), muito conhecido por ser símbolo de riqueza, é um elemento químico metálico nobre, ou seja, dificilmente sofre oxidação. Seu número e massa atômicos valem respectivamente 79 e 197 u. E, quando em estado oxidado (através de uma mistura de ácidos ou na presença de halogênios) apresenta Nox +3 ou +1.
Ouro. Foto: AVprophoto / Shutterstock.com
Ouro. Foto: AVprophoto / Shutterstock.com
É um ótimo condutor de eletricidade e calor, porém por inviabilidade econômica é praticamente inutilizado para esses fins. É o metal mais dúctil e maleável conhecido: cerca de 1 grama de ouro pode ser laminado em até 1 metro quadrado. Por isso utilizam-se outros metais, como a prata e o cobre, para que sua tenacidade aumente e a liga seja mais resistente que o ouro puro.


Em estado natural e nas condições ambiente, o Ouro é sólido e apresenta coloração amarela metálica com muito brilho.
Por ser um metal nobre, o Ouro é pouco reativo e seus principais compostos são: óxidos não espontâneos, como o Au2O3, o tricloreto de ouro (AuCl3) e o ácido cloroáurico (HAuCl4); além disso, é atacado por uma mistura de ácidos nítrico e clorídrico (na proporção 1:3) e se dilui em mercúrio.

Ocorrência

O Ouro está presente em toda a parte da natureza, porém em concentrações ínfimas. Como exemplo, estão as águas do mar que contêm cerca de 1 Kg de ouro a cada 8,3 bilhões de litros, ou ainda, na crosta terrestre onde a concentração é de cerca de 1 Kg do metal a cada 200 000 toneladas de massa sólida (litosfera). As grandes minas possuem concentração de 1 Kg a cada 334 toneladas.
Por ser tão raro, o Ouro possui um alto valor comercial e esse valor está em constante mudança já que, assim como as moedas estrangeiras, possui preço cotado diariamente.
Há 18 radioisótopos conhecidos do Ouro (Au 197), sendo o Ouro 195 o mais estável, com meia vida de 186 dias.

Reservas

As reservas mundiais de ouro são de cerca de 90 500 toneladas por ano, donde o Brasil detém cerca de 1,9 % (ou 1720 toneladas por ano, 10ª maior reserva). A produção ao redor do globo vale cerca de 2 500 toneladas por ano, e o Brasil contribui com cerca de 1,6% (ou 40 toneladas por ano, 14º maior produtor).
De acordo com as perspectivas de produção e consumo atuais, todo o Ouro existente na Terra deve durar até 2042, ou seja, pelos próximos 32 anos.

Aplicações

O ouro é amplamente utilizado na confecção de jóias (anéis, relógios, colares), medalhas, circuitos eletrônicos, moedas e até é submetido à modificação química para ser comestível (como visto em alguns doces e guloseimas refinadas).
Além do símbolo de ostentação, o Ouro (a forma de isótopo Au 198) é utilizado no tratamento de cânceres, nos processos de fotografia (como ácido cloroáurico) ou como revestimento de satélites por ser ótimo refletor de radiação infravermelha.
Para a determinação da pureza de uma liga de ouro, basta dividir sua classificação em quilates por 24 e multiplicar por 100, ou seja, um anel de 10 g de liga com 12 quilates possui 50% de sua massa constituída por Ouro (5 g).

Descoberta

O ouro é conhecido desde a Antiguidade: há evidências na Bíblia Sagrada e em hieróglifos escritos no Egito por volta do ano 2 600 a.C., portanto não existe nenhum responsável unânime pela sua descoberta.

Fonte: Minérios